Notas iniciais
[Nota da NanamiUchiha] Yoo minna !! ^-^ Bem, antes de mais queria agradecer - e muito - à J Lannister por ter favoritado a nossa Fic :) Ficámos muito felizes por o teres feito, é muito gratificante para nós, acredita :) Gostava de agradecer também às meninas que deixaram comentários no Capítulo anterior - karinsaku e Natasha - e ainda à nossa querida Yin Haru, que voltou a aparecer e deixou o seu Review nos Capítulos 9, 10 e 11. Muito obrigada, meninas :) É o vosso apoio que nos mantém na activa e ficamos muito felizes por continuarem a ler e a gostar da nossa Fic! E heis que chega o fim-de-semana e obriga o nosso casalinho a ficar sem se ver :< Fim de semana mau, mi. Mas pelo que escrevi não me parece que o fim-de-semana do Sasuke fosse de descanso, coitado, eu sou tão má para ele às vezes... Bem, ele gosta :P. Para verem o que eu andei a tramar, é só puxarem a página para baixo, lerem e depois encontrarem a Sahh nas notas finais, minna o/

– Mas tu ainda estas deitado??

– Oh não…

– Oh sim! Andor, toca a sair da cama!

– Porque é que isto me soa tão familiar??

– Porque te lembraste que eu fiz isto para aí a semana passada, o que até é querido da tua parte, dado que não te lembras do que fazes, a maior parte do tempo. Andor!

– Naruto-Kun, deixa-o estar, é o quarto dele…

Mandei um enorme salto na cama, ao ouvir uma voz meio tímida de mulher a flutuar pelo quarto e só me puxei até cima para me tapar com os cobertores. Mas ele era parvo? Tinha trazido a namorada/noiva para o meu quarto, sem qualquer tipo de aviso?? E se eu estivesse sem roupa?? Não era o caso, mas também receber uma pessoa em boxers não me dava melhor imagem.

– É o quarto dele, mas ele agora tem visitas, Hina.

– E como visita, eu devia ter ficado lá em baixo…

– Concordo com a tua noiva, dado que não estou em condições de receber uma pessoa no quarto. – Disse num tom que, sinceramente, se ele não percebesse o que eu queria dizer, era por ser mesmo muito burro.

– Ahh, está descansado, a Hinata já viu pior que esse corpo de cão magricela.

– Não duvido, basta olhar para o teu…

– Ei!

– Naruto-Kun…

– Ei nada, deixa-me vestir ao menos!

– Hai, hai… Despacha-te. – Vi-o dar-lhe a mão, puxando-a para fora do meu quarto, ouvindo um som abafado antes de um queixume dele e de um “Que raio de maneira de me apresentares”, “Descuuuuulpa…”.

Ri-me um pouco para mim mesmo. Ele não mudara coisa nenhuma, continuava impulsivo e fala barato. Vesti-me num instante, apenas umas calças de ganga e uma camisa e saí dali. Ele ainda esfregava o alto da cabeça, com os olhos a lacrimejar. Parecia ter finalmente encontrado alguém que o calasse.

– Vamos para a sala, é melhor. – Disse, seguindo para o andar de baixo. – Querem comer alguma coisa?

– Ramen!!

– Tu comeste antes de virmos para cá, Naruto-Kun…

– Mas eu já tenho fome, Hina. – O Naruto fez biquinho, passando a mão pela cintura dela. – Sabes que preciso de muito sustento e acordar este teme faz-me sempre ficar faminto.

– Isso dito assim pode ser mal interpretado… – Disse, entredentes, pedindo depois o meu pequeno almoço à Governanta quando cheguei à sala. Indiquei-lhes o sofá maior, rondando depois a poltrona mais ao pé da lareira. – Bem, vamos fazer as apresentações como deve ser, já que há quem não as saiba fazer. Sou o Uchiha Sasuke, prazer em conhecer-te, Hinata.

– Hy… Hyuuga Hinata. O prazer é todo meu Sasuke-San. – Ela curvou a cabeça, tal como eu, após o que nos sentámos de novo.

– Era preciso tanta cerimónia, podiam ter-se cumprimentado normalmente.

– Este é o “cumprimentar normalmente” daqui, Naruto, já não estás nos Estados Unidos.

– Continuamos retrógrados, estou a ver.

– Ena, ele aprendeu palavras caras. Estou a ver que tens sido uma boa influência para ele, Hinata-San. Quando ele saiu daqui mal sabia juntar duas palavras.

– Eu ainda apanhei essa fase dele, sei bem como era.

– Também levaste com o “dattebayo”?

– Durante muitos meses. De vez em quando, ele ainda o diz quando fica mais animado. – Hinata riu-se, passando a mão pelo cabelo do louro irrequieto, que espetou de novo o beiço.

– Eu estou bem aqui, sabem?

– Se não estivesses a gente falava ainda pior de ti, dobe.

– Não comeces, teme! Depois dizes que sou eu que não me calo!

– E não te calas mesmo. – Caímos na risota os três depois. Estivemos uns bons minutos a relembrar velhos momentos meus e do Naruto, mostrando um lado dele que a Hinata repreendera mas que do qual só agora percebia as verdadeiras ramificações e tudo o que acontecera. Numas partes – mais referentes à nossa infância de fraldas e caneladas –, ela riu-se muito, noutras ficou muito calada, abanando a cabeça com um olhar repreendedor, fazendo muitas vezes o Naruto encolher-se a um canto. Algo me dizia que ela não era somente a rapariga meio tímida que eu via à superfície, pois se o fosse não haveria modo de ela ter amansado o Naruto que eu conhecia.

Escusado será dizer que o meu pequeno-almoço foi repartido entre mim e ele, dado que não era só na conversa que ele não conseguia manter a boca fechada. Tive de pedir mais torradas pelo menos três vezes, até ambos nos dar-mos por satisfeitos.

– Ahh, muito melhor assim. – Suspirou ele, batendo na barriga e recostando-se para trás com um ar sonhador.

– Continuas a parecer um morto de fome.

– Não tenho culpa, eu preciso de sustento.

– Espero que esse sustento venha depois do teu trabalho, porque aviso já que o meu salário vai para as despesas. Por isso, trata já de começares a pensar em ir para a empresa do teu pai ou vais passar fome.

– Sniff, consegues ser tão ditadora quando queres…

– Estavas mesmo a contar que eu te sustentasse que nem um bebé grande, não estavas? Precisas que te dê de novo um sermão?

– Aa… Não, não amor, não é preciso, eu lembro-me bem dele. – Ele afastou-se logo, por algum motivo, levando as mãos tanto à cabeça como às calças, confirmando as minhas suspeitas de que a Hinata não era assim tão pacífica. Não era só pelo estômago que ela o tinha agarrado. Contive um sorriso. – Até tive de o repetir, sabes? O Sasuke ainda estava naquele estado de lamentar em que me conheceste.

– Vais mesmo fazer queixinhas de mim para te livrares?

– Deixa-me livrar o meu pescoço, teme.

– Do meu ponto de vista, acho que não é só o pescoço que estás a tentar livrar.

– Isso não pequenos pormenores.

– Lá pequenos…

– Ahh, cala-te!

As poucas horas que eles estiveram lá em casa deram-me mesmo a certeza de que o Naruto que eu conhecera ainda lá estava, apesar de agora estar bastante mais bem domado e civilizado. O que havia entre ele e a Hinata superava tudo o que eu podia esperar, tendo em conta que… Bem, que uma das partes era o Naruto e eu sabia muito bem o que ele pensara de relações, em tempos. Por volta da hora do almoço, a Hinata desculpou-se para a saída pois tinham combinado de irem almoçar com a família dela, e o Naruto foi atrás, com uma caudinha imaginária que ficava cada vez mais visível aos meus olhos, gritando feliz “sukiyaki, sukiyaki” pelo caminho.

Fitei a porta durante muito tempo, ponderando se havia de sair ou não. Por um lado não me apetecia estar em casa. Por outro, não fazia ideia de para onde deveria ir, sem ser os sítios que eu me forçava a mim mesmo para não tornar a visitar. Que se lixe, pensei, levantando-me e indo vestir uma camisola, pondo um lenço em redor do pescoço e o casaco depois por cima.

Fazia frio lá fora. Não ao ponto de nevar, mas as nuvens já se estavam a pôr-se com essa disposição. Fazia anos que eu não via neve, pelo menos ao ponto de a apreciar. Talvez hoje fosse a minha oportunidade. Andei uns bons quarteirões a pé, até chegar ao centro da cidade. Milhares de pessoas se atarefavam, serpenteando de um lado para o outro pelos passeios, apontando para uma ou outra loja em que estavam interessadas. Ouvia, confessamente maravilhado, o palrar das suas conversas por entre os gritos de alguns vendedores para lhes chamar a atenção e por entre o chilrear das crianças, quer de alegria, quer de alguma birra que estivessem a fazer.

Para falar a verdade, eu já nem me lembrava se o Natal já tinha passado ou não. Desde que a minha mãe morrera que não havíamos voltado a comemorar tal coisa. Apenas algumas datas que me vieram à cabeça é que me confirmaram a passagem dessa data, pois eu já assinava documentos com a data do novo ano. Nem essas festividades me tinham feito acordar um pouco…

Parecia que tinha vivido numa bolha durante anos.

– Ei, Uchiha!! – Olhei em volta, confuso, procurando quem me chamava mas não vi ninguém. Somente quando olhei para trás, sentindo uns dedos baterem-me nas costas, é que me virei. Vindo aparentemente do nada, um grande copo de gelado com cobertura de café quente foi despejado na minha cara. Por entre os pedaços gelados que tentava afastar da vista, reparei nos cabelos compridos e vermelhos.

– Olá para ti também, Karin.

– “Olá”?!? É tudo o que tens a dizer-me?

– Que mais queres que te diga?

– Pelo menos “desculpa por nunca mais ter ido ter contigo e pelo que te disse da última vez”, não?

– Por favor, não faças escândalo. – Pedi, enquanto usava o lenço para continuar a limpar a cara.

– Porquê? Vou estar a sujar o teu “nome”? Não te preocupaste com isso quando começaste a ir às putas, pois não?

– Karin eu não te vou pedir de novo…

– Estás irritadinho? O que vais fazer? Bater-me? – Ela pôs a face a jeito, mesmo para me provocar. – Anda, bate. Para isso tenho a certeza que já és homem o suficiente, certo? Tenho a certeza que isso não mancharia o teu nome tanto quanto pedires desculpas a uma rameira, certo?

Suspirei fundo, passando a mão pelo rosto tentando ganhar alguma calma, enquanto ela falava sem parar.

– Ok, ok, pronto. Desculpa. Era isso que querias ouvir? Desculpa. – Disse agarrando-a pelos ombros e impondo distância entre nós. – Agora deixa-me em paz e sossego.

– Vais lá hoje?

– Não.

– Quando então?

– Nunca mais. Eu mudei, Karin. Não volto mais a procurar-te, nem a ti, nem a ninguém com a tua… Profissão.

– Tu não mudas assim de um momento para o outro, Sasuke. Nem com todos os sermões do teu pai tu mudaste, durante estes anos. – Senti ela aproximar-se de novo, as mãos procurando o fecho das minhas calças, apesar de disfarçar cada movimento. – O que aconteceu? Encontraste alguém melhor na cama que eu?

– Pára…

– Ou…?

– O que é que queres para me deixar em paz?

– Ohh, vais me subornar agora, é? Calar-me para eu te deixar em paz e não pôr a boca no mundo e dizer a toda a gente que o poderoso herdeiro das empresas Uchiha só vai para a cama com putas?

– Fala baixo…!

– Obriga-me.

Olhei em volta, tentando sempre disfarçar a nossa discussão, apesar dela fazer de propósito para elevar a voz nas partes em que a devia manter baixa. Tentei sempre também manter as mãos dela afastadas da parte do meu corpo que ela procurava para me provocar.

– Diz-me quanto queres e eu pago-te. Eu nunca mais te vou procurar, por isso posso pagar-te bem. Pensa bem nisso. Pode ser a tua saída dessa vida e tudo.

– E quem te diz que eu quero sair?

– Ahh, Karin, quantas vezes choraste ao pensar que eu estava a dormir, a lamentares ter de andar na vida que andas para poderes ter o que comer, para ti e para o teu irmão? Porque não pensas no Nagato, para variar um pouco? Aposto que ele já tem várias mensalidades da escola em atraso…

– Não tens mesmo coração, tu… És completamente podre por dentro. Tu fingias estar a dormir para não me ouvires??

– Eu não pagava para te ouvir, mete isso na tua cabeça! Mas agora estou a tentar redimir-me. De quanto precisas?

Vi os olhos dela tremeluzirem de insegurança. Ela sabia que eu a podia, pelo menos, ajudar a sair do buraco em que ela estava enfiada há anos.

– 500.000¥ para as coisas dele, pelo menos… – Disse ela baixinho, deixando de me tentar tocar.

– Fazemos assim, então. Eu dou-te o dobro disso agora, é o máximo que eu consigo levantar de uma vez. E daqui a um mês dou-te outro tanto para garantir que, pelo menos para ele, não falta nada. Ok? E tu, em troca disso não me procuras mais, não me atacas mais, nem dizes nada sobre mim a ninguém. Percebeste?

Ela acenou. Sabia bem que o que lhe ia dar naquele momento, em que me dirigia para a caixa multibanco, era mais do que ela ganhava em meses a deitar-se com homens sem fim. Eu tinha sido uma besta com ela sim, ela sabia-o, eu admitira-o. Mas agora podia fazer algo por ela que nunca ninguém fizera e ficar a limpo na sua lista negra. Tratei das coisas rapidamente, vendo-a desaparecer no sentido contrário ao bar onde ela trabalhava, sem dúvida de regresso a casa.

Eu continuei a caminhar pela rua, sentindo os restos do gelado a começarem a cristalizar-me na cara, tal era o frio que se estava a por. Tinha as mãos tolhidas dentro dos bolsos, arrependendo-me de não ter trazido luvas comigo. Estava já perto do parque de Naitomachi quando pequenos flocos me começaram a cair sobre a cabeça, derretendo sob o meu cabelo e sob o nariz.

Apesar do frio e do vento, sentei-me num dos bancos do parque, vendo a paisagem tornar-se cada vez mais branca. Por dentro, sentia que aquilo vazio que me acompanhara durante anos estava a ficar cada vez menor. Sorri somente um pouco, tirando o telemóvel do bolso e procurando o número dela nos contactos, pela letra S. Tirei uma foto já quando a neve tinha enfeitado a paisagem e escrevinhei uma mensagem em anexo.

“Começou a nevar. Se estiveres a pensar sair à rua agasalha-te. Está frio como tudo.”

Notas finais
[Nota da SahhChan] E pronto, aqui está :) Parece que finalmente conhecemos a Hinata, a noiva do baka do Naruto - pobrezinho, eu sou tão má para ele kkk'. Lamentamos se ela está um pouco diferente do que era esperado mas acho que a Nanami alterou alguns traços da sua personalidade propositadamente para que ela não parecesse tão mole em relação ao seu noivo. Afinal, ela tem de o saber pôr no lugar dele, certo? Kkk' E será que o Sasuke, finalmente, se conseguiu livrar da lapa da Karin? >.< Eu espero bem que sim e o meu lado de Sakura também ou ela irá ver-se comigo humpf -.-' Até ao próximo Capítulo, minna !! Sayonaraaa o/