Notas iniciais
[Nota da NanamiUchiha] Antes de mais nada, vou começar por agradecer à worldSasuSaku por ter favoritado a nossa Fic :) Ficámos muito felizes, muito obrigada :) Agradeço ainda às meninas que comentaram o Capítulo anterior - Little Dhampir, worldSasuSaku, Alinne Uchiha, Misaki2Mashiro, Natasha, karinsaku, Yin Haru e Fernanda Guesser Hoeller - e ainda pelos comentários deixados pela Misaki2Mashiro nos Capítulos 10, 11, 12 e 13, e aos deixados pela Yin Haru no Capítulo 13. Bem, obrigada minhas lindas :) Uffa... Hoje os agradecimentos foram grandes ^-^ Mas nós gostamos assim :) Ora bem... :esfregando as mãos: Depois de quase metade de uma tarde de volta disto e de várias tentativas abortivas, eis que chegou o Capítulo que toda a gente ansiava o/ Aviso já que vai ser um Capítulo repartido entre mim e a Sahh pois o esboço da ideia que temos ficaria grande de mais para um Capítulo só e... Bem, ela fez de propósito para eu escrever esta parte e eu troco-lhe as voltas e obrigo-a afinal a escrever também muahahah xD. Bem, à parte dos meus planos maléficos, é só puxarem para baixo e lerem o começo do que promete ser um dia marcante para os dois pombinhos o/ Espero que gostem e não se esquecem de encontrar a Sahh nas notas finais o/

Não tinha dormido praticamente nada e isso era claramente visível no meu rosto, constatei assim que fixei o reflexo metálico que me era devolvido pelo elevador. Tirando isso, estava minimamente apresentável, quer para um dia de trabalho, quer para um almoço um tudo-nada informal. Certo que passara mais tempo do que o habitual a escolher a roupa – coisa que eu odiava fazer –, mas era necessário. Para minha própria surpresa, dava por mim a pensar que queria somente que ela gostasse de passar aquele tempo comigo, sem se sentir pressionada por “estar a almoçar com o chefe”.

A minha expressão passiva e os meus nervos foram postos à prova assim que saí do elevador. Kami-Sama do meu céu… Ela estava tão linda… Eu nem nunca tinha imaginado que ela teria um cabelo assim tão comprido, que lhe caía elegantemente pelos ombros, percorrendo todo o caminho das costas. Imaginei, durante uns segundos, se seria comprido ao ponto de tocar na cintura, mas abanei a cabeça para tirar essa imagem da mente. Se queria manter a postura tinha, pelo menos, de manter a baba dentro da minha boca.

– Bom dia, Sakura.

– Bom dia, Doutor… – Ahh, outra vez o doutor? Ia ter de trabalhar naquilo, se não ela passava o tempo todo a tratar-me assim e depois o meu almoço não me descia a goela. Principalmente se ela falasse com aquele mesmo rubor que tinha presente na face, ao levantar-se e vir atrás de mim. – Só para lhe dizer que… Sabaku-Sama já está à sua espera.

– E o meu dia que tinha começado tão bem… – Resmunguei entre dentes, levando a mão à maçaneta. – Obrigado. E… Estás linda.

Não era mentira nenhuma, e ela tinha de ter noção de que o estava. O vestido contrastava com os cabelos, evidenciando a pele clarinha, mas não demasiado. O casaco, curto, pela zona do peito, chamava a atenção ao contraste e o colar… Beeeem, o colar chamava a atenção para outras coisas, mas eu não me ia focar nisso. Ouvi um “obrigada” muito baixinho, antes de rodar a maçaneta e enfrentar uma manhã repleta de discussões, análises e bocas trocadas de parte-a-parte.

Iria ser um caso complicado e eu, claramente, não estava na pose de todas as informações. Do mesmo jeito que eu não queria abrir mão das poucas informações que tinha, o idiota do Gaara também não me queria pôr a par daquilo que eu não sabia. Se não fosse o acontecimento que se iria seguir, eu teria ficado com uma pilha de nervos e, de certeza, que desta vez lhe atiraria com o telefone à cara.

Ele saiu por volta do meio-dia, o que ainda me deixou cerca de uma hora e meia antes da minha pausa. Supostamente, eu devia trabalhar durante esse tempo. Tempo que o meu “supostamente” diz tudo. Fazia a cadeira balouçar ligeiramente no lugar, que nem um pêndulo, enquanto eu batotava com os dedos no tampo da mesa, fixando a porta que me separava do local onde ela estava. Ia parecer meio desesperado se fosse lá fora e a começasse a rondar certo? Não queria que ela voltasse atrás e desistisse por eu estar armado em stalker.

Ahh, mas aquela espera ia dar cabo de mim!! Apoiei a cabeça na palma da mão, enquanto olhava para a tela do computador, fazendo o rato dar mil voltas antes de clicar em qualquer ícone. Os meus olhos iam de minuto a minuto, bater nos ponteiros do relógio. Certamente aquela era a hora e meia mais lenta que eu já vira a passar. Os meus dedos começaram a tamborilar no tampo ao ritmo do ponteiro dos segundos, à medida que a hora se foi aproximando. Vá lá... Mais uns segundinhos... Aguenta mais uns segundinhos... Será que ela também estava assim? Tão ansiosa como eu? Ela não tinha razões para isso, já me afastara tanta vez, mas... Eu ainda mantinha as esperanças que ela ansiasse tanto por passar algum tempo comigo como eu ansiava passar com ela.

Assim que bateram as 13:30h levantei me de supetão, fazendo um schhh depois para a cadeira, para esta não fazer tanto barulho. Ela ir perceber que eu... Que eu o quê? Estava nervoso? Desde quando eu ficava nervoso por sair com uma mulher? Bem... Desde que mudara de mentalidade, certamente... Vesti o casaco, ajeitando-me depois com o reflexo do ecrã. Aquele rabo de pato nunca baixava mesmo, constatei com um suspiro. Bem, teria de ir mesmo assim. Olhei de novo as roupas informais. Normalmente, só me vestia assim aos fins-de-semana quando não me apetecia estar em casa, mas tinha sido a única maneira dela não ficar oprimida pela minha faceta de boss. Naquela tarde eu queria que ela me visse como... Talvez um amigo... Pelo menos para começar.

Levei a mão à maçaneta da porta, ficando por momentos a contemplá-la, enquanto ela ainda se atarefava de volta das coisas dela. Os olhos dela encontraram os meus, somente por alguns segundos, mas foi o suficiente para ela ficar com as bochechas totalmente coradas. Senti o sorriso espalhar-se pelo meu rosto e tive a certeza de que pareceria um idiota, a mostrar os dentes todos daquela maneira. Aproximei-me da mesa dela, tentando compôr um ar admirável mas ao mesmo tempo atraente. Tudo isso foi totalmente arruinado, quando me sentei na pontinha do tampo da mesa e praticamente, no mesmo segundo, quase caí de cu no chão. Ela escondeu um riso, que eu ainda ouvi por entre o limpar da minha garganta.

– Então, aa… Vamos almoçar?

– Sim… Eu trouxe as sanduiches como combinado... Quer que... Vá lá abaixo ao bar buscar alguma coisa para bebermos?

– Eu vou se quiseres... Mas sempre queres comer aqui, ou vamos para o jardim?

– P-Para o j-jardim? – Antecipei as palavras dela mesmo antes dela as proferir. – É... É melhor ficarmos aqui, Doutor... Para... Para não...

– Para não haver falatório, eu sei, eu sei. Mas sem essa do “Doutor”. – Enxotei a palavra, como quem enxotava uma mosca. Carreguei no botão para chamar o elevador, virando-me depois para continuar a falar com ela. – Vai treinando de me chamar Sasuke enquanto eu vou buscar as bebidas... O que, considerando o tempo que o elevador demora, vai ser tempo e retempo para o fazeres.

Sorri perante o nervosismo dela, ao vê-la começar a tirar as coisas da sacola, com as mãos todas a tremer. Quase de certeza que ela iria morrer do coração com as minhas próximas palavras, mas era algo necessário.

– Prepara tudo na minha sala, é melhor. Ahh, não me olhes assim. Lá temos mais espaço, e se vierem cá a este andar, pelo menos não nos chateiam. Já venho sim? – O som da porta do elevador a fechar foi-me tudo menos reconfortante. A minha ansiedade disparou de novo e fui tamborilando com os dedos no metal, olhando para os números a decrescerem bem mais devagar do que aquilo que eu queria. Vá láaa..... Tinha a sensação de que, se eu me demorasse muito mais que cinco minutos, ela desistiria e iria embora comer para outro sítio qualquer onde não tivesse de olhar para mim. Imaginei a minha reacção como a de um cartoon.

Pelo menos, tive sorte com a fila do bar porque só tinha duas pessoas à minha frente. Rapidamente, fiz o meu pedido, descontando o dinheiro do meu cartão de refeições dali. Não sabia bem de que tipo de sumo é que ela gostava e, dado o meu estado de nervos, era melhor não pôr alcool à mistura, logo optei por dois sumos de laranja naturais. O processo de ascenção do elevador foi igualmente demoroso ao voltar para o escritório, fazendo-me suspirar de impaciência. Praticamente me benzi quando a porta do elevador se abriu. Ao fundo, já dentro do meu gabinete, podia vê-la junto à janela apreciando a passagem, com os braços a rodearem o corpo. Sorri, verificando que a comida sobrevivera a transacção entre salas.

– Voltei. – Os olhos dela procuraram os meus, encarando-os com tal intensidade que até fiquei algo envergonhado. Ela não se mexera, parecendo até ter alguma dificuldade em tal. – Antes de mais nada, deixa-me só dizer-te isto, porque ainda não tive a oportunidade de o dizer como deve ser. Tu estás... Absolutamente linda, hoje. Eu nunca te tinha visto de cabelo solto e fica-te tão bem, eu...

O rubor voltou ao rosto dela, enquando ela confiava uma madeixa do cabelo, envergonhada.

– Obrigada...

– Não tens de agradecer... Vamos comer, então? – Resolvi avançar, antes que aquele silêncio tão pessoal atacasse de novo.

– S-Sim. – Vi-a esfregar os braços, tentando friccionar a pele, procurando fornecer a si mesma mais calor.

– Tens frio? Queres o meu casaco? Posso ligar o aquecimento central se quiseres...

– Não, não é necessário, eu estou só...

– Nervosa?

– Bem... Sim...

– Acredita, eu também o estou. – Assisti enquanto ela abria a caixa das sandes, o seu rosto espelhando uma expressão de quem não acreditava no que eu acabara de dizer.

– Não vejo... Nenhum motivo pelo qual o Doutor possa estar nervoso...

– Quem é que é esse Doutor mesmo? – Cocei a cabeça fazendo-me de desentendido, deixando-a sentar-se na minha cadeira, sentando-me eu na cadeira que era costume ficar para os clientes. Arregacei as mangas, tentado dar o exemplo com o meu à vontade, enquanto ela separava duas metades de uma sandes e levava uma na sua direcção. Automaticamente, estiquei-me na direcção da outra, abafando um gemido da minha barriga ao dar um dentada.

– Aa... – Ela riu-se, meio sem jeito. – Eu vou ficar ainda mais nervosa se não o tratar por Doutor.

– É assim, eu por mim não me importo, tu ficas linda quando estas nervosa. – Brindei-a com o meu melhor sorriso. – Mas gostava realmente que deixasses de me chamar Doutor... Pelo menos quando não estou oficialmente a trabalhar... Podes até acrescentar um honorífico, se quiseres... Se te for mais fácil assim. Mas enquanto me chamares doutor vais estar sempre a almoçar com o teu chefe.

Ele desviou os olhos, muito corada, por eu a ter pego com as próprias palavras dela.

– É só que... É-me... Muito estranho referir-me a si como... Uchiha-Sama ou algo do género.

– Sasuke-San basta. Ou mesmo Sasuke-Kun... Mas Uchiha-Sama não, por favor, ainda tenho um bom corpinho e uma idade decente, nao sou assim tão velho.

O riso dela fez coro com o meu, mas ela optou por escondê-lo com a mão.

– Já me tinha esquecido como o Doutor... – Emendou-se rapidamente. – Peço desculpa... O... O S... Sasuke-San... Gostava de ser brincalhão...

– Ahh, finalmente, assim já posso relaxar. – Disse sorrindo, dando mais uma dentada na sandes. Estiquei os pés para os colocar sobre a caixa de arquivos que figurava ao lado da minha secretária. Estava na hora de tirar alguns nabos da púcara. – Então, como foi esse fim-de-semana?

– F-Foi... Bom... – Ela encolheu ligeiramente os ombros, enquanto dava um gole no sumo. – Só sai no Domingo visto que no Sábado já tinha planeado ficar a descansar... Mas ainda bem que adivinhei e não combinei nada nesse dia visto que... Esteve muito frio e...

– É verdade, nevou e tudo – Disse com um ar sonhador, fazendo uma espécie de dança da vitória por dentro por ela me ter dado a conhecer que tinha recebido a SMS. Entao era mesmo aquele número, ela ainda não tinha mudado desde que preenchera o formulário de admissão ali da empresa. – Já não me lembrava de há quanto tempo não via neve.

– Mas... – Ela olhou-me confusa, com os olhos verde-marinhos dela a espreitar por entre uma mexa de cabelo. – Ainda o ano passado...

– Nevou o ano passado?

– Sim... Bastante. Até houve um dia em que não consegui vir, porque a never obstruiu por completo a saída da minha rua e o autocarro não conseguia passar.

– A sério?!? Eu sei que sou meio despassarado, mas... Para não ter dado por algo assim...

– É, mas... Se me permites, tu... Antes andavas mesmo com a cabeça em outros assuntos.

Levantei as sobrancelhas, notando um tom algo ressentido.

– Realmente...

Notas finais
[Nota da SahhChan] Okkkk :esfregando as mãos aqui deste lado e estalando os dedos antes de correr atrás da Nanami: Tens uma grande lata, tu! Aff... Já me viram isto? Agora vou ter de ser eu a terminar este Capítulo... Ahhh, Nanami-Hime, vou matar-te !! O.o' Bem, eu adorei, só tive pena que tivessem passado a batata quente pra mim mas, de facto, AMEI este Capítulo. Foi muito kawaii, não acharam? KKK' Gostei tanto de os ver nervosos como dois típicos adolescentes totós, foi tão fofo *-* Etto... Até ao próximo, minna!! ^^ Cuidem-se. Sayonaraaaa o/