Appetite For Self-destruction

5 Cap. 5 - My first Tequila shoot


Notas iniciais
Demorou, mas aqui estou ushaushauhs
Não vou parar de publicar como falei. Resolvi continuar depois de uma conversa que tive com uma leitora.
Então está aí!
Boa leitura!

PDV Alice

[...]

- Alô?

- E aí?

- Não vai dar... Mas já que vocês estavam dependendo de mim, minha mãe vai levar vocês.

- Por favor, Danieli... Não acredito nisso!

- Tá meu! O que eu posso fazer?

- Não brigar com teu pai, já que tu sabe que vai sair?

- Tá, que inferno! Deixa pra próxima... Daqui a pouco eu to aí.

- Tenta dar um jeito de ir...

- OK, apesar de que eu sei que não vai dar... Até daqui a pouco, já vão indo pra portaria.

- Sim... Até.

*Ligação Off*

- Cara, como que a gente faz agora? – Vivi perguntou.

- Calma, a mãe dela vai nos levar.

- Nossa, que vergonha... Ela vai nos levar e a própria filha não vai.

- Pois é, fazer o que. Vamos descer.

Nós descemos e em um minuto a mãe de Dani já estava ali junto com ela. Entramos no carro e no caminho tentei insistir para que deixasse ela ir. Mas nada, isso dependia do pai dela. Quando nos aproximamos no bar, ele estava lotado de gente lá fora, já que não havia aberto. Se fossemos para o final da fila, era bem provável que não entraríamos.

Começamos a procurar por alguém conhecido e logo vimos Diana nos abanar. Fomos correndo até ela e nos abraçamos.

- Que saudade cara! – falei.

- Sim! Nossa, faz muito tempo que a gente não se fala! – disse Diana. Ela estava com outras meninas e nos apresentou, apesar de que não prestamos muito atenção nelas – Eu tava aqui guardando lugar pro pessoal.

- Que bom, por que pelo jeito a metade do pessoal não entra hoje.

- Verdade.

Mais um tempo se passo e todos já estavam lá. Desde Marcos até Lisi. O bar estava prestes a abrir e o tumulto era grande na porta.

- Eu sou teu namorado e o Rafael da Vivi. – Marcos falou para mim.

- O que?! – perguntei complexada.

- Pra gente conseguir comanda de maior.

- Por favor... – revirei os olhos, rindo.

Ele me agarrou pela cintura e Rafael na Vivi quando estávamos quase entrando. Um tempo depois senti algo pressionando minha bunda, virei para Marcos com os olhos serrados.

- Que infernos pensa que tá fazendo? – perguntei – Não precisa apertar minha bunda pra isso – ele riu.

- É que tem muita gente empurrando... Aí né...

- Sim, sei... – falei virando pra frente. Quando chegamos no cara da comanda, Marcos me segurou pela cintura, e o cara nem perguntou se éramos de maior ou menor, apenas nos entregou a comanda sem o carimbo que nos impedia de comprar bebida. Finalmente entramos no bar já cheio e fomos para dentro, na parte do palco, encontrar as meninas.

- Vamos pegar cerveja? – Marcos perguntou para Rafael, que assentiu positivamente – Vocês querem?

- Sim, pega lá pra nós! – Briana pediu.

Ficamos por um tempo ali conversando e tomando cerveja. Eu não era acostumada com álcool, mas eu estava pouco me lixando naquele exato momento.

- A gente vai tomar um shoot de Tequila agora, quem vai também? – perguntou Rafael.

- Eu! – disse Marcos.

- Eu também quero! – falou Vivi. Eu estava tentada naquilo. E já que esse dia valia tudo, por que não?

- Eu vou também! – eu disse.

- Tu? – perguntou louco para rir — Ninguém mais quer? – perguntou Rafael.

- Não, vamos deixar pra mais tarde... – uma das gurias falou.

Fomos até o bar, onde pedimos os quatro shoots que Marcos pediu para que ficassem em sua conta. Havia um copo martelinho para cada um, uma vasilha com sal e quatro pedaços de limão. Eu não fazia a mínima ideia de como se tomava aquilo.

- Peraeee! Como faz? – perguntei.

- Bota o sal na pele entre o indicador e o dedão... – fiz como Rafael me mandou – antes de tomar a Tequila, bota esse sal embaixo da língua, toma rápido e chupa o limão.

- Tá, entendi...

- Então vai... 1... 2... 3... E... Foi! – tomamos ao mesmo tempo.

Aquilo passou rasgando em minha garganta, a ardência era tanta no meu esôfago que não pude conter a careta. Entreolhamos-nos e começamos a rir. Depois disso voltamos para lá com algumas cervejas e Ice, esperando a hora do show. Eu, Vivi e Diana não nos desgrudávamos como de costume. Um tempo depois de ficarmos conversando, vimos um cara tentando agarrar Diana, que apenas ria da situação. Ele e o amigo dele ficaram ali um tempo conversando e passando a mão em todas nós. Àquelas alturas, eu já estava na segunda Tequila, mais as cervejas e a Ice, já não era eu mesma. Nunca havia bebido, então ficar bêbada (in)felizmente foi fácil. O pior foi que gostei e muito daquela sensação. Comecei a rir com aquilo e alguns minutos depois, eu estava ficando com o amigo do cara. Foi a primeira vez que fiquei com alguém perto das minhas amigas e/ou de tanta gente.

- Espera... Essa aí é a Alice? – ouvi Lisi rindo.

- Ahahahaha, é sim! – disse Vivi já alterada.

- Vocês vão se engolir daqui a pouco! – brincou Briana.

- Deixem ela gente... – falou Diana.

Depois de um tempo, quando paramos, nem pedi o nome do cara, apenas virei de costas para ele, voltando até as gurias que estavam ali na frente.

- Acredita que aquele cara que estava passando a mão em todo mundo tem namorada? – falou Diana indignada. Comecei a rir.

- Como tu sabe? – perguntei.

- Ele falou!

- Ainda tem a cara de pau pra falar... Coitada da namorada dele.

- Vai se foder, ainda ficou me agarrando, tentando me beijar. – Diana falava cada vez mais indignada.

- Coitadinha de ti, delicada do jeito que tu é! – Vivi falou. Para você não ficarem em dúvida de como é Diana: metaleira, com cabelos negros e muito compridos, um pouco baixa, sempre com camiseta de banda, mas muito, muito delicada mesmo, como se fosse uma boneca de porcelana metaleira. Irônico, mas verdade.

Mais ou menos uma da madrugada os caras da banda entraram e se puseram nos devidos lugares bem na frente do palco. O lugar já estava lotado, e a gritaria era muita. Então começa a música. Eu, Vivi e Diana nos entreolhamos com enormes sorrisos.

- THUNDERSTRUCK! – gritamos lá no meio ao ouvir as primeiras notas da música.

O show foi muito bom, o cover era excelente. Fiquei praticamente dois terços do show sendo perseguida por uma rodinha punk, o que detonou a mim e meu coturno, mas eu estava adorando aquilo. Marcos e Rafael ficavam atrás da gente, nos segurando para não darmos de cara no chão, devido ao empurra-empurra que nos perseguia. Depois destes dois terços de show assistido, fui junto com Marcos e Rafael tomar mais uma Tequila, e quando voltei estava quase no final. Vivi já estava mais para o fundo, pois lá na frente estava difícil. Lisi havia sido empurrada para cima do palco por um cara completamente bêbado, e que no final foi expulso de lá.

- EI! – gritei, chamando vivi.

- OI? – perguntou.

- Tá ligada aquele Angus Young loiro lá em cima, com uma SG preta? – falei em seu ouvido por causa do barulho, rindo maliciosa. Ela também deu uma risada desengonçada.

- Sim!

- Ele é muiiiito fofo/bonito! – falei rindo.

- Mas ele não é loiro!

- É sim sua cega! Não é? – perguntei para Diana.

- É sim... – falou rindo da nossa situação, pois ela não havia bebido.

- Loiro ou moreno, ele é sim muito bonito. – falou Vivi.

- Eu quero ele pra mim. – choraminguei bêbada enquanto as outras riam. Sinto uma mordida forte em meu ombro e ouço Vivi gritar. Briana estava me mordendo – Porra! Vocês estão loucas?! – gritei, devido ao som alto.

- Ahahahahaaha – as duas riam. Elas já não estavam mais sóbrias.

- Meu! A Alice é assexuada! Tu não pode ter o Angus loiro! – Vivi debochou. Comecei a rir.

- Piada velha essa aí! – falei ainda rindo – Tu é pior! É um travesti!

- EU SOU UM TRAVESTI! – gritou Vivi, chamando atenção de quem estava ao redor. Eu e Diana começamos a rir desesperadamente junto com Vivi. Estávamos muito mal.

- Quem vocês tão querendo pegar? – perguntou Briana.

- Ah... Um loiro aí... – falei dando uma risadinha grogue, lançando um olhar para Vivi que também riu. Então umas notas conhecidas começaram a tocar.

- JAILBREAK!!! – gritou Vivi, começando a pular – Cara! Essa música lembra minha infância! Sem pré escutava!

Ouvimos aquela última música, e como se me desligassem, não lembro o que aconteceu depois. Acordei em minha cama, as oito da manhã para vomitar, e depois voltei para tentar descansar.

Aquela noite foi a melhor da minha vida, e sabia que melhores ainda estavam por vir. Aquilo era exatamente o que procurava para me sentir viva.

Notas finais
Então, não vou parar de postar, como já disse. Mas vou demorar para atualizar. Então peço que tenham paciência comigo.
Vou esperar os reviews!
Bjos ♥