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5 Capítulo 4- Quando o destino faz a sua parte


Notas iniciais
Duas recomendações *O*
Brigada Miah... amei muito como ja te falei... *-*
Então o que estão achando da Poppy?
E do jeito do Bruce? (por favor, me digam!!!)
aqui esta mais um... espero que gostem...
P.S.: Duas musicas que me inspiraram nesse cap foram:
Adam Lambert - Fever ( http://www.youtube.com/watch?v=0DKVGiCL7yo)
Adam Lambert - For Your Entertainment (http://www.youtube.com/watch?v=f9wAFmfhpmU)

Capítulo 4- Quando o destino faz a sua parte

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Nesses últimos dias eu não havia ido correr. Apenas ficava no quarto. Me alimentava dos empregados dali.

Eu estava dividida.

Deveria partir imediatamente de Manhattan. Logo ele se esqueceria do que houve.”-essa era o que uma parte de mim afirmava em minha mente e me encorajava fazer.

A outra... Bom, a outra queria se aproximar dele. Queria que eu fosse atrás dele, ficasse perto dele. Não poderíamos deixar de fora uma pequena terceira parte que queria o sangue dele, e eu não sabia o quão grande essa parte poderia ser, porem tinha uma certa certeza que a parte de mim que queria ficar ao lado dele, seria maior que meu desejo de matar.

Me vesti como a noite, a escuridão... Tinha que me misturar a ela, ser ela. Eu era, em partes, o mal, a escuridão. Deveria fazer jus a essa parte, pois querendo ou não eu a tinha e ela me tinha. Nunca poderíamos negar o que éramos, apenas aceitar.

Uma boate qualquer de Nova York seria meu lugar essa noite. Meus alvos? Um pouco de todos os que estivessem naquele recinto. Assim não darão grande falta. Afinal, “de grão em grão a galinha enche o papo”.

A música alta distraia minha mente, enquanto os diversos cheiros me deixavam drogada. Alguns drinks, alguns flertes. Todos me viam como uma adolescente sendo uma adolescente, mas não viam e/ou ignoravam o mal exalado por mim.

Alguns espertos, um pequeno grupo, se aproximou enquanto eu dançava, por natureza eu chamava a atenção. Faziam as pessoas me olharem e desejarem, assim se estivessem ao meu redor estaria sendo “vistos” ao meu lado e iria fazer outros se aproximarem também.

Senti seu cheiro se misturar com o ar pesado da boate. Meu interior por completo gelou. Ele estava aqui!

Tentei relaxar-me, mas eu estava a mil. Parei de dançar e segui o cheiro. Até encontrá-lo entrando junto a Tony Stark e alguns outros amigos seus. Sem que ele me visse me misturei a multidão, porem, bem próximo a ele.

Ele estava tão perfeito. Meu coração novamente se acelerou. Isso me fez de alguma forma sorrir, o observando ir se sentar numa enorme mesa reservada, onde seu grupo se instalou. Ainda me escondendo dentre as pessoas ali, fui para o bar, saindo parcialmente do seu campo de visão. Ficando a “salva” do feitiço de seus olhos.

Os minutos iam passando, ele apenas permanecia em seu canto, sentado observando os demais bebendo e se divertindo, conversava vez ou outro com os a sua volta, sorria... E que sorriso... Algumas mulheres, atiradas, tentaram se aproximar, porem não ficavam muito tempo. Ele parecia ser sério em relação a “mulheres”.

Avistei o grupinho que estava dançando mais cedo.

Chamei o garçom que atendia a mesa deles.

–Quero que mande para aquele homem, sentado ali, a bebida Gota vermelha, diga que é por minha conta, eu vou estar ali com aquele grupo... -murmurei colocando o dinheiro da bebida e uma gorjeta a ele, que acenou. Gota vermelha era uma bebida criada por um vampiro, originalmente. Era composto apenas de dois ingredientes, uísque e frutas vermelhas.

Fui até o grupinho e juntei-me começando a dançar.

Vigiei o momento em que o garçom levou a bebida.

–Eu não...

–Aquela garota... Ali, que mandou... -murmurou o garçom apontando brevemente para mim. –Ela disse que e por conta dela.-murmurou o jovem se retirando, deixando-o me olhando demoradamente.

Ouvia as batidas de seu coração se acelerando rapidamente, enquanto a respiração se tornava pesada. Ele se levantou e começou a vir em minha direção. Continuei dançando, sem olhar para ele. Deixava meu corpo seguir as batidas de sua própria forma. Meu coração? Acelerava-se a cada passo dele! Não precisava olhá-lo para sentir sua presença.

Quando ele estava já estava a dois passos, com minha velocidade superior “sumi” de suas vistas o deixando atordoado. Ele continuou a andar me procurando, sem nem ao menos se dar conta de que eu estava exatamente atrás dele, o seguindo.

Quando vi que ele já ia desistir e voltar a se sentar, confuso por sinal, eu tomei a frente aproveitando o jogo de luz, e surgindo diante a ele, que se assustou. Não sorri a principio, continuei seria. Ele abriu e fechou a boca várias vezes como se procurasse algo, ou alguma frase correta ou assunto para conversa. E quando ele finalmente ia dizer algo, aproveitei o momento em que a nova musica começava e levei um dedo aos seus lábios, quase os tocando, o silenciando.

Seu coração disparou ainda mais. Desejei quebrar minha própria regra e dar uma “espiada” para ver o que ele pensava naquele momento.

Dei um breve sorriso e comecei a dançar. Ele meio sem jeito olhou para os lados vendo os demais. Todos, dançando, sorri um pouco mais e o puxei a dançar junto comigo, a confusão estava estampada em sua face. E não só, apenas, isso... Duvidas, e muita curiosidade. Não podia o culpar... Eu era suspeita por natureza...

O cheiro dele me deixava a cada movimento mais entorpecida. Honestamente eu não tinha certeza se conseguiria me controlar. Mas meu corpo e boa parte da minha espontaneidade e falta de juízo que descobri ainda ter, apenas queria que ele ficasse ao meu lado.

Me virei ficando de costas contra ele, e deixando meus quadris seguir a batida da música. Com aquele movimento eu o senti... Ele estava ficando cada vez mais excitado com a situação, ele realmente estava animado com aquilo.

Eu não podia negar que ao senti-lo todo meu corpo vibrou por mais, e novamente as mesmas perguntas do ultimo mês surgia em minha mente “Qual era o meu problema com esse homem?! O que ele fazia comigo?”.

Um clube e boates eram como um banquete para um vampiro, nossos olhos ficavam da forma natural dele, brancos. Com isso eu estava de lente naquele momento. Mas com ele ao meu redor, a cor de meus olhos era a ultima coisa que deveria me preocupar naquele momento.

Levei minha mão, ainda de costas para ele, a sua nuca. A diferença de temperatura o fez se arrepiar e outra parte de seu corpo, também a sentiu reagindo a sua própria maneira.

Sentia o gosto venenoso do que eu era em minha boca. Meu corpo inteiro implorava por continuar ali. Estava simplesmente... Perfeito ali, a temperatura de seu corpo, o hálito quente dele hora ou outra batendo contra meu ouvido e nuca. Quando isso me acontecia estremecia-me por completo.

Me virei de frente para ele, me deparando com seus olhos brilhando num misto de pura luxuria, desejo e questionamentos. Sorri de canto e encaixei minha perna entre a sua, e levei uma mão a sua nuca pegando em seus cabelos sedosos.

“O que eu estava fazendo?! Desde quando eu reagia de tal forma, simplesmente me deixando levar pelo desejo carnal!?”

Minha falta de juízo me forçou a fechar os olhos e deixar que eu continuasse com aquilo. Acabei sorrindo, ainda de olhos fechados, enquanto me inclinava para trás.

Ação dele se acelerou ainda mais do que estava. Senti meus dentes crescerem descontroladamente, voltei à postura ereta e me afastei levando uma mão a boca, ele me olhou confuso. Dei de costas e caminhei determinada para o banheiro feminino.

–Espera... -pediu segurando-me, pouco antes de chegar ao meu destino. Engoli a seco e forcei meus instintos se acalmarem, e me voltei a ele.

–Eu... Necessito tomar um ar. Aguarde em sua mesa, logo o procurarei se o quiser... -murmurei quase até sem respirar. Ele me olhou demoradamente, antes de soltar meu braço. Mesmo após ele o fazer, eu ainda o olhei por uns segundos antes de sorri-lhe e adentrar o banheiro indo direto a uma das cabines me fechando ali.

Respirei fundo mordendo meu lábio.

O que havia sido tudo aquilo lá?!

Toquei meus lábios brevemente, antes de descer para minha garganta, que doía, literalmente, de desejo.

Notas finais
Então o que acharam? conseguiram imaginar bem a situação?
e as musicas, o que acharam como "fundo"?
té quarta...
'3'