ROMANCES MENSAIS

LIVRO II – APOSTAS DE FEVEREIRO

CAPÍTULO XXVI — ZELO

— Como ela está? — Pergunto e o suspiro pesado de minha sobrinha mais velha do outro lado da linha é o bastante para eu saber que eu não gostaria da resposta.

Uma semana se passou desde que a imprensa havia atacado meus sobrinhos quando chegavam em casa e, desde então, eu me sentia cada vez mais desesperado. Por decisão judicial, após o ataque, eu não poderia me aproximar de Holly e Mike por ser acusado de abandono de incapaz. Eu estava recorrendo a sentença, mas ainda precisava esperar pela audiência e, enquanto isso, Nancy havia se tornado responsável por eles.

A dor que eu sentia era inexplicável. Eu sabia que havia me apegado a Holly e Mike, mas jamais imaginei que seria tão desesperador ficar longe deles. Eu queria vê-los, abraçá-los e dizer que tudo ficaria bem. Eu odeio o fato de saber que não tem nada que eu possa fazer quanto a isso. Contrariar a decisão judicial poderia me afastar de vez de minhas crianças.

Nada bem. É como se ela tivesse regredido para a época onde o primeiro ataque aconteceu. Sinceramente, o que essas pessoas têm na cabeça de cercar crianças de forma tão brutal por migalhas de informações? — Nancy parecia extremamente frustrada. — Eu odeio essa sensação de inutilidade. Mike se enfiou naquela maldita casa e nem mesmo atende as minhas ligações. Holly está sempre calada, não quer comer e passa a maior parte do tempo chorando, chamando por você e por Kara.

— Droga. — Sussurro, vendo minha namorada sentada no sofá, visivelmente apreensiva. Ela ouvia minha conversa com Nancy pelo viva voz. — A culpa é toda minha.

Essa distância das crianças não estava sendo fácil para nós. Mesmo sendo professora de Mike, ele decidiu colocar uma barreira entre ele e todos a sua volta, por isso, por mais que tentasse, Kara não conseguia conversar com meu sobrinho na escola. Com a ordem judicial, eu também não podia visitar nenhum dos dois até que minha advogada, Beth Greene, conseguisse reverter essa situação tão dolorosa.

Eu nem mesmo posso conversar pelo telefone ou por chamada de vídeo com Holly. É tão injusto

Você não sabia, tio Mike. Isso poderia ter acontecido a qualquer momento e com qualquer um. Não é a primeira vez que a imprensa se mostra cruel para nós. Meus pais não têm colaborado em nada com os escândalos que eles estão se envolvendo. Se pararmos para pensar, os verdadeiros culpados dessas situações são eles. — Eu conseguia sentir toda a frustração de Nancy ao falar dos pais. Minha irmã realmente parece não saber a sorte que é ter essas três crianças incríveis. Eu tenho certeza de que um dia, os dois vão se arrepender de ter perdido a convivência e acompanhado o desenvolvimento deles.

— E Mike? Alguma notícia dele? — Pergunto, preocupado com o garoto. — Eu conheço bem aquele pirralho. Eu tenho certeza de que ele deve estar se lamentando e se culpando pelo que aconteceu.

Ele tem a quem puxar, não é mesmo? — Ironiza Nancy e eu não consigo evitar bufar diante da atitude da garota. No entanto, sinto meu coração se apertar pelo suspiro sofrido de minha sobrinha. — Eu não sei muito mais do que você. Já que ele não atende as minhas ligações, eu tenho me comunicado com a agente Romanoff. Eleven também não tem saído de casa e pelo jeito, eles terminaram de vez. Acho que isso deixa a situação ainda mais delicada.

— Eu visitei a número onze algumas vezes e ela também não está muito bem. O pai dela está muito preocupado com ela. Não foi apenas o braço dela que se quebrou naquele dia. — Encaro Kara, que parecia se esforçar para não chorar. Sento-me ao lado da loira e entrelaço nossas mãos, tentando transmitir algum apoio. — Eu confesso que estou a ponto de invadir aquela casa e tirar aquele garoto de lá a pontapés. Não aguento mais ficar longe desses pirralhos.

Eu entendo como se sente. Na verdade, estou pensando em uma forma de fazer vocês se encontrarem com Holly e Mike sem que seja contra as regras. — Conta Nancy com aquele tom de voz traquina típico de minha sobrinha.

— O que tem em mente? — Pergunta Kara, esperançosa. — Eu não aguento mais ficar longe deles, Nancy. É como se tivessem arrancado uma parte de mim. Eu estava tão feliz por finalmente conseguir conviver com eles e com Mal. E agora, eu não posso nem mesmo ver meus meninos direito. Isso é desesperador.

Eu sei que sim, Kara. É por isso que pensei que vocês pudessem nos encontrar no campeonato de natação de Mike. Como será em um local público, creio que não haverá problemas. Vocês não estarão quebrando as regras de fato. O que aconteceu foi que nos encontramos coincidentemente em um evento público para assistir a uma competição juvenil de natação. Meu irmão não pode nos impedir de torcer por ele. — Minha sobrinha soa esperançosa. — Claro que vocês terão que tomar cuidado para não chamar atenção e acabar recebendo uma denúncia. Mas acho que vale a pena arriscar.

— Não importa o que aconteça, nós iremos. — Afirma Kara, um pouco mais animada. Depois de tudo que aconteceu e do tempo que passamos longe de nossas crianças, nós faremos o que for preciso para ter um tempo com Holly e Mike.

Tudo bem. No dia, eu deixarei lugares guardados para vocês. Tentem chegar perto da hora do início do campeonato, assim teremos menos chances de chamar atenção pela arquibancada estar cheia. Usem roupas discretas e tentem se misturar na multidão. — Orienta Nancy e eu sinto a esperança fazer meu coração bater mais forte. — Eu prometo que tudo vai acabar bem. Logo vocês poderão voltar a ser a família que Mike e Holly sempre sonharam em ter.

Obrigado, Nancy. — Agradeço, um pouco mais animado.

Vocês sabem o dia. Eu preciso desligar agora. Jonathan está me ligando. — Avisa Nancy, animada. — De qualquer forma, aguentem só mais um pouquinho. Logo, logo esse sofrimento vai acabar e vocês poderão ter a guarda definitiva dos meus irmãos. Eu prometo.

Nancy novamente se despede de nós e a ligação é encerrada. Suspiro e me jogo para trás no sofá. Encaro teto da sala, esperando que um milagre realmente aconteça. Kara me abraça e sinto a fragilidade de minha namorada naquele momento. Ela parecia tão angustiada.

— Eu não consigo parar de ouvir os gritos de Holly implorando para ficar com a gente quando aquela assistente social a levou de nós. — Comenta Kara, suspirando sofrida. — É como se todas as vezes que eu fecho os olhos, eu voltasse aquele momento em que Holly nos encarando magoada, dizendo que não queríamos mais ficar com ela e que mentimos sobre nunca a abandonar. Eu só os quero de volta, Mon-El.

— Eu farei até mesmo impossível se for preciso para trazê-los de volta. Eu prometo. — Afirmo, determinado. — Não importa se eles não nasceram de nós. Eles são nosso filhos. Nós os amamos dessa forma e temos o direito de ter a guarda deles. Eu tenho certeza de que Beth não descansará até ganharmos a guarda dos nossos pirralhos.

— Assim espero. — Sussurra Kara, aconchegando-se ainda mais contra mim. Respiro fundo e deixo um beijo na testa de minha namorada, antes de voltar a encarar o teto, rezado apenas para que minhas crianças estejam bem.

[...]

Assim que encontro Nancy, Eleven e Holly, puxo a mão de Kara e a guio de encontro a minha sobrinha. Rapidamente, Holly se levanta da arquibancada e corre para me abraçar. Não consigo esconder meu alívio por ter a sobrinha mais nova em meu colo novamente. Sorrio largamente e deixo inúmeros beijos nas bochechas adoráveis e vermelhas de Holly, que sorri e aperta o abraço ainda mais.

— Tio Mike! — Cumprimenta Nancy, sorrindo. Levanto com Holly no colo e abro o outro braço. No mesmo instante recebo o abraço apertado de minha sobrinha mais velha. Seu abraço era caloroso e nostálgico. — Eu senti tanto a sua falta.

— Eu também senti sua falta, pirralha número um. — Respondo e deixo um beijo na testa de Nancy. — E de você também, pirralha número três.

Holly dá um sorriso doce e vejo um brilho de felicidade nos olhos da garota. Nancy se afasta e encara a piscina. Dessa vez é Kara quem nos abraça, ansiosa para matar a saudade que sentia de Holly. Um sorriso triste é esboçado nos lábios de Nancy, provavelmente ansiando pelo irmão.

— Você está bem? — Pergunta Kara a Eleven, preocupada.

— Sim. — Afirma a garota, respirando fundo em seguida.- Apenas estou ansiosa pela competição. Finalmente estamos livres de Becky e acho que essa pode ser a chance que precisávamos.

— Como assim? O que aconteceu? — Pergunta Max, surpresa.

— Alguma coisa a ver com Becky querer vingança contra Ted Wheeler pelo que ele fez com a mãe dela. A agente Romanoff conseguiu provas de tudo o que Becky vem fazendo contra Mike nos últimos tempos. Ela acabou de ser presa por uma agente da CIA, que garantiu que ela não vai se livrar tão facilmente das coisas que ela fez. — Conta Eleven para a nossa surpresa, no entanto, é inevitável não me sentir aliviado. — Eu não sei ao certo os detalhes, mas isso não importa agora. O importante é que Mike está finalmente livre das armações de Becky.

— Isso é incrível! — Comemora uma garota de aparelho e óculos, completamente animada.

— Tem certeza? Essa notícia é boa demais para ser verdade. — Comenta Max, rindo sem acreditar. — A Bequenga finalmente foi presa?

— Sim. — Afirma Eleven, rindo.

— Finalmente! — Sussurra Nancy, aliviada.

— O que planeja fazer agora? — Pergunto, interessado no que se passa na cabeça da namorada de meu sobrinho.

— Eu pedi que a agente Romanoff entregasse um bilhete a Mike. Eu tenho esperanças de que ele me encontrará ao fim da competição. — Responde a garota sem esconder seu esconderijo. — Apesar de finalmente termos nos livrado de Becky, isso não significa que ele vai querer ficar comigo, então ainda estou receosa.

— Não se preocupe, El. Eu tenho certeza de que as coisas irão se resolver. — Afirma Kara, abraçando a amiga de lateral.

— Agora que Becky finalmente vai apodrecer na prisão, talvez El consiga colocar um pouco de juízo na cabeça daquele idiota. — Comenta Max, irritada.

— O que ele pensa que estava fazendo? — Questiono indignado, sentando com Holly na arquibancada. — Esse pirralho não atendia as minhas ligações e ainda colocou guarda-costas para impedir que eu me aproximasse. Ele por acaso tem merda na cabeça?

— Mon-El! Tem crianças aqui! — Kara me repreende e eu acabo bufando e dando de ombros.

— Ele estava tentando nos proteger. — Comenta Will, suspirando. — Foram três ataques em menos de um ano. Apesar de não concordar com as ações dele, eu entendo seus motivos. Mike sempre foi muito responsável. Ele jamais se perdoaria se algo acontecesse com a gente.

— Mike e eu vivemos nesse mundo há muito tempo e sabemos que qualquer ação pode ocasionar em enorme efeito borboleta. — Comenta Nancy, sentando-se. — Eu perdi as contas de quantas vezes tivemos que nos afastar das pessoas por causa do que a fama de nossa família pode causar. Essas ações dele só me levam a crer que ele pretendia fazer o mesmo que eu fiz.

— Ir embora da cidade e desaparecer de vez da mídia? — Pergunta Max, cruzando os braços.

— Sim. — Concorda Nancy, pensativa. — Ele jamais conseguiria fazer isso se ainda estivesse ligado a vocês. Com a competição de hoje, ele pode facilmente ganhar uma bolsa de estudos em qualquer lugar do país. Automaticamente, eu teria que levar Holly comigo para Chicago até a justiça tomar uma decisão, já que Mike não se pronunciou ainda sobre seu desejo. Mas não sei se meu irmão realmente ficará bem com isso. Tio Mike e eu podemos ter mudado de cidade, mas jamais fizemos isso sozinhos. Sempre tivemos apoios de amigos e pessoas que amamos. Mike tem dezesseis anos. Um adolescente que já passou por muita coisa. Essa ação pode não fazer bem. Eu só consigo pensar que quanto mais ele se isola, mais difícil será para ele confiar nas pessoas.

Ela estava certa. Apesar das dificuldades que tive para me a Filadélfia, foi graças a Imra que eu consegui ganhar uma mente muito mais calma. Mas o que será que vai acontecer com Mike se ele continuar afastando as pessoas? O quanto mais meu sobrinho precisa sofrer para finalmente encontrar sua felicidade? Esse tipo de pergunta rodeava a minha e me deixava ainda mais indignado com a situação.

De repente, um som agudo de apito ecoa pelo ginásio e as equipes começam a entrar na área da piscina com seus treinadores. Os gritos das torcidas agitam o lugar. As crianças e Kara se sentam imediatamente, ansiosos pela competição que estava prestes a começar. Vejo Eleven prender a respiração ao ver Mike e sua equipe se aproximando.

Após as orientações de seu treinador, a equipe faz um grito de guerra entre eles e se preparam para dar início a primeira parte da competição. Mike coloca seu óculos de natação e se vira para a arquibancada. Ele dá um pequeno aceno na direção na qual estamos.. Quando o telão foca no garoto, vejo que ele usava o colar em formato de chave. Ele então retira a joia e a beija.

— El! — Exclama Kara, animada.

— Eu sei. — Responde Eleven na mesma animação. Aquele era um sinal de que ele não havia desistido de seu namoro com Eleven. Viro-me para as crianças, que sorriam ansiosos. — Eu sei.

Mike guarda o cordão com o treinador e conversa com a equipe. Eles participarão das provas de 800 metros e 1500 metros livres e revezamento com quatro nadadores em quatro estilos diferentes. Cada prova possui um peso diferente, sendo a última a mais importante das três provas. A soma de tempo das equipes define quem sobe ao pódio. Mike permanece sendo responsável pelo crawl.

Como era de se esperar, a competição se seguiu de forma acirrada. Todos estavam bastante . animados e apreensivo. Felizmente, nas duas primeiras provas permaneceram no pódio, o que garantia uma maior chance de conseguir o primeiro lugar. E quando finalmente chegou a última prova do dia.

O apito ecoa e a prova se inicia. O primeiro nadador da equipe de Mike vai. Ele era ágil, mas não o suficiente para ficar em primeiro logo no início do revezamento. O segundo a ir com o nado peito é Scott, amigo de Mike, que parece se recuperar mais. Assim que ele bate na borda da piscina, Peter inicia o nado borboleta. Ele perde uma colocação, ficando em quarto ao fim de sua performance. E então chega a vez de Mike, que entra brilhantemente na água e passa a nada o crawl.

Provando que merece a posição de capitão da equipe e o apelido de peixe-espada, que é o peixe mais rápido do mundo -, ele facilmente consegue se recuperar na competição. Em uma disputa acirrada pelo primeiro lugar com o nadador da equipe de Miami, por questão de milésimos de segundos, Mike consegue a medalha de ouro.

A comemoração foi inevitável. Os torcedores gritavam e pulavam, aliviados pela vitória do rapaz que havia se esforçado tanto para conseguir competir no Campeonato Nacional de Natação. Eu me sentia orgulhoso do garoto. Aquela era a sua recompensa por todo o trabalho duro que ele teve. Em cima do pódio, ele e a equipe choravam de emoção. Essa era a primeira vez que eles conquistavam o primeiro lugar em uma competição tão importante quanto aquela.

Ao fim da cerimônia de premiação, seguimos para a saída dos nadadores, ansiosos para parabenizar Mike. O local estava repleto de repórteres, loucos por ter algumas palavras da equipe campeã. Surpreendentemente, Holly permanece quieta e parece não se importar com a presença das câmeras nos braços de Kara, que com certeza estava bastante aliviada.

— Vai ficar tudo bem. Nós estamos aqui. — Afirma Max, segurando a mão de Eleven. Ela assente, concordando, ainda que isso não ajudasse em nada a me acalmar.

De repente, os primeiros nadadores começam a deixar o vestiário. Como era de se esperar, a equipe de Mike fica por último. E quando finalmente os nadadores da Hawkins aparecem, há uma grande comoção. Os rapazes não conseguiam esconder sua alegria com as medalhas de ouro em seus pescoços.

Os olhos de Mike e Eleven. Hesitante, ele para de andar e olha em volta, preocupado com a presença da mídia. Para garantir que estava tudo bem, Eleven sorri para ele e aperta no colar em meu pescoço. Ele então entrega o troféu ao treinador e passa a caminhar em minha direção. Os jornalistas o seguia, pedindo por atenção. Mike para de andar quando fica a poucos passos de distância de mim e retira de seu bolso o bilhete que eu havia entregue e me mostra.

— El, eu...

Eleven não dá chance dele se explicar. Provavelmente reunindo toda a coragem que há dentro de si, ela beija Mike. Ele permanece quieto por alguns instantes, parecendo tentar assimilar o que acontecia, mas logo sinto suas mãos em minha cintura. Não precisava de explicações para eu saber que eles realmente se ama. As câmeras os fotografavam, mas eles pareciam não se importar..

Assim que que eles se separamo, Mike sorri e acaricia o rosto da namorada. Seus olhos negros brilham intensamente, completamente encantado com a beleza da garota.

— Eu não sei como vai ser o futuro e nem se sou forte o bastante para superar as dificuldades que podem aparecer daqui para frente, mas eu quero tentar. Assim como você disse que eu sou a chave do seu coração, você é a pessoa que me completa, Mike. Você me disse naquela carta que quer que eu seja feliz, mas como eu serei feliz sem você? Eu te amo. — Declara Eleven, sorrindo. — Não importa os obstáculos que surjam daqui para frente, apenas temos que enfrentar isso juntos, entendeu? Você não está mais sozinho. Não me afaste mais.

— Nunca mais. Eu prometo. — Afirma meu sobrinho, encostando sua testa na de Eleven. — Eu amo você. Obrigado por ser o meu lar.

— Obrigada por me dar a liberdade. — Responde Eleven, voltando a beijar o rapaz.

Sorrio aliviado e beijo Kara. Era bom ver que eles finalmente se entenderam. Sem Becky para atrapalhar a vida de meu sobrinho, ele parecia muito mais feliz. Holly também sorria, animada. Nancy comemora com os amigos de seu irmão mais novo e tudo o que eu consigo fazer é ganhar ainda mais força para lutar pela guarda de minhas crianças. Não importa o que aconteça, eu vou conseguir viver novamente com meus sobrinhos, Mal e Kara assim como uma família.

Notas finais
Bom, meus amores, o próximo capítulo será cheio de momentos incríveis de Mon-El e Kara. Eu realmente espero que gostem. Obrigada pelo carinho. Beijocas e até amanhã ♥! Família Cupcake 2.0: https://chat.whatsapp.com/BbOG6KJnuHy2dQIs1sC9Ss Cupcakes da Lara: https://www.facebook.com/groups/677328449023646