Apostas de Fevereiro

5 Desmerecimento


ROMANCES MENSAIS

LIVRO II – APOSTAS DE FEVEREIRO

CAPÍTULO IV — DESMERECIMENTO


Eu terminava de dar banho em Holly, quando meu celular começa a tocar. A garotinha brincava na banheira e fazia questão de me molhar. Suspiro e seco minhas mãos na toalha que estava sobre a tapa do vaso. Sem tirar os olhos da criança que continuava a bater as mãos contra a água, pego meu celular e vejo o nome de Caitlin Snow brilhando na tela.

— Doce, Cait. Ao que devo a honra de sua ligação? — Atendo, apoiando o celular no ombro, enquanto volto a terminar o banho de Holly.

Mon-El! Sinto muito te ligar agora, mas é meio que uma emergência. — Conta Caitlin, soando culpada. — O chefe pediu para você ir ao Sense's para substituir Gary , que se machucou e não vai poder trabalhar. Nós estamos com o número reduzido de pessoal, já que Harry e Elena estão de férias. O pai da Ally piorou e ela teve que ficar com ele no hospital. Por isso, só nos restou você para ajudar no Sense's.

— Vocês sabem que eu sou bartender e não garçom, certo? — Questiono, ligando o chuveiro para enxaguar o cabelo de minha sobrinha. — Feche os olhinhos, pirralha.

— Assim, tio Mike? — Pergunta Holly, colocando as mãos sobre o olho.

— Isso mesmo, garota esperta. — Elogio, sorrindo para a garotinha, que ri animada.

Eu sei. Sinto muito por isso. — Lamenta Caitlin, suspirando. — Aqui está uma bagunça e sabemos que você está ocupado com seus sobrinhos, mas foi um pedido direto do Sr. Barton. Não há nada que nós possamos fazer.

— Esse boêmio! — Resmungo, desligando o chuveiro. Holly reclama, mas eu ignoro. Ela tira as mãos dos olhos e se levanta para ver o que eu fazia. Pego a toalha e cobrindo a garota, tiro-a da banheira. — Eu tenho certeza de que ele fez de propósito. Ele sabe como eu odeio trabalhar no Sense's e como o uniforme daquele lugar me sufoca.

Você ainda se lembra onde fica e o horário ou está velho demais para isso? — Ironiza Caitlin.

— Muito engraçadinha, Nevasca. — Provoco, usando seu nome artístico e ela bufa do outro lado da linha. Mesmo odiando o apelido, ela não teve escolha além de adotar o nome, como uma das dançarinas do Beauty Swans, uma espécie de trupe burlesca da Hawkeye, na casa de shows em que fui recontratado para ser bartender. Clint Barton conseguia ser bem irritante quando queria, mas não havia o que fazer. Apesar de sermos amigos, ele ainda é meu chefe e eu precisava do emprego. — Não se preocupe. Eu vou estar lá antes do restaurante abrir.

Merci! — Caitlin se despede, encerrando a ligação.

Suspiro e coloco Holly no chão. Guardo meu celular no bolso de minha calça e encaro minha sobrinha. A garota ri e abraça as minhas pernas. Holly é a criança mais estranha que eu conheço, mas ao mesmo tempo é a mais doce e engraçada. Acabo não conseguindo resistir a amabilidade da garota e a pego no colo.

— Tio Mike? — Chama Holly, abraçando meu pescoço.

— Sim? — Respondo, ajeitando a toalha na criança.

— Nada. — Fala a garota de cabelos loiros, encostando sua cabeça em meu ombro.

— Você é estranha, pirralha. — Afirmo, seguindo para o quarto dela.

Assim que acendo a luz e entro no cômodo, coloco a criança na cama e vou procurar uma roupa para vesti-la. A todo instante, sinto o olhar intenso de Holly sobre mim, como se ela estivesse pensando muito em alguma coisa. Ela parecia um pouco desanimada, o que era bem incomum para a criança de personalidade serelepe.

— Que roupa você quer vestir? — Pergunto, apontando para os vestidos que estavam nos cabides de seu guarda-roupa.

— Vestido vermelho com coraçãozinhos. — Responde, decidida.

— Você tem certeza de que não quer o rosa ou o amarelo? — Pergunto, encarando-a com seriedade e ela parece entrar no clima, pois fica séria no mesmo instante.

— Não. Eu quero o vermelho com coraçãozinhos. — Insiste, apontando para o vestido em minhas mãos. Rio de como ela era fofa estando determinada daquele jeito.

Observo o vestido que ela havia escolhido e me surpreendo ao reconhecer que aquele foi o último presente que eu havia dado a garota em seu aniversário. Eu não sabia dizer se era apenas coincidência ou se ela realmente havia se lembrado daquele presente. Assim como seus irmãos mais velhos, Holly parecia ter uma inteligência acima da média.

Termino de secar Holly e a visto. Ela continuava calada demais para ser a minha sobrinha mais nova e isso estava começando a me preocupar. Relembro então que Mike havia me dito que a garotinha havia se apegado fortemente a nossa vizinha e apenas resolvo acreditar que ela estava sentindo falta de sua babá. Coloco um pouco de perfume em Holly e penteio seu cabelo da melhor forma que eu conseguia.

Estranhamente, eu nunca tive problemas para cuidar dos três pirralhos. Apesar de Karen não gostar de me deixar ficar muito tempo com eles, dizendo que eu era uma péssima influência, nas poucas vezes que fiquei responsável por Nancy e Mike, eu me saia muito bem. Tirando a parte de cozinhar, eu conseguia trocar fraldas, dar banho e fazer todo o trabalho de babá de forma eficiente. Obviamente, as únicas pessoas que sabiam disso eram minha irmã e meus próprios sobrinhos.

— Prontinho, pirralha. Eu vou te dar alguma coisa para você comer e assim que seu irmão chegar, eu vou me arrumar para sair. — Digo, pegando Holly no colo. — Alguém nessa casa precisa trabalhar e, para a sua sorte, esse alguém ainda não é você.

— Tio Mike. — Chama Holly novamente e vejo seus olhos brilharem preocupados. — Você vai deixar a gente, tio Mike?

— Não dá para levar você e seu irmão para o meu trabalho, Holly, por isso vocês vão precisar ficar em casa. — Respondo e ela balança a cabeça, como se não fosse aquilo que ela tivesse me perguntado. Fico confuso com sua reação. O que aquela garotinha estava pensando?

— Você vai embora igual o papai e a mamãe, tio Mike? — Pergunta a garota, deixando-me sem reação. Ela me encara com os olhos brilhando tristemente. — Eu não quero que você vá.

— E quem disse que eu vou embora, pirralha? — Questiono, abraçando-a. Ela aperta o abraço como se estivesse com medo de que eu de fato a deixasse. Essa criança já havia experimentado o abandono mais vezes do que deveria e mesmo tenho apenas três anos, ela parecia entender bastante o significado de ir embora. — Você não vai se livrar de mim tão facilmente. O tio Mike aqui vai sempre estar com você, mesmo se ele não morar com você.

— Mas se você não morar com a gente, você vai embora assim como a Nancy. — Argumenta Holly e eu finalmente entendo a preocupação de minha sobrinha.

Todas as pessoas que moraram com ela, quando saíram de casa, ela perdeu o contato. Mesmo Nancy tentando ser presente na vida dos irmãos, ela ainda tinha uma vida bastante corrida em Chicago e não conseguia visitá-los com frequência. Os pais pareciam não fazer questão de ver os filhos, então fazia um bom tempo que a garotinha não via o pai e a mãe irresponsáveis .

— Eu prometo que não irei a lugar algum. — Respondo e me encara com desconfiança. — O tio Mike nunca descumpre com uma promessa. Então não se preocupe. Eu não vou embora. E se por acaso eu descumprir com a promessa, você vai ganhar um cachorrinho em meu lugar.

— Eu não quero ganhar um cachorrinho. — Afirma Holly, voltando a me abraçar. Sorrio e correspondo ao abraço, surpreso por saber que a mesma criança que vivia pedindo por animais de estimação estava disposta a abrir mão de ter um cachorro apenas para garantir que eu continuaria ao seu lado. — Eu te amo, tio Mike.

— Eu também te amo, pirralha. — Sussurro em resposta. É verdade que a responsabilidade de cuidar de meus sobrinhos me assusta, mas eles ainda são as crianças que mais amo no mundo e jamais poderia virar as costas para eles.

[...]


Suspiro frustrado, enquanto arrumo a gravata pela décima vez. Eu não tinha palavras para expressar o meu ódio por ter que usar o uniforme da Sense's. Por ser um restaurante de alta classe, todos os empregados são obrigados a vestir camisa e calça sociais, gravata borboleta e um colete pretos. Os sapatos sociais incomodam e os narizes dos clientes desse lugar praticamente tocavam o teto de tanto dinheiro em seus bolsos.

Mon-El, clientes a caminho da mesa cinco. — Avisa Vivian pelo radio comunicador auricular.

— Entendido. — Respondo, pegando o tablet que usamos para anotar os pedidos e encaro a mesa indicada pela gerente do restaurante para saber a quantidade de clientes que ocupariam a mesa. No entanto, assim que reconheço a loira e seu acompanhante, que supus ser seu namorado, serem conduzidos por Christina até seus lugares, um sorriso divertido se faz presente em meus lábios. — Isso vai ser interessante.

— Do que você está falando? — Pergunta Marc com curiosidade.

— Não é nada. — Digo, ajeitando a minha aparência. Pego os cardápios e sorrio para meu colega de trabalho. — Estou indo atender a mesa cinco.

Aceno rapidamente para Marc e ando calmamente em direção a mesa onde estava Kara Danvers. Assim que ela nota minha presença, vejo seus olhos arregalarem e sua boca abrir em surpresa. Respiro fundo para controlar a vontade de rir que eu sentia. Eu estava ansioso para saber como a mulher reagiria na minha presença agora que seu namorado estava ao seu lado.

— Boa noite, senhores. Sejam bem-vindos ao Sense's. Eu me chamo Mon-El e serei responsável pelo seu atendimento. — Cumprimento Kara e seu namorado, entregando os cardápios. Enquanto o namorado da professora de meu sobrinho lê nosso menu, lanço uma piscadela para Kara que me repreende pelo olhar, corando. — Eu deixarei que escolham seus pedidos à vontade. Assim que decidirem, apertem esse botão e eu virei imediatamente.

— Não será necessário. — Responde o namorado de Kara, fechando o cardápio. — Eu vou querer um mini Côtelettes de Filet Avec Os e para ela um Saumon fumé. Para entrada nos traga uma salada Caesar e de bebida queremos um BenMarco Cabernet Sauvignon 2013. Ah, e traga um suco de laranja para ela.

— Mas eu queria beber um pouco de vinho, James. — Reclama Kara, inconformada.

— Você dá aula amanhã, então não pode beber. — Retruca o tal de James, fazendo a garota se calar e suspirar tristemente. Naquele momento eu tive a certeza que aquele cara é um babaca.

— Como desejar, senhor. — Anoto os pedidos no tablet e recolho o cardápio do casal. Encaro Kara, esperando que ela dissesse alguma coisa, mas parecia que ela havia aceitado que ele escolhesse sua refeição por ela. — Posso trazer uma água?

— Por favor. — Responde o homem, entendiado.

— Com licença. — Saio, questionando-me como uma mulher tão interessante e que havia me dado tantas respostas afiadas poderia estar com um babaca como aquele.

Pego os copos e a jarra de água e quase comemoro ao ver que o homem não estava na mesa. Kara me encarava desconfiada e parecia um pouco irritada. Sem dizer nada, coloco os copos sobre a mesa e os encho com água, enquanto era observado por pela loira. Eu não tinha dúvidas que ela falaria alguma coisa.

— Por que você está me seguindo? — Sussurra, irritada. — Primeiro na rua, depois na escola e agora aqui? Quais as chances disso acontecer?

— E quem garante que não é você que está me seguindo? Pelo que eu sei, você sempre aparece quando eu já estou no ambiente. — Contra-argumento e ela ri, incrédula. — Eu estava pilotando Scarlett e você se jogou de frente a minha moto, eu fui para a reunião de meu sobrinho e você apareceu e agora eu estou trabalhando e simplesmente surge com o seu namorado?

— Foram coincidências. Eu jamais jantaria nesse restaurante se soubesse que você trabalha aqui. — Resmunga e meu sorriso alarga ainda mais.

— Mas não era você que estava falando em perseguição? O que foi? Eu descobri o seu plano? — Provoco e ela bufa, irritada.

— Você é um idiota. — Reclama Kara, fazendo um bico infantil. Rio, vendo que no fundo, a gatinha selvagem é apenas uma criança.

— Algum problema? — O irritante namorado de Kara aparece e a expressão da garota muda por completo. Assumo minha postura profissional e dou um falso sorriso.

— De forma alguma, senhor. Eu apenas perguntei a sua senhora se ela gostaria de mais alguma coisa e ela negou. — Respondo e ele apenas se senta em sua cadeira, sem parecer realmente se importar. Kara permanece calada e pensativa. — Com licença.

Afasto-me da mesa e observo os dois conversarem. Kara parecia animada e olhava para os lados, encantada com a decoração do restaurante. O homem chamado James bebe sua água e responde as perguntas da namorada de forma monossilábica. Ele parecia distante e preocupado. De repente, ele pega nas duas mãos de Kara, atraindo a atenção da loira.

Eu estava curioso para saber o que estava acontecendo. Aquele silêncio pesado e a esperança nos olhos de Kara me diziam que ela estava ansiando pelo pedido de casamento. No entanto, o olhar de seu namorado não parecia dizer a mesma coisa.

Mon-El, uma família a caminho da mesa seis. — Avisa Vivian pelo radio comunicador auricular novamente.

Imediatamente, pego os cardápios e o tablet e me aproximo da mesa ao lado do casal. Eles permaneciam ainda em silêncio, como se o cara idiota estivesse pensando nas palavras certas. Para a minha sorte, isso significava que eu veria de camarote o pedido de término do homem. Eu conhecia bem aquela distância presente nos olhos de James e o peso que ele parecia carregar em seus ombros.

— Boa noite à todos. Sejam bem-vindos ao Sense's. Eu me chamo Mon-El e serei responsável pelo seu atendimento. — Faço o mesmo discurso que sou obrigado a fazer a cada novo atendimento e entrego os cardápios a família. Diferente das demais vezes onde deixo o cliente escolher o pedido sozinho, permaneço no lugar, olhando pelo canto do olho o casal da mesa ao lado.

— Kara, nós já estamos juntos há quase dez anos. — Começa James e me surpreendo com a declaração. Dez anos? Isso com certeza é muito tempo. De certa forma, agora eu entendia o desejo de Kara de receber um pedido de casamento do homem. — E foram anos muito bons.

— Foram mesmo. — Concorda Kara, sorrindo docemente.

— Você é uma mulher organizada e inteligente. Não conheço ninguém mais competente que você. — James elogia a namorada e eu só consigo pensar em como ele conseguiu ficar com ela, porque sinceramente, o que custa dizer que ela é bonita? — E eu vou direto ao assunto. Você sabe que eu não gosto muito de enrolações.

— Sim. — Responde Kara, ansiosa.

— Kara, eu quero dar um tempo. — James joga a bomba de uma vez. A loira vai desmanchando seu sorriso pouco a pouco, completamente atordoada.

— O quê? — Sussurra, perdida.

— Eu não sei se quero me casar com você. Nós estamos juntos há tanto tempo, que me questiono se é apenas porque nos acostumamos um com o outro ou se é porque nós nos amamos. — Continua o homem, sem se importar com a reação da namorada, ou ex, não sei.

— Mas James...

— E eu gostaria de sair com outras pessoas para ter certeza do que eu quero. — A declaração de James parece ter ferido o orgulho de Kara. Eu assistia a tudo, ansioso para que a garota desse um tapa forte nele ou jogasse água na cara como nos filmes.

— Você só pode estar brincando comigo. — Murmura Kara com incredulidade.

— Eu só acho que nosso relacionamento é... chato. — Explica o outro e vejo as lágrimas se formarem nos olhos de Kara. — Você planejou a sua vida inteira, Kara. Tudo é sempre muito previsível entre nós. Você nunca se arrisca. É sempre a mesma coisa e isso está me cansando. Eu não posso continuar esse namoro sem ter certeza de que eu realmente amo você. Nesse momento, tudo o que penso são possibilidades. Eu fico me perguntando se eu devo mesmo ficar com você, se eu te amo, se nós conseguiremos ser felizes juntos... Eu quero ter a chance de conhecer novas mulheres para ter a certeza de que nós devemos nos casar....

Interrompendo a fala de James, Kara se levanta de uma vez, derrubando a cadeira nessa ação, e joga a água no rosto do homem. Sorrio, satisfeito com a cena. É sério! Como ela conseguiu ficar dez anos com esse babaca? Surpreso, ele seca o rosto com o guardanapo e encara a loira sem entender o que estava acontecendo. As atenções do restaurante se voltam por completo para o casal. Aproveito a chance para me virar e ver de frente ela acabando com a raça do idiota.

— Você quer sair com outras pessoas para ter certeza que me ama? — Grita Kara, furiosa. — Não me faça rir, James.

— Kara, sem escândalos, por favor. — Pede James e agora eu é que queria acabar com ele. Kara ri magoada e balança a cabeça, negando. — Vai me dizer que nunca sentiu vontade de sair com outras pessoas?

— Não. Eu nunca quis. E sabe por quê? Porque eu sempre tive muito respeito por você e pelo nosso relacionamento. — Responde a mulher, quase cuspindo as palavras na cara daquele cara que a enrolou por dez anos.

— Eu também tenho, mas estou cansado, Kara. — Argumenta o homem e ela bufa, tentando secar as lágrimas. — Você não vê como é desgastante viver na mesma rotina por anos? Eu só quero um tempo para colocar minha cabeça no lugar e repensar nosso namoro.

— Quer saber, James? Eu vou te dar um tempo. — Afirma Kara e agora eu estava com vontade era de bater na cara dela e perguntar se ela não via que estava fazendo papel de trouxa. — Mas vai ser definitivo. Você terá até o dia de sua morte para pensar sobre o nosso relacionamento.

— Kara, o que você quer dizer com....

— Acabou. Nós terminamos. — Declara Kara para o meu orgulho.

— Não podemos ser mais racionais e....

— Não. Você não queria que eu fosse mais imprevisível? Eu estou sendo. — Responde a loira, limpando o rosto marcado pelas lágrimas. — Você achou mesmo que eu concordaria com essa palhaçada de dar um tempo para conhecer outras pessoas? Está claro para mim que você já sabe a sua resposta sobre me amar ou não. Então, James, agora você está livre para ir atrás da pessoa imprevisível que você tanto deseja.

A mulher pega a bolsa dela e encara o ex-namorado pela última vez, antes de ir embora. Preciso me controlar para não bater palmas pela atitude de Kara. James permanece sentado em estado de choque, recebendo olhares julgadores das pessoas ao lado. Tudo que ele faz é terminar de secar o rosto e beber a água que ainda permanecia em seu copo, enquanto observa a linda professora de Literatura sair de vez de sua vida.

Notas finais
O que acharam do capítulo? E que tal fazer parte do nosso grupo no Facebook e no WhatsApp? Os links estão logo abaixo: Família Cupcake 2.0: https://chat.whatsapp.com/BbOG6KJnuHy2dQIs1sC9Ss Cupcakes da Lara: https://www.facebook.com/groups/677328449023646