Apostas....
11 “Aquele onde Blásio participa de uma aposta”
Notas iniciais
Blásio Zabini
Terça — 04/11/2014
— Vou marcar um treino nesse final de semana, o jogo contra Grifinória esta chegando e fomos esmagados no amistoso — aviso os jogadores do time que estão próximos.
— Fala serio Blás, esse final de semana tenho um encontro — Astoria reclama e eu sorrio amigavelmente.
— É só cancelar — falo sorrindo e ela revira os olhos — Isso vale para todos os jogadores — olho meus dois melhores amigos que apenas me ignoram — Podem avisar aos out.....
Enquanto falava alguém me puxou bruscamente e me beijou. Arregalei os olhos e reconheci a japonesa de pavio curto, também conhecida como Cho Chang.
Que porra a Chang ta fazendo??
Mal consegui retribuir o beijo e ela separa nossas bocas e sai andando como se nada tivesse acontecido.
— Isso foi inesperado... — alguém comenta.
— Mas que porra foi essa? — perguntei depois de uns minutos sem reação.
— Cara, se você não sabe imagina a gente — Draco ri da minha cara de bocó e continua jantando.
— Cara ela está tão na sua — Theo solta e toda a mesa gargalha.
Apenas lhe mostro o dedo médio e continuo meu jantar tentando ainda entender o que aconteceu.
— Ainda vamos ter treino no final de semana, Blás? — Astoria pergunta esperançosa e eu rio.
— Porque não teriamos? — pergunto e ela bufa.
— Nem pegando a Chang ele alivia o nosso lado — ela resmunga e apenas reviro os olhos.
— Treino das 8:00 hrs às 12:00 hrs, a tarde é livre para vocês se divertirem — falo para Astoria que me manda um beijo feliz.
— Vá se divertir também capitão — Draco sussurra ao meu lado.
— Pode apostar que vou — asseguro rindo.
Cho Chang você não me escapa!
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Sexta — 07/11/2014
— Hey Chang, volta aqui — grito pelo corredor quase vazio.
— Me erra Blásio — ela grita andando como um foguete.
Corro atrás dela e a puxo levemente pelo braço quando a alcanço.
— Você não vai continuar fugindo — falo e a aproximando o máximo possível — Você vem do nada, me beija na frente de deus e o mundo e depois foge por três dias — relembro os fatos para sua cara de paisagem — Quer me deixar louco?
— Não sei para que tanto drama, foi só um beijo e você não precisava ficar me seguindo para todo lugar que eu vou — ela diz como se não se importasse.
Puta merda Cho, claro que importa — penso e suspiro antes de falar qualquer coisa que possa me comprometer.
— Desde quando você beija pessoas que não te importam? — pergunto e vejo seu rosto ficar vermelho.
— Isso não é da sua conta — solta afiada — Agora você pode me soltar e fingir que eu não existo?
— Para que tanto jogo duro? — pergunto exasperado.
Há três anos eu ate entendia o jogo duro dela, eu era um babaca e realmente só a queria para me exibir, mas isso faz tanto tempo.
— Blásio... — chego mais perto e ela vacila — Vamos deixar as coisas como estão.
— Cho, eu sei que você está afim, e eu não quero deixar as coisas assim — sussurro.
Nossas bocas estão tão próximas que sinto sua respiração acelerada. Beijo sua bochecha e ela fica estática, sorrio.
Cho Chang não é de ferro meus senhores.
—Eu vou te beijar agora — aviso depositando um beijo em seu nariz — E então vou embora se você quiser.
Cho não tem reação, mas ela também não me impediu então vou levar isso como um: Vá em frente.
Depois de três benditos dias beijo seus lábios, eles são tão macios. Cho retribui e assim aprofundo nosso contato.
Porque demorou tanto?
Quando o ar já fazia falta, não tive outra opção além de separar nossas bocas, estávamos ofegantes e seu rosto estava vermelho, não diferente do meu, imagino. Me afasto para sair dali como prometi e ela me puxa pelo braço.
— Blásio espera, que merda... — ela resmunga e respira fundo, me encarando depois — Fica.
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Sabado — 08/11/2014
— Hey capitão! — Theo grita correndo em minha direção — Está atrasado para o próprio treino?
— Você fala como se não estivesse atrasado — rio e continuo andando até o ginásio — Se eu soubesse que minha noite ia ser regada de insonia não marcava o treino cedo.
— A Japa está tirando seu sono assim? — ele provoca.
— Talvez — admito e ele gargalha — Mas não sou eu que estou caindo de amores pela melhor pontuadora da Grifinória, se você facilitar semana que vem nos acertamos a conta.
— Se a ruiva não facilita você acha que eu faria isso? — ele assegura — Vamos esmagar os grifinorios.
Chegamos ao ginásio e encontro alguns se alongando e esperando o inicio do treino. Passo para ele o time que jogará como titular e passamos a manhã toda focados no treino.
— Blás, já deu o horário — Dante avisa e eu reviro os olhos.
— Vão logo embora — dispenso eles que saem praticamente correndo — Nunca mais marco treino no final de semana.
Sento ao lado de Draco e roubo sua garrafa da agua.
— É bom para você aprender — ele resmunga tentando pegar a garrafa — Quase todos tem planos no fim de semana.
— Vamos almoçar ou as duas princesas querem ficar discutindo a relação? — Theo chega apressando e vamos para o salão principal onde o almoço estava sendo servido.
O salão estava quase vazio, pois final de semana vários alunos vão para o vilarejo passar o dia acompanhados ou sozinhos. Como o horário estava quase no fim, comemos rapidamente e então nos separamos.
— Me esperem para jogar poquer mais tarde — Theo pede e eu dou de ombros — Serio caras, eu vou tirar todo o dinheiro de vocês.
— Ele sonha tanto — Draco murmura enquanto Theo se afasta e eu rio — Pode me esperar para jogar também.
— Vou pensar no caso de vocês — falo.
— Como se você fosse um grande jogador sem eu — quando vou soca-lo ele sai correndo e grita — Vou sair com a Luna, ate depois perdedor.
Ando pelos corredores ainda com o uniforme pensando em tomar um banho e talvez ir no vilarejo mais tarde. Isso claro, antes de ver aquele ser cruzando meu caminho apressadamente.
Corro um pouco e a puxo em minha direção. Cho solta um grito e lança um punho fechado em minha direção. Desvio rindo de seu soco.
— Calma, sou só eu — falo e ela bufa.
— Vai tomar no cu Blásio, assustando os outros desse jeito — reclama e eu rio — Idiota.
— Onde vai com tanta pressa? — tento roubar um beijo seu e ela desvia fazendo careta.
— Para bem longe de você, seu fedido — diz dando dois passos para trás.
— Hey, isso aqui é meu perfume natural — digo rindo e me aproximo novamente — Só um beijo?
— Por hoje? — Cho pergunta ainda me mantendo longe.
— Até eu tomar um banho — falo óbvio e ela ri — Vou considerar isso como um sim.
Cho puxa meu uniforme e junta nossos lábios sorrindo entre o beijo.
O que ela está tramando? Até ontem era um sacrifício conseguir um beijo sequer dela e agora ela está me beijando toda felizinha?
— Então Blás — lá vem — Tenho uma proposta para você — diz beijando meu queixo e sorrindo maliciosamente.
— É claro que você tem — suspiro — Estou ouvindo.
— É bem simples, se você ganhar eu faço quase tudo que você quiser — ela diz — E se eu ganhar, você faz o que eu quiser.
— Porque você faz quase tudo e eu faço tudo? — questiono.
— Porque eu não pediria nada sexual — afirma e tenho certeza que minha cara foi engraçada, pois ela riu muito — Então, você topa?
— Tá, pode ser — concordo — O que você propõe?
Cho sorri.
— Uma semana sem você me beijar.
O que? Porque? Se ela não quer que eu a beije era só falar.
— Só isso? Fácil — asseguro e Cho sorri tão maliciosa que quase duvido das minhas palavras.
— Você não pode me beijar então pelos próximos sete dias, depois nos acertamos as coisas — Cho fala e começa a andar, vou atrás dela.
— Essa aposta está valendo desde agora? — pergunto e ela ri.
— Se você tomar um banho ela começa a valer só amanha — diz.
— Então ate daqui a pouco — beijo sua bochecha e vou para o meu quarto tomar um banho.
Pensando melhor agora nessa aposta ela não faz sentido nenhum, mas em sete dias aquela japonesa vai fazer o que eu quiser, então quem se importa?
Depois de um banho demorado vou a procura dela pelo colégio, no fim não a encontrei em lugar algum e acabei cochilando sob uma árvore no jardim.
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Quinta — 13/11/2014
— Japonesa infernal! — bato a porta do quarto e me jogo em minha cama.
— Problemas no paraíso? — Draco pergunta divertido e só nesse momento noto sua presença largada em sua cama.
— Não enche Draco — aviso e ele levanta as mãos em sinal de rendição
— O que aconteceu?
— Essa aposta ridícula! — exclamo — Eu achei que ia ser fácil, mas desde domingo Cho virou um demonio e não para de me provocar.
Draco ri como um condenado e jogo-lhe um travesseiro na cara.
— Eu não aguento mais cara — suspiro.
— Então cai fora logo, não é como se fosse o fim do mundo essa aposta — ele diz e concordo, Cho vai querer no máximo que eu faça tudo o que ela queira por um dia, acho q vou desistir mesmo.
— Porque você está fazendo careta? — pergunto na duvida e Draco suspira.
— Cara, to sentindo umas coisas estranhas ultimamente — ele diz.
Vai começar a choradeira.
— Desembucha princesa.
— Essas semanas que passaram foram muito loucas — ele começa — Tem vezes que meu estômago começa a borbulhar do nada, sobe um falta de ar louca e fico ansioso sem motivos.
Ah pronto, agora meu meio da rede ta morrendo! Tudo o que eu precisava, obrigado Deus.
— E o que mais? — pergunto ainda tentando entender a situação.
— É basicamente isso, e as vezes quando estou com a Luna começo a suar muito, mas quase sempre eu acho que é porque estou nervoso.
LUNA! Ela que ta matando meu jogador. Como esse tapado não percebeu? Não é como se ele não fosse afim dela faz tempos.
— Draco — chamo sua atenção tentando ser sério — Só tem duas opções: ou você tá apaixonado ou tá com asma!
Draco pisca os olhos e depois joga um travesseiro na minha cara.
— Não viaja Blás, de onde você tirou isso? — pergunta e eu reviro os olhos. Como pode ser tão tapado? Isso porque os professores acham ele muito inteligente e promissor.
— Desde quando você ta sentindo isso? — pergunto tentando dar uma luz.
— Desde que Luna e eu...
— APAIXONADO — gritei antes que ele terminasse — Nem faz essa cara, você ta beijando o chão que a loirinha pisa e isso não começou depois daquele encontro.
Draco absorve minhas palavras por uns minutos e quase durmo nesse tempo.
— Meu Deus, você está certo! — ele grita e apenas reviso os olhos — Meu deus Blásio! Eu to apaixonado!
— Ou com asma — provoco e ele me ignora, provavelmente pensando no nomes dos futuros filhos.
— Que bom que ajudei alguém — resmungo e viro de costas — Agora eu vou dormir, boa noite.
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