Apolone
2 Lua
Notas iniciais
Quanto covardia,
Você fica aí em cima,
Só observando minha agonia,
Carrego-a todo dia.
Depois de tanto tempo,
isso não lhe causa mais tormento,
no seu "vai-e-vem" espacial,
Já não é mais algo anormal,
Talvez tenha-te tornado casual.
Mas pra mim é tão diferente,
Ao vê-la fico contente,
Sorridente,
Mas vê-la indo é tão deprimente
Minha memória a resguarda
Graças a essa maldição pertinente,
apenas contra a felicidade,
Pois (ela) não me conhece,
Por isso apelido-me de covarde,
Graças a essa pusilanimidade
Da minha ficção me rodeio
Como se rompe deste imaginário enleio?,
Esse é meu devaneio,
Como me livro desse esteio?
No qual nada firmo ou me baseio.
Por favor meu objeto rochoso e gelado,
Minha tristeza transborda
Porém assim como ti meu lado escuro não transparece,
Então por favor não fique calado.
Antes que suba pelos céus
Com uma corda de rapel,
Na qual me verei enforcado,
Pois nunca meu desejo será realizado.
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