Notas iniciais
"Difícil não é lutar por aquilo que se quer, e sim desistir daquilo que se mais ama. Eu desisti. Mas não pense que foi por não ter coragem de lutar, e sim por não ter mais condições de sofrer" Bob marley

Quanto covardia,

Você fica aí em cima,

Só observando minha agonia,

Carrego-a todo dia.

Depois de tanto tempo,

isso não lhe causa mais tormento,

no seu "vai-e-vem" espacial,

Já não é mais algo anormal,

Talvez tenha-te tornado casual.

Mas pra mim é tão diferente,

Ao vê-la fico contente,

Sorridente,

Mas vê-la indo é tão deprimente

Minha memória a resguarda

Graças a essa maldição pertinente,

apenas contra a felicidade,

Pois (ela) não me conhece,

Por isso apelido-me de covarde,

Graças a essa pusilanimidade

Da minha ficção me rodeio

Como se rompe deste imaginário enleio?,

Esse é meu devaneio,

Como me livro desse esteio?

No qual nada firmo ou me baseio.

Por favor meu objeto rochoso e gelado,

Minha tristeza transborda

Porém assim como ti meu lado escuro não transparece,

Então por favor não fique calado.

Antes que suba pelos céus

Com uma corda de rapel,

Na qual me verei enforcado,

Pois nunca meu desejo será realizado.

Notas finais
Exageros à parte,mas é verdade,sofro calado