Apocalípse

8 -Capitulo VIII- "Memórias"


"O medo tem alguma utilidade, mas a covardia não."
Mahatma Gandhi

—Capitulo IX- "Memórias"

"Mais um dia de escola, eu só quero mesmo que esta porcaria acabe para eu puder ficar em casa e relaxar, eu simplesmente não consigo aturar o fato de estar sentado aqui a porra do dia inteiro enquanto um velho qualquer me ensina algo que nunca irei usar na vida, pura estupidez, mas acho que tudo tem o seu lado positivo, se não tivesse aqui o Pedro a ajudar-me não sei bem o que seria de mim, uma seca acho eu."
—Acorda, vá acorda lá.- dizia a Ana enquanto me abanava a tentar acordar-me.
—Já estou acordado, não é preciso abanar-me mais ainda.
—Ok desculpa lá, mas temos que nos fazer à estrada outra vez.
—Onde está o Pedro ?
—Nem vais acreditar- dizia a Ana enquanto se ria- ele foi tomar banho no rio, deve estar de volta a qualquer momento.
Um estranho sentimento de alegria tomou conta de mim enquanto eu arrumava as coisas para nos fazermos à estrada, eu pensei que não me voltaria a sentir assim, mas fico feliz por ser assim.
—Ok, já estou pronto, a água estava um pouco fria porra.
Lá nos fizemos à estrada então, lá íamos nós em direção à grande cidade, com o lindo mar e pôr do sol, onde toda a gente era simpática, eu sinceramente não sei o que esperar disto, supostamente todas as cidades, todas as zonas do país foram afetadas e não será assim simplesmente que encontramos um sítio livre disto tudo, mas ok, se a Ana está contente melhor continuar com este plano, também não faz mal tentar, se correr mal fugimos como sempre acabamos por fazer.
—Diz-me Ana, como chegaste a conhecer este desastre andante ?- Dizia o Pedro enquanto se ria.
—Eu era vizinha dele.
—Vizinha ? Espera, a que vivia do lado esquerdo dele com uma casa amarela e um jardim de rosas ?
—Bem, Pedro acho que hoje está um bom dia não achas ?- Dizia eu todo corado a tentar mudar de assunto, a Ana não sabia nada disto, que eu falava dela tanto como isto.
—Como sabes onde eu vivia ?
—Ele não parava de falar numa rapariga que era tão linda como o jardim dela que vivia ao seu lado, ele só falava maravilhas sobre ela.
A Ana percebeu e olhou descretamente para mim e sorriu, afinal a reação dela não foi tão má. Eu sempre tive sentimentos contraditórios perante a Ana, mas no fundo eu sempre soube que a amava, eu falava inconscientemente sobre ela, até sonhava com ela, sentava-me na minha janela que tinha acesso para o telhado a olhar para as estrelas a pensar nela.
—Bem rapazes ali está o grande cartaz, mais uns 4 kilómetros e chegamos lá.
Tenho que admitir, desmancha prazeres, assim ? Já tão perto ? Que maneira de matar o suspanse, que pensarão agora as pessoas ? E quem são essas pessoas ? agora estou a falar sozinho, boa, não bastava o fim do mundo eu agora estou a dar em louco, muito bem, muito bem.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.