Notas iniciais
C:Bem vindos a fic primeiramente. Espero que lhes agradem o enredo. A fic mostra um novo inimigo dos Olimpianos, novos heróis e tretas malignas kkkk. Boa leitura! S:OBS: leiam todas as notas inicias e finais, e eu só vou postar o resto dos capítulos se a fic estiver com um numero bom de leitores..

Pov.Hades

Havia algo de errado. Algo muito errado. O ar vibrava, parecia que todo o mundo inferior segurava a respiração. Eu sentia no fundo do meu âmago que algo se agitava no Tártaro, algo ou alguém. Não, isso é apenas medo de criança, a mesma criança que olha embaixo da cama antes de dormir para conferir se nada tem em baixo. No meu caso é dentro do Tártaro que olho antes de me dar o luxo de descansar.

Mas meus medos não estavam infundados. Há muito tempo é previsto a volta dele, mas por que haveria de acontecer agora, por que hoje? Não tinha como ele ter forças suficientes para ressurgir, a não ser que... Não, não tinha sacrifício tão grande, não houve tempo para que fosse conquistado tal sacrifício e se eles estivessem perto de conseguir os semideuses teriam impedido, mas mesmo assim..

Eu tinha que conferir, é o meu reino e ninguém mais além de mim tem a obrigação de cuidar dele e de mantê-lo.

Um deus não tem exatamente que dormir, mas mesmo assim precisam descansar, alguns preferem meditar, outros "saem do ar" que é o mesmo que parar de usar seus poderes por um período de tempo, o que é um pouco perigoso, mas faz efeito rápido, e outros simplesmente dormem como eu.

Mas naquela noite o sono custou a vim, sim deuses também têm insônia. Levantei-me lentamente para não acordar minha mulher, mas meus esforços se mostraram vãos quando Perséfone se virou nos lençóis e me encarou com negros olhos sonolentos, porém perspicazes.

— Meu senhor — ela disse — o que aflige o seu sono — ela estendeu a mão para tocar meu rosto.

— Preciso verificar o Tártaro — afastei sua mão antes que ela me tocasse, aquele toque era embriagante e perigoso.

— Espere a Alvorada senhor, não há mal em fechar os olhos por alguns segundos — sua voz era inebriante, quando queria, Perséfone podia ser tão convincente quanto Afrodite.

— Mas não adianta eu ficar me revirando se sei que não vou conseguir dormir sem... — as palavras ficaram presas em minha garganta, pois o chão se sacudiu de forma tão anormal que me levantei com um pulo, nesse momento um de meus cervos, um guarda da noite entrou em meus aposentos sem pedir licença ou bater na porta, ou seja, algo de muito grave havia acontecido.

— Meu senhor — ele estava ofegante, com terror nos olhos — venha, nós... Eu... — por que hoje? — Está acontecendo...

— Fale logo, o que houve? — ela sabia, mas não queria acreditar. Por que hoje?

— O Tártaro — ele falou a palavra como se tivesse lhe custado um sopro de vida, seus olhos estavam aterrorizados, procuravam em mim algum conforto, por que hoje?

— Traga meu elmo — eu disse desviando os olhos para minhas roupas que imediatamente se transformaram em uma armadura completa de batalha.

Pov Lisbeth

O chão tremeu e eu acordei. Não me lembrava de ter sonhado, mas lembrava do modo como acordei. Algo estava errado. Terrivelmente errado. Algo acontecia no reino do meu pai e eu precisava ajudá-lo.

— Lucan, Raphael, acordem, eu preciso de vocês — eu falei em alto e bom som. Eles, que não tinham sono pesado, levantaram no mesmo momento.

— O que houv... — começou Lucan, mas ele também sentiu a vibração que vinha da terra.

— O Tártaro — falaram em uníssono. Raphael saiu do chalé, provavelmente para avisar Quíron, ele sabia que eu não teria paciência ou calma de ir atrás dele. Eu e Lucan nos trocamos e vestimos a armadura, pegando escudos, espadas e armas mágicas que tínhamos e nossas espadas de ferro estigio.

Quando saímos do chalé descobrimos que Raphael havia acordado não só Quíron, mas também quase todo o grupo de elite o que quer dizer, muita gente.

A van já estava preparada e Argos esperava lá dentro. Alguns dos campistas mais velhos também haviam sido acordados e estavam desejando boa sorte aos seus irmãos mais novos que se preparavam para o que podia ser "A batalha", outros davam armas e conselhos e tinham aqueles que apenas abraçavam incapazes de dizer uma palavra.

Nico estava entre os acordados, ele conversava com Raphael até que me viu e veio em minha direção, Nico não costumava ser o mais carinhoso dos irmãos, mas mesmo assim me abraçou forte.

— Irmãzinha, está chegando à hora — ele sussurrou em meu ouvido — Isto é muito maior do que tudo o que já senti maior até do que o evento dos portais da morte, algo muito antigo e muito maior esta por vir — ele me abraçava com força, mas eu me afastei para olhar em seus olhos.

— Urano — eu disse, ele estremeceu e pôs um dedo em meus lábios.

— Shh, palavras tem poder pequena, e vamos rezar que nossos pressentimentos estejam errados e tudo não passe de uma grande brincadeira do papai — ele se forçou a sorrir, mas foi algo triste e desanimador.

— O papai não é de brincar — respondi e seu sorriso tornou-se ainda mais amargo.

— Então rezemos para que ainda haja um amanhã.

— Vai haver um, mas não por que eu rezarei e sim por que eu lutarei por ele — eu toquei no punho da espada como que para provar o que tinha acabado de dizer.

Ele plantou um beijo no alto da minha testa.

— Não se pode ganhar tudo na ponta da espada mana, muito menos sozinha.

— Não estou sozinha — olhei para a equipe de elite que entravam aos montes nas vans.

— Eu sei, e seus companheiros a esperam — ele disse e nesse momento ouvi a voz de Helena chamando por mim, vir-me-ei e a vi dentro da nossa van — sobreviva pequena, é só o que lhe peço.

— Vou fazer mais que isso — eu disse e corri para a van.

Pov Hades

— Não vá meu senhor eu lhe imploro — disse Perséfone se pondo de joelhos enquanto eu colocava meu elmo.

— Como pretende que os homens lutem por alguém que se esconde atrás de muralhas enquanto seu reino é destruído — ela se retraiu com minha fúria repentina, tornei o tom de voz mais brando — eu tenho que ir minha senhora, a hora chegou — Por que hoje?

Antes que ela pudesse falar mais alguma coisa toquei meus lábios nos dela por um breve momento e me dirigi a porta, o chão tremeu novamente dessa vez mais forte.

Cheguei ao lado de fora da fortaleza, minha biga, (sei que algo romano, mas eu prefiro assim) era puxada por dois esqueletos de cavalos, ou seja, incansáveis e sem medo. Eram bem rápidos e estava próximo do Tártaro bastante rápido, não estava nem perto o suficiente para fazer algo e vi, de dentro do fosso onde nós, deuses, jogávamos nossos inimigos imortais, saiu uma mão.

Era algo colossal. A mão começou a içar o corpo e então meu querido avô emergiu coberto de magma, ele devia estar com cinco metros de altura, a pele não podia ser vista, pois cada centímetro estava coberto pelo liquido fervente que eram as rochas dentro do Tártaro.

Todo o comboio que me seguia parou diante daquela visão, o medo era sentido no ar, na terra e em cada ser que respirava ao meu redor. Por que hoje? Urano andou poucos passos e alcançou o rio Estige e lá dentro mergulhou, por um segundo tive esperança de que o rio o corroesse como fazia com os objetos mortais, esperanças que se mostraram vãs quando Urano emergiu.

O magma parecia ter solidificado e se transformou em uma armadura grega completa de batalha, era negra como o Estige, mas havia partes em que se parecia um pedaço do Tártaro solidificado de tão vermelho e vibrante. Seu elmo parecia o universo todo, estampado em um único lugar, havia áreas ali que pareciam brilhar mais que o carro do sol de Apolo, um brilho que parecia faminto e invejoso, como se quisesse ser o único brilho do mundo e engolir todos os outros.

Sua pele parecia que ainda estava se formando por cima dos músculos, era bronzeada, sem rugas e se formava muito lentamente, principalmente no rosto, seus olhos eram dois poços em chamas, como só o Tártaro tinha o direito de ser.

Urano mergulhou a mão no estige e quando a retirou tinha uma espada nela, o cabo parecia feito de ossos, sejam humanos ou de monstros e a lâmina parecia uma junção de todos os metais existentes no mundo, a espada mais mortal que já existiu que poderia ferir tanto humanos, quanto semideuses e até mesmo deuses.

Eu cresci, fiquei com a mesma altura que Urano se encontrava.

— Urano seu maldito, venha me enfrentar — Quando ouviu minha voz se virou em minha direção, mas tudo que consegui foi um olhar de desdém.

— Estou querendo algo muito maior que você Hades — e ele olhou para cima.

Pov Lisbeth

Na minha van estava Helena, Jaime, Victor, Sasha, Priscila, e os gêmeos Tommy e Tuly, além de Mathews que dirigia. Todos estavam muito tensos para falar qualquer coisa, nossa van era o guia para as outras, quando Mathews perguntou qual o destino não hesitei na resposta.

— Para a entrada do mundo inferior.

O caminho parecia durar uma eternidade, mesmo com Jaime ao meu lado eu ainda me sentia inquieta e parecia ser a única que sentia os tremores de terra, apesar de que todos sentiam uma sensação ruim de desespero.

Helena e Victor se mantinham bem juntos um do outro, assim como Tommy e Tuly. Sasha amolava a espada e Priscila olhava pela janela, presa a um mundo só dela, um mundo de estratégias e planos. Mathews dirigia rápido, o que tornou a viagem de alguma forma mais curta.

As ruas estavam sem transito algum aquela hora da madrugada, isso não era muito norma, parecia que até os humanos sentiam a energia ruim que emanava da terra. Quando a van foi estacionada a poucos metros do prédio que parecia igual a todos os outros, mas era, na verdade, a entrada para o mundo dos mortos, todos nós descemos rapidamente seguidos por alguns membros das outras vans, como Manny e Nick que corriam para alcançar nos, principalmente a mim que não pensei duas vezes antes de me colocar a frente do grupo e correr a toda velocidade na direção do prédio.

A partir das portas de vidro pude ver Caronte e gritei seu nome. Ele se virou e abriu as portas, ele parecia nervoso como jamais o vi, ele abriu a boca para dizer algo, mas suas palavras foram engolidas pela explosão que levou todo o prédio pelos ares assim como aqueles mais próximos que incluíam eu, Manny, Nick, Jaime, Helena e tantos outros membros que se encontravam perto.

Minha cabeça zunia, mas me levantei cambaleante e o que vi me desejar ter morrido na explosão, pois se a morte era certa, para que morrer pelas mãos de um gigante colossal que chegava a altura do Empire State Building?

Notas finais
Reviews são bem vindos coleguinhas. Espero que tenham gostado e até o próximo capítulo!