Apocalypse of the GODS
7 Finally ... Camp Half Blood
Notas iniciais
Pov. Lion
A caminho do Acampamento meio-sangue, todos estavam abalados de certa forma. Principalmente Percy. Ele olhava para as próprias mãos, olhava para Lisbeth, então sacudia a cabeça e olhava pela janela.
Eu me sentava ao lado de Helena, Lucan e Lisbeth atrás de nós e Jaime e Manny atrás deles.
Lucan tinha a cabeça de Lisbeth em seu colo e não falava com ninguém, tudo o que ele fazia era acariciar os cabelos da irmã. Manny conversava baixinho com Jaime e Helena só encarava a janela.
De repente ela se virou para mim.
— Lion, por favor, me dê uma ótima explicação para tudo isso. A Liss quase... Quase morreu na minha frente. Me diz, o que tá acontecendo?
Respirei fundo.
— Lena, você e eu fomos criados na Grécia, então, você mais do que a Liss deve ter uma mente mais aberta para o que eu vou explicar — suspirei — Os deuses gregos realmente existem, assim como os romanos, o que é lógico, pois ambos são iguais, apenas com personalidades um pouco diferentes. Eles se mudam de tempos em tempos e agora, estão nos Estados Unidos. Então, assim como na Grécia antiga, ás vezes eles tem casos com os mortais, gerando filhos.
Ela me escutava atentamente. Continuei.
— Eu, você, Liss e Lucan, somos todos semideuses — não precisei explicar o termo, ela já o conhecia, agora vinha à parte mais difícil — O Chris... Ele não é o nosso pai.
Helena puxou o ar pela boca e prendeu a respiração, seus olhos ficaram marejados. Lucan levantou os olhos de Lisbeth para olhar para Helena com complacência. Jaime e Manny haviam parado de conversar. Até Percy que sentava na frente com Argos olhou para ela pelo espelho. Esse era o momento que todos eles já tinham passado todos nós, mas a maioria nunca teve um pai para substituir o deus e era isso que tornava tudo tão difícil.
— Mas você sabe que isso não muda em nada o que o Chris sente por nós...
— O Chris sabe? — Helena sussurrou.
— O que?
— O Chris sabe que não somos filhos dele? — ela disse aumentando o tom de voz.
— Sim, é claro que sabe, ele...
— Então todos vocês sabiam — ela disse ainda mais alto, olhando acusadoramente para cada um de nós, eu, Lucan e Manny, que abaixou a cabeça envergonhado — Lisbeth também sabe?
— Não, nós só escond...
— Vocês só esconderam? Vocês não tinha esse direito. Por que você dois sabiam e nós não? Por que até Manny sabia e nós não?
— Helena, fale baixo — disse Lucan, ainda olhando para Lisbeth.
— Falar baixo, você não acha que eu tenho o direito de explodir não?
Ele levantou a cabeça e encarou-a nos olhos.
— Minha irmã esta anêmica, meus amigos estão cansados e todos nós acabamos de ser atacados por um monstro. Sim, você tem o direito de descontar a sua raiva, mas não aqui. Não agora. Então, fale baixo — seu tom de voz foi forte, até mesmo eu senti o impulso de abaixar o tom de voz.
Intrometi-me para impedir mais um surto de Helena.
— O Manny sabia, por que ele é nosso sátiro protetor — eu disse — existem muitos semideuses por aí e sátiros são mandados para buscá-los.
Helena olhou para Manny.
— Isso explica os cascos e a sua deficiência nas pernas.
— É, e os chifres também — ele tirou a boina, deixando expor um pequeno par de chifres.
— E por que vocês sabiam e nós não? — perguntou ela, quase num muxoxo.
— Por que a mamãe queria proteger vocês, e quando um semideus tem consciência do que é, ele passa a atrair muito mais monstros, eu e o Lucan já tínhamos atraído monstros demais, então, todas as férias nós começamos a passar no acampamento, o único lugar que é seguro para semideuses.
— O acampamento de férias que eu e a Lisbeth não podíamos ir por que só era permitido homem? — ela perguntou, cruzando os braços.
— É, esse mesmo. E é nele que vamos entrar agora.
Pov. Jaime
Enquanto Lion andava com Helena pelo acampamento e lhe explicava tudo, eu ajudei Lucan a levar Lisbeth para a Casa Grande, onde Quíron nos esperava, sentado em sua cadeira de rodas.
— O que houve com ela? — ele perguntou, preocupado.
— Veneno. Nós fomos atacados por um tipo de... Rainha das dracaenas, sei lá. Aquela droga foi difícil de matar. Ela soltava cobras da roupa e era rápida, muito rápida.
— Onde está a irmã do Lion? Helena, não é?
— Sim, ela tá conhecendo o acampamento com ele e.... Espera ai, como você sabia que essa é Lisbeth, não Heena?
Quíron sorriu um riso de quem sabe das coisas.
— O Lucan está com essa garota aqui, além de que eles têm os mesmos cabelos, deduzi que a outra seria loira como o irmão — é a lógica dele fazia todo sentido.
Olhei para Lucan.
— Lucan, leve ela para o quarto, eu vou pegar néctar e ambrosia — ele fez que sim com a cabeça e levou a garota — Então Quíron, você acha que finalmente o pai deles vai dar as caras? — perguntei, quando tive a certeza de Lucan não poder nos ouvir mais.
Ele suspirou, cansado.
— Não sei Jaime, sinceramente eu não sei. Já faz dois anos que Lucan e Lion frequentam o acampamento e nada. Talvez sim, é possível, quando se trata dos deuses nunca se sabe. Você faz alguma ideia de quem sejam os pais? — ele me olhou, sabendo que eu já tinha um chute.
— Helena e Lion, eu acho que eles são meus irmãos. São muito bons no arco, mas eu sei que só isso não define pai, mas eles também têm cabelo claro e os olhos azuis, acho que isso já quer dizer algo — falei, ele continuou calado, sabendo que eu não tinha acabado — E essa aí, deuses, essa aí é uma guerreira. Além de que, aqueles olhos... São tão verdes Quíron, tão... Fortes. Se essa garota não for filha de Poseidon, eu aposto que é filha de Ares. Se bem que ela é bonita demais para isso... Quer dizer, nada contra os filhos de Ares, claro.
Quíron deu um risinho, como se tivesse algo a esconder.
— Está bem filho, vá buscar o que precisa e cuide da garota, vou chamar o Manny e o Percy para saber tudo o que aconteceu.
Pov. Nico
Aquela garota me perturbou. É difícil isso acontecer. A última vez em que eu vi alguém morrer e voltar a vida foi há muito tempo, quando eu ainda era um garotinho. Rachel Elizabeth Dare, bem me lembro, no momento em que ela se tornou oráculo... Rachel!
Ela poderia me ajudar. Tirar algumas dúvidas, aquelas garotas parecem estar destinadas a algo grande. Sem contar os outros membros do grupo. Mas quando semideuses estão destinados a grandes feitos, grandes problemas vêm junto...
— Tio Nico!
Eles me acharam.
Apesar de eu estar longe da área da cidade, aqueles dois me acharam. Não eram exatamente meus sobrinhos, era mais por consideração.
— Oi Charles, oi Silena — eu disse, vendo os irmãos se aproximarem. O garoto tinha os cabelos loiros da mãe e a garota os negros do pai. Os olhos, ambos os gêmeos tiveram heterocromia, o garoto tinha o olho direito cinza e o esquerdo verde, e a garota tinha exatamente o oposto. Então ambos os filhos tinham as cores dos olhos dos pais.
— E aí tio Nico, trouxe alguma lembrança de monstro pra a gente? — perguntou o menino e a garota deu-lhe um pisão no pé.
— Tudo bem Silena. Não Charles, dessa vez eu não pude trazer nada, nem enfrentei o monstro, eu só dei carona.
— Qual foi o monstro dessa vez tio? — perguntou, animado por uma história.
O garoto já tinha esquecido o presente não dado.
— Seu pai não lhe contou? — perguntei Percy nunca deixava de contar suas missões para os filhos.
— Não, o papai tá meio estranho — disse Silena, a mais perspicaz dos irmãos — A mamãe pediu pra a gente vir passear, mas eu sei que ela quer ficar a sós pra conversar com ele.
Fiz que sim com a cabeça, a inteligência da garota sempre me impressionava, mas o que mais se pode esperar da filha de Annabeth?
— Foi uma dracaena Charles, mas não era como as outras, essa era diferente — Nick havia me contado os detalhes da luta mais cedo, foi o que ajudou a me preocupar ainda mais — Ela era muito rápida, geralmente, apenas um semideus é necessário para matar uma dracaena, mas ela invocou cobras e se esquivava de todas as flechas que lançavam, ela não era normal. Foi muita sorte aquela garota, Lisbeth, ter sobrevivido.
O garoto fez que sim com a cabeça.
— Nossa! Valeu tio, vem mana, o tio Nico tem uns negócios pra resolver, vamos atrás da Sra. O'Leary.
Sim, a garota era o cérebro e o garoto o coração. Mesmo aquela duplinha tendo só seis anos, eu já sabia que estava destinada a grandes feitos e com grandes feitos vem...
— Tchau tio Nico — disseram as crianças em uníssono, baguncei os cabelos do garoto e beijei a garota na testa.
— Tchau pequenos — grandes problemas, grandes monstros.
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