Notas iniciais
Olá! As vezes eu me sinto meio lenda por aq, já que, apesar de escrever, Su é quem posta e faz as notas. Então, eu sou a famosa C (okay, nem tão famosa assim) e vim aq avisar q a Fic tá de volta (UHUUL!). Avisem aos amigos, aos pais, peixes e papagaios, comemorem! Bem, ano passado foi complicado, mas espero voltar a postar constantemente e tbm gostaria de poder ouvir mais a opnião de vocês viu! Digo q a fic agora vai tomar um rumo mais sério e entrar nas partes q integram realmente a história, espero q gostem!

– Você precisa assumi-los logo! -disse Zeus, sempre autoritário.

– Então comece dando o exemplo Senhor do Olimpo — respondeu Hades, sempre irônico.

Aquelas reuniões o entediavam mais do que canal religioso na tv aberta. Os deuses eram sempre " Precisamos fazer isso, blá blá blá", "Eu sou mais bonita do que você, blá blá blá", "Cereal". Eles apenas se davam ao luxo de tais discussões porquê queriam se sentir importante, requisitados, mas ao contrário da maioria deles, Hades tinha um mundo inteiro para cuidar, submundo na verdade, mas isso não vem ao caso.

Vários deuses encontravam-se no Olimpo naquele dia. Tronos dos mais diversos estavam prostrados em forma de semicírculo, onde os deuses se sentavam, gozando de seus cinco metros de altura, tirando a variedade dos assentos, tudo era cinza e monótono.

Zeus cerrou os dentes, sentado em seu trono de mármore cinzento recém reformado (isso fazia mais ou menos 20 anos, mas para deuses isso era recente), que mais se misturando com o resto da paisagem cinzenta. Parecia imponente, mas para Hades isso pouco importava, ele e Poseidon seriam os mais prováveis em destronar Zeus e talvez por isso não o temessem como os outros.

– Você se nega Hades? — perguntou, falando bem devagar o nome, de forma a ameaçar.

– Jamais — respondeu irônico novamente — Apenas queria entender... Os líderes não tem que dar exemplo não é mesmo?

– Você sabe...

– Eu sei? — interrompeu Hades — O que eu sei é que toda vez que eu asumo meus filhos, os seus e o de todos os outros aqui presentes — Hades se levantou, alterado, apontando para os outros deuses na sala — Os destratam, repudiam, como se fossem alguma coisa melhor. Quando você lembrar aos seus filhos quem cuidara da alma deles quando seu fim heroico chegar — a palavra era carregada de ironia — Eu é quem vou decidir onde coloco seus traseiros mortais.

– Você esta ameaçando os meus filhos, Hades? — Zeus segurou os braços de seu trono, os nós dos dedos ficaram brancos com a pressão. Atena, Ares, Hipnos e algum dos outros deuses presentes seguraram a respiração, conflitos entre aqueles deuses eram comuns, mas sempre carregados de tensão.

Hades bufou e se jogou de volta em seu trono de mármore negro.

– Não, irmão — falou em tom cansado — Só estou saturado de ter de ver meus filhos sofrerem só por serem meus filhos...

O deus dos céus aliviou a pressão dos dedos.

– Entendo... Mas é algo necessário. Mais uma vez quebramos a promessa que fizemos ao semideus a alguns anos... É chegada a hora irmão...

O senhor do submundo suspirou.

– Você sabe que aquela profecia está a centímetros de nossas nucas, não sabe?

O irmão mais novo aquiesceu, tinha consciência daquilo.

– Por que o medo amigos? — disse uma voz, havia um recém chegado entre eles — As vezes mudanças são coisas boas...

Todos olharam para ele, que também era algo recente naquele lugar...

– As vezes sim, é verdade — respondeu Atena — Eu como deusa da sabedoria sei que mudanças e novas experiências trazem conhecimento. Porém acho que ninguém aqui presente gostaria de sangrar — uma pausa para que suas palavras causassem o efeito de tensão desejado — Muito menos ficar a mercê do inimigo para ser salvo...

O Olimpo era silêncio, e quando deuses temem pelo futuro, é porquê algo grande estava por vir. O recém chegado sorriu um riso esperançoso. Usava um jeans claro, camisa laranja, fazendo referencia a seu local de origem, e diversas pulseiras coloridas nos pulsos feitos de tecido e com nomes gravados. Semideuses que haviam feito sacrifícios em seu nome e que ele ajudaria no futuro. Os cabelos cor de areia emolduravam um rosto jovem, o olho ainda detinha a cicatriz que conquistara em sua época de mortal.

– Prefiro esperar um futuro preparado do quê a temê-lo — sua expressão mudou completamente para algo sombrio, face de quem relembra o passado — para quem já esteve do outro da guerra, o lado dos semideuses, o medo de não haver amanhã e de estar lutando uma guerra para proteger seres mais poderosos que você, saibam que suas posições são bastante confortáveis...

Um silêncio desconfortável recaiu por entre os deuses novamente, desta vez meio constrangidos de sua covardia, se é que se pode se referir a deuses dessa forma.

A expressão no novato mudou completamente de novo, quando uma de suas pulseiras começou a brilhar, ele a desamarrou e leu o nome. E sorriu um riso de criança.

– Mas não se preocupe, com este lado da guerra eu irei me preocupar. De suas crianças eu cuido, afinal esse é meu trabalho com deus dos semideuses. Alguém me chama. Apolo, este filho é seu — o deus do sol sorriu, ambos eram bem próximos — Acho que o Jaime Holt precisa de mim.

Apolo assentiu para o amigo, surpreso e feliz de saber que seu filho seria ajudado quando ele, como pai, não pudesse fazê-lo.

Então Luke, o deus dos semideuses, dos sacrifícios e dos disfarces brilhou enquanto todos os outros deuses do recinto o olhavam, virou de costas e desapareceu.

Notas finais
Bem, este capítulo foi curto, mas outros virão. Acompanhem, comente, incentivem. É sempre bom para massagear o ego de um escritor solitário kkk. Okay, parei o drama, até o próximo ^^