Apocalipse grego
2 Babando por monstros.
Notas iniciais
Olá pessoal! Aqui é uma das autoras, a Lost Girl. Aqui um outro capítulo, na visão da Lívia.
Depois que o pessoal saiu, distraindo os cães, eu, Isa, Bia e Ana ficamos sozinhas com o último cão.
– Anh... Acho que vamos... Ajudar os outros. Ou precisa de nós?-perguntou Bia.– Não, podem ir. Distraiam os cães para ajudá-los.Elas desembainharam as espadas e passaram antes que o cão percebesse.– Agora somos eu e você, Totó.O cachorro mostrou os dentes.–Porque você tá bravo, menino? Quer brincar de novo?- dessa vez, achei que dessa vez não daria certoFiquei algum tempo brincando com o cachorro antes de ganhar uma abanada de cauda. Surgiu no chão um pequeno apito, e então entendi. Ele gostava de mim. O apito era para chamá-lo.–Oh, então gosta de mim? Ok, vamos salvar meus amigos, garoto?Seguimos em direção só que parecia ser o maior problema: Filipe, que estava sozinho. Os outros me alcançaram em seguida.O cachorro imprensava Filipe na parede, decidindo o que fazer.– Muito bem, garoto. Pegue o cachorro mau!Ele atacou, e tive que explicar o que estava acontecendo para o pobre garoto emparedado.Depois que o meu mais novo bichinho de estimação acabou com o outro cão, deu uma lambida de despedida em todos e desapareceu.Seguimos em frente, mas ainda sentia o apito em meu bolso. Não sabia se poderia contar a alguém sobre ele, mas se algo acontecesse comigo (ei, somos semideuses! Temos que ser realistas!) alguém tinha que... Digamos, adotar o cachorro.Minha primeira opção seria Isa, por ser minha irmã. Mas ela era muito amiga da Ana (não sabia que isso era possível, uma filha de Atena e uma de Afrodite. Mas elas tinham se conhecido antes de entrar no nosso grupo, então dá pra entender), e se ela deixasse escapar essa informação, não sei se o cachorro ainda confiaria em mim, uma vez que todo o grupo ficaria sabendo por ela. Não estou dizendo que ela é fofoqueira. É só que ela não suporta ver alguém com medo ou nervoso, e acabaria contando para reconfortar.Analisei o grupo. Ana e Isa conversavam (dã). Luca, Bia, Lara e Bruna comparavam armas. Filipe limpava as roupas, emburrado e em silêncio.Não sei porquê, mas achei que ele merecia um voto de confiança. E algo para se animar. E roupas novas.– Ei, Filipe. Dá uma olhada nisso- disse enquanto tirava o apito do bolso discretamente.– Um apito? Nunca pensei que isso fosse o tipo de coisa pela qual uma filha de Atena se interessasse. Achei que gostasse mais de livros.Revirei os olhos.– Isso não é um apito normal, Cabeça de Alga. É um apito canino.– Ainda acho que não é interessante.– Não. Me. Interrompa. — disse pausadamente- Continuando, não é um apito canino comum. Lembra-se do Cão Infernal que te salvou? Ele me deu isso. Acho que posso chamá-lo se precisar.– Sério? Então, tipo, temos um guarda costas peludo e imortal? Legal! Espera... Porquê acha?– Porque ainda não testei. Dã.– Então teste. Dã.Às vezes ele podia ser bem idiota.– Não! E se só puder usá-lo uma vez? Vou guardar para uma ocasião de perigo.– Sempre fazendo planos, Sabidinha? Teste logo!Nesse exato momento, todo o grupo parou, e nós os acompanhamos. Só então entendi o por que.Três lindas garotas estavam paradas na frente do grupo. Se fosse só isso, tudo bem. Mas quando fixávamos o olhar nela, víamos as pernas: uma peluda e uma mecânica. Empousas.Em poucos segundos, Luca e Filipe estavam parados, babando nelas. Deuses, nossos dois melhores espadachins inutilizados.Nós nos olhamos. Cinco garotas versus três empousas? Não seria tão difícil. Eu e Ana fomos de encontro à primeira. Lara e Bruna, a segunda. Bia à terceira. Rapidamente, Bia conseguiu acabar com a terceira empousa com um giro habilidoso com uma de suas adagas.– Você matou minha estagiária!- gritou uma das empousa, a que estava comigo e com Ana.Como que esperassem essa deixa, elas pararam de lutar e foram até os garotos, que ainda babavam. Se as atacássemos, correríamos o risco de machuca-los.– Não é tão simples, não é? Poderiam nos matar, mas poderiam ferir seus amigos... — disse a empousa que não havia falado.Teste logo!: as palavras ressonaram na minha cabeça. Não pensei duas vezes. Soltei um silvo longo e agudo. Por alguns segundos, nada aconteceu.– Um apito? Acha que pode nos ferir com um apito?As garotas olharam na minha direção, sem entender. E permaneceram assim, uma vez que já tinha guardado o apito.Nesse instante, uma massa peluda e escura voou na direção dos monstros, transformando-os em pó sem causar um arranhão nos garotos.O cão veio até mim, esperando seu pagamento.– Bom garoto! Pegue!- disse enquanto jogava o escudo.O cão desapareceu nas sombras, e meu escudo retornou na sua forma mágica: um broche circular, com uma coruja entalhada.Depois que a nuvem de pó de monstro se dissipou e os garotos voltaram a si, recomeçamos a andar. Para o meu alívio, ninguém perguntou nada. A não ser...– Então, usou o apito. Ele ainda está aí?- perguntou Filipe.– Sim.– Ou seja, o filho de Poseidon estava certo e a filha de Atena errada.
– Calado.- disse eu, mas com um sorriso.Seguimos em frente, junto com o grupo.8 de junho às 17:03""
Notas finais
Gostaram? Deixem um comentário, não custa nada!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
Fale com o autor