Apocalipse Zumbi (interativa)
28 Le Parkour
Notas iniciais
Eles correram pelo chalé e pegaram suas coisas o mais rápido que puderam. Katherine e Gaspar se responsabilizaram por carregar Derick, que ainda estava profundamente debilitado. O Sol, nascendo no horizonte, começava a banhar o chão num tom dourado que escorria por entre os galhos das árvores.
Seria tão lindo se os errantes não estivesse andando até os sobreviventes.
– Ahn... — murmurou Chris, enquanto o grupo corria pelo chalé freneticamente — Sugiro que fiquemos em cima das árvores... Pode ser difícil levantar alguns ou subir, mas é mais seguro.
Felina soltou um miado baixo, fazendo Chris estremecer. Estavam perto.
– Garoto — disse Gaspar — Não temos condições para ficar brincando de escalar árvores, se ainda não notou. Nem temos tempo.
– Tempo eu posso conseguir — disse Chris.
– Honestamente, guri...
– Gaspar — disse Maryanne — Ele tem razão. Mesmo não tendo condições para escalar árvores, temos muito menos condições para ficar correndo por aí. Vale o esforço, acredite.
Gaspar ficou parado um tempo, processando e tomando decisões rápidas. Por fim, suspirou e abaixou a cabeça, concordando.
– Maryanne — disse ele — Nos consiga tempo com esse guri.
Chris se sentiu um tanto quanto vitorioso. Pode fazer dupla com a garota ruiva que ele havia visto por entre os arbustos. Já a ruiva se sentiu um tanto quanto pressionada. O homem, Chris, era enorme e a olhava com olhos penetrantemente escuros. Limpou a garganta e pegou sua besta, indo para o lado de fora do chalé.
– Então... Atrasar... — disse Chris.
– Yeap! Atrasar — disse Maryanne.
– Então, eu vou pela esquerda e você pela direita.
Maryanne deu de ombros. Não queria encarar Chris por muito tempo. Estava chegando ao ponto de ser rude, pensou. Quando se virou para pedir desculpas pela falta de educação que estava tendo, mas, quando o fez, Chris não estava mais lá.
Olhou ao seu redor, procurando-o. Não estava em lugar algum.
– Aqui em cima! — disse Chris, rindo num tom de deboche. Apontou para ela — Direita — apontou para si — Esquerda.
Maryanne revirou os olhos e fez que sim com a cabeça, se preparando para atirar. Ficou um tempo no chão, enquanto Chris preparava seu arco.
Então vieram os errante.
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Katherine subiu na arvore com a mesma agilidade de anos atrás. Enrolou a corda que carregava consigo num tronco mais grosso e jogou a parte de trás de volta para o grupo.
– Pronto — disse ela — Podem subir ele.
Gaspar tinha amarrado Derick na corda, ainda inconsciente. Não era uma ideia segura, por isso deveria ser feita com calma e cuidado.
Cristina e Damien puxaram a corda do lado oposto a Derick, subindo o amigo ferido para o troco, onde Kath estaria esperando por ele. Fizeram com muita calma e cuidado. No fim das contas deu tudo certo. Quando Derick finalmente chegou até o tronco, a mais nova amarrou-o na arvore. Antes de conseguir se sentar com ele, Kath perdeu o equilíbrio e caiu.
Harry a segurou, fazendo com que nenhum dano fosse sofrido por ela. Clear andou até a amiga, desejando-lhe boa sorte e todos passaram a escalar as arvores mais próximas. Logo, todos estavam sentados em trocos escuros e tortos
– Maryanne! — gritou Lucie — Agora!
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A ruiva ouviu o grito de Lucie e cessou com os tiros de sua besta. Virou de costas para a horda (que por sinal, era gigantesca) e correu. Chris a acompanhou por entre os galhos, mas os errantes estavam muito perto, não teria como Maryanne parar de correr e começar a escalar. Então ele teve uma ideia.
Pegou sua corda e enrolou parte dela em uma de suas mãos. Acelerou, passando de Maryanne e, quando tinha alguns metros de diferença separando os dois, Chris jogou a corda.
– Agarra, ruiva!
Maryanne obedeceu, mas não parou de correr, ao contrário de Chris. Ela correu até passar do parceiro e deu três passos em cima do troco de uma arvore que se encontrava diretamente a frente de Chris. Assim que ela fez isso, ela pegou impulso no quarto passo e pulou para trás.
Chris ia puxando a corda em movimentos rápidos e fortes, mantendo a ruiva no ar sempre em movimento. Maryanne rodou no ar e agarrou no tronco onde Chris se encontrava, arranhando as mãos e batendo o queixo. Chris ajudou-a a levantar e esta agradeceu. Os dois, então, subiram mais um pouco a arvore e pularam de galho em galho, na direção dos outros sobreviventes, despistando os errantes.
E então eles esperaram.
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