Apocalipse Zumbi
5 Zumbi!
Notas iniciais
Pov's Tomás
Logo chegamos na casa da Manuela e entramos. Ela demorou a abrir a porta porque estava emperrada.
— Mãe! _ Manu a chamou _ Estranho, ela já devia ter acordado
— Grrrrrrrrrr... _ ouvimos um grunhido e ficamos em silêncio. Imaginei que fosse algum bicho.
Fiz um sinal para Manuela continuar em silêncio e fui na frente dela até os cômodos: Cozinha, banheiro, o quarto da maluquinha e, por fim, o de sua mãe.
Assim que abrimos a porta ficamos estáticos. A mãe da Manuela estava deformada, com sangue na boca e seus olhos estavam praticamente sem cor. Uma coisa assustadora! Desci meu olhar e vi ossos e resto de carne ensanguentados. Tudo aconteceu muito rápido! Eu e Manuela nos olhamos e saímos correndo para a porta da sala enquanto sua mãe nos seguia meio que mancando.
Manuela e eu tentamos abrir a porta mas aquela coisa emperrou e quando vimos, a mãe dela já estava na sala.
— FORÇA MANUELA!
— EU TÔ TENTANDO! _ gritou nervosa.
Finalmente conseguimos abrir a porta, eu já ia saindo mas ouvi o grito da Manu. Olhei para trás e ela estava caída no chão e sua mãe se aproximando cada vez mais. Saímos dali, fechamos a porta e nos recostamos nela.
— Você tem cachorro? _ perguntei devido os ossos, o sangue e o resto de carne no chão.
— Tinha. _ respondeu triste _ Agora o Bob está no estômago da minha mãe.
Eu pensei que estávamos salvos ali fora, mas grunhidos chamaram a minha atenção. Olhei em minha volta e vi umas 10 daquelas... coisas. Se eram o que eu pensava, comiam carne humana (e de animais), então teríamos que tomar muito cuidado. Eles estavam vindo em nossa direção.
— Corre! _ falei e começamos a correr como loucos em direção ao meu carro e as coisa também aumentaram seus passos.
Finalmente entramos no carro e comecei à dirigir em alta velocidade. Quando estávamos em uma distância considerável e menos assustados, perguntei.
— O que foi aquilo? _ eu já imaginava o que era, mas queria saber o que Manuela pensasse que era.
— Zumbis. _ a olhei. _ Sim Tomás, nunca viu filmes ou séries sobre isso? Era uma fantasia praticamente impossível de acontecer, mas graças à você, isso faz parte da nossa atualidade agora. Sabe, eu até te aplaudiria... Só que na sua cara e deixando a marca da minhas digitais nela como lembrança.
Ignorei o que ela disse e liguei para Rick que logo me atendeu.
— Irmão, você comeu a nossa carne? _ perguntei e ele soltou uma pequena risada.
— É claro que não!
— Ótimo, não coma! Me encontra no meu apartamento. _ e desliguei,
Alguns minutos depois chegamos no condomínio e cara, o síndico e o porteiro tinham virado zumbis, mas estavam presos atrás do balcão e acho que vai demorar um pouco para eles descobrirem como se sai dali.
Eu e a maluquinha entramos no meu apartamento e ficamos esperando até Rick chegar.
— E aí?! _ Rick falou entrando _ Tem um monte de gente estranha lá fora.
— São zumbis. _ respondi _ Rick essa é a Manuela, e Manu esse é o Richard.
— Oba! Amiguinho novo! _ ela falou irônica, saindo do braço do sofá.
— Ih! A maluca que fez uma manifestação sozinha.
— Ih! O idiota que ajudou a fazer essa porcaria de carne.
— Bom, voltando ao assunto. _ falou Richard _ Não tem como eles serem zumbis. Não existe essa coisa de zumbis!
— Ah, mas é claro que não são zumbis. _começou Manu, sarcástica. _ São ótimas fantasias que estão vendendo e não sabíamos.
— É cara, são zumbis. _ falei _ E a Manuela acha que isso é culpa da carne XNP0.
— Acho não, tenho certeza! Não acham muita coincidência que, nós 3 que não comemos a carne estamos bem e os outros que comeram viraram zumbis?
Ficamos em silêncio pesando no que ela havia falado. Fazia sentido.
— Ô amiguinho. _ Manu chamou Rick _ Por que você não comeu a carne?
— Porque eu sabia que tinha uma substância desconhecida ali e eu não ia comer. Ainda bem que descobri isso, porque avisei ao Tomás e ela não com...
— Cretino, safado, filho da mãe! _ ela xingou meu amigo _ Quer dizer que os outros podem virar zumbis mas você não?! Que lindo! Olha, eu não quero nem saber se vai dar trabalho mas nós vamos descobrir a cura pra isso.
— Nós? _ perguntei.
— Sim queridinho. Acho que você não está em condições de escolher quem vai te ajudar ou não.
— Tudo bem. Para início de tudo precisamos estudar um corpo, o cérebro de quem comeu o corpo e como a mudança acontece. Vai ser bem arriscado. _ falei _ Depois que fizermos isso, pegaremos uma substância no laboratório central de São Paulo e fazer a cura no maio Laboratório de Química do Rio de Janeiro.
— Por que lá? _ Manu perguntou
— Porque é maior e tem mais recursos. Eu e Rick vamos ao vigésimo quinto batalhão que tem aqui perto e pegaremos armas. Toma cuidado!
Saímos dali.
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