Notas iniciais
Oi oi gente! Tudo bem com vocês?! Espero que sim! Como prometido, vou postar essa semana inteirinha! Então trouxe mais um capítulo para vocês! Aproveitem!

Pov's Manuela

Eles não estão tão próximos, mas logo ficarão. Olhamos ao nosso redor e tinha zumbis em tudo quanto era lado. Droga! A gente chegou até aqui pra morrer desse jeito?!

— Manuela, vai devagar pegar a mochila com as nossas armas. Qualquer coisa eu te encoberto com o revólver que eu tenho aqui. _ Tomás murmurou para mim e apenas assenti.

Eu mantinha os meus olhos cravados nos canibais, mas quando notei que isso me deixava mais nervosa, devido à aproximação deles, fixei os olhos dentro do carro, peguei a mochila que ele pediu e a de comida, e logo voltei para o lado dos dois. Entreguei a mochila com os revólveres para Tomás e fiquei com a de alimentos. E agora os zumbis estavam mais perto que antes.

Dessa vez, eu estava morrendo de medo. Por mais que eu pensasse, eu não via nenhuma forma de sair dali. Eu não sou de jogar a toalha e desistir de pensar um jeito, mas eu estava quase fazendo isso.

Percebi pelo canto do olho Tomás tirar alguma coisa de dentro do capô do carro. O olhei e era uma carta, no mesmo papel daquela anterior.

— "Espero que consigam se livrar dessa sozinhos. Dessa vez não vou estar aí." _ leu o que estava escrito. _ Desgraçado!

Enquanto isso, eles se aproximavam cada vez mais.

— O que a gente faz?! _ perguntei apreensiva.

— Galera, é o seguinte: A bomba tá aí na mochila, junto com as armas. Eu só sugiro que vocês não taquem ela no chão, se não tchau todas as chances que vocês têm.

— O que?... _ Tomás e eu perguntamos. Por que ele tá falando isso agora?

— Olha, eu passei boa parte da minha vida fugindo de polícia, então me escutem. Se escondam debaixo do carro até eles se concentrarem onde eu estiver.

Dei uma olhada rápida para os canibais. O círculo que antes era grande e espaçoso estava ficando cada vez menor. Por mais rápida que estivesse sendo aquela conversa, estava sendo lenta também.

— Mas do que você tá falando, Henrique?! Tá ficando maluco?! _ reclamei. Ele esperava que nós deixássemos ele aqui?!

— A gente não vai te usar como isca, cara! _ Tomás falou e concordei.

— Ah, parem de ser burros! Se vocês morrerem agora, ninguém vai se curar. _ ele diz tudo isso muito rápido. _ Eu não sou essencial aqui, nem decorei o nome da substância nem onde ela tá. Eu não tenho nada na vida! Você são necessários! Prestem atenção, quando eles estiverem em cima de mim, vão restar poucos ali _ ele aponte para trás. _ Aí dependendo você passam, que é o melhor, ou atiram.

— Henrique, não...! _ Comecei.

— Tchau, foi muito bom conhecer vocês! Vão pra debaixo do carro, andem!

Ele nos empurra para o chão, enquanto ele se lança para a morte Nós não queremos que ele faça isso. A cena já está sendo perturbadora demais para a nossa cabeça.

Tomás, que estava com a mochila de armas, tomou mais cuidado para não deixar a bomba explodir. Nos apertamos para não correr nenhum risco de os zumbis nos encontrarem.

Não demorou muito para ouvirmos gritos altos e sofridos. Eu abaixei a cabeça, sentido meus olhos marejarem e umas lágrimas caindo. Eu não sou do tipo chorona, mas era perturbador demais ouvir uma pessoa morrendo, e saber que ela morreu pra te ajudar.

Eu não queria, mas a minha mente insistia em criar uma cena para aqueles sons. Por alto, vejo Tomás apertar os olhos, visivelmente incomodado com toda essa situação.

— Se prepara, daqui à pouco a gente sai. _ murmurou e olhei por baixo.

Já não têm tantos zumbis; dá pra passar. Assenti.

Um pouco depois, ele ergueu a mão silenciosamente fazendo o número três... dois... um. Nos levantamos o mais rápido que conseguimos _ Tomás com mais cuidado, devido à bomba em sua mochila _ , cada um segurando uma mochila e corremos.

Conseguimos passar por aquela pequena quantidade sem muitas dificuldades. Quando os gritos doloridos se cessaram de vez, ainda correndo, olhei rapidamente para trás. Uma quantidade imensa de zumbis lutando entre si para devorar o Henrique.

Tropecei, mas Tomás me segurou pelo braço e continuamos correndo naquela escuridão.

Notas finais
E então, gostaram?! Comentem, pois isso incentiva muito o autor! Até amanhã! Beijinhos!