Apocalipse Zumbi
12 Horda de Zumbis!
Notas iniciais
Pov's Tomás
Manuela e eu estamos andando há pouco mais de uma hora e eu realmente estou sentindo falta do meu carro, ao contrário dela que parecia estar acostumada a andar muito. Seria muito bom se o meu carro tivesse gasolina ou se eu tivesse material para tirar gasolina de outro carro, mas eu infelizmente não estou num filme.
E carros na rua? Acompanhem: A substância da carne foi afetando aos poucos antes da transformação final. Pessoas passando mal não saem por aí andando de carro, a não ser que estejam indo ao médico (o que geralmente fazem acompanhados). Resumindo: Não tem carros parados na rua de bobeira parados na estrada, apenas aqueles estacionados na calçada e sem a chave.
Nossa sorte é que eu já havia ido ao Rio de Janeiro algumas vezes dirigindo e eu sabia como ir para lá à pé. Contei isso à Manuela mas ela pareceu não ter acreditado muito em mim, pois agora mesmo a flagrei olhando pela terceira vez a placa na rua. Ri com isso.
— Não acredita em mim mesmo, né?
Ela olhou para mim e percebeu do que eu falava.
— Não é isso, mas prefiro acreditar nas placas _ ri novamente quando ela disse isso.
— Estamos dando sorte. Até agora acho que só vimos uns dez zumbis _ comentei. Conseguimos passar despercebidos por todos.
— É...
O assunto estava ido embora. Me lembrei do dia que ela estava fazendo as malas e resolvi perguntar uma coisa:
— Por que você trouxe uma boneca? Vi você a colocando na mala.
Ela suspirou.
— Minha mãe me deu no meu aniversário de um ano. Nunca me separei dessa bonequinha. E... se morrermos, o que não acredito que vá acontecer, quero estar perto de alguma coisa que me lembre minha casa.
Quando eu ia falar algo, ouvimos uns grunhidos e nos olhamos. Tive a coragem de virar para trás e vi uma quantidade imensa de zumbis numa distância considerável da gente. Mas ele iriam se aproximar rápido.
— Corre! _ falei puxando Manu pela mão. Ela tropeçava algumas vezes mas eu não a deixava cair.
Por incrível que pareça, eles começaram a andar mais rápido.
— TOMÁS! _ ela gritou. Quando eu vi, tinha um zumbi segurando seu braço. Peguei rapidamente a arma que estava presa no meu cinto e atirei na cabeça dele.
Quando finalmente chegamos em uma área de casas e comércio, comecei a correr mais rápido e entramos em uma casa. A tranquei.
Tinha um zumbi se aproximando da gente mas eu não estava com muita paciência. Atirei em sua cabeça enquanto ouvíamos zumbis batendo na porta e na janela, ambas de madeira.
— Você tá bem? _ perguntei ofegante e examinando os braços dela. Não estavam com nenhum sinal de machucado.
— Sim _ me respondeu. Seu olhar se direcionou para o zumbi morto.
— Desculpa, mas não teve jeito. Não queremos virar comida de zumbi certo?
— Tudo bem. Acho que vamos ter que continuar a viagem depois que eles se acalmarem.
— É, melhor irmos nos acostumando. Talvez encontremos várias hordas assim pela viagem _ comentei e ela concordou.
Fale com o autor