Apocalipse Zombie
1 O começo
Notas iniciais
Obrigado pela vossa atenção gente.
Não sei como aconteceu, não me perguntei mas quando acordei estava no meio de um Apocalipse Zombie, bem na verdade estava em casa com os meus pais mas o Apocalipse já tinha começado.
-Boa! Os meus piores pesadelos tornaram-se realidade! E agora o que é que vamos fazer, não podemos ficar em casa para sempre! Eles irão descobrir-nos e comer-nos aos pedacinhos!
-Tens de manter a calma! Nós vamos ao supermercado.
-Vocês estão doidos? Há não sei quantos zombies lá fora e vocês vão ao supermercado?
-Preferes ficar sozinha em casa?
-Não!
Saímos de casa e fomos a correr para o carro. Não tínhamos armas então eu peguei num guarda-chuva, sempre era melhor do que não ter nada, não é? Fomos para o supermercado mais longe da cidade e comprámos todo o tipo de mantimentos, estavam lá algumas pessoas, mas não muitas. Quando estávamos a voltar para o carro tivemos de nos esconder atrás de um pequeno muro pois avistámos alguns zombies a poucos metros de nós. Quando eles estavam finalmente a ir embora e eu pensava que estávamos safos, uma rapariga zombie vira-se para trás e apercebe-se que estávamos lá. Começámos a correr para o carro, foi um instinto. Quando eu estava a entrar dentro do carro o zombie agarra-me o braço e tenta puxar-me para fora. Eu já estava a entrar em pânico e a pensar que era o meu fim quando o zombie leva um grande murro de um rapaz que aparentava ter 17 anos, acho. No meio daquela confusão ele atira-me um MP3 para a mão e diz:
-Ele já está morto, alguém vai ter de continuar o seu projeto. Não oiças aqui neste momento. Agora vai!
Ia perguntar-lhe se queria entrar no carro pois os outros zombies já se tinham apercebido de que estávamos ali mas quando o ia fazer já ele estava no meio de uma luta com os outros zombies. Percebi que não valia a pena dizer para o irmos ajudar pois acabaríamos todos zombificados. Fiquei a pensar no ele da frase durante algum tempo e apercebi-me que aquele (o que me deu o MP3) era o irmão do meu inimigo (se assim se pode chamar). Isso queria dizer que ele estava morto, mas porque é que ele me passou o MP3 a mim? E o que poderia ter aquele MP3?
Quando ligámos o carro ouvimos a notícia de que todos os cidadãos deveriam ir buscar uma arma à esquadra da polícia mais próxima.
-Devíamos despachar-nos, se não ficaremos sem armas num instante, à milhares de gente que vive nesta cidade- disse, os meus pais deviam estar a pensar no mesmo, pois limitaram-se a concordar e a ir pela auto-estrada.
Por causa do Apocalipse as auto-estradas estavam desimpedidas, ou seja sem filas, o estado decidiu abrir as cancelas das portagens para circularmos mais rápido e ficarmos em segurança.
Quando passámos as fronteiras da minha cidade havia guardas em todo o lado, certamente para proteger a cidade dos zombies; a verdade é que até estava a resultar pois quase que não havia zombies na cidade e aqueles que haviam eram logo aniquilados, ou pelos próprios cidadãos ou pelos guardas (eu sabia que aquele sistema não ia durar mas as pessoas estavam a agir como se nada fosse, fazendo-nos acreditar que estávamos em segurança).
Estava a ficar tarde, decidimos dirigir-nos para a esquadra da polícia para receber as armas (já não devia haver nenhuma). Parece estúpido, mas eu admito que estava com medo do escuro, do escuro da noite e o que poderia acontecer. Pensem bem, de noite não se vê grande coisa, os guardas podiam ser comidos e podíamos ficar desprotegidos…
Quando finalmente chegou a nossa vez de recebermos as armas, deram uma espingarda ao meu pai, um machado à minha mãe e a mim não me deram nada, pois achavam que eu era demasiado nova para manusear qualquer arma que fosse. Boa! Vou ficar sem armas para me defender! Nos meus sonhos eu ficava sempre com o machado…
Chegámos finalmente a casa, trancámos as portas e as janelas e ainda colocámos objectos pesados a fazer de barreira, não podíamos arriscar não é? Fui para o meu quarto e liguei o MP3. Comecei por ouvir o primeiro áudio. Qual era a importância do MP3? Era o que eu estava a pensar, mas os meus pensamentos foram interrompidos por uma voz grossa:
"Manual de sobrevivência ao Apocalipse, capítulo 1."
Aquele sacana sabia de tudo e não disse a ninguém sem ser o seu irmão?! Provavelmente ele pensou que estava doido, mas podia ter avisado as outras pessoas; pensando melhor não valia a pena, eles iriam interna-lo num hospital para doidos… Agora também já não fazia a diferença, ele estava morto e eu tinha na minha posse o Manual.
Notas finais
Xauzinho!
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