Notas iniciais
Aeeeee! Mais um capítulo pessoal! Nesse capítulo um personagem novo e importante vai aparecer! Espero que gostem! Desculpem a demora pra postar e continuem acompanhando a gente! Muito obrigada!

Pov. Ester Dubois

Fiquei paralisada, sem saber como reagir. O máximo que fiz foi olhar fixamente para Apolo, enquanto ele também me encarava surpreso. Pra nossa sorte, Jim aparentemente é do tipo que não consegue guardar suas emoções pra si mesmo e acabou quebrando o gelo.

— QUÊ?! OUTRA FILHA DE APOLO? MEUS DEUSES, QUANTOS FILHOS VOCÊ TEVE? – Perguntou ele com uma expressão de surpresa e indignação.
— Pra ser sincero, eu não sei – Respondeu Apolo com uma expressão de dúvida, apenas demonstrando ainda mais como era um “paizão”. – Bom, então você é minha filha! Qual seu nome? – Perguntou caminhando em direção a mim.

— Ester, Ester Dubois – Falei, enquanto abraçava minha mãe ainda mais forte, como se fosse uma criancinha de 7 anos com medo de um estranho. Ele me estendeu a mão para que eu o cumprimentasse, mas eu apenas continuei abraçada à minha mãe, olhando pra mão dele e depois pra ele, esperando que ele captasse que eu não estava a fim de cumprimentá-lo

— OK, sem papo então – Ele finalmente captou a mensagem e se virou para minha mãe – Mas Margot, porque nunca me falou? – Ele perguntou.

— Não sei, talvez porque antes mesmo que eu descobrisse que estava grávida, fui procurar você no café onde trabalhava e o dono disse que você tinha pedido demissão, se mudado e nem mesmo disse para onde tinha ido. E que não tinha deixado nenhum recado pra mim, sendo que éramos namorados. – Minha mãe falou brava, enquanto gesticulava nervosamente e olhava nos olhos dele.

— Ah, é verdade. Mas Margot , você acabou descobrindo que na verdade eu era um Deus e eu não podia continuar com nosso relacionamento, senão ia dar muita encrenca pra mim – Ele tentou se explicar – E bem, você veio com aquilo de compromisso e eu não sou o tipo que tem compromisso com alguém, sabe como é né?

— Ah, eu sabia! — O rosto da minha mãe foi ganhando um tom de vermelho aos poucos, parecia que ela ia explodir de raiva a qualquer momento, então ela se virou rapidamente e começou a técnica de respiração para acalmar que ela aprendeu no yoga, em seguida ela voltou, com uma expressão bem mais calma. – Apolo, só tenho uma coisa a dizer pra você, VOCÊ É UM COVARDE. Ah, e outra, se de alguma forma você magoar a minha filha, não me importa se você é um Deus ou um jumento, você vai se ver comigo! Agora é melhor sair da minha frente antes que eu faça alguma besteira.

— Éeee... Ok, espero vocês no carro, crianças! – Ele saiu apressado para dentro do carro.

Enquanto isso eu finalmente tive que me despedir da minha mãe.

— Não vamos mais falar sobre ele, ok? Acho que você já sabe o bastante. Agora vem cá – Ela me puxou para um abraço apertado – Eu te amo muito, minha estrelinha. Sinto muito que seu pai seja esse... Mas ele não é de todo ruim, você verá. Queria estar com você sempre, sempre, sempre, mas sua segurança vem em primeiro lugar, mon chérrie.

— Vou sentirr muito sua falta, mamãe. Esperro que nos encontrremos logo. Eu te amo! – Apolo buzinou e então tivemos que ir. Voltei a chorar ao ver minha mãe pela janela do carro dando tchau, nós somos como unha e carne, ela vai ficar tão só. E eu que ainda ia pra... JUILLIARD. EU TINHA ESQUECIDO COMPLETAMENTE. Se não estivéssemos a muitos metros de distância do chão (porque pra variar, esse carro era voador), eu teria saído do carro. Foi tão difícil conseguir essa vaga e justo quando passo, me aparece esse negócio de semideuses!!! AAAAAHHH. Comecei a chorar de novo e intensamente.

— Calma Ester, é difícil eu sei, mas o acampamento é legal e você ainda verá sua mãe – Falou Jim tentando me consolar, achando que só estava chorando pela minha mãe.

— É, e olha que legal, nós somos irmãs! Sempre quis ter uma irmã e lá no acampamento tenho várioooos, agora você também é uma de nós. – Carol falou, o que só me fez ter mais vontade de chorar, não por ela ser minha irmã, mas por ter que conviver com um monte de gente maluca todo dia. E pior de tudo com aquele bocó que estava dirigindo, enquanto ouvia “Walking on sunshine”. Passou-se algum tempo e finalmente chegamos ao tal acampamento.

Apolo “pousou” o carro próximo a uma grande fogueira rodeada por alguns troncos enormes. Ao sairmos do carro, vi que ao nosso redor havia um monte de casas, cada uma com suas características, uma mais peculiar do que a outra. Me senti na vila sésamo. Olhei para os lados para ver se não tinha alguma maneira de fugir dali, mas não via nenhuma saída.

— Vamos Ester, a gente vai apresentar o acampamento pra você! Que emoção! Um dia desses eu que estava chegando e agora estou apresentando! – Falou Jim dando pulinhos de empolgação. – Aqui onde estamos é a fogueira com o fogo que nunca se apaga, onde temos nossas reuniões importantes, ao nosso redor temos os chalés e a casa grande – Ele falou apontando pra cada um – Depois Carol vai te mostrar seu chalé.

Então continuamos nossa excursão pelo acampamento e ao terminamos ficamos conversando, estava começando a gostar mesmo daqueles dois – Mas e aí, depois de serrem reclamados, como tem sido a vida de vocês? – Perguntei curiosa.

— Incrível! Uma missão atrás de outra. Tá, não é pra tanto, como ainda somos novatos, somos encarregados de missões menores e na maioria das vezes, ficamos no acampamento treinando e realizando nossas tarefas. – Carol falou.

— Sim! Foi um ano muuuito bom! Conhecemos muitas pessoas, pagamos muitos micos hahaha – Jim falou se entreolhando com Carol – Certa vez o acampamento teve um show de talentos e eu imitei Michael Jackson, a apresentação foi legal, só que no gran finale fui fazer o moonwalk e acabei caindo do palco, bem em cima do Quíron, o diretor do acampamento que é um centauro, que imediatamente me derrubou, aí não resisti e tive que falar “Opa, acabei caindo do cavalo”. Ele ficou bem irritado hahahaha. – Me acabei de rir.

— Lembro disso! Também lembro do dia em que fomos treinar combate corpo a corpo e não acabou nada bem, porque não me deixaram usar o arco e sou um horror na espada, aí fui tentar levantar espada com tanta força que dei um impulso pra trás e fui correndo “de ré” até cair no lago hahahaha – Carol gargalhava enquanto contava – Aí o Leo veio me ajudar – Ela ficou com cara de bobinha.

— Huuuuuum – Eu e Jim falamos em uníssono zoando ela.

— Carol toda apaixonada, ainda bem que estou livre desse mal – Falou Jim orgulhoso de si mesmo.

— Ah é mesmo? Então olha quem tá vindo ali! – Carol apontou para alguém atrás de nós. Em nossa direção vinha uma menininha fofa que aparentemente tinha a mesma faixa de idade que eles, ela vinha saltitando com uma cesta cheia de morangos, uma coroa de flores e uma cabeleira de cor castanho-claro balançando ao vento.

— Jiiim!!! Estava procurando você, achei um animalzinho fofo no campo de morangos, vem ver! – Ela falou se direcionando a Jim que estava paralisado, talvez viesse necessitar de um balde pra conter a baba dele.

— Ah, é, v-vamos! M-mas antes deixe eu te apresentar a mais nova semideusa do acampamento – Ele acordou do transe finalmente e me apresentou a ela.

— Prazer em conhecê-la, Ester! Meu nome é Sophia Giardini. Seja bem-vinda ao acampamento meio-sangue, sei que no início parece meio estranho, mas você vai gostar daqui! Esse lugar é incrível! Espero que se adapte logo – Ela falou com o jeito fofo dela, parecia uma fadinha. Me cumprimentou e cumprimentou a Carol, depois os dois saíram. Ela foi puxando o braço dele que ficava todo bobinho seguindo ela.

Após essa cena, Carol me levou ao chalé dela, que ela insiste em dizer que também é meu, mas não me sinto parte desse lugar, então não é meu. Chegamos ao tal chalé, nunca vi um lugar tão brilhante, era como se estivesse entrando no sol. Por acaso, o lugar também era quente, o aquecedor parecia estar no máximo. Aquele lugar era uma bagunça, repleto de crianças e adolescentes correndo para todo lado, por pouco não acertaram minha cabeça com uma flecha (depois minha mãe diz que estou mais segura aqui), os quartos eram cheios de instrumentos e a sala principal tinha um piano lindo (o que é o único ponto bom daquele lugar).

Cheguei no quarto que, segundo Carol, seria meu, cheio de gente loira dos olhos dourados (como os meus), Carol e eu parecíamos ser as únicas morenas até que eu encontrei mais alguns. Estavam tocando um monte de músicas ao mesmo tempo, causando uma poluição sonora para os meus ouvidos sensíveis (ouvido absoluto não é tão bom assim). Conseguiam misturar Bach, com nirvana e com um pouco de Calvin Harris pra completar. Eu definitivamente tinha odiado aquele lugar, mas já que não podia fugir do acampamento podia ao menos fugir do chalé. Disse a Carol que ia andar mais um pouco por aí e fui.

Caminhei um pouco observando a correria ao meu redor, parecia que todo mundo era hiperativo naquele lugar, inclusive eu hahahaha. Do nada cheguei ao lugar mais bonito de todo o acampamento. Tinha um balanço florido, envolto por um arco de madeira, alguns arbustos repletos de flores de todos os tipos, ficava em um campo verde um pouco longe dos chalés, ao lado de uma árvore que dava um pouco de sombra ao lugar. Aquele lugar me dava paz, o primeiro lugar daquele acampamento que me dava essa sensação, me encostei na árvore e comecei a tirar um cochilo, estava lá na sombra da árvore, com apenas uma pequena fresta de sol no meu rosto. Passou-se algum tempo até que a fresta de sol desapareceu, abri meus olhos pra ver se já era noite e me deparei com um ser enorme, usando um chapéu, óculos, máscara e uma tesoura enorme. Me assustei de imediato.

— AAAAHHH!!!! POR FAVORR NÃO ME MATE! EU SOU MUITO JOVEM PRRA MORREEEER! – Me ajoelhei em frente a criatura clamando por misericórdia, do jeito que aquele lugar é maluco devia ser um monstro assassino. De repente o ser estendeu a mão para que eu levantasse, parecia estar irritado, mas como não conseguia ver sua expressão com toda aquela tralha no rosto era difícil, hesitei em segurar a mão da criatura, logo levantei sozinha e me afastei. O monstro então foi em direção das flores que estavam em baixo de mim e começou a cuidar delas. Logo, tirou o chapéu, a máscara e o óculos, vi que era apenas um garoto alto, com cabelos de cor castanho-claro, olhos verdes e cara de zangado.

— Como pôde fazer uma atrocidade dessas com minhas flores?! – Ele me olhou irritado, enquanto estava ajoelhado diante das flores. Fiquei sem entender e olhei pra ele com uma expressão confusa. – Não vê o que fez?! Você matou elas! Até parece que não olha onde dorme! – Ele estava realmente irritado e eu não via tanta necessidade pra isso.
— Calma aí, jardineirrinho! Foram só umas flores, não fazem tanta diferença assim! – Falei tentando acalmá-lo, porém já um pouco irritada com o modo que ele estava falado comigo. O rosto dele começou a ficar vermelho, então ele se levantou e ficou na minha frente e vi que ele era realmente alto. Tive que ficar com a cabeça um pouco levantada para olhá-lo no rosto. Por volta de uns 20 cm mais alto do que eu.

— Ninguém trata minhas flores como lixo! Ao menos peça desculpas! – Ele falou me encarando nos olhos com olhar desafiador.

— Pedir desculpas porr causa disso?! Ah! Tenha paciência! – Falei me virando pra ir embora – Tchau, jardineirrinho! Foi bom brigar com você, mas preciso ir.

— Humpf! Já vi que esses novos semideuses não tem educação NENHUMA. – Ele falou ainda em tom desafiador, tive que voltar pra lá.

— Parra sua informação eu fui muito bem educada! Já não posso dizer o mesmo de você! – Falei irritada com o dedo em seu rosto.

— Ah! Então você que não sabe pedir desculpas e eu que sou o mal educado? – Ele falou com expressão de indignação, enquanto tirava meu dedo da cara dele segurando minha mão.

— OK! Desculpa, sinto muito por “matarr” suas florres, jardineirrinho! Satisfeito?! – Perguntei em frente a ele o encarando nos olhos.

— Agora sim! Até mais ver – Ele falou sorrindo ironicamente, finalmente soltando minha mão e então me virei pra ir embora – Bem-vinda ao acampamento, francesinha! – Quando ouvi isso, meu sangue ferveu de raiva. Odeio quando me chamam de francesinha, porque na maioria das vezes utilizam esse apelido pra debochar de mim! (Como agora) É, já vi que não vai ser fácil viver nesse acampamento!

Notas finais
Bom, é isso!!! Espero que tenham gostado! Continuem nos acompanhando e por favor, deixem comentários, tanto críticas quanto elogios são válidos! Apreciamos ambos, pois nos ajudam a evoluir! Até o próximo capítulo!