Apocalipse
17 Dialogo
Notas iniciais
Kari caminhava por uma rua carregando uma sacola de compras, estava voltando do supermercado onde tivera comprado algumas coisas que os demais queriam. A elfa mantinha-se desatenta às coisas que aconteciam ao seu redor enquanto simplesmente sentia o chocolate derreter em sua boca.
Ela passa por uma loja de eletrodomésticos quando estaca virando lentamente para a vitrine que exibia inúmeras televisões dos mais diversos preços e tamanhos, mas todas noticiavam a mesma coisa.
A destruição da cidade de Nova York.
Kari absorve cada palavra pensativa. Como se tentasse assimilar a magnitude do que estavam fazendo.
-Com certeza estão fazendo um ótimo trabalho – comenta Anke ficando ao seu lado.
A elfa olha-o de soslaio e logo depois começa a caminhar dando-lhe as costas.
O loiro logo a alcança, a parando com segurando seu braço.
-Me largue – ordena ela solene e o olhando de maneira feroz
-Hei, para que essa agressividade toda? – pergunta ele a olhando curioso
-O quanto menos contato eu tiver com você, acredito que vai ser melhor pra mim – respondi a elfa se livrando dele com um puxão.
-Kari ainda guarda ressentimentos de mim por ter matado seu namorado de tanto tempo atrás? – indaga o mensageiro com a incredulidade estampada no rosto
-Tanto tempo? – sibila ela quase gritando – Não sabia que cinco meses era tanto tempo assim.
A elfa se afastada dele pisando firme. Anke revira os olhos enquanto a alcança num segundo.
-Para com isso – pedi ele ficando na frente dela – Preciso que me ouça.
-Não estou a fim de escutar mentiras – replica ela o olhando de maneira intimidadora – Saia da minha frente, seu porco imundo.
-Será que você pode me ouvir por um segundo? – indaga ele a olhando nos olhos – Não demorarei tanto tempo como pensa.
-Já falei que nada quero ouvir – decreta ela solene – Não sabe o significado de um “não”?
-Serio, Kari – diz ele de maneira carinhosa – Acho que pode me ouvir, você quer me ouvir.
A mulher de cabelo azul gargalha com escárnio antes de olhá-lo com descrença.
-Talvez escute você se me contar por que matou Alexandro – propõe ela seria
Ele recua e torna a ter uma expressão sombria, Kari ainda mantém seu olhar sobre ele por uns segundos.
-Achei que não – diz ela se voltando para ir embora – Não apareça mais na minha frente.
A elfa volta seu rosto para o lado.
-Caso queira viver pelos restos dos tempos – debocha ela sombria.
Anke nada fala apenas a vê se afastando á passos rápidos e decididos. Logo depois deixa um sorriso escapar de seus lábios finos.
Agora era uma questão apenas de tempo para ela ficar confusa e vir direto aos seus braços.
Aos braços do desespero.
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