Apocalipse
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Apocalipse Capitulo 1
“Aqui estou eu, me concentrando nos mínimos ruídos ao meu redor, devem ser umas 4 da manhã, mas eu estou alerta, eu preciso estar”
- Tabitha, quer que eu assuma agora?
- não é necessário Marie, o sol já vai nascer, comece a pegar nossas coisas.
- já estão arrumadas, vamos agora?
- Sim.
- para onde?
- vamos seguir em direção a praia.
“ Eu e Marie estamos presas nessa rotina a cerca de 2 semanas, andando, coletando suprimentos ,tentando sobreviver da nossa maneira. O que aconteceu? Eu me pergunto isso todas as manhãs, o mundo mergulhou em puro caos, Eu em meus 16 anos de idade nunca imaginei que algo assim pudesse acontecer...”
- apenas em filmes – disse Marie como se pudesse ler minha mente.
- virou adivinha agora?
- não é difícil saber no que pensas, um apocalipse zumbi é meio surreal sabias?
- você fala bonito demais pra ter só 15 anos sabia?
- nossa diferença de idade é apenas em meses Tabitha...
- Eu sei, mas gosto de implicar com você – disse enquanto colocava a língua pra fora em sinal de implicância.
- vamos logo, você é a mais velha, seja mais madura.
“ apesar de odiar admitir isso, ela estava certa, não tem mais tempo para brincadeiras, todos que conhecemos estão mortos, nossos pais, amigos, conhecidos... agora somos só nós duas.”
- Tabitha abaixa!
“em 2 segundos, míseros 2 segundos, em estava abaixada e uma flecha voava em cima da minha cabeça, eu me virei e vi ...uma daquelas coisas, a cabeça estava estilhaçada pela flecha que a penetrou”
- temos que sair daqui rápido – eu disse à Marie
“Começamos a descer as escadas do pequeno prédio em que nos encontrávamos, precisávamos estar no fim da rua antes do amanhecer, aquelas criaturas andam em bando, a que Marie matou não estaria sozinha, tem mais deles vindo pra cá, há mais lugares pra se esconder nas ruas, esse prédio esta vazio.”
- Tabitha eu vou abrir a porta.
- Ok – disse enquanto tirava meu facão da minha mochila e me preparava para o que estivesse lá fora.
“ encarei a porta aberta... nada lá fora, continuamos nosso caminho em silencio, quaisquer palavras trocadas poderiam custar nossas vidas, aquelas coisas são desprovidas de visão e olfato, mas em compensação elas ouvem muito bem. Em nosso trajeto do prédio até o final da rua pude notar um ou dois zumbis, enquanto eles não nos atacassem tudo estaria bem, começar um ataque seria burrice, atrairia outros “
- Tabitha, nós vamos parar naquele hotel perto da praia certo? – ela disse num sussurro quase mudo
- Sim, eu estava pensando de passar uns 2 dias nele, a região litorânea é mais segura do que os centros.
- lembra de quando fomos a uma festa do pijama lá?
- Marie vamos deixar para conversar lá ok.
- ok, está pronta?, já estamos perto de onde deixei a moto
- estou sim, lembre-se de não fazer barulho ao subir na moto.
- nossa, parece até que não me conhece.
- idiota.
“ apressamos o passo até a moto e subimos com cuidado, não haveria muitos problemas em andar com uma moto, essa é silenciada, posso cortar uma cabeça com ela em movimento, afinal não sou eu que piloto, tenho que dar cobertura a Marie, ela tem que se concentrar no caminho.”
- pronta? Eu vou dar a partida.
- pronta – Eu disse segurando suas costas
“ eu fechei os olhos, sempre me senti desconfortável andando em coisas assim, quando percebi já estávamos a uns 70 km por hora, para Marie isso é tão natural, ela parece estar voando quando pilota uma moto, já fez aulas de helicóptero também, já eu nem me imagino dentro dessas maquinas voadoras”
- Relaxe ai ou vai separar minha cintura do resto do corpo.
- foi mal – eu disse meio sem jeito
- eu sei que você não gosta dessas coisas, mas o hotel fica a só 30 minutos daqui, aproveita que estamos sem transito.
- claro que estamos sem transito! Não tem ninguém pra dirigir....
- pode ter alguém, se nós estamos... Relativamente bem, por que outros não teriam essa sorte?
— Esta certa.
- Esta com sono?
- um pouco
- quando chegarmos, vasculhamos o local, trancamos as portas e você dorme.
- Você é mais centrada que eu Marie.
- Claro, pode se dizer que a viciada em videogames aqui já tem muita experiência com isso.
- Você é uma idiota, sabe disso?
- Claro que sei sua rata de biblioteca.
“ o resto de nosso viajem foi tranquilo, realmente aquelas coisas não habitam lugares perto do mar, isso pode ser uma vantagem, podemos fazer nosso caminho pela praia a partir de agora”
- chegamos Tabitha.
“Desci com nossas mochilas da moto enquanto ela à estacionava, abri as portas do hotel, elas estarem fechadas é um bom sinal, acho que não tem nenhum zumbi aqui, subi as escadas e fui direto ao ultimo andar, eles não subiriam pra cá, deixei nossas mochilas no ultimo quarto e voltei para aonde Marie estava já armada de seu arco e flecha tipo beast, segurei mais firme no meu facão, é hora de vasculhar o hotel, seja por comida ou para certificar que estamos seguras.”
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