Apocalípse
1 Capitulo I-"Começo"-
Quem diria que isto iria acontecer... Tudo desapareceu, tudo o que resta são destroços, foi tudo destruído depois daquilo. Se me perguntassem a mim o que iria acontecer naquele dia, tudo o que eu responderia era só isto:
Bem, eu vou para a escola, venho para casa ao meio dia para comer, vejo todas as desgraças que houve na televisão, volto para a escola, depois de me queixar para os meus amigos como odeio a escola e preciso de uma namorada iria para casa, onde falaria para mim mesmo como nada muda. Acho que também ninguém adivinharia que isto iria acontecer, o fim do mundo, aquilo a que chamávamos casa... Destruído. Todas as pessoas que amávamos desapareceram. Afinal de contas quem estava certo era aquele velho maluco que andava sempre pela rua a gritar como o mundo iria acabar com a ira de Deus. E agora só resta eu... E a Ana. — Cinco meses atrás - — Filho vá acorda ! Assim vais chegar atrasado. -Desculpa mãe, deixei-me dormir, nem ouvi o despertador. -Pra variar não é ? -Eu ouço às vezes. -Vá, veste-te e desce para tomar o pequeno almoço. Às vezes pergunto-me como a minha mãe tem tanta paciência comigo, raramente se chateia. Bem, acho melhor ir vestir-me para tomar o pequeno almoço. Ao lavar os dentes a depressão atinge-me sempre, as olheiras por eu passar a noite acordado a jogar no computador, e o facto de ter de ir à escola todos os dias. Eu odeio rotinas, são estúpidas e aborrecidas, trabalhamos tanto para supostamente "subirmos na vida" sempre a planear tudo, e depois tudo é destruído em segundos. Por exemplo o meu tio, estudou, até foi para a universidade, e agora não tem trabalho. Por isto é que acho que é um desperdício de tempo. Depois do meu "pensamento matinal" sai para ir para a escola. Esta será a minha parte favorita, apesar de odiar rotinas, adoro este percurso até à escola, só eu e mais ninguém, o vento a passar-me pelas orelhas e a dar-me a sensação de frescura, e aleatoriamente o chilrear dos pássaros, tornava aquele percurso tao mais fácil e agradável. Apesar disso havia o facto de eu poder pensar e falar para mim mesmo. Mas pelos vistos hoje não seria um desses dias, pois pouca era a distância que já tinha percorrido de minha casa e já estava ali a minha vizinha maldita, a Ana, como odeio aquela rapariga, acha-se sempre a maior e que sabe tudo, e ainda por cima ia a pé para a escola. -Olá Luís. -olá Ana. -como estás esta manhã ? — dizia ela com aquele sorriso manhoso na sua cara. -estou bem, e tu passaste bem a noite ? -sim, por acaso sim, o João esteve cá ontem, e "divertimonos" muito. -é bom saber que ainda perdes o tempo com aquele desajeitado. -oh vá lá, estas com ciúmes outra vez ? só porque estou com ele e não contigo ? Às vezes questiono-me, se odeio mesmo aquela rapariga, ou se será amor, mas o que tenho certeza é que eu não quereria ficar com ela nem que o mundo acabasse hoje.—continua-
Notas finais
Os próximos irão ser postados brevemente.
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