Notas iniciais
Bom pessoinhas lindas do meu coração, eu sei que demorei desta vez pra postar, mas as férias chegaram e meio que agora eu não paro muito em casa, acabei de chegar de viagem fazem uns dois dias e já vou viajar novamente amanhã, mas antes que eu me ausentasse novamente eu decidi postar esse capítulo que vai mostrar pra vocês como a Er-chan e o Jelly se acertaram quando mais jovens ^^ Espero que gostem e até a volta!

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*FLASHBACK* 10 Anos atrás....

– Bom dia Lucy!

– Bom dia Er-chan! Nossa você parece meio pra baixo, o que houve?

– Não é nada, amanhã o Simon e eu fazemos seis meses de namoro e eu não sei o que dar pra ele.

– Ué Erza, não está obvio, você me disse que vocês ainda não avançaram no seu namoro, então você poderia fazer uma surpresinha pra ele.

– Pelo contrário Lucy, esse é o problema, eu não estou pronta para me entregar para alguém.

– Erza não é alguém, é o seu namorado, você o ama não é? Então não deve haver problema nenhum.

A ruiva suspira – Mas eu não me sinto a vontade quando estou sozinha com o Simon, é estranho.

– Er-chan, você ainda ama o Simon não é?

– Acho que sim.

– Acha?

– Sei lá, eu estou confusa – ela suspira pesadamente – Ontem, quando estávamos vendo os meninos na educação física eu me peguei olhando para o Jellal e não sei por que raios eu não conseguia tirar os olhos dele, caramba, somos amigos praticamente a vida toda, por que eu estava olhando pra ele ao invés do Simon?

– Erza você não estaria gostando do Jellal? Eu sei que vocês são amigos e tudo mais, mas ultimamente você fala comigo mais sobre ele do que do seu próprio namorado.

– O que eu faço? Eu não posso estar gostando daquele galinha idiota, eu sou uma garota comprometida.

– Então garota comprometida, escolha qual deles é mais importante pra você, o garoto com quem você tem um compromisso e respeito ou o cara com quem você briga desde criança.

– Argh! Isso é muito difícil, e você os descrevendo não ajudou em nada.

– Vamos deixar isso pra depois, os garotos estão entrando.

A ruiva olhou para a porta e pode ver um moreno acompanhado de um azulado, entrando na sala de aula conversando sobre algo que parecia estar interessante para o moreno, mas tremendamente exaustivo para o azulado. Ambos se aproximaram da ruiva e sentaram em suas respectivas cadeiras.

– Oi amor! – disse o moreno alegre.

– Oi Simon.

– Ruiva – disse o azulado sem encara-la.

– Idiota – ela disse mostrando a língua.

– Cuidado com essa língua ruiva, um dia pode ficar sem ela.

– E quem vai tira-la de mim? Não me diga que é você smurf?

– Quer pagar pra ver Pica-pau?

– Parem vocês dois – o moreno se intrometeu entre os dois – Vocês parecem duas crianças, não param de brigar por um minuto! Caramba, vocês são as duas pessoas mais importantes pra mim, eu quero que vocês se deem bem, pelo menos tentem perto de mim, por favor.

– Tudo bem, por você eu tento – disse a ruiva mais calma.

– Tá, eu também tento, mas peça para a sua namorada estressadinha não ficar me irritando.

– Olha só quem fala...

– Erza, não vamos começar com isso de novo!

– Tudo bem, amor o que você vai fazer mais tarde?

– Eu tenho treino, por que?

– Nada, eu só queria saber – disse sorrindo e virando-se ara a loira – Lucy vamos ao shopping hoje comigo?

– Desculpe Er-chan, mas hoje eu tenho que ajudar o Natsu com os estudos ou ele vai se dar mal nas provas de novo.

– Tudo bem, eu vou sozinha...

– Nada disso, o Jellal vai com você – Simon as interrompeu.

– O QUE? – disseram os dois juntos.

– Isso mesmo, quem sabe com vocês passando mais tempo juntos, se entendem param de brigar um pouco.

– E por causa disso eu tenho que sair com a maluca da sua namorada?

– Quem é maluca idiota?

– Parem os dois! Vocês vão sair juntos, conversar e se entender para parar de brigar, ou é isso ou eu não falo com mais nenhum dos dois.

– Tudo bem – disse o azulado emburrado – Eu te pego na sua casa depois do almoço Scarlet, e esteja pronta.

– Por que não vamos depois do colégio? Almoçamos no shopping, que tal?

– Por mim tanto faz...

– Assim que eu gosto de ver vocês – o moreno sorria – E cuide bem dela Jellal, não deixe nenhum babaca chegar perto da minha namorada.

– Amor você já deixou o Jellal chegar perto de mim, impossível eu não ter um babaca por perto.

– Erza...

– Deixa ela, eu sei que no fundo ela ama a minha companhia.

– Assim como enterrar a cara em coco de cachorro.

– Vocês podem parar? O professor está chegando.

(...)

– Vamos logo Erza, eu quero acabar logo com essa tortura.

– Eu estou indo – a ruiva dizia enquanto colocava os livros dentro da bolsa – Que droga, vamos ter que passar na minha casa, essa mochila está pesada demais para carrega-la por aí.

– Por que você traz tanta coisa? Sabia que existe uma biblioteca na escola? – ele olhava para a ruiva – Quer saber, vamos logo, não quero ninguém reclamando de dor nas costas – disse pegando a bolsa da mesma e colocando nas costas.

– Ei, me devolva.

– Nem pensar, assim você para de reclamar e vamos logo com isso -ele sorriu – Caramba mulher, o que você carrega aqui? Uma vaca?

– São livros, coisa que você não deve saber por que passa praticamente todas as aulas dormindo.

– Eu leio, mas em casa, é melhor ler do que aturar o meu pai, ai fico acordado até tarde e acabo dormindo no colégio, mas se você espalhar isso por aí eu juro que digo que é mentira.

– Tudo bem, eu prometo – ela sorriu – Vamos pra minha casa, por mais idiota que você seja eu não vou deixar que carregue peso por aí.

– Ok, mas seus pais não vão achar ruim eu ir até a sua casa?

– Eles te conhecem Jellal e há essa hora eles estão no trabalho.

– Se você diz...

Ambos andaram, incrivelmente, em paz durante o curto trajeto até a casa da ruiva, que morava a poucas quadras do colégio. Assim que entraram em casa, o azulado foi rapidamente despejando a bolsa da ruiva sobre o sofá e deixando-se cair no mesmo, o que a fez sorrir ao ver a cena.

– Quer algo para comer?

– Não, mas eu gostaria de um pouco de água.

– Vou buscar na cozinha e já volto, sinta-se a vontade, apesar de não precisar lhe dizer isso – falou sorrindo e sumindo pela porta.

Enquanto estava deitado no sofá da ruiva, notou o quanto sentiu falta deste espaço, quando mais novo ele vivia na casa da ruiva, chegava a muitas vezes dormir por lá, mas como os anos foram passando e ambos se distanciando, nada entre eles foi o mesmo, em algum momento eles começaram a não se suportarem e agora ele estava ali.

O azulado sentou-se e notou que em cima da estante, bem no centro havia uma foto em que ele estava junto da ruiva, sorriu ao lembrar-se deste dia, o dia em que se conheceram, eles eram meros pirralhos correndo no parque e ele ajudou-a quando a mesma caiu do balanço, e desde aquele dia eles tornaram-se inseparáveis, bom pelo menos até os hormônios de ambos começar a florescer.

Assim que a ruiva voltou para a sala notou o olhar bobo que o azulado lhe lançava e ficou um tempo sem entender, até notar para onde ele apontava e ver a foto de ambos juntos.

– Já faz tempo não?

– Bastante, e você não mudou nadinha, exceto... – ele fazia um movimento com as mãos simulando os seios da garota – Nessa região você cresceu bastante Erza.

– Seu pervertido – disse lhe batendo no ombro – Você também não mudou nada.

– Tem certeza?

– Tenho.

– Olha melhor.

– Olhar o que? Você continua igual pra mim.

– Então espera – dizia enquanto tirava a camisa e exibia o físico que adquirira — E agora?

– Uau... – ela disse sem notar que estava quase babando – Er... Quero dizer...

– Não precisa dizer, esse “uau” espontâneo seu já me serviu de resposta.

– Por que estamos fazendo isso?

– Isso o que?

– Sei lá, analisando o que mudou, por que nunca nos questionamos a causa de brigarmos? O Porquê mudou?

– Isso é simples, eu comecei a implicar com você assim que descobri que o que eu sentia por você não era mais um sentimento de criança e poderia estragar tudo entre nós, acabar com a nossa amizade.

– Jellal, o que você sentia?

– Erza, não é bom eu falar disso, você namora o meu melhor amigo, não quero complicar as coisas, prefiro quando brigamos, assim nos mantemos onde devemos.

– Mas eu quero saber e se você não me contar eu arranco de você na marra.

– E eu posso saber como você arrancaria essa informação de mim Scarlet?

– Se você não me disser eu espalho pra escola inteira que você é gay.

– Você não faria isso, aposto que ninguém acreditaria.

– Vai duvidando, minha reputação é muito boa entre os alunos e nada me impede de inventar algo a seu respeito...

– Ok, eu te conto, mas prometa que isso que não vai mudar nada, que vamos continuar brigando e nos odiando.

– Prometo, apesar de não te odiar.

– Eu comecei a implicar com você, assim que percebi que eu estava me apaixonando por você e tive medo de que você não sentisse o mesmo e nunca mais olhasse na minha cara, de que não fossemos mais amigos.

– Jellal... – ela olhava-o espantada, ela esperava qualquer resposta, menos essa – Seu idiota... Eu aqui achando que você me odiava todo esse tempo por algo que eu nem fazia ideia e você estava se sentindo da mesma forma que eu...

– Erza... –ele se aproximou da ruiva vendo uma pequena lágrima escapar por seus olhos e secando-a – Eu nunca seria capaz de te odiar, eu acho que odeio a mim mesmo por não ter me declarado pra você quando tive chance e ter te perdido para o Simon, eu sempre gostei de você, desde o dia em que te conheci.

– Você nunca me perdeu, eu comecei a namorar o Simon por pensar que jamais teria uma chance com você ainda mais depois de te ver no maior amasso com a nojentinha da Ultear, argh aquela garota me dá nos nervos.

– Ciúmes Scarlet? Pois eu morri de ciúmes quando soube pelo Simon que ele te pediu em namoro e que você tinha aceitado.

– Nós dois somos dois idiotas – ela sorriu – Como nos tornamos isso?

– Não sei, mas que me abri pra você, eu estou morrendo de vontade de te beijar.

– E por que não me beija?

– Eu não posso fazer isso com você e o Simon...

– Eu também não posso mais fazer isso comigo – disse se aproximando – Eu não aguento mais segurar isso que eu sinto por você Jellal...

Ela não esperou duas vezes por uma reação do azulado antes de atacar a sua boca, ela se sentia como alguém em um deserto que acabara de encontrar água, ela necessitava daquilo tanto quanto ele.

O azulado estava se sentindo no céu, não tinha como descrever tal sensação ao ser retribuído pela garota a qual amava, mas como tudo que é bom na vida dura pouco o ar em seus pulmões foi necessário e ambos tiveram de se separar.

– Erza...

– Shiu... Me deixe aproveitar esse momento, não diz nada.

– Eu te amo – disse olhando-a fixamente.

– Eu também te amo, seu idiota – a ruiva sorria enquanto voltava a beija-lo.

Os beijos foram aumentando conforme o tempo foi se passando, ambos não tinham mais noção de tempo ou espaço, a única coisa que sabiam era que queriam continuar da mesma maneira em que estavam.

– Erza, se continuarmos com isso, o que vai acontecer?

– Não sei, a única certeza que eu tenho é você, apesar do que estamos fazendo ser errado, nada me parece mais certo.

– Eu sinto o mesmo e quero você só pra mim – o azulado dizia em sussurros no ouvido dela – Seja só minha Scarlet.

– É o que eu mais quero – ela sorriu – Mas preciso ter a certeza de que você também será só meu.

– Você já tem o meu coração, a minha vida pertence a você.

– Eu vou terminar com o Simon, eu não me sentiria bem estando com ele e gostando de você.

– Eu também não gostaria nada de outro cara tocando na minha garota.

– Eu sou sua garota por acaso?

– Mas é claro, desde o momento em que coloquei os meus olhos em você – disse voltando a selar os seus lábios ao da ruiva.

Ambos estavam aos beijos e nem notaram a figura masculina parada atrás deles, olhando chocado para o que estava presenciando e sem saber como reagir. Assim que notou que o casal a sua frente tinha cessado o beijo, não pensou duas vezes em sair puxando o azulado pelos braços e desferindo um soco em seu rosto.

– Seu Desgraçado! Como pôde fazer isso comigo? – o moreno dizia cada palavra olhando friamente para o azulado que estava no chão – Eu achando que você não suportava a minha namorada, mas você estava era de olho nela.

– Simon? O que você esta fazendo aqui? – disse a ruiva olhando-o sem entender o que acontecia.

– E você também não se faça de sonsa Erza, sempre implicou com o Jellal e eu saio mais cedo do treino e chego na sua casa para te fazer uma surpresa e te encontro aos beijos com esse aí? Por acaso eu não sou bom o suficiente pra você?

– Não é isso, eu só...

– Ah já sei, era por causa dele que você sempre dizia pra mim que não estava pronta não é? Sempre que estávamos sozinhos você arranjava alguma desculpa e fugia, agora eu já sei o motivo, vocês deveriam estar juntos a muito tempo, era com ele por acaso que você estava dormindo?

A ruiva o olhava espantada, nunca pensou ouvir tais palavras vindas do moreno, ela queria lhe desmentir as palavras que ele estava jogando em sua cara, mas o azulado foi mais rápido.

– Não fale assim dela, a Erza não é esse tipo de garota, nós nunca tivemos nada além de amizade até hoje, e que eu me lembre foi você quem insistiu que ficássemos mais próximos.

– Mas eu não disse que era nesse nível de proximidade.

– Não estou te julgando, apenas quero agradecer por abrir os meus olhos e me empurrar para a mulher que eu sempre amei.

– Jellal...

– Não me diz que caiu nessa Erza, você é mais esperta do que isso, sabe que o Jellal jamais amaria alguém, ainda mais você, a quem ele tanto brigou a vida toda.

– Posso ter brigado com a Erza a minha vida toda, mas nunca menti uma vez sequer pra ela.

– Vocês dois parem! Até parece que eu sou um objeto, uma boneca sem sentimentos ou opinião – a ruiva berrou entre os dois – Simon o que aconteceu aqui, entre o Jellal e eu, foi a consequência do que sentimos um pelo outro, eu acredito nas palavras dele, assim como sempre acreditei... Eu nunca cheguei a dizer que te amava, nunca consegui me entregar a você por não ama-lo, não por estar saindo com outra pessoa que não é o caso.

– Erza... amor eu...

– Sinto muito Simon, mas eu amo o Jellal desde que era uma pirralha briguenta e ele o garotinho órfão que me ajudava toda vez que eu precisava, mas fui leviana de começar um relacionamento com você sem saber qual era aquele sentimento que eu sentia pelo Jellal.

– Erza... – o azulado escutou tudo aquilo sem desgrudar os olhos da ruiva – Eu acho que tive a minha parcela de culpa em tudo isso também, afinal fui eu que comecei a me distanciar de você quando estava descobrindo este sentimento ao invés de ter coragem e te dizer o que eu sentia.

– Jellal, Erza – o moreno andava a passos pesados e lentos até a porta – Eu não me importo mais com vocês, desde que nunca mais me dirijam a palavra novamente e me respeitem o suficiente para assumirem “isso” entre vocês daqui a algum tempo, não quero ninguém me olhando como se eu fosse um corno por aí.

– ...- ambos o encaram em silencio.

– E Erza, quando você cansar desse babaca e ver com seus próprios olhos de que ele não é o cara certo pra você, saiba que eu sempre vou amá-la, não importa o que aconteça.

– Simon... – A ruiva não teve tempo de se pronunciar antes que o moreno desaparecesse da visão de ambos, os deixando sozinhos novamente na casa da ruiva.

– Droga! Não era para o Simon saber assim – disse o azulado massageando próximo ao seu olho — E ainda por cima ele tem um ótimo soco de esquerda.

– Deixe-me ver como está o seu olho – ela moveu a mão dele para examinar melhor – Vai ficar roxo, é melhor eu buscar gelo na cozinha para colocarmos em cima disso.

– Ei, fica aqui – disse puxando a mão da mesma – Não me importo do meu olho ficar roxo se eu tiver uma enfermeira como você para cuidar de mim.

– Engraçadinho, eu não vou deixar você ficar com uma marca horrível no olho, amanhã com certeza todo mundo no colégio vai saber que vocês brigaram.

– Vai dar tudo certo Erza, quando as coisas se acalmarem nós conversamos com o Simon, agora ele deve estar com a cabeça quente – ele disse puxando-a para sentar-se ao seu lado no sofá – Não fique triste minha querida, eu estou aqui com você, não vou deixar que nada te aconteça.

– Eu sei... Sabe, amanhã o Simon e eu faríamos seis meses de namoro, era pra ser especial e...

– Você está arrependida? Se tiver eu digo para o Simon que eu te agarrei e fiz a sua cabeça.

– Não! Jellal eu só me arrependo do modo que terminou, não queria que ele sofresse.

– Eu também não – ele passou o braço pelas costas da ruiva e a abraçou – E sobre vocês nunca terem... Você sabe, nunca rolou mesmo?

– Não, nunca.

– E agora pouco a gente quase... Me desculpa.

– Não se desculpe, eu acho que não estava pronta pro Simon por não ser ele quem o meu coração queria, então meu corpo também não poderia querê-lo.

– Erza, quer namorar comigo?

– Você está falando sério?

– Eu já disse que nunca menti pra você, é lógico que é sério.

– É o que eu mais quero – disse apertando mais o abraço – Eu te amo muito Jellal, espero que possamos ficar juntos para sempre.

– Eu também Erza, te amo muito e se depender de mim, o para sempre vai ser eterno.

*FLASHBACK OFF*

Notas finais
E aí gostaram? Odiaram? Simon corno? Será que vai rolar mais coisas do passado desses dois? Bom, agora eu encontro vocês no fim das férias, se possível antes já que a fic está bem adiantada ;P Bjss e espero comentários