Apesar de tudo... estou de volta!
19 Tirando um enorme peso das costas...
Notas iniciais
Enquanto todos bebiam e se esbaldavam na pista de dança, um moreno foi se aproximando sorrateiramente do casal que dançava tranquilamente junto a seus amigos.
– Parece que ainda gosta de se iludir não é mesmo Erza?
– Simon... – ela dizia espantada – O que você quer?
– Nossa, é assim que fala comigo depois de anos longe dessa cidade, nem parece que já fomos muito próximos no passado, eu apenas vim até aqui para saber como você está e pelo que eu vejo ainda anda em péssima companhia.
– Simon diz logo o que você quer e cai fora, eu e a Erza estávamos muito bem aqui antes de você chegar – Jellal dizia cada palavra como se fosse arrancar a cabeça do moreno a qualquer instante.
– A minha conversa não é com você Jellal e sim com a Erza.
– Mas tudo que diz respeito a minha mulher é de meu interesse.
– Que eu saiba você está noivo de outra mulher, como pode ser tão canalha hein?
– Parece que você anda desatualizado, pois aquilo já é passado, a Erza é a única mulher da minha vida.
– Sério? Então por que há dez anos você dormiu com outra? A trocou na primeira oportunidade que teve? E fez a pobre coitada fugir de você por causa disso.
– Eu... Espera, como você sabe que eu e a Erza nos separamos por causa disso? Ninguém além de Gray, Natsu, Mystogan, Lucy e Levy sabiam disso, o restante apenas sabia que a Erza tinha ido embora.
– Isso é verdade, sempre pedi as minhas amigas para inventarem uma desculpa para isso, mas nunca cheguei a contar a ninguém, e o Mystogan me garantiu que ninguém sabia – Erza dizia pensativa.
– Err... Você acha que aquela lá com quem você saia não espalhou para toda Magnólia?
– Acho, a Ultear pode ser tudo, mas ela nunca foi de falar abertamente com quem ela saia, e como você disse “a primeira oportunidade” como você sabia que aquela foi à única vez que eu estava brigado com a Erza?
– Bom era só ver pela sua cara de cão arrependido naquele bar pra notar...
– Espera, você estava naquele bar? Como? Você estava lá e...
Enquanto Jellal discutia com Simon, Erza ligava os pontos – Foi você...
– Erza?
– Você fez alguma coisa pra dopar o Jellal não é? Não sei se foi coincidência você estar no mesmo lugar que ele, mas você saber tanto o que aconteceu e o Jellal não saber praticamente nada daquela noite faz sentido...
– Do que você está falando? Eu jamais faria tal coisa — Simon já suava frio.
– Você jamais faria se soubesse o que estava acontecendo de verdade, se soubesse o porquê da nossa briga, mas você não sabia, só viu a oportunidade de se vingar do Jellal por eu ter ficado com ele e ter te deixado, você queria que eu me sentisse traída assim como você deve ter se sentido quando nos encontrou na minha casa não é mesmo?
– Parece que todos esses anos te trouxeram um pouco de esperteza Erza, pena que demorou muito para perceber, e quer saber eu fiz mesmo, foi fácil pedir a um garçom para colocar um comprimido na bebida daqueles idiotas e depois foi só ligar pra Ultear que concordou na hora com o meu plano.
– Seu maldito – Jellal não se aguentou e desferiu um soco na cara do Simon – Sabe o quanto da minha vida eu perdi? Sabe quanto tempo eu passei longe da minha filha por sua causa?
– Espera aí, como assim filha?
– Naquela noite a Erza me contou que estava grávida, eu reagi um pouco mal, eu sai pra espairecer com os caras, mas por causa da merda que vocês armaram a Erza foi embora com a minha filha na barriga.
– A Erza estava grávida? Disso eu nunca soube... Eu só queria que vocês se separassem, ganhei até uma boa grana do seu pai por causa disso, ele não gostava da Erza, achou a oportunidade perfeita quando eu contei o plano a ele, a Ultear também...
PLAF! Esse foi o único som que interrompeu o moreno, um tapa que Erza desferiu em sua face enquanto segurava as lágrimas que insistiam em cair de seus olhos, ela não podia acreditar que passara tantos anos odiando o homem errado, o homem que ela sempre amou e que fora vítima junto dela de uma armação, que acarretou em dez anos de separação.
– Nunca mais apareça na minha frente Simon, eu tenho nojo de você, ou melhor, eu tenho ódio de você, por sua causa eu tive que abandonar a cidade onde eu cresci para morar em um lugar completamente estranho com uma criança nos braços, eu passei o inferno por causa do seu egoísmo e inveja...
– Vamos embora Erza, depois falamos com o Natsu e a Lucy, não tem mais clima de festa hoje.
Jellal abraçou a ruiva e foi guiando-a junto a ele até a saída, assim que entraram no carro o azulado tentou encontrar alguma musica que distraísse o clima pesado que se formou e foi guiando o carro em silencio até o apartamento da mesma.
Assim que chegaram, Jellal abriu a porta do carro e estava prestes a sair quando sentiu a mão de Erza lhe segurar.
– Jellal...
– Eu sei, agora a gente sabe da verdade não é?
– Fica comigo hoje, por favor, não quero ficar sozinha em casa.
– Eu não pensei nem por um instante em te deixar sozinha – ele finalmente saiu do carro e deu a volta abrindo a porta para a ruiva – Vem, nós precisamos de uma boa noite de sono, amanhã o dia vai ser longo também.
– Tem razão, ficamos de contar tudo pra Wendy...
– Se quiser podemos dar mais um tempo para isso, nós descobrimos tanta coisa hoje que...
– Não, já adiamos dez anos para contar eu não vou deixar que o Simon, a Ultear e seu pai mudem nossa vida de novo.
– Ainda não posso acreditar que o velho fez isso, eu sei que ele não gostava muito de você, mas fazer isso já é demais.
– Ei, vamos tratar esse assunto com calma está bem? Vem aqui – ela passou os braços ao redor do pescoço de Jellal – Eu ainda te amo, muito e por mais doloroso que tenha sido esse tempo que passamos separados, parece que hoje eu tirei um enorme peso dos nossos ombros, me sinto aliviada por saber que não foi totalmente nossa culpa termos nos separado.
– Eu me sinto do mesmo modo, parece que aquele borrão que eu tive no bar finalmente se esclareceu, que eu não fiz nada com a Ultear naquela noite.
– Vamos subir, preciso tirar esses sapatos que estão me matando.
Ambos subiram até o apartamento de Erza em silencio e abraçados durante todo o trajeto, assim que entraram o primeiro ato de Erza foi se livrar dos malditos saltos, os jogando para qualquer canto da sala.
– Finalmente livre... Agora só falta me livrar desse vestido...
– Se quiser eu posso te ajudar com o maior prazer a se livrar desse empecilho – ele sorria de canto.
– O prazer vai ser todo meu – disse já virando-se de costas para o mesmo e puxando os seus longos cabelos para frente.
Nesse instante o azulado gelou, não esperava que uma cantada tão furada funcionasse, mas como o mesmo não estava em posição de reclamar apenas sorriu e foi gentilmente se aproximando da amada e descendo o zíper do vestido.
– Você quer me enlouquecer Erza? Se essa for a sua intenção, saiba que está conseguindo...
– Que pena que eu ainda não consegui – ela deixou que o vestido escorregasse por suas pernas e virando-se de frente para o azulado – E agora? Como estou? Será que já consegui te enlouquecer?
– Vai ficar melhor sem essa lingerie e embaixo de mim durante a noite toda.
– Mas você ainda está com muita roupa pro meu gosto Jellal, vamos ver se os anos foram generosos com você – ela já desabotoava a camisa cinza do mesmo vagarosamente – Uau...
– Pela sua expressão eu acho que os anos foram tão generosos comigo quanto foram pra você e os seus seios enormes.
– Pervertido! Sério que você notou só isso?
– A sua bunda também está fantástica – ele disse já dando um leve tapa na mesma – Mas aposto que você não notou o que está diferente em mim.
– Hum... – ela começou a olhar atentamente cada canto do homem a sua frente e não pode deixar de sorrir ao notar a diferença que ele tanto queria que ela visse, sobre o seu peito esquerdo quatro letrinhas que a fizeram sorrir – Quando você fez isso?
– No dia em que tinha feito um ano que você se foi, essa foi a única maneira que eu encontrei na época de estar junto a você.
– Quando você começou a namorar aquela bruaca, o que ela disse quando viu?
– Esse dia foi engraçado, ela esperneou, fez chilique e saiu batendo a porta, mas ela sempre soube que eu continuava te amando, mesmo que no dia em que eu fiz estive em um quase coma alcóolico, e fui salvo pelo Natsu que para o azar dele o tatuador já estava terminando de escrever o seu nome.
– Precisou encher a cara pra escrever o meu nome? Que consideração...
– Fique feliz, eu pedi que escrevesse perto do coração, o sem noção do Gray queria que eu tatuasse lá em baixo – disse apontando para as calças.
– Bom, já que está escrito o meu nome, suponho que seja meu... Mas é uma pena que esteja só “Erza” sem o meu sobrenome, podem existir muitas Erza’s por aí.
– Meu amor, não teria graça escrever o Scarlet, já que a minha intenção sempre foi colocar o Fernandes no lugar.
– Continua com essa ideia de casamento?
– Não vou desistir até escutar o seu sim na frente de uma multidão.
– Mas nós não precisamos de uma multidão agora, vamos aproveitar que a Wendy não está aqui essa noite, é raro isso acontecer sabia?
– Bom saber, assim não precisamos nos segurar – disse já pegando a ruiva em seus braços e guiando-os até o quarto e depositando-a na cama e se colocando sobre a mesma beijando-a fervorosamente.
Enquanto Jellal se deleitava no pescoço alvo de sua amada, Erza aproveitava para percorrer com suas mãos por todo o corpo esculpido que Jellal ganhara com os anos, e quando suas mãos passaram perigosamente sobre o volume que se encontrava nas calças do azulado, ela pôde escutar um delicioso gemido em seu ouvido seguido de uma gostosa risada vindo de Jellal.
– Assim você me mata Erza... – disse rouco.
– Você é que está me matando com essa quantidade exagerada de roupa...
– Erza...
– Que foi? Eu já estou praticamente nua, você era mais rápido antigamente Jellal...
– Pra que pressa? Já esperei tanto tempo pra te ter nos braços novamente, quero que seja ainda mais inesquecível do que da ultima vez, quero relembrar com calma cada pedacinho seu...
– Sou sua Jellal...
– E eu sou seu – disse por fim beijando-a.
O casal passou a noite inteira em meio a carinhos e juras de amor e muitos, mais muitos gemidos... Ambos explorando o corpo um do outro, lembrando-se de cada momento em que ficaram distantes desse contato e o quanto sentiam falta daquilo.
Era incrível ver que depois de anos ninguém completava a vida de Jellal tanto quanto aquela ruiva embaixo de si, ele sempre esperou que a mesma voltasse, que a tivesse como estava agora, mas para ele ainda não estava perfeito, ainda sentia falta de um adereço dourado no dedo anelar de Erza, mas isso ele trataria de resolver depois, agora o mesmo estava concentrado demais em um par enorme de seios.
Enquanto isso a ruiva se perguntava como ela fora parar ali, sempre disse que jamais se renderia a ele novamente, mas seu coração era mais persistente que a sua razão, sempre foi. O único que a fez se sentir completa sempre fora Jellal e ela notava agora que talvez isso nunca fosse mudar, pois naquele exato momento gostaria de gritar para que o mundo inteiro ouvisse como ela estava se sentindo completa.
Depois de exaustivas horas se amando e matando toda aquela falta que ambos sentiam um do outro, ambos se deitaram na cama, agora esgotados, suados e abraçados um ao outro.
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Continua....
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