Apesar de tudo... estou de volta!
16 Quanta gente...
Notas iniciais
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– Wendy! — disse pegando a pequena nos braços e a apertando – Finalmente esse insensível te trouxe na minha casa.
– Oi tio Myst, pois é, nem eu sabia que viria aqui hoje.
– Que bom que você veio, venham estou assando uma carninha pra uns amigos aqui nos fundos.
– Mystogan, que história é essa? Você não ia estar sozinho?
– Eu ia, mas não pude resistir, muita gente estava com saudade da Erza, e sabendo que ela viria aqui mais tarde eu...
– Sua língua quilométrica atacou de novo? Como eu não estou surpreso por isso.
– Não fica bravo Jelly, o tio Myst deve ter feito isso com a melhor das intenções – dizia a pequena grudada a ele.
– Tudo bem Wendy, mas não se deixe enganar por esse aí, ele sempre tem algum plano maquiavélico em mente.
– Olha o julgamento que você faz de mim em frente a menina Jellal – Dizia se fazendo de ofendido – Venham, vamos logo ou aqueles fominhas vão comer tudo.
Jellal e Wendy seguiram Mystogan até os fundos da enorme casa, onde encontraram poucas pessoas perto da churrasqueira que ficava de frente à piscina.
– Wendy, se você quiser nadar fique a vontade, esse lado aqui é mais raso e eu acho que dá pé pra você querida.
– Obrigada tio Myst, mas eu acabei de voltar da natação e...
– Que bom, agora aqui você vai conseguir me mostrar o que aprendeu hoje, mas se você não quiser nadar tem um balanço ali naquela arvore, pode brincar.
– Obrigada tio. – disse sorrindo e indo até o balanço.
– Você está mimando a minha filha.
– E você ainda não viu nada – sorria diabolicamente – Vem, o pessoal estava esperando você chegar.
– E aí pai do ano! – disse um moreno cheio de piercings.
– E aí cara do amando novamente!
– O fã de escarlate chegou.
– Muito engraçado, Gajeel, Gray, Laxus... Estou surpreso que o Natsu não fez nenhum comentário.
– Eu não preciso comentar, deixe só eles verem esse chupão que a Erza deixou em você que já vai ser o suficiente pra mim.
– O que? A ruiva já voltou assim, toda selvagem? O que você fez garanhão? – Dizia Laxus enquanto bebericava a sua cerveja.
– Isso foi um pequeno deslize que nós cometemos dentro do carro, um adorável deslize – ele sorriu com a lembrança – E por favor, parem com os comentários de pai perto da Wendy.
– Por que?
– A Erza ainda não contou pra ela e me fez prometer que não contaria.
– E onde está a mini-titânia?
– Ela está ali no balanço – falou apontando para a filha – Ela não é linda?
– Faltou o apelido de bobo apaixonado, quem se esqueceu dessa?
– Cala boca Gajeel, e obrigado.
– Obrigado pelo que?
– Por me colocar de padrinho de casamento com a Erza, isso já vai me servir de grande empurrão, estou te devendo essa.
– Então fique devendo pra baixinha, foi ideia dela colocar vocês dois de padrinhos, ela me disse alguma coisa sobre querer ver vocês juntos como antigamente, e que a Erza merecia ser feliz, mesmo que fosse com você.
– Vou fazer uma estátua da Levy e vou colocar na frente da sua casa.
– Pra que eu quero uma estátua da baixinha se eu já tenho ela em carne e osso?
– Não sei qual dos dois é mais bobão quando se trata de mulher?
– Laxus – disseram os quatro juntos rindo.
– Oe eu não sou assim com a Mira.
– Não, é pior.
– Olha quem fala, o Natsu parece um cachorrinho pra “Luce”, mas não chega a ser pior que o Gray-sama kkkkkk.
– Ei, eu estava quieto aqui – dizia o moreno já sem camisa – E Jellal eu sei que a brincadeira tá legal, mas e minha irmã?
Ele suspirou – Vamos mesmo falar disso agora?
– Quer saber? Tô nem aí, que a Ultear se exploda também, ela nunca demonstrou nenhum afeto por mim ou pelo Lyon desde pequenos.
– Ainda bem que nós não somos irmãos assim não é Jellal – dizia o azulado – Bom, mas e aí, quando a Erza vai chegar?
– Mais tarde, ela disse que sairia para comprar um vestido com a Lucy e passaria em casa para tomar banho e depois ela viria pra cá com a Lucy.
– Xiii foguinho, se prepara que a dona encrenca está chegando.
– Que eu saiba a Mira também iria vir pra cá, eu meio que pedi pro Mystogan deixar escapar isso pra ela.
– O papo está bom, mas eu vou ver se a Wendy quer alguma coisa, ela parece bem cansada – Jellal dizia se distanciando e chegando perto da filha, que estava se balançando sem muito ânimo – Está com fome?
– Jelly... Hum acho que estou com um pouquinho de fome sim, mas estou com vergonha, tem muita gente ali e aquele loirão alto e aquele cara cheio de pregos na cara me assustam um pouco.
– Ei, não fique tímida, esses caras tem aparência assustadora , mas são um bando de bobões, vamos pegar algo pra você comer e depois podemos assaltar a geladeira do Mystogan, eu sei que ele não vive sem comer doces.
– Sabia que você é o cara mais legal do mundo Jelly?
– Sério? Mas como você pode dizer isso se a gente se conhece a tão pouco tempo?
– Não sei, mas eu sinto como se já te conhecesse a muito tempo e também você faz a minha mãe feliz, e eu gosto de vê-la assim.
– Eu também – disse estendendo a mão – Vamos, quero te apresentar aqueles encrenqueiros amigos meus e da sua mãe.
Jellal caminhou calmamente até os outros e não se surpreendeu quando os mesmos pararam o assunto quando o mesmo chegou, sem dúvidas estavam falando dele.
– Wendy, esses aqui são o Laxus, Gajeel e Gray, eu acho que o Natsu você já conhece.
– Oi Wendy tudo bem? – dizia o Gajeel tentando parecer simpático.
– Oe mini-titânia.
– Olá... Err, por que mini titânia? Não entendi.
– Nós chamávamos a sua mãe de titânia, por que aquela ali quando ficava nervosa ninguém conseguia deter a fúria daquela mulher.
– Ahhh... então como o Jelly virou o melhor amigo da minha mãe?
– Essa eu respondo – gritou Mystogan perto da churrasqueira -Eles se conhecem desde pirralhos, desde o dia em que o Jellal pulou o muro do orfanato pra não estudar e foi para o parque, aí por obra do destino ele e a Erza se conheceram e viraram inseparáveis, o Jellal fugia sempre que dava pra poder ver a Erza, bom até nós sermos adotados por que depois ele não precisava mais fugir.
– Vocês moravam em um orfanato? Mamãe nunca me disse...
– Nós perdemos nossos pais em um acidente domestico então desde os quatro anos eu e o Jellal fomos parar em um orfanato.
– E vocês não tinham mais ninguém? Uma vó ou uma tia?
– Os nossos pais eram filhos únicos de ambos os lados e os nossos avós paternos não nos queriam, diziam que era nossa culpa o acidente.
– O que aconteceu? Que acidente foi esse? – a pequena prestava a máxima atenção.
– Foi um incêndio que começou no nosso quarto através de um abajur com defeito e que acabou espalhando o incêndio pela casa toda, apenas nós dois saímos vivos.
Wendy silenciosamente abraçou Jellal e se grudou no pescoço dele, começando aos poucos um choro contido.
– O que houve princesa? Por que está chorando? – ele voltou seu olhar para o irmão – Eu vou te matar por fazer a menina chorar Mystogan.
– Eu sei como é difícil crescer sem uma família por perto, e deve ter sido muito ruim crescer sem a mamãe de vocês, eu nem consigo me imaginar sem a minha.
– Calma princesa, já passou, olha só, como o Mystogan disse nós fomos adotados, mais ou menos quando fizemos seis anos, um casal muito bondoso nos adotou por que não podiam ter filhos e nos amaram muito.
– Mas aquele dia o seu pai não parecia nada bondoso, ele ficou brigando com a minha mãe.
– Eu sei que ele é um pouco ranzinza agora, mas quando a mulher dele, a quem nos consideramos nossa mãe ainda morava com a gente, ele era muito diferente, ele era muito bom pra gente assim como ela.
– E como ela era?
– Eu tenho uma foto aqui – dizia o Mystogan se aproximando enquanto pegava a foto na carteira – Olha Wendy, essa aqui é a Mavis, a nossa segunda mãe.
– Nossa! Ela tinha uma cara de novinha, parece uma criança.
– Ela era incrível, deve ter fugido de desgosto estando casada com aquele babaca do Zeref – disse Erza chegando de surpresa – Espero que não se importem, a Lucy disse que já podíamos ir entrando e então eu entrei.
– Mamãe! – a pequena correu até a ruiva e a abraçou – Mamãe o Jelly e o tio Myst estavam me contando a história deles.
– Aé? Que história? – Ela olhava desconfiada para os rapazes.
– Sobre a nossa infância, foi ela quem pediu pra contarmos, tudo começou quando ela descobriu seu apelido de titânia.
– E aposto que quem soltou esse apelidinho foi o Laxus, ou estou enganada? – disse olhando para o loiro.
– Também é bom te ver ruiva.
– E posso saber por que a minha filha ainda está de maiô?
– ERr.. Era pra ela ter trocado e roupa?
– Claro.
– Tá, eu nem me liguei nisso, estava conversando com a Juvia por causa das mensalidades dela... E falando nisso, agora ela tem três aulas por semana.
– Como é? Eu não posso pagar por três aulas Jellal, você está louco – disse já se exaltando.
– Não, e quem vai pagar sou eu, não se preocupe.
– Eu não te pedi pra pagar nada.
– Não precisa, eu faço questão e falando nisso – ele se virou pro moreno que bebia tranquilamente enquanto observava a discussão – Gray a sua mulher está cobrando aquelas aulas baseada em que? Ô mulherzinha que gosta de enfiar a faca.
– Ei não me meta na briguinha de vocês, a Erza está ai a sua disposição para o arranca rabo à vontade.
– Eu não vou brigar com ela pelos preços absurdos da sua mulher.
– Se está reclamando é só não pagar, eu estava bem pagando apenas uma aula por semana.
– E você Erza, não me esconda mais nenhuma conta ouviu bem?
– Quer também as minhas contas do anticoncepcional?
– Se for para nos prevenirmos eu faço questão de pagar essa também, apesar de preferir que você não os tome, quem sabe assim nós aumentamos a família – sorriu sacana.
– Mamãe, você e o Jelly vão me dar um irmão?
– Não.
– Sim – respondeu Jellal.
– Como é? Sim ou não?
– É Erza, por acaso você não quer ter um filho comigo?
– Quando eu tinha quinze eu achava que queria, hoje acho isso burrice.
– Vem cá, vocês vão continuar lavando roupa suja na nossa frente e depois sair se agarrando como faziam antes? Se for, a gente leva essa pequenina aí pra dar uma volta enquanto vocês usam a cama do Mystogan.
– Por que a minha cama Gajeel?
– Você é o dono da casa, a sua cama deve ser a maior, obvio.
– Eu não vou me agarrar com ninguém ouviram?
– Mas já se agarrou não é? Essa marca roxa no seu pescoço diz tudo Erza – disse Gray segurando o riso.
– Jellal você tem três segundo pra correr antes que eu te mate.
– E por que eu tenho que correr? Eu não disse nada.
– Mas deixou essa coisa em mim... Três...
– Ah Erza relaxa...
– Dois...
– Erza... Ei...
– Um...
Antes mesmo que Jellal pudesse raciocinar já se via correndo da ruiva que estava logo atrás dele. Ele corria em volta da piscina, a todo momento tentando se distanciar de Erza, coisa que não estava acontecendo, até o mesmo acabar escorregando e a puxando consigo para dentro da piscina.
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Continua...
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