Apesar de tudo... estou de volta!
3 Primeiro Contato
Notas iniciais
– O que houve com a Wendy? E como assim “estamos indo”? Eu não vou a lugar algum com você.
– Erza, a menina está passando mal, foi tudo que eu entendi, eu sei que não a conheço, mas estou preocupado pois eu nunca passei por isso antes, é novo pra mim.
– Ok, repita exatamente o que a Lucy te disse.
– Ela disse que ela encheu a menina de besteiras e que agora ela está se sentindo mal.
– Sabia que não era uma boa ideia deixar a Wendy com a Lucy por muito tempo – ela suspira se levantando – Bom, mas como essa não é a primeira vez e nem vai ser a ultima... Tenho que ir.
– Eu vou com você.
– O que?
– Eu. Vou. Com. Você. – disse pausadamente e já caminhando ao lado da ruiva.
– Se eu te matar será que você desiste?
– Não, volto para te assombrar e espiar você no banho.
– Cretino.
– Teimosa.
– Olha, vou te deixar ir comigo, mas se você ousar dizer alguma coisa para Wendy, eu juro que te mato.
– E o que eu poderia dizer a ela? – disse se fazendo de desentendido.
– Que você é o pai dela – a ruiva dá um longo suspiro – Sabe Jellal, eu passei todos esses anos cuidando e protegendo a minha filha de você, então não pense que de uma hora pra outra você vai poder se transformar no pai dela, por que não é assim que a banda toca.
– Eu entendo, sei que não deve ser fácil em uma hora não ter o pai e na outra ele estar lá, te juro que farei as coisas com calma, mas não abro mão de que ela saiba que eu sou o pai dela.
Erza olhou atenta para o azulado a sua frente e incrivelmente ela acreditava em suas palavras, não sabia o porquê, mas algo dentro de si queria acreditar em Jellal de novo enquanto a outra parte queria desesperadamente pegar a sua filha e sumir no mundo novamente para não ter que encará-lo.
Os dois foram silenciosamente até o prédio do outro lado da rua, onde subiram para o escritório da loira. Assim que adentraram, encontraram a pequena azulada com as mãos sobre a barriga deitada no divã que havia no escritório, enquanto Lucy estava do lado da mesma com um copo d’água, e agora, olhando atônita por presenciar que o azulado adentrava junto de sua amiga.
– O que você fez com a minha filha Lucy? – perguntou, ou melhor, berrou – O que você tem na cabeça?
– Desculpa Er-chan, nós nos divertimos tanto e não pensei que a Wendy pudesse passar mal, nós nem comemos tanta bobagem assim.
– Depois vemos isso, e você amorzinho da mamãe? Como está se sentindo? Onde dói? – disse se sentando e colocando a cabeça da filha no colo.
– Estou com dor de barriga, eu acho que foi aquele churros com brigadeiro e granulado e pedacinhos de castanha que me fez mal.
– Agora que você falou Wendy – disse Lucy já ficando esverdeada – Com licença, preciso ir ao banheiro, urgente! – disse saindo correndo.
– Eu acho que a Lucy também deve ter comido desse churros... – se pronunciou o azulado pela primeira vez – Coitado no Natsu, vai ter uma doida como esposa.
– Tio? – disse a pequena o olhando – Oh é você mesmo.
– Tio? De onde você o conhece filha? – perguntou a ruiva desconfiada.
– Ele estava conversando com a tia Lucy na porta da escola hoje.
– Hum... E espera aí, que papo é esse de o Natsu ter uma esposa doida? Ele te disse algo?
– Eu só sei que a aliança ele já tem, parece que quer fazer o pedido no aniversário dela.
– Isso é sábado... Caramba! A Lucy está sozinha, ela deve estar vomitando litros no banheiro, preciso ajuda-la– disse se levantando e indo atrás da loira, esquecendo-se completamente da filha.
– Erza... Sua mãe é uma cabeça de vento mesmo, como pôde te deixar aqui neste estado?
– Não se preocupe tio, ela é maluquinha assim, mas é a melhor mãe do mundo, já já ela volta toda arrependida e chorando feito boba.
– E como você está se sentindo princesa?
– Tô um pouco melhor, ver a mamãe agir engraçado me faz sentir bem.
– Quer algum remédio pra passar a dor na barriga?
– A tia Lucy já me deu, ela disse que daqui a pouco ia fazer efeito.
– Você é a cara da sua mãe sabia? – disse ele sorrindo ao se recordar – a diferença entre vocês é apenas a cor do cabelo e a teimosia, acho que a Erza tem isso de sobra e um pouco mais.
– Sério? Sempre me disseram que eu parecia meu pai, mas como eu não sei como ele é, eu não posso dizer que é verdade... Queria muito ter visto a mamãe quando pequena, ela devia ser mais engraçado que agora – disse sorrindo.
– Quer ver uma foto da sua mãe quando ela era mais nova? Não é exatamente quando ela era da sua idade, mas...
– Você tem? Eu achava que ninguém tinha.
– Eu tenho – disse se aproximando da pequena e sentando-se ao seu lado no divã e depois pegou sua carteira e de lá tirou duas fotos – Olhe, essa de cabelos escarlates é a sua mãe.
– Nossa, a mamãe era linda – os olhinhos da pequena brilhavam – Quem é esse abraçado com ela? É você?
– É sim, nós dois éramos inseparáveis.
– E que aconteceu?
– Ela se mudou daqui, e nunca mais nos falamos.
– Hum... – resmungou cabisbaixa – Sabe a mamãe não gosta que eu fale disso por que toda vez que eu falo, ela fica triste ou irritada, mas você sabe quem é meu pai?
– Wendy... – o azulado não sabia o que responder e dissera a ruiva de que não contaria nada para a pequena, pelo menos por enquanto – O que você faria se descobrisse quem é seu pai?
– Eu? Hum... Eu acho que chutaria a canela dele e diria para nunca mais chegar perto da mamãe, que eu odeio ele por ter feito a minha mãe triste e perguntaria para ele por que ele nos abandonou?
– Entendo... Sabe, e se seu pai não for uma pessoa ruim, e se entre ele e sua mãe tivesse acontecido um mal entendido e eles tiveram que se afastar, de que não foi culpa dele?
– Mesmo assim, se ele gostasse da mamãe e de mim, ele teria ido atrás de nós em qualquer lugar, teria feito de tudo para ficar com a gente, mas ele não fez.
– Você não daria uma nova chance pra ele? Quem sabe ele queira te conhecer?
– Para que eu goste dele tio, ele vai ter que fazer a minha mãe gostar dele de volta primeiro, não quero ela triste por minha causa, nunca, ela é tudo que eu sempre tive desde que nasci, ela é a minha única família.
– Sabe Wendy, a sua mãe também é tudo pra mim, ela é meu passado mais feliz.
– Sério? Você e a mamãe eram tipo, super amigos?
– Éramos, e eu quero ser seu amigo também, você deixa?
– É claro tio! – disse sorrindo – Mas eu não lembro seu nome, é esquisito.
– É Jellal.
– Posso te chamar de Jelly como a tia Lucy? É mais fácil de lembrar.
– Pode me chamar como quiser.
– Hãhãn... Estou interrompendo algo? – disse a ruiva séria olhando para os dois, que pareciam estar se dando muito bem.
– Não está interrompendo nada, eu apenas estava dizendo para sua filha que ela se parece muito com você.
– É mesmo mamãe, olha só as fotos suas que o Jelly me mostrou –disse estendendo as fotos para a ruiva.
A ruiva olhava para as fotos paralisada, ela nem mesmo se lembrara da existência das mesmas, muito menos que o azulado as carregara consigo e se as carregava o porque ele fazia isso. Em uma das fotos era dela pequena, com uns seis anos de idade ao lado dele e de mais alguns amigos de ambos, e na outra era deles quando começaram a namorar, onde o azulado a abraçava pela cintura.
– Eu não me lembrava delas...
– Eu sempre as carrego comigo, elas nunca saíram daí, exceto uma que eu tenho em minha casa.
– Não acredito que ainda as tem, faz tanto tempo.
– Se você quiser, eu tenho mais algumas em casa, pode ir lá ver, leve a Wendy, acho que meu irmão iria adorar conhece-la.
– Eu nem mesmo perguntei como está ele, faz tanto tempo que não vejo o Mystogan.
– Ele está bem, mas quem não para de perguntar para Lucy sobre você é a Levy, ela vai se casar no próximo mês e ficava imaginando se conseguiria te encontrar para convidá-la para ser uma das madrinhas.
– Ela vai se casar? Com quem?
– Vamos falar disso lá em casa, eu convido você e a Wendy para jantarem hoje comigo.
– Nós não...
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Continua....
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