Apesar de tudo... estou de volta!
1 Chegada em Magnólia
Notas iniciais
Boa Leitura ^^
- Wendy, venha logo ou vai se atrasar para a escola.
- Já estou indo mãe! – dizia a pequena azulada chegando a cozinha – Estou pronta, mal posso esperar pelo primeiro dia de aula, quero tanto poder me enturmar, por que tivemos que nos mudar de Crocus?
- Você sabe que eu recebi uma proposta muito boa de trabalho por aqui, mesmo que eu não goste de voltar para Magnólia, eu sei que esse novo cargo na empresa vai melhor muito a nossa vida.
- Mamãe por que você não gosta dessa cidade? Desde que chegamos ela me parece tão bonita.
- Você era muito pequena ainda Wendy, não vai entender porque nos mudamos daqui.
- Foi por causa do papai?
- Eu já te disse que não que me pergunte sobre ele ou alguma coisa relacionada a ele, você sabe muito bem que ele nos abandonou e é só isso que você precisa saber.
- Tudo bem...
- Vamos, vou te deixar na escola e depois vou para o meu trabalho – a ruiva sorriu – anime-se a Fairy Tail é um colégio muito bom, eu estudei lá na sua idade e fiz amigos muito queridos.
Enquanto levava a filha para a escola a ruiva se perguntava mentalmente se fora a melhor decisão voltar para aquela cidade depois de tudo que ela já havia sofrido. Há dez anos atrás a ruiva mudara-se de Magnólia com apenas quinze anos e com sua filha recém-nascida em seus braços, fugindo do homem ao qual ela jurava que a amava, mas para a sua infelicidade, era tudo apenas uma grande ilusão.
Hoje ela estava de volta aquela cidade, com sua filha ao seu lado e com uma grande carreira pela frente. A ruiva mudara muito durante o tempo em que esteve fora, amadureceu e se tornou forte para poder dar um futuro a sua filha, e era isso que ela queria mostrar a todos aqueles que um dia duvidaram dela quando a mesma se tornou uma mãe solteira.
Assim que a ruiva estacionou o carro em frente ao colégio, viu a filha saltar em um instante com um enorme sorriso no rosto.
- Que lindo!
- Espero que se dê bem Wendy, venho te buscar na saída para almoçarmos juntas e você me conta como foi o seu primeiro dia de aula, ok?
- Tudo bem mamãe, agora vá se não você também vai se atrasar no seu primeiro dia!
- Beijo filha, te amo.
Depois de uns dez minutos a ruiva chegou ao seu destino e sabia que agora ela teria mais responsabilidades com o novo cargo que adquirira nas empresas Heartfilia, onde agora exercia um cargo de confiança e de grande responsabilidade.
- Bom Dia Er-chan! – dizia uma loira animada.
- Bom dia Lucy, o que faz aqui tão cedo? Deixe-me adivinhar, o Natsu não dormiu na sua casa.
- Exatamente, e olha que eu estou facilitando as coisas, até mesmo abri essa filial aqui para ficar mais perto dele.
- E onde ele esteve?
- Ele está em Crocus em uma porcaria de reunião, mas ainda bem que vou vê-lo mais tarde – disse mais animada.
- Engraçado, até uma semana atrás você adorava as reuniões dele em Crocus... – disse a ruiva zombeteira.
- E você sabe muito bem o motivo, eu não vivo sem ele.
- Se você não vive sem ele, porque não se casam de uma vez?
- E perder todo o romantismo de deixar ele me pedir? Jamais!
- E como você fará quando a barriguinha aí começar a aparecer? Vai mesmo esperar pelo romantismo do Natsu?
- Você tem razão, tenho que dizer logo pra ele que estou grávida – disse suspirando – mas eu não queria que ele me pedisse em casamento por estar grávida.
- Se ele te pedir por causa da gravidez você deveria se considerar alguém de sorte, pois existem pessoas por aí que nem isso faz e te deixa a ver navios com um bebê nos braços.
- Erza, desculpa, me esqueci do que ele fez a você...
- Não se preocupe, não ligo mais para isso, a minha única preocupação é a Wendy.
- Falando nela, você já disse para Wendy que o pai dela...
- Não, e você também não vai dizer uma única palavra, a Wendy não tem um pai desde que ele resolveu que eu deveria tirá-la.
- Tudo bem, mas você sabe que uma hora ou outra você vai vê-lo pela cidade, ele ainda mora aqui e pra piorar com aquela...
- Não quero saber Lucy, ele que se exploda sem mim, não quero nem mesmo saber nada dele, por favor.
- Como quiser.
(...)
- Lucy posso deixar que a Wendy fique aqui durante essa tarde, ainda não arranjei alguém que tome conta dela enquanto eu trabalho.
- Claro Erza, eu adoro a Wendy, se quiser que eu busque ela na escola hoje o farei com maior prazer, assim você pode almoçar sossegada e quem sabe eu já treino um pouquinho como é ser mãe.
- Se você insiste, obrigada Lucy – disse sorrindo – Você é a melhor chefe do mundo sabia?
- Eu sei que eu sou demais – disse rindo – Mas, apesar de tudo espero que encontre alguém para ficar com a Wendy, sabe que não ficaria bem se algum cliente chegasse aqui e encontrasse uma criança.
- Tudo bem, vou tentar resolver isso enquanto você generosamente busca a minha filha na escola e se não for abusar muito a leva para almoçar.
- Droga, você estragou o meu plano de leva-la para tomar sorvete e se encher de porcarias.
- Quando você tiver o seu filho vai ver que não é saldável alimentar uma criança com esse tipo de besteiras.
- Ok, já vou indo, qualquer coisa me ligue, volto dentro de uma ou duas horas.
- Tudo bem e cuidado com a Wendy.
*-*-*-*-*
Assim que a loira se encontrava na frente da enorme fachada do colégio, tratou de estacionar o seu carro por perto e ficar na porta do colégio para esperar a filha de sua amiga, mas não esperava se encontrar com um azulado passando pela frente da mesma.
- Lucy?
- Jellal? O que faz aqui? – disse espantada.
- Eu é que te pergunto, você não estava morando em Crocus?
- Pois é, me mudei esta semana para Magnólia, assim que abri a mais nova filial da minha empresa.
- E o que está fazendo aqui em frente ao colégio? Pelo que sei você e o Natsu ainda não tem filhos.
- Só vim buscar a filha de uma amiga – disse curta e grossa – E você o que faz por aqui?
- Estava vindo buscar a minha noiva para almoçar, mas ocorreu um imprevisto e ela vai ter que uma reunião com o pai de algum aluno encrenqueiro.
- No primeiro dia de aula? Isso não é estranho?
- Creio que não, afinal, voltam as aulas, voltam os problemas e...
- TIA LUCY! – o azulado fora interrompido por uma pequena garota com as madeixas da mesma cor – O que tá fazendo aqui tia? Cadê a minha mãe?
- Olá Wendy, bem ela não pode vir, mas eu estou aqui e vou te levar para almoçar comigo e tomar um sorvete enorme.
- Obaa! E quem é esse? – disse apontando para o azulado.
- Esse é um velho conhecido meu – disse a loira nervosa.
- Prazer, sou Wendy – disse sorrindo estendendo a mão – Como é o seu nome?
- Jellal – disse pegando na mão da menina – Você é muito bonita Wendy, mas sinto que te conheço de algum lugar.
- Impossível, eu acabei de me mudar com a minha mãe.
- A é, e como a sua mãe se chama?
- Er...
- Vamos Wendy! Não queremos atrapalhar o Jellal e ainda temos muito o que fazer hoje, tchau Jelly, até qualquer hora!
- Tchau Jellal, foi um prazer te conhecer.
- Tchau Lucy, e tchau Wendy espero que nos encontremos mais vezes – disse sorrindo.
Assim que ambas se distanciaram do azulado e entraram no carro a loira tratou de sair bem depressa dali agradecendo aos céus por ter sido ela a buscar Wendy hoje ao invés da ruiva. Enquanto dirigia aa loira se voltou para a pequena.
- Wendy me prometa que não dirá para a sua mãe que encontramos com aquele homem na saída da escola tudo bem?
- Por que tia Lucy?
- Apenas faça isso sim, vamos dizer que vai ser melhor a sua mãe não saber disso.
- Tudo bem.
*-*-*-*-*-*-*
Enquanto isso a ruiva continuava a trabalhar e a procurar alguém que pudesse tomar conta de sua filha durante as tardes, e para a sua sorte lembrou-se de que tinha uma tia na cidade, a única família que ela tinha além de Wendy, e assim que ligou para essa tia a mesma disse que seria um prazer poder cuidar da menina, deixando assim a ruiva mais aliviada quanto este assunto.
Depois de almoçar e resolver alguns assuntos burocráticos notou que á se passava das três da tarde e Lucy não chegava com Wendy, certamente a loira deveria estar empanturrando a sua filha e besteiras e comprado as lojas inteiras de Magnólia para mimar a sua filha, pois sabia que sempre que a loira saia com a mesma, gostava de tratar Wendy com muito mimo.
- Bom, já que está tudo calmo por enquanto, vou dar um pulinho na cafeteria aqui de frente, sair por uns dez minutinhos não mata ninguém – disse a ruiva sorridente para si mesma.
Assim que Erza se encontrara fora da empresa, fora diretamente para a cafeteria que havia do outro lado da rua, apesar de ter a aparência de um lugar bem simples, a ruiva o achou aconchegante assim que adentrou pelas portas do estabelecimento.
Assim que fez o seu pedido, sentou-se em uma das mesas mais afastadas, próxima a uma janela, péssima ideia. Assim que seu pedido foi entregue e a ruiva fora colocar um pedaço do seu delicioso bolo de morango, parou com o garfo no ar enquanto observava a figura a sua frente com os olhos arregalados.
- Er... Erza?!
- Jel-Jellal?!
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Continua...
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