Apesar de tudo... estou de volta!
8 Almoço
Notas iniciais
– Conforme-se, aquela coisinha linda é só minha. – disse sorrindo.
– Que “coisinha linda” é só sua, meu amor? Posso saber? – disse uma voz fria atrás do azulado.
– Ultear, o que você faz aqui? Não deveria estar no colégio?
– Não mude de assunto Jellal, de quem você estava falando? Por acaso você anda me traindo?
– Não amor, não é nada disso que você deve estar pensando.
– Então o que é?
– É que... – ele suspirou derrotado, mais cedo ou mais tarde ela descobriria de qualquer maneira – Eu conheci a minha filha ontem.
– O que? Filha?
– É Ultear, não se lembra, a minha filha com a Erza, aquela que eu engravidei com quinze anos e que sumiu no mapa.
– E o que ela quer? Ela acha que pode te dar o golpe do baú? Que agora ela tem mais a ganhar do que antes? O que aquelazinha quer e por que voltou? Quer sofrer aquele inferno todo de novo?
– Calma, ela voltou a trabalho e não quero mais você se referindo a Erza desse modo, ela é a mãe da minha filha.
– Filha essa que ela fez questão de esconder de você até ontem.
– E teria continuado assim se não fosse o acaso do Jellal se encontrar com a menina sem querer – disse o outro azulado entrando na conversa – Está certo que a Erza errou não deixando o Jellal conhecer a filha, mas ele também errou e você fez parte disso, então pare de chorar pelo leite derramado.
– Não se mete Mystogan, a conversa é entre o meu noivo e eu.
– Tudo bem noiva cadáver, só não me peça para te defender em nada.
– Como se eu precisasse de você para alguma coisa.
– Se acalme Ultear, o meu irmão tem razão, e apesar de tudo que passou eu quero recuperar o tempo perdido com a minha filha e vou fazer de tudo para isso.
– Eu pelo menos posso conhecer essa criança? Já que você está tão disposto a remoer o passado eu quero pelo menos ver para quem eu estou te perdendo.
– Você não esta me perdendo para ninguém e você também não pode conhece-la, algo sobre a Erza não querer você perto dela e eu quero respeitar isso.
– Não acredito que aquela ruiva mal voltou e já está pondo banca assim, já está até mesmo mandando em você.
– Eu não vou discutir agora Ultear, tenho que ir encontra-las.
– É assim agora? Eu saio mais cedo do colégio para ficar um tempinho com o meu noivo e você vai me trocar por aquela ruiva do Paraguai e de uma bastarda?
– A minha filha não é bastarda, e eu agradeço que tenha pensado em passar um tempo comigo, mas você sabe muito bem que eu odeio qualquer tipo de surpresa, não vou mudar os meus planos Ultear.
– Espera Jellal, vamos conversar.
– Se quiser conversar depois eu te dou um papagaio, agora eu tenho que ir, nos vemos a noite se der.
– Se der? Agora eu fiquei em segundo plano para você?
– Acostume-se Ultear, todo esse tempo em que estamos juntos você sempre me deixava em segundo plano para qualquer coisa, seja o trabalho ou simplesmente sair com aquelas suas amiguinhas chatas, você sempre me deixa em segundo plano, agora não em peça para te deixar em primeiro plano, pois agora esse lugar vai sempre ser da minha filha – disse saindo da sala e batendo a porta ao sair.
– hahaha devia ver a sua cara agora Ultear, está digna de um oscar.
– Cala a boca Mystogan! Eu sei que você está ajudando aquela lá a tirar o Jellal de mim, mas saiba que vocês não vão conseguir, entendeu?
– Que eu saiba, a Erza ainda odeia o Jellal e ele é um homem livre sabia? Ele não é de ninguém, e quando ele abrir os olhos, que é o que parece que ele está fazendo, ele vai te dar um belo pé na sua enorme bunda.
– Ora seu...
– Já vai colocar as garras de fora?
–
(...)
–
– Cadê a Wendy? Não me lembro dessa escola ter tantos alunos assim – a ruiva dizia para si mesma enquanto observava alguns alunos saindo do colégio.
– Erza? – Uma azulada sorridente apareceu na frente da ruiva – É você mesma Erza?
– Levy?! Não acredito! – disse sorrindo e abraçando a azulada – Quanto tempo, nem foi mais me visitar em Crocus.
– E você hein? Soube ontem pela Lu-chan que você se mudou de volta para Magnólia, e nem foi me visitar também.
– E me conta, como andam os preparativos do casamento, eu soube que você vai casar com o marrento do Gajeel.
– Esses preparativos estão me deixando louca, mas eu estou feliz o Gajeel me faz bem.
– Que bom que você está feliz, e aí de você se não me convidar para o seu casamento.
– Como eu não vou convidar a minha própria madrinha?
– Madrinha? Sério Levy?
– É claro sua boba – disse a abraçando mais uma vez – Eu só quero que você não me mate por ter que entrar na igreja com o Jellal... Eu pedi para a Lu-chan já ir amaciando o terreno pra mim, mas...
– Se é por você eu até aturo ele no seu casamento, é seu dia!
– Obrigada Erza! Vou dizer para o Gajeel confirmar com o Jellal hoje mesmo.
– E quem vão ser os outros padrinhos?
– Natsu e Lucy, Jellal e você são os meus, já do Gajeel vão ser a Juvia e Gray, Mira e Laxus.
– Nossa eu jurava que quem tinha escolhido aquele imbecil do Jellal foi o Gajeel...
– Na verdade foi ele, eu escolhi as madrinhas e ele os padrinhos, e como o Gajeel é muito amigo do Jellal...
– Já sei, não precisa se explicar – disse suspirando – Mas me diga, o que você está fazendo aqui na frente do colégio?
– Eu sou bibliotecária aqui, já estou nesse trabalho faz uns três anos.
– Parece que você e os livros não se largam.
– Ai meu Deus Er-chan, não olhe agora, mas o Jellal está vindo na nossa direção.
Assim que acabara de proferir tais palavras a ruiva não pode conter o nervosismo, será que agora iria se tornar perseguição? Ela não podia mais falar ou pensar nele, que lá está o dito cujo aparecendo na sua vida.
– Oi meninas, tudo bem?
– Oi Jellal...
– Hum...
– Já começou o dia no mau humor Erza, que isso, tomara que a Wendy não tenha esse seu gênio difícil.
– Se o meu gênio é tão difícil, me ignore, simples assim.
– Mais é claro que não, eu gosto de dificuldades, se fosse fácil não teria graça.
– Sinto que estou sobrando aqui – disse a azulada – Bom, Jellal já que você está aqui eu queria te convidar para ser o meu padrinho de casamento.
– Oh é claro que eu aceito Levy, vai ser uma honra, mas quem vai ser meu par? Aposto que não é a Ultear...
– Não é a Er-chan...
– Sério? – ele se virou para a ruiva – Parece que vamos estar juntos mais uma vez como um casal.
– Não pense coisas idiotas, nós só vamos entrar como padrinhos da Levy e do Gajeel, nada mais que isso.
– E quem disse que eu estava me referindo a outra coisa – disse sorrindo – Cadê a Wendy, queria almoçar com ela.
– De jeito nenhum, eu é que vou almoçar com a minha filha.
– Ótimo, assim almoçamos os três juntos – ele olha para a azulada – Quer vir também Levy?
– Não, obrigada eu já estava de saída, vou me encontrar com o Gajeel para escolher o bolo hoje, vejo vocês depois- disse já se distanciando dos dois.
– Parece que vamos ser só nós três.
– Quem te disse que você vai almoçar conosco?
– Eu estou dizendo, quero conhecer melhor a Wendy e em um dia não dá pra saber nada dela e depois de tudo que ela viu e ouviu ontem, ela deve pelo menos ter uma suspeita de quem é o pai dela.
– Não ouse falar desse assunto perto dela, Wendy não precisa saber que você e ela são parentes, eu nem sei como vou explicar essa sua aproximação.
– Simples, ela deve achar que eu ainda sou super afim da mãe dela.
– Eu não vou mentir para a minha filha.
– E quem disse que eu vou estar mentindo?
–... – a ruiva ficou estática, o que ele estria planejando, pois só poderia ser um plano, ela não acreditava que ele ainda pudesse sentir alguma coisa por ela, mas ela foi interrompida de seus pensamentos ao sentir um pequeno par de braços cruzar a sua cintura.
– Mamãe! Você veio me buscar hoje – ela sorria e olhou para o azulado – E trouxe o Jelly também, parece que vocês querem mesmo começar a namorar.
– Wendy não diga essas coisas, vai acabar com a surpresa do pedido – disse o azulado entrando na brincadeira da pequena.
– É melhor vocês dois pararem com isso, eu não vou namorar ninguém, e quando o fizer não vai ser o Jellal.
– E por que não mamãe?
– É Erza, por que não? Nós já nos conhecemos a tanto tempo e já tivemos algo juntos, não vejo o porque não.
– É simples, eu não gosto de você, nós dois já sabemos muito bem o que aconteceu no passado, e eu não vou me envolver com alguém comprometido.
– Ahh agora eu entendi, se é o meu noivado o problema é só eu dar um fim nele.
– Que romântico mamãe, o Jelly quer largar a noiva por você, eu no seu lugar pulava no pescoço dele.
– Wendy não se meta, e mesmo que ele termine com aquela bruaca eu não vou pular no pescoço de ninguém a não ser que seja para matar.
– Esse seu estresse deve ser fome, vamos logo almoçar Erza, meu carro está estacionado ali do outro lado da rua.
– Oba vamos almoçar com o Jelly! — a pequena sorriu e pegou na mão do maior – Vamos logo mamãe!
A ruiva se deu por derrotada, sabia que não adiantava discutir com o azulado ou a pequena, e já que estava faminta não via motivo aparente de negar mais esse almoço com Jellal, ainda mais vendo a sua filha sorrindo mais do que nunca.
O caminho até o restaurante favorito do azulado foi silencioso, mas agradável, não estava sentindo todo aquele clima tenso entre ele e a ruiva e isso era um bom sinal, quem sabe ele conseguisse um dia chegar ao coração dela novamente.
Ao chegarem, Jellal escolheu uma mesa mais afastada das demais e sem deixar que as suas acompanhantes escolhessem, disse ao garçom que trouxesse o de sempre para os três, um suco para a pequena e vinho para os dois.
– Por que tanto suspense com a comida? O que você pediu?
– É surpresa, mas acho que você e a Wendy vão gostar, não tem como não gostar.
– O que é? Diz logo homem.
– Erza você está pior que criança, eu já disse que é surpresa.
– Mamãe não gosta de surpresas Jelly, é por isso que ela está assim.
– Sabia que eu também não gosto de surpresas, me deixam sem saber como reagir e me incomodam por não poder estar no comando do que está acontecendo.
– Já que sabe como eu me sinto, me diga de uma vez o que vamos comer?
– Olha o garçom vindo – disse se desviando da pergunta da ruiva.
Assim que o garçom chegou a mesa deles, serviu-os com pratos enormes de macarronada com molho rose e almondegas, um prato simples, mas que o azulado sabia que a ruiva adorava, pois lembrava-se de terem pedido isso quando a convidou para jantar pela primeira vez.
– Não acredito, você ainda lembra.
– Jamais esqueceria, eu me lembro de cada detalhe daquele dia.
A ruiva começou a ruborizar — Todos os detalhes?
– Sim, todos eles sem exceção.
– Que dia que você não esquece Jelly?
– O dia que eu chamei a Erza para sair pela primeira vez sem ser como “só amigos”.
– A primeira vez que vocês saíram como namorados? É isso?
– É sim.
– Caramba, e por que vocês se separaram? Foi por causa do meu pai?
– Wendy, eu já disse mil vezes para não tocar nesse assunto – disse a ruiva de cabeça baixa.
– Desculpa mamãe.
– Não fique assim princesa, isso tudo já faz parte do passado, vamos comer antes que esfrie, depois ainda tem a sobremesa, bolo de morango o preferido da sua mãe.
– Sério?! Jelly você é tipo um mago que sabe tudo que a mamãe gosta, parece até magica.
– Não é magica, eu só não me esqueci dos gostos da Erza.
Eles comeram silenciosamente e em um clima tranquilo, rindo algumas vezes e escutando tudo que a pequena tinha a contar sobre a nova escola, o que parecia que a estava agradando muito. Assim que a sobremesa chegou, a ruiva foi sem cerimonias atacar o pedaço de bolo, este que foi repetido pela mesma.
– Esse bolo estava uma delícia...
– Se quiser eu posso pedir mais um pedaço, só não sei onde você vai coloca-lo Erza.
– Obrigada, mas acho que estou satisfeita, não quero virar uma baleia.
– Mesmo virando uma baleia você ainda ficaria muito charmosa.
– Quem te ensinou essa cantadinha barata? Por acaso andou pedindo conselhos ao Gray?
– Não, apenas achei que você ia gostar de ouvir que mesmo gorda, eu ainda gostaria de você.
– Jelly você é muito engraçado, tem certeza que não quer namorar a minha mãe? Eu sei que você tem uma bruxa como namorada, mas se você gostasse muito dela não ia gostar tanto da minha mãe.
– Sabe Wendy... A minha situação com a minha noiva está meio turbulento, antes de encontrar com vocês eu discuti com ela.
– Por que? – perguntou a pequena curiosa.
– Ela queria que eu largasse o meu trabalho para sair com ela e eu disse que não podia.
– Mas você está aqui agora – a ruiva disse tomando um gole de seu vinho – Por que pode larga-la e não pode sair do nosso pé?
– Achei que estivéssemos tendo um almoço agradável Erza, e você sabe muito bem o porque.
– Prefiro que você volte como um cachorrinho pra ela e que continue sendo diante do que ela faz do que ter a sua companhia.
– Sua TPM está demais hoje, só pode, uma hora você está brava, outra tranquila, quase feliz e depois volta pra esse mal humor desgraçado.
– Jelly o que é TPM?
– Você vai descobrir logo Wendy, só espero que seu humor não oscile tanto quanto o da sua mãe.
– Hum... Vou no banheiro, não se matem enquanto isso – disse a pequena com um singelo sorriso nos lábios.
– Você vai ficar com essa cara amarrada até quando Erza?
– Até quando eu sentir vontade.
– Ok, mas pelo amor de Deus não continua com esse bico.
– O que você tem contra ele? – disse aumentando o ato.
– Sabe que eu não sou capaz de resistir quando você faz isso, e eu disse para Wendy que não te agarraria mais na frente dela.
– O que você realmente quer Jellal? Por que insiste tanto em querer conhecer a minha filha justo agora? Por que simplesmente não finge que não existimos e volta para aquela sua vidinha de filhinho do papai com a sua noivinha? – disse se exaltando e segurando algumas lágrimas insistentes.
– Simplesmente por que eu não aguento mais tudo isso, a única sensação real que eu senti na minha vida foi com você, eu só soube amar quando te conheci, só soube o que era ser feliz quando estava ao seu lado, soube que a vida tinha muito mais a oferecer por que você me mostrou isso e só soube o que era sofrer por alguém quando eu te perdi – ele suspirou – Eu ainda vivo nesse mundo de faz de conta por que a minha realidade sem você era dura demais, eu achava que não conseguiria sobreviver, pelo menos foi isso que eu pensei na primeira vez que tentei me matar.
– A Lucy me disse que você escondeu isso de mim, não queria que eu voltasse por pena de você.
– Talvez eu tivesse medo que você voltasse e eu descobrisse que as coisas eram piores do que realmente pareciam ser – ele a olhou profundamente – Tive medo quando você me disse que estava grávida, achava que não tinha o que fazer, que o nosso futuro estaria comprometido, que não seriamos felizes.
– A Wendy foi a melhor coisa que você me deu, eu também senti muito medo quando descobri que estava grávida, mas senti mais ainda quando descobri que estava sozinha nisso, que você não estava comigo, mas acabei superando o meu medo assim que a vi pela primeira vez no ultrassom.
– Eu fui covarde de ter te deixado daquele jeito, me embebedei e a única coisa que me lembro depois disso foi de você chorando quando eu acordei.
– Hahaha vai me dizer agora que não se lembra de ter dormido com a Ultear?
– Eu realmente não me lembro, eu juro que me esforcei pra tentar lembrar, mas nunca consegui, já perguntei umas mil vezes para Ultear o que realmente aconteceu, mas ela cisma que tivemos uma noite quente e romântica, agora onde se pode ter uma noite dessas com um bêbado?
– Você? Quente? Romântica? Jellal você bebe e foi ela que ficou de fogo? Se não fosse por mim você ainda era virgem, e olha que eu tentava de tudo pra você se soltar, lembro que uma vez te fiz beber meia garrafa de vodka pra ver se você se animava um pouco, mas você virou pra o outro canto e dormiu, e nem vamos falar no seu romantismo, que sem dúvida era péssimo, eu assumo que você tentava, mas não quer dizer que conseguia.
– Entende agora por que eu ainda não sei o que aconteceu naquela noite? Até o Natsu que estava aquele dia comigo no bar não me viu saindo com a Ultear.
– E como ela foi parar nua na sua cama?
– EU NÃO SEI, naquela noite eu me lembro de ter bebido com o Natsu e com o Gray e disse para eles o que estava acontecendo, e depois de conversar com eles eu descobri que queria aquele filho com você, que te diria tudo isso no dia seguinte quando nós dois estivéssemos mais calmos.
– Mas ai eu cheguei na sua casa e te encontrei daquela maneira com ela.
– E eu não consegui ir atrás de você, ainda me arrependo de não ter corrido peladão atrás de você.
– Você sabe que eu iria gritar aos quatro ventos que você era um tarado.
– Eu ainda me lembro que quando fui te procurar na casa da sua tia, ela saiu de dentro da casa com uma arma de chumbinho na mão e me ameaçou caso eu quisesse voltar a te ver.
– Minha tia nunca gostou de você e sempre deixou isso bem claro.
– Ela só não gostava de mim por que preferia o Simon, dizia que ele era mais descente e que era melhor do que eu, mas não vamos nos esquecer que você não vivia um mar de rosas com o meu pai.
– Ele fingia que me suportava, só porque achava que eu iria para a cama com ele, aí ele descobriu que eu não era esse tipo de garota e tirou aquela mascara de tarado.
– Ei, ele ainda é meu pai sabia?
– Não deixa de ser um filho de uma mãe por causa disso.
– Ok Erza, vamos nos acalmar, não queremos um clima ruim com a Wendy – ele suspirou – E então, sábado eu posso te buscar para irmos juntos no aniversário da Lucy?
– Eu não sei, não vai pegar bem eu chegar junto com você, ainda mais sem a Wendy.
– Você não vai levar ela? Por que?
– Ela ainda é muito nova para o tipo de festas da Lucy, e além do mais vai estar tarde, geralmente ela dorme cedo e se eu leva-la não vou poder aproveitar nada da festa, por isso vou deixa-la na casa da minha tia.
– Mesmo assim eu quero te buscar, não confio em você andando sozinha pela rua à noite, eu busco vocês, deixamos a Wendy na casa da sua tia e de lá vamos para a festa, eu insisto.
– Se esqueceu de que a minha tia não gosta de você? Ela vai me passar um sermão enorme se te ver.
– Eu te deixo na esquina e te espero lá, ela não precisa ficar sabendo que vamos juntos.
– E sua noiva? Ela não vai achar ruim você estar me levando para a festa da minha amiga e eu estando desacompanhada?
– Como desacompanhada? Você vai estar comigo oras, e ela que pense o que quiser, quem mandou ficar criando briguinhas com todo mundo? E eu não me importo com a opinião dos outros.
– Sabe que eu vou levar a fama de “a outra” e a sua noivinha de “chifruda”?
– Todo mundo que vai estar naquela festa sabe que você nunca seria a outra, e duvido muito que mencionem o nome da Ultear, ninguém de lá gosta muito dela.
– Se nenhum dos seus amigos gosta dela, e se você também não demonstra muito isso, por que continuam juntos?
– Por que eu estava esperando por você.
– Não diz idiotices...
– Não estou dizendo, eu tinha alguma esperança de algum dia arrancar da Lucy onde você estava e correr para te encontrar, mas aquela loira é dura na queda, nunca me disse nada de onde você poderia estar, a única coisa que ela me dizia era que você estava bem e que isso era o suficiente.
– Agora entendo por que as vezes ela puxava o seu nome em algum assunto, me perguntava se eu não gostaria de te ver de novo ou algo do tipo, mas me lembro que ela dizia sempre que eu deveria te obrigar a assumir a Wendy, que ela tinha direitos.
– E ela tem, a Lucy não está enganada, eu sei que uma criança gera grandes despesas e eu lhe devo isso Erza, a partir de hoje você não vou deixar que gaste nada com a Wendy, tudo que ela precisar você pode me pedir que eu vou dar um jeito, a começar pelo colégio, faço questão de pagar os estudos dela.
– Nem pensar, eu sempre dei duro para dar tudo que ela precisa, eu não preciso de você.
– Eu não estou te pedindo para ajudar, estou te notificando apenas.
– Obrigada, não quer me avisar de mais nada? – disse a ruiva com ironia.
– Hum... Belo batom, fica lindo em você, use mais vezes a sua boca fica sedutoramente deliciosa, e essa sua saia também está aprovada, suas pernas ficam bonitas nela e destaca a sua bunda.
– O-brigada.
Enquanto a ruiva ficava encabulada pelo elogio nada safado, não notou a presença da filha que voltava alegre de sua ida ao banheiro. A pequena notou o estado em que a mãe estava e os olhares que ela e o azulado trocavam antes dela chegar até a mesa, e pode concluir que estava feliz por ter saído da mesa e deixado os dois sozinhos um pouco.
– Voltei, espero que tenham aproveitado esse tempo para ficarem se beijando, eu não quero vocês namorando na minha frente.
– Wendy eu já disse para você parar com essas coisas! Não existe nada entre o Jellal e eu.
– Como não? Por acaso não somos amigos? – o azulado disse se fazendo de indignado.
– Mamãe, é muito feio mentir.
– Vocês dois me deixam louca, não sei quem é mais criança Jellal, você ou a Wendy? Aff tem horas que eu penso, onde eu fui amarrar o meu jegue?
– Não fica brava Erza, você sabe que eu só te irrito para te ver fazendo aquele bico.
– Eu não faço bico.
– Faz sim mamãe, a tia Lucy já disse até que eu faço o mesmo bico que você quando você briga comigo.
– Essa eu queria ver, faz o bico pra mim Wendy – pediu o azulado – Deve ficar a cara da sua mãe quando está emburrada.
– haaa Jelly eu não sei fazer quando não estou brava, mas a mamãe fica brava rapidinho.
– Wendy para de falar para esse idiota que eu sou pavio curto, vamos logo pagar a conta e ir embora, eu ainda tenho que te levar na tia Polyushka e depois voltar para o trabalho.
– Haaa eu queria ficar mais tempo com o Jelly, ele é legal mamãe.
– Vamos fazer assim, hoje você vai para a casa da sua tia e domingo nós vamos ao parque, topa?
– Claro! Mas a mamãe tem que deixar.
– Se você se comportar direitinho essa semana eu penso no seu caso filha.
– Então está combinado, eu busco vocês domingo!
– Que eu saiba o convite foi só para a Wendy.
– E quem disse que eu não quero você junto com a gente? Sem você não tem a menor graça Erza – ele fez carinha de cachorro sem dono – Vamos?
– Vou pensar no seu caso também mocinho, se você se comportar eu vou.
– E ele vai ganhar um beijo seu se ele se comportar mamãe? – perguntou a pequena com um sorriso nos lábios.
– W-wendy!
– Eu espero que sim.
– Jellal não dá corda para a Wendy.
– Então vamos, eu vou pagar a conta e levo vocês para os seus destinos.
– Eu vou para a casa da minha tia, é aqui perto, não precisa se preocupar.
– Mas o seu trabalho não é, então levamos a Wendy e eu te deixo no seu trabalho e depois vou para o meu, ainda tenho que encontrar o Natsu hoje, aquele imprestável anda sumido por causa da surpresa que ele quer fazer para Lucy, não o encontro em canto algum.
– Ele está almoçando hoje com a Lucy – ela olhou maliciosamente – Um almoço muito longo, se é que me entende.
– Entendi, então agora eu tenho mais um motivo para te levar, quem sabe eu encontre aquele cabeça de vento.
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–
Continua...
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