Notas iniciais
É madrugada, eu estou de ressaca, com sono, gripada, e mesmo assim estou acordada até agora escrevendo e postando o epílogo, por que eu prometi que ele viria logo.
Gente, vocês não sabem o tanto que eu estou depressiva agora, e não é por causa dos itens acima citados, mas por que eu estou postando o último capítulo da minha primeira fic postada nesse site, minha primeira na categoria e a minha primeira shippando KyuMin.
Eu quero dizer que eu simplesmente adorei a receptividade da minha fic, vocês me fizeram a escritora mais feliz do mundo, mesmo com as reviews pequenas, mesmo sendo leitores silenciosas, com as reviews gigantes, com as idéias e com tudo isso. A minha nota está ficando muito grande, então eu apenas desejo uma boa leitura a vocês, espero sinceramente que eu não tenha cagado com o final da fic.

Acordei naquele dia e como qualquer outro, fui para a cozinha e bebi água. Lembrei que hoje era dia de correio, e então fui checar nossa caixa de correio, no térreo do prédio. Quando abri a porta para nosso apartamento, Sungmin já estava acordado, sentado no sofá assistindo Bob Esponja na TV.

-Min, chegou algo pra você. – falei, passando para ele o envelope grande com o símbolo de uma faculdade muito boa, ali mesmo em Seul, que ele tinha feito a prova de seleção.

-O que é? – ele perguntou. Estava sentado no sofá, de costas pra mim, enquanto abanava o braço para alcançar o envelope que eu ainda segurava para ele. –Me dê logo! – ele reclamou enquanto virava para olhar para mim. Pegou o envelope e seus olhos cresceram em ansiedade quando viu quem era o remetente.

-E então?! – perguntei. Ele ainda olhava meio abobalhadamente para o papel. Eu li por trás de sua cabeça o que dizia. Ele tinha sido aprovado.

-Eu fui aprovado Kyu!!! – ele falou levantando e jogando os papéis de lado, pulando o encosto do sofá e me abraçando. Ele começou a dar pequenos saltos enquanto tentava me fazer pular com ele. –Fui aprovado! – ele continuou comemorando. Puxei seu queixo e ele me olhou, seus olhos brilhando de felicidade enquanto ele exibia seu melhor sorriso.

-Então devemos comemorar... – eu falei, rindo e puxando-o para um beijo calmo.

-Sim, mas com uma condição... – ele falou. –Eu posso fazer o que eu quiser... – ele falou, sussurrando em meu ouvido, logo depois a lambendo.

-Como quiser, você merece. – eu falei e ele sorriu.

-Você promete que não vai voltar atrás no que disse? – ele perguntou, um sorriso maroto brotando em seus lábios.

-Claro que não... – eu falei, meio inseguro, olhando-o desconfiado. Sungmin estava tramando algo e eu sentia que podia temer o que fosse acontecer, mas o que ele poderia fazer assim de tão mal? Eu imaginava uma coisa, mas não... Ele nunca faria isso...

-Então vamos continuar nossa comemoração no quarto... – ele falou, mas uma vez sedutor, sua respiração fazendo cócegas em meu pescoço. Não tive tempo de agarrá-lo dessa vez por que ele foi mais rápido, escapulindo por pouco de meus dedos e correndo até o quarto. Eu ri e o segui.

Cheguei perto do quarto, a porta aberta me dava visão para quase tudo lá dentro, mas não encontrei Sungmin em nenhum lugar. Enquanto passava pelo portal, senti suas mãos dançarem e se enlaçarem em minha cintura, sua boca foi de encontro com meu pescoço e eu sentia seu corpo colando com as minhas costas. Só aquilo estava começando a me deixar excitado. Quando eu imaginava que o sinal estava verde e que eu podia fazer o que quisesse, e deixá-lo fazer o que quisesse, aí sim eu ficava excitado. Sungmin fechou a porta com o pé, o barulho foi estrondoso e alto, mas nenhum de nós dois ligamos para isso. As mãos de Sungmin passeavam pelo meu peitoral e abdômen enquanto seu nariz roçava em meu pescoço sensualmente, sua respiração ainda me fazendo cócegas.

-Eu te amo Kyu. – ele falou, e todos os pelos do meu corpo de arrepiaram. Suas mãos pegaram a barra da minha camiseta velha e levantaram-na lentamente. Levantei os braços para ajudá-lo a terminar a tarefa que fazia. Jogou minha camiseta em qualquer canto do quarto enquanto eu sentia sua boca agora descer beijos molhados pela minha espinha. Quando chegou mais ou menos na metade dela, voltou lambendo a trilha de saliva que havia deixado. Esse garoto estava me deixando cada vez com mais vontade de simplesmente jogá-lo na parede e fodê-lo sem pensar duas vezes.

Ele começou a andar, me empurrando em direção a cama. Ele me virou em seus braços e me jogou na cama, por enquanto eu estava achando a liderança dele fofa e provocante, até que ele subiu em cima de mim e segurou o meu queixo, me puxando para um beijo fogoso. Logo quando apartou o beijo, sua boca traçou beijos leves e borboleteados até meu ouvido, onde ele sussurrou:

-Posso entrar em você dessa vez?! – ele perguntou, a voz carregada de luxúria. Minha cabeça esvaziou de pensamentos depois disso, minha mente nem tentou processar o que Sungmin havia dito, no início, mas então eu entendi o que ele queria. Ele queria estar por cima, no sentido mais amplo da palavra. Eu não imaginei que algum dia isso pudesse passar por sua cabeça, mas me julguei um tolo por nunca ter pensado que Sungmin poderia querer inverter os papéis algum dia. Ele estava parado me olhando interrogativamente quando eu percebi que não tinha respondido ainda. Bem, eu tinha prometido a ele o que ele quisesse, e mesmo que eu estivesse com muito medo do que ia acontecer, balancei a cabeça afirmativamente.

-Tudo o que você quiser, não foi o que eu disse? – eu falei. O sorriso que brotou dos lábios de Sungmin naquele momento fora tão sensual que eu não deixei de pensar que isso pudesse ser uma boa idéia. Ele ainda estava completamente vestido, então retirei a camiseta que ele usava, jogando-a pelo quarto e segurando-o pelo pescoço, fiz com que ele viesse até mim para que eu pudesse me deliciar com a pele alva e macia daquela parte. Suas mãos estavam percorrendo minha cintura, subindo sensualmente acariciando minha pele enquanto ele alcançava meus mamilos e acariciava-os com alguma urgência. O beijo que demos em seguida foi desesperado, necessitado e demonstrava a urgência que nossos corpos tinham em se tocar.

Suas mãos alcançaram o cós da minha calça, sem mais delongas arrancando-a junto com minha boxer. Seus lábios macios traçaram o caminho até meus mamilos, onde ele gastou algum tempo me lambendo e chupando, quase me deixando louco. Eu estava surpreso em constatar de que eu ansiava que Sungmin me penetrasse, por isso minhas mãos foram famintas até o cós de sua calça e começaram a retirá-la. Tudo o que eu pensava naquele instante era que sexo com Sungmin era sempre tão bom que eu não via uma maneira de aquilo acabar mal. Estava claro pra mim que eu iria gostar daquilo.

Retirei a calça de Sungmin, não conseguindo chegar em sua boxer por que ele havia continuado seu trajeto até meu membro enquanto isso. Quando eu ia retirar as boxer, ele abocanhou minha ereção e então eu perdi o controle sobre minhas mãos, ao menos momentaneamente. E como sempre, a boca de Sungmin trabalhava milagres eróticos em minha ereção enquanto apenas o que podia sair da minha boca eram gemidos e o nome de Sungmin entre eles. Meus olhos estavam fechados enquanto eu temia que abri-los pudesse fazer aquilo acabar, e então senti algo gelado contra minha entrada. Abri os olhos, como reflexo, agora percebendo que Sungmin tinha conseguido pegar o lubrificante e já estava com um dedo coberto pela substância tentando entrar em mim. Tentei relaxar, mas então ele forçou minha entrada virgem e eu senti enquanto o dedo entrava. Cada mínimo movimento feito por Sungmin parecia ter um efeito aumentado em mil vezes em mim, seu dedo me causava um incômodo, ainda não era dor, mas eu sabia que logo ela viria. Quando ele sentiu que eu havia relaxado e já não me importava muito com o dígito penetrado em mim, ele começou a mexê-lo, e então outra vez eu me senti ficando tenso. Aquilo não estava melhorando, não sabia como Sungmin conseguia se acostumar com aquilo.

Quando o segundo dígito me penetrou, senti como se algo começasse a querer me rasgar. A dor não era insuportável, mas incomodava bastante. Tornou-se pior quando ele começou a movimentá-los em alguns ângulos. Ele estava procurando pela minha próstata, eu sabia, e ansiava que ele encontrasse. Talvez assim aquela dor não parecesse tão ruim. E quando ele finalmente encontrou-a, um gemido abafado escapou por meus dentes segurando fortemente meu lábio inferior. Quando ele forçou o terceiro dedo em mim então a dor voltou. Eu já não estava aguentando o fato de que Sungmin não entrava logo em mim. Os dedos pareciam não ser suficientes para todo o prazer que eu ainda queria sentir.

-Sungmin, por favor, faça logo! – eu falei, soltando um gemido por que ele acabava de encontrar meu ponto outra vez.

-Apressado... – ele falou, tirando a boxer que ainda segurava sua ereção, que vista por este ângulo parecia maior do que eu imaginava. Definitivamente aquilo ia doer o inferno. –Está preparado...? – ele falou, a voz rouca e os olhos negros me olhando com luxúria exalando daquele corpo diminuto. As mãos trabalhavam espalhando o lubrificante por sua extensão.

-Pare de provocar e entra logo! – eu gritei, e outro grito saiu de meus lábios quando ele me penetrou de uma vez. A sensação era de estar sendo rasgado ao meio. E Sungmin não estava sendo nada gentil comigo.

-Espero que goste... – ele falou em meu ouvido e eu senti uma onda de prazer passando por meu corpo quando ele procurou o ângulo certo para acertar o ponto que ele já tinha encontrado. –Tão apertado... – ele falou, sua cabeça descansando em meu abdômen. Sua respiração pesada envolvia minha ereção em um contato leve e torturante com o ar quente. Senti uma de suas mãos puxando minha coxa para sua cintura, levei a outra ao mesmo lugar, aquilo de fato ajudava a penetração, já que Sungmin começava a mexer seu quadril lentamente saindo de mim, para logo depois entrar com força total, acertando o ponto que me fazia literalmente gritar. Agora eu entendia por que Sungmin era aquela puta barulhenta enquanto transávamos, aquilo era simplesmente enlouquecedor.

O ritmo de suas estocadas foi ficando rápido e compassado, meu quadril passou a se mover junto enquanto eu não sentia mais nenhum fiapo de dor, o prazer apenas me consumia enquanto minha entrada era abusada por Sungmin. Ver Sungmin com aquela pose de dominante definitivamente era excitante e sexy. Sungmin era um homem muito bonito, e por mais que ninguém acreditasse, ele era bom na pose de dominante. Muito bom na verdade. Melhor ainda quando ele segurou minha ereção, eu estava quase tendo uma síncope, não sentia mais minhas extremidades enquanto eu sentia tanto prazer que nunca poderia medir. Sua mão trabalhava mais rápido que suas estocadas, fazendo com que minha ejaculação se apressasse em sair.

-Sungmin eu vou... – eu não tive tempo nem de terminar de falar e já estava gozando com toda a força em sua mão e em meu abdômen. Senti meu esfíncter se contrair enquanto as ondas de prazer me alcançavam. Sungmin continuou a me penetrar e gozou em mim antes que eu pudesse me recuperar do orgasmo.

Ele saiu de mim, com algum cuidado, e descansou em cima do meu corpo. Meu sêmen nos sujava enquanto nossas respirações descompassadas tentavam se normalizar. Ele levantou a cabeça e me deu um selinho de leve.

-Parabéns. – eu falei, um sorriso brotou em meus lábios enquanto o mesmo acontecia com ele. Suas mãos passaram pela minha cintura e ele me abraçou. Ficamos assim por algum tempo.

Depois de tomarmos um banho e limpar tudo, eu ainda sentia o desconforto de ter sido penetrado tão loucamente por Sungmin. Eu só deixaria de sentar estranhamente e sem reclamar depois de um dia, que foi quando Sungmin se lembrou que não tínhamos contado nada para minha mãe nem para Ara.

-Elas me chamaram para ir até aquele café na rua de cima para conversar, podemos contar pra elas hoje. – eu falei enquanto tomava um banho. A porta estava aberta e Sungmin estava no quarto, deitado na cama.

-Elas te chamaram para conversar? – ele perguntou, sentando-se e me olhando. –O que será?

-Não sei, elas nunca fizeram isso... – eu falei. –Acha que é alguma notícia grande?

-Não sei, mas deve ser... – ele falou. –Então vou ter que me arrumar também. – e ele levantou da cama e foi até o box, onde ele entrou e terminamos meu banho juntos.

Estávamos chegando ao café, dei uma olhada pelo lado de fora e vi as duas do lado de dentro, sentadas numa mesa meio afastada. Eu não estava gostando muito do tom de formalidade que aquilo dava. Quando chegamos perto da mesa, percebemos que minha mãe estava chorando.

-Mãe, o que aconteceu?! Por que você está chorando assim...? – eu perguntei, minha voz foi morrendo, ver minha mãe chorando nunca fora a melhor coisa pra mim. Eu sempre queria chorar junto.

-O papai Kyu... – foi Ara quem respondeu.

-O seu pai... – eu corrigi. –O que aconteceu com ele?

-Ele morreu ontem, de ataque cardíaco fulminante. – Ara falou. Ela também parecia a beira do choro. Eu sentia muito por minha mãe e por Ara, mas não estava verdadeiramente triste. Eu sabia que era errado eu estar me sentindo aliviado com a morte de meu pai, mas era tudo culpa dele.

-Eu... Eu não sei o que dizer... – Sungmin falou. Eu não acreditava que Sungmin pudesse estar, de alguma forma, penalizado pela morte de meu pai. –Meus pêsames...

-Eu sinto muito, sinceramente, por você mamãe... – eu falei. –Não por ele.

-Kyu! – Sungmin brigou comigo. –Como você pode não estar triste com a morte de seu próprio pai?

-Sungmin, eu não vou discutir isso aqui. – eu falei, simplesmente, ignorando o bufo indignado dele.

-Sungmin está certo, você não pode estar feliz pela morte de seu pai. Kyuhyun por mais que ele tenha feito tudo o que nós sabemos que ele fez, você não deve condená-lo... – minha mãe começou, mas eu começava a achar que ela não estava em plenas faculdades mentais.

-É claro que posso. Ele não tinha um filho gay. Não ele, o mais machão dos homens, o homem que nunca abaixou a cabeça pra nada, orgulhoso e bruto. Eu também não tinha um pai homofóbico que expulsou o filho de casa apenas por que sua opção sexual era diferente. Como eu disse, sinto muito por você mamãe, eu sei que a senhora não lhe desejava o mal... – falei.

-Você deveria tentar, não perdoar, mas pelo menos se despedir dele com menos mágoas. Não seria saudável pra você Kyu. – Ara falou. –E eu estou pensando em você, não nele. Ele está morto, e não há nada que se possa fazer com isso. Mas você pode viver o resto da sua vida pelo menos com menos mágoa no coração.

-Tudo bem, quando será o enterro? – perguntei.

-Amanhã às 9 horas da manhã. – falou Ara. Minha mãe ainda soluçava enquanto Sungmin a consolava e ajudava-a a enxugar as lágrimas.

-Nós estaremos lá. – Sungmin falou firme. Sabia que eu não conseguiria fazê-lo mudar de idéia.

-A propósito, Sungmin foi aprovado no exame de seleção da melhor faculdade de Seul. – eu falei. Ara e minha mãe sorriram para ele e parabenizaram-no. Ele agradeceu e não demorou muito para voltarmos para casa.

O outro dia amanheceu ligeiramente chuvoso. Caía uma garoa quando acordei. Sungmin já estava acordado e fazendo o café da manhã. Depois de comer, fomos nos arrumar para ir para o enterro. Coincidentemente o túmulo dos pais de Sungmin ficava no mesmo cemitério.

-Kyu, depois do enterro, nós podemos ir visitar meus pais? – ele perguntou. Nós estávamos chegando ao cemitério e ele dirigia.

-Claro, Min... – eu falei, colocando a mão em cima da sua enquanto ele segurava o câmbio.

O clima no velório estava muito tenso. Meu pai havia colecionado inimigos quando estava vivo, e estavam todos ali para provarem que sim, ele estava morto por uma adversidade natural. Tudo o que eu queria era sair logo dali, porém ainda havia o enterro. Todos estavam vestindo preto, minha mãe ainda chorava, mas controladamente. Minha avó sim estava desesperada. O ponto alto do velório foi quando ela voltava do banheiro e percebeu que eu estava ali. Ela debruçou-se sobre o corpo e começou a gritar que eu era o culpado por meu pai ter morrido de um ataque cardíaco. Que ele tinha um coração frágil e eu o tinha traído ou algo assim. Foi absurdo. Minha avó tinha exatamente a mesma cabeça que meu pai, eu sentia não pertencer a essa família. Eu e Sungmin estávamos de mãos dadas, e quando ele ouviu o que minha avó gritava, ele tentou desfazer o contato, mas eu segurei-o mais forte. Eu estava sinceramente cagando e andando para o que minha avó estava dizendo.

O que aconteceu com meu pai me deu muito o que pensar, e era o que eu fazia enquanto as pessoas choravam em cima do caixão. Eu estava do lado de fora da sala de velo, com Sungmin e Ara, alguns dos meus familiares, aqueles que pensavam como minha avó, nem falaram comigo. Outros vinham me dizer que admiravam minha força de vontade e eu ter peitado meu pai. Quando levaram o corpo para o enterro, Ara foi ajudar minha mãe e eu e Sungmin seguíamos mais atrás. Ele estava procurando pelo túmulo de seus pais com os olhos, eu podia ver.

-Vamos ver o túmulo dos seus pais, Min. Não quero ver meu pai sendo enterrado. – eu falei. Na verdade, eu já tinha pensado bastante sobre tudo o que tinha acontecido. Meu pai me ajudou a ver que nem todos estavam bem com a minha opção sexual, e que nem tudo seriam flores durante a minha relação com Sungmin, mas que nós superaríamos tudo e continuaríamos juntos, não importando o que acontecesse. Era o que eu queria que acontecesse conosco. Que estivéssemos pra sempre juntos.

Nós nos distanciamos da procissão e fomos pelo grande gramado verde e bem cuidado enquanto Sungmin procurava pelo ponto de referência que conhecia para chegar ao túmulo de seus pais naquele grande labirinto de covas. Finalmente encontramos, eles estavam lá, enterrados um ao lado do outro, como eu imaginava que seríamos eu e Sungmin. Os pais de Sungmin eram sempre tão solícitos e tão abertos. Eles nunca brigavam conosco quando éramos pequenos, não importava se nós tivéssemos aprontado tudo o que podíamos, eles sempre iam conversar conosco, dizendo o que era certo e o que era errado fazer, sem perder a paciência com os dois garotinhos inocentes, naquela época. Tenho quase certeza de que, se eles estivessem vivos, teriam entendido a nossa relação, assim como minha mãe foi capaz de entender.

-Kyu, eu sinto tanta falta deles... – Sungmin falou, as lágrimas escorriam por seus olhos em cachoeiras. Eu tinha pensado tanto que não tinha percebido que Sungmin estava chorando ao meu lado. Abracei-o e ele se encolheu em meu peito, de forma carente e protetora. Uma das minhas mãos foi até sua cabeça e comecei a lhe fazer um cafuné. Eu definitivamente não gostava de ver Sungmin chorando. Ele soluçava contra meu peito.

-Min, eu não sei como você deve estar se sentindo, mas eu imagino. E apenas em imaginar em perder minha mãe, meu coração dói. Eu sinto muito. Sinto mais ainda quando vejo você chorando tanto, tão triste... – eu falei. –Eu estou me esforçando para fazê-lo ser o homem mais feliz do mundo, apesar de tudo.

-Obrigado Kyu. Eu não sei o que eu seria sem você. Não sei como estaria passando por tudo isso. – ele falou. –Por que, apesar de tudo, eu já sou o homem mais feliz do mundo quando eu estou com você.

-Eu te amo, Sungmin.

-Eu também de amo, Kyuhyun. – ele falou, nossos lábios se juntaram num selinho breve e então eu vi que o enterro acabava, e as pessoas estavam indo embora. A garoa começou a cair outra vez, ajudando no clima melancólico, apesar de tudo, aquele momento não tinha sido nem de longe o mais triste da minha vida até ali. E, apesar de tudo, eu e Sungmin estávamos felizes por termos um ao outro, e isso era o que mais importava.

Notas finais
Eu não revisei muito bem o cap. Então espero que não tenho nenhum erro grave.
Eu queria agora agradecer de novo xP
É por que vocês não sabem o quanto é gratificante (ou sabem) quando você leva um tempão, arrumando, esquematizando e escrevendo uma fic e essa fic tem boa aceitação. Vocês não sabem o quanto eu fico feliz por cada 'você é uma ótima escritora' que eu li nas reviews, com cada ideia e sugestão que me fizeram mudar o roteiro original para que a fic ficasse mais prazerosa pra vocês!
Então, eu estou ficando muito chata e falando demais, então, agora a seção 'vamos deixar uma review pelo menos no último capítulo e me deixar feliz o resto da vida' :D
Espero do fundo do coração que vocês tenham gostado,
Beijos!
Ps: Eu recebo encomendas, se quiserem alguma fic, uma oneshot que seja de algum shipper, qualquer um, eu juro que faço (talvez demore, mas eu faço). Se quiserem, é só falar na review ou por mensagem privada.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!