Apesar de Tudo
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Descuuulpem pela demorinha, eu queria ter postado antes, mas não consegui, sempre tinha alguma coisa pra fazer, nunca sobrava tempo pra eu terminar o capítulo dignamente, então fui adiando adiando, mas estou postando hoje :D
Então, esse capítulo começa meio deprê, mas no final ele volta a ter aquela atmosfera leve de sempre com os três casais :D
Espero que gostem, eu gostei desse capítulo xP (mas você não conta né Jamie, então...)
Boa leitura! :D
Quando acordei, com o sol batendo na janela do quarto intensamente, já parecia passar do meio dia. Lembrei-me vagamente que Henwook tinham dormido aqui, e foi então que eu senti um cheiro irresistível de comida. Sungmin ainda estava dormindo, então deduzi que fosse Ryeowook cozinhando. Sungmin se remexia um pouco, parecia estar incomodado com alguma coisa, talvez um pesadelo? Era melhor acordá-lo.
-Min... – eu dei uma balançada de leve em seu braço e ele acordou assustado, os olhos estavam arregalados e a respiração descompassada. –Estava tendo um pesadelo?
-Eu... – ele começou, sentando na cama, a respiração pesada. Eu também me sentei e então ele me olhou demoradamente, parecia checar se eu estava bem e inteiro, e depois de deu um abraço apertado, quase me deixando sem ar.
-Shii, calma Min, eu estou aqui, está tudo bem... – senti meu peito descoberto começar a umedecer onde seu rosto estava encostado. –Não chore, ok?!
-Eu... Eles estavam te batendo, eu não podia fazer nada... – ele falou, a voz embargada de sono e choro. –Eles estavam te matando... – a última parte saiu em um fio de voz.
-Mas era só um sonho... – eu falei, fazendo círculos com os dedos em suas costas. –Eu estou aqui inteirinho e você também. E eu estou cheio de fome, Ryeowook deve estar cozinhando, estou sentindo um cheiro bom... – ele balançou a cabeça, desfez o abraço e enxugou os olhos.
-Vou ao banheiro antes e a gente se encontra na cozinha... – ele falou, eu puxei-o para um selinho rápido e ele levantou, apenas de boxer branca, e foi até o banheiro. Como eu também dormia apenas de boxer, coloquei a primeira calça que vi e fui para a cozinha, onde Ryeowook estava cozinhando e conversando com Henry, que estava encostado no balcão.
-Até que enfim você acordou...! – falou Henry quando me viu passando por ele para beber água. –Vocês pretendiam dormir o resto da tarde também?! – ele riu.
-Talvez, se eu não tivesse sentido o cheiro da comida de Ryeowook, eu teria dormido mais umas duas horas... – eu falei, bebendo a água que eu tinha colocado no copo.
-Cadê o Sungmin? – perguntou Ryeowook.
-Ele está vindo, foi no banheiro antes... – respondi. Ryeowook balançou a cabeça para mostrar que havia me escutado, ele estava concentrado no fogão. –Acho que vou chamar vocês e Eunhae pra virem dormir aqui mais vezes, a gente sempre fica sem fazer a comida... – eu ri.
-Ah, então é por isso que vocês chamaram a gente, né?! – Henry brigou e eu ri ainda mais.
-Não só por isso, vocês sabem muito bem... – respondi. –Nós gostamos da companhia de vocês...
-Aham... – falou Henry emburrado. –Ah, bom dia Sungmin! – ele falou, vendo-o entrar na cozinha e ir direto beber água, como eu havia feito.
-Bom dia. – ele falou, um sorriso fraco em seus lábios. Ele ainda estava abalado por causa do pesadelo? Eu não queria que ele ficasse desse jeito...
-Min, o que aconteceu? – perguntou Ryeowook, pelo visto ele percebeu que Sungmin estava estranho.
-Nada, Wookie, só uma besteira minha... – ele falou.
-Ainda é o pesadelo, Min? – perguntei, envolvendo sua cintura com meus braços, encostando o queixo em seu ombro direito.
-É... Também Kyu, acho que eu fiquei impressionado, só isso... – ele falou, levantando uma mão e me fazendo um cafuné. –Não se preocupe.
O dia passou rápido, não demorou nada e já era segunda outra vez. Não suportava como o final de semana tinha essa mania de passar voando. O mês passou, e então estávamos ficando cada vez mais próximos das provas finais do ano letivo. Isso deixava os alunos cada vez mais apreensivos e estudiosos. Claro, todos queriam passar. Eu havia percebido uma mudança brusca em algumas pessoas, também, entre elas principalmente minha mãe. Ela estava agilizando tudo para a separação de meu pai, mas ela não parecia estar bem. Fazia cada vez mais visitas a nós, e Ara constantemente ia também. Elas diziam que meu pai estava ficando cada vez mais parecido com um louco. Gritava freqüentemente em casa, gritava com elas, brigava por qualquer coisa e dizia que não via a hora de estar longe delas. Isso realmente me chocou, já que meu pai costumava ser o tipo durão, mas mesmo assim sempre fora carinhoso com a família. Éramos uns dos poucos que viam meu pai daquele jeito. Achava que os outros, que diziam que ele era muito intolerante e durão, tinham uma imagem errada dele, mas ele estava provando que a imagem errada quem tinha éramos nós. Minha mãe chegou a dormir no nosso apartamento uma vez, dizendo que não queria voltar pra casa. Eu sabia que ela tinha medo dele começar a ficar agressivo.
-Mãe, se você dormir aqui, não acha que seria pior?! Ele vai achar que você está, sei lá, dormindo com outro homem ou algo assim, ele ficaria possesso...
-Não, Kyu, eu prefiro ficar aqui, apenas por hoje... – ela falou.
-Tudo bem então, a senhora é quem sabe... – eu falei, ela apenas me abraçou e agradeceu. Minha mãe sabia muito bem me convencer... Eu estava começando a achar que era muito manipulável.
Depois desse dia, Ara me contou que a presença naquela casa tinha ficado insuportável. Ela estava procurando um apartamento para se mudar com a mamãe, assim elas teriam algum sossego. Eu ficava apenas recebendo as notícias, mas não podia fazer nada e me sentia um impotente. Eu era um filho ruim para minha mãe, eu nem ao menos podia ajudá-la quando ela mais precisava do meu apoio. Disse isso a Sungmin um dia que estávamos estudando para as provas finais.
-Kyu, não pense dessa forma, você está ajudando sua mãe como pode, eu tenho certeza que ela entende isso... – ele falou, alcançando minha mão com a sua e me fazendo um carinho.
-Mas Min, eu não posso fazer mais do que sentar e ouvir enquanto ela e Ara me contam a bagunça que virou aquela casa por minha culpa! É tudo minha culpa pra começo de conversa... – eu sentia que uma lágrima insistente tentava escapulir, mas fazia de tudo para que ela não saísse. –Ainda assim, eu não consigo viver sem você, seria impossível voltar no tempo e não ter feito o que fiz...
-Ain Kyu... – ele fez uma cara fofa e se aproximou de mim, estávamos sentados no chão, então eu deitei e encostei a cabeça em seu colo enquanto recebia afagos dele. –Sabe, isso mostra o quão instável estava a relação na sua família. Talvez... Bem não sei se o que vou falar é certo, mas talvez o que esteja acontecendo é para o bem, imagina se seu pai um dia explodisse com essa quantidade de rancor dentro dele?
-Não seria bom... – eu murmurei, ainda tentando conter a lágrima. –Vamos parar de estudar por hoje...
-Tudo bem. – ele falou, fechando os cadernos e livros que estavam em cima da mesa. –Kyu, eu preciso lhe contar uma coisa...
-Diga... – eu falei, puxando sua mão e brincando com seus dedos entre os meus.
-Eu... Na semana passada... – ele parecia não saber como começar. –Na semana passada, seu pai me ligou, ele disse... – nessa hora eu já tinha me levantado e estava olhando-o nos olhos. –Ele me ofereceu dinheiro para me afastar de você.
-Ele o que?! – meus olhos cresceram como dois pratos, eu estava chocado. –Por que não me falou antes?
-Eu achei que era uma besteira, eu não aceitei, claro, e apenas faria com que você ficasse com mais raiva do seu pai e... – ele falou, brincando com os dedos.
-Min, eu aceito meu pai ter me expulsado de casa, aceito que ele e minha mãe estejam se separando por que acho que será saudável para minha mãe, mas ele tentar se meter na nossa relação eu não vou aceitar! – eu falei. –Vou falar com ele...
-Não, Kyu, por favor! Isso só vai resultar em mais brigas e sabe-se lá o que ele poderá fazer com você, eu não quero que você entre em mais um conflito com ele! – ele implorou, me segurando por um braço com aquela força bruta que ele tinha.
-Min, eu simplesmente não posso ficar aqui de braços cruzados enquanto meu pai tenta arruinar a minha vida! – eu falei, já estava com raiva, mas tentava medir minhas palavras. Sabia que minha raiva não era de Sungmin, mas tinha medo de descontar tudo nele, então tentei reprimir isso.
-Kyu por favor... – ele falou, os olhos estavam brilhando, as lágrimas começavam a descer. Minha raiva se calou completamente quando vi Sungmin naquele estado. –Não faça isso, eu não quero te perder...
-Você não vai me perder, Min. Nunca. – eu falei, puxando-o contra meu peito e aconchegando-o ali. –Obrigado. Você me acalma como ninguém consegue fazer... – ele apenas envolveu os braços em meu torso e ficou ali, chorando mais um pouco. Puxei-o para o meu colo e ele soltou um gemido. Sungmin tinha estado meio estranho desde hoje mais cedo, quando ele tinha saído para ir ao mercadinho na esquina da rua. Ele estava agindo normalmente, mas algumas vezes ele parecia fragilizado, soltava esses gemidos quando sentava. Eu estava prestando atenção e apenas esperando para que ele me contasse o que era.
-Kyu, tem mais uma coisa. – ele estava chorando muito agora, e eu achando que ele estava parando de chorar.
-O que foi? – eu perguntei, tentando enxugar suas lágrimas, que banhavam seu rosto agora.
-Eu—Eu... – ele estava soluçando muito. –Eu fui... Não sei como te dizer isso... Eu estou com tanta vergonha... – ele escondeu o rosto em meu peito. –Mas eu tenho que te contar... Eu...
-Min, se você não quiser falar, eu entendo... – eu falei. Não entendia coisa nenhuma, mas ele precisava ficar mais calmo para me contar o que quer que fosse.
-Eu fui estuprado... Quando fui ao mercadinho eu... – e ele desabou no choro outra vez. –Eu não sei de onde ele veio, só...
-Shiii, calma Min, nós vamos à polícia agora e... – e então as peças começaram a se encaixar na minha cabeça. Foi o meu pai. Não sei como, não sei quem ele tinha pagado para fazer isso, mas eu tinha certeza absoluta de que tinha sido ele. –Min eu tenho que ir...
-Aonde você vai, Kyu? – ele perguntou, ainda chorando.
-Vou ter uma conversa séria com meu pai. Se ele acha que pode ficar se metendo na minha vida e na sua desse jeito, ele está muito enganado! – eu gritei. –E não tente me impedir agora, eu vou enfrentar meu pai nem que ele queira me matar depois! Apenas não queria ver você triste desse jeito, e olha só, eu tenho que defendê-lo do meu próprio pai! – levantei enquanto ele ainda estava chorando, corri como um louco até a porta, abrindo-a e batendo-a atrás de mim. Ainda ouvia os soluços de Sungmin do lado de fora, mas nem isso me impediria de ir até o louco, psicopata do meu pai e dar pelo menos uma boa porrada em suas fuças. Eu nem podia considerá-lo mais como um pai. A raiva estava quase me cegando, peguei um táxi e fui direto para o trabalho dele, onde ele provavelmente estaria nessa hora. Quando cheguei lá, as pessoas do escritório ficavam me olhando, enquanto eu estava ali, com uma roupa totalmente risível, já que eu tinha saído do jeito que estava, de calça de moletom e uma camiseta velha. Abri a porta da sala de meu pai e ele nem levantou o rosto, apenas o fez quando eu bati a porta atrás de mim.
-Que tipo de funcionário bate a... – ele começou a reclamar, levantando o rosto e então ele me viu. –O que está fazendo aqui?!
-Eu achava que você não tinha mais um filho... – eu falei, tentando controlar a minha voz.
-E não tenho. – ele falou.
-ENTÃO POR QUE DIABOS VOCÊ LIGOU PARA SUNGMIN PARA OFERECER DINHEIRO PARA QUE ELE PARE DE ME VER?! POR QUE VOCÊ MANDOU QUE O ESTUPRASSEM? PELO QUE EU SAIBA, QUANDO VOCÊ NÃO TEM UM FILHO, VOCÊ NÃO PRECISA SE IMPORTAR COM O NAMORADO DELE! – eu berrei, ele levantou felinamente de sua cadeira, mas ficou ali, atrás da mesa que lhe garantia o poder de gritar com os outros. Era tão previsível.
-CALE ESSA BOCA, NÃO VENHA ME FALAR O QUE EU POSSO OU NÃO FAZER! VOCÊ É MEU FILHO E EU POSSO FAZER A MERDA QUE EU QUISER ENQUANTO ESTIVER VIVO! – ele falou.
-EU NÃO SOU SEU FILHO, VOCÊ DEIXOU ISSO BEM CLARO QUANDO ME EXPULSOU DE CASA! – rebati. Esse homem não tem nada mais a ver com a minha vida, eu não aceitaria que ele me chamasse de filho outra vez. Eu me aproximei de sua mesa, os punhos fechados de ódio, e então fiz o que eu tanto queria, um dos meus punhos voou em sua cara e um ‘creck’ foi ouvido, tinha quebrado seu nariz. O sangue manchou os papéis em sua mesa enquanto ele segurava o nariz. Ele revidou, mas eu desviei, e então ele saiu detrás de sua mesa e nós brigamos como dois moleques de rua.
Quando saí de seu escritório, minha camiseta estava repuxada, um de meus olhos estava inchado, mas ele estava pior, então eu saí bem. Ninguém naquele escritório falava, apenas olhavam assustados enquanto eu deixava o prédio. Ao menos, eu tinha aliviado toda a raiva momentânea que eu estava sentindo, mas o ódio continuava queimando meu peito. Nunca pensei que eu fosse odiar tanto um ser como eu odiava aquele homem nesse momento. Quando cheguei em casa, minha mãe estava ali com Sungmin, ela estava aninhando-o enquanto ele ainda soluçava. Quando ouviram o barulho da porta, ambos olharam para mim. Eu devia estar péssimo por que os dois me olharam assustados e vieram até mim. Contei o que tinha acontecido enquanto Sungmin e minha mãe tentavam cuidar dos hematomas e ferimentos.
-Kyu, você não devia ter feito isso... – Sungmin brigou.
-Eu nunca mais quero saber de nada que tenha a ver com esse homem, a não ser que seja sua morte. – eu falei, duro, minha mãe tampou a boca em horror e Sungmin me olhou feio. Eu sabia que não era a melhor coisa para se falar com a mãe presente, mas eu não estava ligando muito para isso.
-Kyu, tente descansar e quando estiver mais calmo, eu venho aqui. – minha mãe falou. –Eu tenho que voltar para o trabalho.
-Tudo bem mãe e me desculpe... Por tudo. – eu falei, segurando sua mão. Ela me olhou piedosamente e saiu, me deixando a sós com Sungmin.
-Kyu, eu pedi para que não fosse... – Sungmin me olhou feio depois que minha mãe saiu. –Veja só o estado que você voltou...
-Meu pai estava pior... Pode ter certeza... – falei. –Não vamos mais falar sobre isso, tudo bem?!
-Ah Kyu, mas ele é... – Sungmin começou, mas cortei-o.
-Não diga que ele é meu pai, ele não é mais meu pai, desde o dia em que me expulsou de casa. – falei, minha voz saiu mais dura do que eu esperava, o que fez Sungmin se calar imediatamente. –Min, eu não queria que tivesse acontecido, minha intenção nunca foi que você saísse machucado depois de tudo o que fiz pra te proteger... – puxei-o para perto de mim e abracei-o. –Só quero que você esteja bem.
-Obrigado Kyu... – ele falou chorando. Eu sabia que Sungmin ficara fragilizado quando seus pais morreram, ele os amava tanto. Desde que seus pais morreram, ele se virou sozinho, mas Sungmin sempre precisou de alguém que cuidasse dele, mesmo que ele não gostasse de admitir isso. Eu tinha virado a família de Sungmin e ele a minha. Nunca mais eu deixaria que acontecesse algo a ele. Aquele tinha sido um deslize que eu nunca mais cometeria.
Depois daquele dia, não demorou muito e meus pais se separaram judicialmente, Ara e minha mãe mudaram-se para um apartamento num prédio perto do nosso, e faziam visitas periódicas à nossa casa. Elas me chamaram para voltar a morar com elas, mas eu não sei se conseguiria morar longe de Sungmin agora que estávamos tão acostumados a viver juntos. As provas finais estavam cada vez mais próximas, eu e Sungmin estudávamos cada vez mais. Uma vez tentamos chamar Eunhae e Henwook para estudar com a gente, mas não deu muito certo.
-Henry, nós viemos estudar, pelo amor de Deus solte esse controle... – Ryeowook brigou com Henry enquanto eu e ele jogávamos uma partida de luta.
-Só mais essa partida, Wookie, e eu vou aí... – ele falou, mal olhando para o namorado. Ryeowook pareceu ficar com raiva e levantou-se do chão, onde ele estava sentado em volta da mesa da sala junto com os outros (menos Donghae que estava assistindo a partida por que seria o próximo).
Ryeowook falou algo com os outros dois que estavam tentando estudar que eu não consegui deduzir por que estava muito concentrado em acabar com Henry no jogo. Quando finalmente eu estava ganhando, faltava apenas mais um golpe e eu mataria aquele anãozinho, apareceram duas figuras na frente da grande tela de TV e eu vi a tela ficando preta.
-Miiiiin, por que fez isso, era só mais essa! – eu fiz manha enquanto ele me olhava com braços cruzados na frente da TV. Eunhyuk estava indo se juntar aos outros dois, pelo visto fora ele quem desligou o console.
-Wookiee eu falei que era só mais essa e nós iríamos...
-Só mais essa, e aí Donghae ia pegar o controle, e então seria só mais essa, e então isso continuaria o resto da tarde... – brigou Sungmin. –Até parece que a gente não conhece vocês...
-Mas a gente anda estudando tanto, o que custa deixar a gente se divertir pelo menos uma vezinha...? – Donghae falou fazendo um bico enorme, duvidei que Eunhyuk conseguisse resistir, mas ele apenas olhava-nos com o mesmo olhar mandão dos outros, mesmo depois do bico. Henry inflou as bochechas em frustração e levantou-se um pouco, puxando Ryeowook para seu colo.
-Você é tão injusto... – Henry falou enquanto Ryeowook cutucava as bochechas do namorado rindo.
-Vamos estudar e depois vocês jogam... – ele falou.
-Tudo bem... – Henry, seu fraco, você não deveria ceder só por que Ryeowook tem esse dom de ser fofo... E então eu olhei para Sungmin, que vinha em minha direção, preciso como um gato, mas fofo como um filhote de cão com aqueles olhos brilhantes e o bico nos lábios. Santo Deus, eu também não resistiria se ele continuasse com isso. Ele se aproximou, sentou em meu colo, cada joelho de um lado de meu quadril e colocou um dedo próximo à boca. Ok, desisto do vídeo game, agora eu quero levar Sungmin para o quarto e transar loucamente com ele a tarde inteira.
-Tudo bem, agora vocês podem ir embora que eu tenho outros assuntos pra estudar com Sungmin... – eu falei, sério, e todos me olharam meio assustados, inclusive Eunhyuk e Donghae, que estavam se agarrando sentados no outro sofá. Nem vi quando Eunhyuk tinha atacado, apenas não tinha conseguido olhar para outra coisa que não fosse Sungmin naquele momento.
-Assunto pra estudar com Sungmin... Só se fosse anatomia humana, né...? – falou Eunhyuk rindo.
-De qualquer forma, não quero vocês mais aqui... – eu falei, agora rindo da cara de Sungmin. –Foi tudo sua culpa...
-Kyu! Será que você nunca vai parar de ser esse tarado louco? – Sungmin perguntou-se, fazendo os outros rirem. –E ninguém vai embora, por que nós ainda temos que estudar...
-Você me fez perder totalmente a vontade de estudar quando sentou no meu colo desse jeito... – apontei nossos quadris mais próximos do que o necessário. –E ainda mais fazendo essa carinha fofa... Você me deixou duro, agora quero ver o que vai fazer sobre isso!
-Aish, Kyuhyun, você fica duro por qualquer coisa... – ele brigou. Agora era como se ninguém mais estivesse no apartamento. Provavelmente eles estavam fazendo suas próprias reconciliações ou algo assim.
-Qualquer coisa que envolva você sentando em cima de mim, sim... – eu ri. Sungmin ameaçou levantar, mas consegui segurá-lo no lugar. –Não se atreva a sair agora... – eu falei em seu ouvido.
O resto da tarde foi bem previsível, acabamos ocupando os três quartos do apartamento para terminar a pequena reconciliação. Acho que as reclamações que recebemos dos vizinhos naquele período nem foram tão infundadas assim quanto eu exclamei quando vieram falar conosco. Mesmo assim, esse pessoal era muito exagerado, eu tinha certeza que nem foi tanto barulho assim, já que o mais barulhento de todos era Sungmin, que morava ali e eles nunca tinham reclamado antes... De qualquer forma, quando as provas ficaram mais próximas ainda, Sungmin começou a fazer greve de sexo. E eu estava cada vez mais frustrado. Como Sungmin podia me deixar sem sexo assim?! Quando eu mais precisava me aliviar ele fazia eu me aliviar sozinho... Mas ele veria quando essas provas acabassem, ah, se veria!
Notas finais
E vai mesmo... *lala*
Só mais dois capítulooos *--* Eu estou ansiosa (mais uma vez Jamie, você não conta...) e espero realmente que vocês não me matem no final xP
Enquanto isso vamos esperar que ainda tem história pela frente!
Beijoos (e deixem uma review ãhm? ãhm? ^^)
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