Apenas uma brincadeira
22 Sua Culpa!
Notas iniciais
Jade
Tinha se passado alguns dias desde da minha noite com o Cobra, estava sendo difícil ficar longe dele cada dia que passava a saudades só aumentava e não parava de pensar nele, quando ia pra Ribalta sempre dava uma olhava para o QG e ele estava lá lindo quando me via dava um sorrisinho malicioso que só ele conseguia ter.
— Você anda tão pra baixo minha filha que tal uma festinha pra animar? – Edgar
— Não pai obrigada mas prefiro ficar em casa em dias sem aula
— O que anda acontecendo Jade, conta pra mim.
— Nada pai, só estou cansada.
— Então descanse bem minha filha, você merece.
— Descansar o que, não faz nada e ta cansa faça mil favor ne Jade. – Minha mãe disse estrando no meu quarto.
— Não faço nada mãe? Fico ensaiando além do horário todo dia
— Isso não é pra se cansar não é mais que sua obrigação se quer ser bailarina.
— Sabe o que realmente me cansa? Você! Cansada de só me criticar as vezes cansa tentar de agradar e nunca conseguir. – Disse enxugando as lagrimas que insistiam em cair, peguei minha bolsa e sai de casa deixando a mesma falar sozinha não aguentava mais aquele inferno.
Narrador
— Qual motivo de ver nossa filha assim Lucrécia? Realmente você cansa. — Disse Edgar saindo do quarto da Jade
Jade sai as pressas de casa sem rumo, pega um táxi e pede para o taxista a deixar em algum lugar qualquer apenas para esfriar a cabeça,seguindo ao pedido da moça ele a deixa na praia a mesma desce e em meio as lagrimas da um belo sorriso, por ironia do destino o taxista tinha deixando ela na mesma praia que tudo havia acontecido com Cobra ela tira as sandália e começa a caminhar pela areia sem seu vagabundo ali não tinha graça mas ela não podia ligar pra ele havia prometido pra mãe que se afastaria mesmo assim pegou o celular respirou fundo e abriu a tela de mensagens.
Mensagens ON
Vagabundo? Sei que é esquisito eu te mandar mensagem agora mas estou precisando de ajuda, tem um mar enorme da minha frente e minha vontade é apenas de entrar nele e nadar ate o fundo pra nunca mais voltar preciso de você aqui comigo se puder venha estou no mesmo lugar da nossa despedida.
Cobra estava deitado já havia anoitecido e o mesmo não estava animado pra nada, desde que Jade terminou o lance que tinha entre eles apenas estava focado nos treinos e trabalho. Estava quase dormindo quando ouve barulho de mensagem, pensando que era Karina chamando pra lutar enrolou pra pegar o celular mas a curiosidade era maior e fez levantar e pegar o celular quando viu no visor “Dama”, apenas deu um sorriso e abriu a mensagem após terminar de ler seu coração estava apertado sua dama estava sofrendo e não pensou duas vezes pegou a chave da moto e seguiu rumo a praia.
Jade já desanimada não havia recebido resposta nenhuma de seu vagabundo, estava escuro a praia vazia e se realmente morrer fosse a única solução? Deixou sua bolsa junto a seus sapatos na areia e segue rumo ao mar ate sentir a água fria no seu corpo querendo a fazer voltar mas estava decidida ninguém iria sentir sua falta ate que a própria onda começou a levar seu corpo, e sem ao perceber seus olhos fecharam sem desespero sem nada.
Cobra chega a praia e vê a bolsa da Jade e seus sapatos na areia não via sua dama ali, ficando ainda mais desesperado por olha no mar escuro e não ver nada, ate que ele entrar e começa a gritar o nome da Jade e começa a nadar para o fundo e vê um corpo flutuando na água e se desespera a socorrer e correr pra areia, sua dama estava desacordada fez respiração boca a boca ate ela começar a respirar e olhar pra ele e abraça-lo.
— Nunca mais faça isso dama eu preciso de você aqui. – Cobra disse com os olhos cheio de lagrimas
— Eu pensei que tinha me abandonado vagabundo, tinha cansado de mim.
— Nunca irei me cansar, vamos vou te levar pro hospital para te examinarem e nem adianta fazer cara feia.
Cobra acompanhou Jade ate o hospital e ligou para Edgar, ele precisa saber o que tinha acontecido com Jade que vai rapidamente para o endereço passado por Cobra.
— Minha filha ta bem? – Edgar
— Está sim Edgar, ela está apenas descansando agora. – Cobra
— Você fez o que com a Jade seu marginal? E ta fazendo o que aqui? Vai embora. – Lucrécia
— Sua filha tentou se matar hoje você sabia Dona Lucrécia? E sabe de quem foi a culpa? Foi sua, sua culpa Jade está cansada de você só reclamar dela ela me chamou sim num pedido de socorr, pena que cheguei tarde antes de impedi-la mas consegui salva-la, te pedir pra você amar sua filha é pedir demais? Sei que não sou a melhor pessoa do mundo mas tento me esforçar ao máximo apenas para ver o sorriso belo dela.
Cobra disse tudo de uma vez já cansado de Lucrecia apenas magoar sua dama a mesma ficou paralisada de boca aberta, talvez nunca alguém tenha tido tanta verdade na sua cara, por falta de coragem? Não sei, sua única reação foi chorar depois de raciocinar nos braços de Edgar, que também estava pasmo. Cobra foi embora, sem ao menos se despedir da Jade, e seus pais esperou ela ser liberada, para lava-la pra casa.
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