Apenas uma brincadeira
13 Socorro!
Notas iniciais
Acordei e fui fazer minhas higienes e abrir o QG, ficaria o período da manhã trabalhando hoje, sentei e fiquei observando o movimento da rua, quando vejo Jade vindo para cá.
— Bom dia minha dama. – Falei levantando para cumprimenta-la.
— Oi Cobra, está melhor? – Disse ela se aproximando de mim e colocando seus braços em meu pescoço.
— Claro, com o cuidado 5 estrelas que tive ontem. – Disse e dei um selinho nela.
— Que bom, por que tenho um trabalho pra vc vagabundo.
— E o que seria?
— Terá um clipe, onde vai ter o papel principal, e claro que tem que ser meu
— Mas no que vou ajudar? Eu não sei dançar
— Eliminando minhas concorrentes, principalmente uma tal de Bianca Duarte. – Falou me entregando uma lista com as meninas e olhando, como se tivesse dando uma ordem.
— E pra que isso? Você é melhor que todas elas e sabe disso.
— Eu sei, mas melhor não arriscar, vai pensando no plano que vou pra aula, beijinhos. – Falou e saiu, esse Jade me coloca em cada uma, mas vai ser legal brincar com essas gatinhas.
Fiquei olhando a lista com as fotos e a data que seria a seleção, tinha três, não poderia machuca-las muito menos Bianca que é filha do mestre.
Jade
Já havia mandado Cobra dar um jeito as minhas concorrentes principais, estava com esperança.
— Bom Dia meninas, hoje faremos um ensaio treinando para o clipe. – Lucrécia
Minha mãe disse chegando na sala e começamos a se organizar para ensaiar, vendo o povinho dança realmente o papel já era meu, tirando Bianca que minha mãe adora babar ovo.
— Olhem como Bianca dança, acho que esse papel já tem dona – Lucrécia
— Nem acho tanta coisa, Jade é bem melhor. – Rebateu Jô, minha mais doida amiga
— Jade tem que ensaiar muito ainda pra ser a melhor, sair do requisito amadora.
Na hora que ouvi isso e vi um sorriso escroto brotar na cara na Bianca, senti meus olhos encherem de lagrimas e eu apenas sai da aula sem ao menos pedir licença., fui correndo para o banheiro e comecei a chorar, arranco fios de cabelo, depois de um tempo sair do banheiro e procurei Cobra pela academia e não encontrei, provavelmente estaria no QG, foi pra onde segui meu caminho.
— Você precisa acabar com a Bianca, odeio essa garota. – Disse entrando no QG e indo ate a mesa que Cobra se encontrava.
— O que aconteceu minha dama? Tava chorando? Me diz que foi que fez isso com você, que eu vou acabar com ele
— Minha mãe vagabundo, ela me humilhou na frente de todos, colocando a Bianca lá no topo, não aguento mais isso. – Desabafei e comecei a querer chorar de novo
— O seu nerd acabou seu tempo vaza. – Cobra disse tirando o fone do João, e fazendo ele sair do QG.
— Será que João ouviu? Nem tinha visto ele aqui
— Viciado do jeito que é, nenhuma palavra, mas vem cá não quero te ver chorando. – Falou me abraçando, fazendo eu encostar minha cabeça no ombro dele. Me sentia segura com o Cobra em alguns momentos pensava que ele se importava comigo.
— Mas e ai já sabe em como acabar com minhas concorrentes?
— Estou pensando minha dama, enquanto isso vem cá. – Veio me beijando, não quis interromper dessa vez, estava precisando daquele beijo, daquele cuidado, sentir o calor do Cobra sobre mim.
— Meu Deus Cobra olha a hora, é hoje que morro. Falei pulando do seu colchão e indo em direção a porta.
— Deixa que eu te levo. – Falou vindo me minha direção
— Hoje não vagabundo, vai tomar banho e descanar, eu pego um taxi.
— Tem certeza? Está tarde, posso pelo menos esperar o táxi com você?
— Sim tenho certeza, e não, não pode, já abusou demais desse corpinho hoje vagabundo.
— Tudo bem, então ate mais minha dama. – Veio de despedir de mim com um selinho e fechou o QG e vi sumindo para trás da loja.
Já era muito tarde, tinha 13 chamadas perdidas da minha mãe, estava morta isso era certeza, procura um táxi, mas nenhum passava por lá, comecei a ligar pra pedir um táxi, mas a bateria do meu celular acabou, ai que azar, já eram quase 00:00 e nada de eu consegui ir pra casa, ate pensei em voltar e pedir carona pro Cobra, mas meu orgulho não deixava.
Tinha uma movimentação estranha, quando aparece um homem, e começa a me encarar com um sorriso malicioso, me fazendo tremer de medo.
— O que uma gostosinha dessa ta fazendo na rua uma hora dessa?
Apenas ignorei, fingindo que ele não existia ali, meu Deus me ajuda por favor.
— A bonequinha não tem língua é? Não sabe falar, parece estar com medo tadinha. – Falou se aproximando ainda mais de mim, eu já estava quase chorando.
— Por favor senhor, só estou esperando meu táxi pra ir pra casa, me deixa sozinha.
— Se você não percebeu estamos sozinhos aqui meu amor, só eu e você, vem cá delicia.
Falou e começou a me agarrar, eu me rebatia mas ele era mais forte que eu, me colocou contra parede e começou a me beijar, arrancando minha roupa e passando a mão por todo meu corpo.
— Por favor para com isso, está me machucando. –Implorei em meio aos soluços, era em vão ele continua a me agarrar, tudo que eu queria agora era sair dali, daquele homem nojento.
— ALGUÉM ME AJUDA, SOCORROOO.
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