Apenas uma Potterhead

3 The Mysterious Green Eyes


Notas iniciais
Neste capitulo a família Weasley/Potter aparece! No banner temos respectivamente, Alvo, James S. e Lily Luna. Boa Leitura!

Capítulo 2 – Os Misteriosos Olhos Verdes

Sometimes you think you'll be fine by yourself

'Cause a dream is a wish you make all alone

It's easy to feel like you don't need help

But It's harder to walk on your own

—Gift Of A Friend (Demi Lovato)

POV Lyra

Surpreendi-me, afinal, além de quase nunca ter visto meus vizinhos, não pensei que eles tinham adolescentes, mas uma coisa que eu tenho certeza é que já tinha visto aqueles olhos em algum lugar. Me despertei dos meus pensamentos quando chegamos na loja do Carlinhos. Collectors Store, é eu sei, loja dos colecionadores é a tradução, mas ficou legal o nome.

Eu e Rafa entramos, logo o som de um sininho foi escutado, e Carlinhos apareceu.

—E aí, pessoal!

—Oi, Carlinhos – falamos juntos, nós três nos entreolhamos e começamos a rir feito a retardados, o que dadas as circunstâncias, nós somos.

Recuperando o fôlego, comecei a olhar as prateleiras cheias de objetos e algumas de livros, sorri com isso, adoro as coisas que tem na loja de Carlinhos, são interessantes, logo cheguei na que eu gosto de chamar de minha sessão, uma estante cheia de coisas de Harry Potter, colares das relíquias da morte, pulseiras de pomo de ouro, miniaturas de Hogwarts, muitas coisas.

—Hey, Lyra! Que história é essa de adolescentes na casa do seu vizinho? – pergunta Carlinhos, revirei os olhos, Rafael tinha que falar disso pra ele. Nada contra sobre ele souber disso, mas é que ele insiste que meus vizinhos são bruxos, por isso quase nunca saem, fala que devem sair a noite pra conhecer mais o mundo trouxa, é claro que eu não acredito.

—Eu sei lá, estávamos vindo pra cá e escutamos uma voz de garota gritando um nome, eles estavam na árvore do jardim do vizinho, coisa que eu estranhei, a casa é completamente silenciosa. – me virei pros dois, que prestavam atenção no que eu dizia. – Então do dia pro outro aparecem não sei quantos adolescente de provavelmente minha idade, sendo que desde que se mudaram nunca teve crianças lá, muito estranho.

—Vai ver que são os netos deles, você falou que eles já tinham idade.

—Ou vai ver são os netos deles e eles estavam visitando a casa na cidade trouxa dos avós deles, e vocês nunca os viram, pois sempre passavam as férias da escola de Magia em uma casa longe dos olhos trouxas, pra poderem fazer feitiços em paz. – Eu sabia que o Carlinhos criaria uma ‘teoria’ para nunca os termos visto.

—Já disse pra tirar esse ideia de que meus vizinhos são bruxos. – Disse fingindo estar irritada.

—Ta bom, ta bom sem brigas. – Se intrometeu Rafa. – Podemos levar alguma coisa Carlinhos?

Era assim que eu conseguia algumas coisas para minha coleção potterhead, dependendo das vendas do dia na loja podíamos levar qualquer coisa que quiséssemos, se tiver vendido bastante podemos levar, se não tiver vendido muito não.

—Levem, mas algo barato não quero prejuízos.

Dei pulinhos de felicidade e voltei a minha sessão, peguei uma pulseira de pomo. Rafael pegou um vira-tempo, olhei no meu celular as horas e vi que já era quase a hora do jantar.

—Tenho que ir, você vai Rafa? – Perguntei.

—Não, vou ajudar aqui na loja, tchau.

—Tchau, garotos.

Fui caminhando sem pressa, tudo pra ficar menos tempo com meus tios, chegando na minha rua, vi que a casa do vizinho estava bem barulhenta, estou curiosa pra saber quem são, quase nunca aparecem e bom quando aparecem, as pessoas tem receio de falar com eles. O porquê, eu não sei, minha tia nunca deixa eu chegar perto deles e isso também é um pergunta sem resposta. Parei na porta, peguei a chave e abri a porta.

—Finalmente chegou pirralha, achei que teria que te buscar.

—Pode deixar se eu não viesse pode ter certeza que eu estaria bem longe daqui, aonde você não poderia me encontrar, titio. – Falei com sarcasmo escorrendo pela boca.

—Vá arrumar a mesa de jantar, antes que eu perca a paciência com você. – Ele respondeu.

Revirando os olhos fui pra cozinha pegar os pratos, e vi minha tia cozinhando, arrumei a mesa e fiquei mexendo no celular. Depois de jantar, tomei banho e tentei dormir, fiquei pensando naqueles olhos verdes, se um dia os iria encontrar de novo e quem é seu dono.

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POV Alvo S. Potter – Mais cedo naquele dia.

Estávamos todos empolgados, finalmente íamos poder conhecer a casa da vó Molly e do vô Arthur, em Londres, meu avô sempre adorou os trouxas e quando teve oportunidade comprou uma casa num bairro trouxa, pelo que ele nos falou eles quase nunca saem, só quando não há pessoas na rua, para conhecerem sem ninguém desconfiar de nada.

—Alvo, acorda já ta na hora da gente ir! – falou minha irmã, Lily Luna, impaciente.

—Já to indo, Lily.

Peguei minha mochila, com minhas coisas pros dias que vamos ficar lá e desci as escadas da Mansão Potter, no primeiro andar encontrei meu pai, minha mãe, e o meu irmão James Sirius, ele é o mais velho de nós três, e podemos dizer que é igualzinho ao nosso falecido avô, James Potter, Lily me puxou pela mão até onde eles estavam, segurei no braço da minha mãe e Lily segurou no outro braço. Logo senti meu estômago embrulhando com a sensação da aparatação, desaparatamos em um beco razoavelmente limpo, arrumei minha mochila no ombro e saímos do beco, demos de cara com uma rua de Londres normal, casas iguais e enumeradas.

—Qual é o número da casa? – Pergunta James para papai.

—17, é aquela ali. – Respondeu, apontando para uma casa perto de onde estávamos.

Eu, James e Lily nos entreolhamos e demos sorrisos dignos de descendentes de um maroto e corremos até lá, eu e James pulamos a cerca, já a Lily abriu a portinha com a cara emburrada.

—Coitadinha da Lily, não fica assim da próxima eu posso pensar em deixar você ficar em segundo. – Ela me olhou mortalmente, dei um passo pra trás, que foi? Nunca queira enfrentar o temperamento das mulheres da família Potter/Weasley, principalmente das ruivas, acredite, experiência própria.

—Eu acho que da próxima vez eu vou chegar em primeiro, porque dois certos garotos vão estar doloridos e debilitados, deitados no chão. – Engoli em seco.

—Ta bom crianças, sem briga. – Disse mamãe, chegando com sua mochila e papai, ela tocou a campainha, e logo tio Jorge apareceu.

—Hey! Finalmente chegaram, achei que não iam vir mais. – Ele diz com seu bom humor constante.

—E perder a chance de conhecer mais o mundo trouxa. – Falou James, entusiasmado — Mal posso esperar pra bolar algumas marotagens com Fred. – Terminou, entrando na casa.

Rimos e entramos, a casa era simples, paredes cremes e o chão coberto por um carpete cinza, nas paredes haviam vários porta-retratos com fotos de todo mundo. Na cozinha encontramos vó Molly e as mães dos meus primos, conversando, as cumprimentamos e nós, os mais novos, fomos pra cima, papai foi pra sala, onde estavam meus tios e meu avô.

—Não precisam mais ficar tristes, a diversão chegou! – Disse James, abrindo a porta onde provavelmente estavam nossos primos e primas.

—Não sabia que tinha virado palhaço, James. – Falou Roxy, filha do tio Jorge, fazendo todos gargalharem.

—Tsc, tsc, mal chegou e já levou uma da Roxy, James. – Falou Fred, irmão mais velho da Roxy.

—Hahaha, muito engraçado. – Devolveu James, com ironia.

—Então, como foram as férias de vocês até agora? – Falo, impedindo dos dois começarem com as brigas, super maduras deles.

—Chatas! – Falaram todos juntos.

—O que acham de ir lá pro jardim e botarem a conversa em dia? – Falou vó Molly, chegando no quarto. – Tem uma árvore que dá pra todos vocês escalarem e se acomodarem.

Assentimos e descemos as escadas, lá fora estava uma dia ensolarado, cada um subiu na árvore e fui por último.

Pra vocês entenderem porque eu não digo o nome de todos, vou explicar em duas palavras, família grande, sim, eu tenho 9 primos, sem contar o Teddy, afilhado do papai. Em primeiro, temos Victorie, com a mesma idade de Teddy, e namorada dele, em segundo Dominique, depois Louis, eles são filhos do tio Gui e da tia Fleur. Molly II é a filha mais nova do tio Percy e Lucy, a mais velha. Rose e Hugo são os filhos do tio Rony e da tia Hermione, sendo Rose a mais velha e tendo a minha idade, 15 anos. E por último, Fred II e Roxanne, filhos do tio George e da tia Angelina. Eu falei que minha família era grande.

Enquanto os outros conversavam eu olhava a rua, de vez ou outra passavam carros trouxas, mas duas pessoas do outro lado da rua me chamaram a atenção, não sei porque, só chamaram; o menino e a menina estavam deitados debaixo de uma árvore e pareciam discutir, só desviei minha atenção deles quando um feitiço passou raspando por mim e acertou um pássaro que estava voando. Olhei pra trás e vi James e Fred morrendo de rir, e meu irmão com a varinha do papai.

—Você ta louco, podia ter me acertado!

—Não se preocupe Alvinho, não ia acontecer nada, se te acertasse só ia te derrubar da árvore. E como diz aquele ditado trouxa: "Vaso ruim, não quebra". – Falou James.

Revirei os olhos, e voltei a olhar a garota e o menino, os dois pareciam ter a minha idade, confuso, vi que a menina estava cuidando do pássaro que James acertou, parecia bem preocupada.

—O que você ta olhando aí? – Perguntou-me Fred.

Os dois estavam quase no final da rua, a menina apoiada no menino, quando vejo Lily quase caindo da árvore, James sem querer a empurrou.

—JAMES! – gritou Rose um pouco desesperada, quem não ficaria?

Me virei pra ver se os trouxas escutaram o grito de Rose, e os vi olhando pra cá, e vi, pela primeira vez, o rosto da garota, e devo dizer eu não vou o esquecer tão cedo.

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Depois que James quase derrubou Lily da árvore, ficou de castigo, depois de comermos a deliciosa comida da vó Molly, nós fomos dormir, quer dizer os outros, por que eu fiquei pensando na garota de hoje cedo, quando consegui dormir já era madrugada. Eu iria a encontrar de novo e iria descobrir quem era a dona daquele rosto.

Às vezes você acha que vai ficar bem sozinho

Porque um sonho é um desejo que você faz a sós

É fácil sentir que você não precisa de ajuda

Mas é mais difícil andar com suas próprias pernas

Notas finais
Bom aqui está, comentem se gostaram e qualquer erro me avisem. Bjos da Biah