Apenas uma Potterhead
15 Potter Curse
Notas iniciais

Capítulo 14 – Maldição Potter
POV Lyra
Nesse momento estamos escutando o professor Ted falar mais sobre os dementadores e o que aconteceu com eles depois da Guerra Bruxa. Eu entediada, estava desenhando as relíquias da morte na ponta do pergaminho em que eu deveria estar fazendo anotações da matéria.
—Estão dispensados, e não se esqueçam de deixar o dever da última aula na mesa. – Ted apontou para sua mesa, na frente de todas as outras espalhadas pela sala.
Ted, de todos os professores, era o mais liberal e divertido de todos, sendo assim o professor preferido de quase todos os alunos, me incluindo nessa lista. Peguei minha bolsa com os materiais e segui em direção à porta, mas parei quando escutei Ted me chamando.
—Senhorita Gryffindor. – me virei e caminhei em direção a ele.
—Me chame de Lyra, por favor, professor. – dei um meio sorriso a ele.
—Então me chame de Ted, agradeceria, professor deixa tudo em um tom mais sério. – assenti concordando. — Te chamei para perguntar como anda lidando com tudo.
—Uhn... Eu acho que bem, quer dizer, por causa dos livros eu e Rafa não temos tanta dificuldade em lidar com tudo, pode não parecer, mas por dentro estou pirando por você ser meu professor. – respondi pensando um pouco na última semana, vendo Ted corar um pouco com meu último comentário e seu cabelo mudar para vermelho. – Quer dizer, você é um dos meus personagens preferidos da nova geração dos livros.
—Fico feliz que você e Rafael estejam se adaptando facilmente ao mundo bruxo, e se vocês dois precisarem de qualquer coisa, estou à disposição, pode ir era só isso. – dei um sorriso para ele e me levantei da cadeira em que havia sentado, abaixando a cabeça para pegar minha bolsa no chão. – Lyra, você é ruiva?
—O-O que? – congelei no lugar o olhando estática. – De onde tirou essa ideia?
—A raiz de seu cabelo. – Ted me olhou questionador. – Está começando a ficar ruiva.
—Sim, sou. – o olhei esperando ele esboçar alguma expressão. – Por favor, não conte a ninguém.
Antes que ele pudesse falar alguma coisa eu saí da sala, respirando fundo logo em seguida. Como DCAT era minha última aula eu estava livre, antes de ir para a Sala Comunal, fui para a biblioteca, para pegar um livro de feitiços, e fui para os dormitórios, onde lavei o rosto e coloquei uma touca, me deitei em minha cama começando a folhear o livro de feitiços, procurando um que pintasse cabelos. Ruby e Evy apareceram duas horas depois, mas apenas as ignorei continuando a procurar o feitiço, quando deu a hora do jantar, fechei o livro e coloquei um marcador de páginas, colocando o livro no bolso interno da capa.
—Você vai levar o livro para o jantar Lyra? – perguntou Ruby estupefata.
—Sim, algum problema? – me fiz de desentendida.
—Tem, por que, pelas barbas de Merlin você vai levar um livro para o jantar? – Evy exclama.
—Tenho que procurar um feitiço só isso, mas como vocês são chatas não vou mais levar. – resolvi não protestar contra essas duas.
Descemos as escadas e encontramos Nico sentado em uma poltrona jogando Snap Explosivo contra um menino do 4º ano, e nosso amigo estava ganhando. Quando a partida terminou subimos as escadas e fomos para o Salão Principal, o qual ainda não estava completamente cheio, mas os outros já estavam lá. Invés de ficarmos na mesa da Lufa-Lufa, nos sentamos na mesa da Grifinória. Alvo, Roxy e Scorpius também estavam lá.
—Ei Lyra, o que o Ted queria com você? – pergunta Rose quando me sento ao seu lado.
—Nada de mais, só se ofereceu se eu precisasse de ajuda em algo, e me perguntou se eu estava me adaptando bem. – dei um sorriso tranquilizador a ela, e passei os olhos pela mesa dos professores encarando Ted por alguns segundos, me mexi desconfortável quando o mesmo me encarou de volta. – James, quando poderemos treinar para meu teste de quadribol?
—Quando você quiser morena, só me chamar. – ele me responde prontamente.
—Será que eu poderia participar desse treino? – questiona Alvo rezando o olhar entre mim e James.
—Claro, por que não? – um pequeno sorriso se abriu em meu rosto.
—Porque a touca Lyra? Adotando um novo estilo? – Rafa me olha com uma sobrancelha arqueada.
—É contra a lei usar touca? – devolvi a pergunta sorrindo irônica.
Depois disso todos zoaram Rafa pela tirada e continuamos o jantar com um clima agradável, acompanhado das constantes brigas entre Ruby e James que, de acordo com o pessoal já aconteciam antes de mim e de Rafa chegarmos e agora elas apenas aumentaram. Roxy, Alice, Rose e Lily dizem que os dois são a reencarnação de Lily e James Potter, vivem em pé de guerra, mas no fundo se amam, ou pelo menos sentem algo um pelo outro.
Já no nosso quarto, eu saia do banho secando meu cabelo com a varinha, e prendi o mesmo em um coque frouxo. Deitei na cama e peguei o livro de feitiços na cabeceira da cama, voltando a minha procura.
—E aí Lyra, ansiosa para o teste depois de amanhã? – pergunta Evy sentando na ponta de minha cama.
—Um pouco, quer dizer, eu não treinei quase nada e só vou ter mais amanhã, nem sei por que o Adam me chamou, a Lufa-Lufa deve ter pessoas muito melhores do que eu. – falo fechando o livro e olhando para ela e Ruby.
—Ah fala sério. – diz Ruby revirando os olhos. – Você é ótima, vai deixar todos de boca aberta, e sobre treinar, James, Alvo, Roxy, Fred, eu, todos nós vamos te ajudar amanhã, e nem pense em dizer que não vai valer a pena, por que vai.
—Agora, vamos esquecer isso um pouco. – Evy diz. – Que feitiço você está procurando Lyra?
—Não precisa se preocupar com isso Evy. – afirmei.
—Sabe, eu estava pensando, a gente podia mudar alguma coisa. – propõe Ruby.
—Como assim? – eu pergunto a olhando confusa.
—Pintar o cabelo, que tal? – ela olhou para mim e para Evy entusiasmada.
—Isso seria legal, principalmente que depois de amanhã vai ser os seus testes Lyra. – Evy concorda.
—O que meus testes têm a ver com isso? – eu estava surpresa por Ruby ter sugerido isso, por que o feitiço que eu estava procurando era para pintar meu cabelo e esconder os fios ruivos que já estavam aparecendo.
—Quarta só temos aula a tarde, depois dos testes de quadribol, por que não chegar lá com o cabelo diferente? Como que para marcar o momento. – Evy explica.
—Eu nem sei se eu vou entrar no time. – exclamo.
—Mesmo se você não entrar, mesmo se não for para os testes, por que não pintar? – Ruby me questiona. – E não vai ser só você, nós duas também vamos.
—Olha, eu vou pensar, amanhã eu dou a resposta, okay?
—Tudo bem, boa noite Lyra, Ruby. – Evy nos deu um abraço e foi deitar em sua cama, logo sua respiração já estava lenta. Ruby me olhou e eu tive a impressão de que ela sabia de algo.
—Eu ouvi sua conversa com o professor Lupin. – como se ela tivesse lido minha mente ela falou. – Porque pediu para ele não contar que você é ruiva?
—Eu... – eu tentava falar, mas um bolo se formava na minha garganta.
—Lyra, você pode contar comigo, não vou falar para ninguém. – Ruby colocou a mão em meu ombro me olhando solidariamente.
—Eu... – me levantei da cama e peguei meu caderno de desenho, e o abri na primeira página, o entregando para Ruby. Ela me olhou confusa e olhou para o desenho, prestando atenção nos detalhes, ela passou a mão sobre a folha.
—São seus pais? – ela perguntou me entregando o caderno, me sentei ao seu lado na cama e assenti com a cabeça.
—Eu não gosto de falar sobre eles. – comecei levantando meu olhar para o teto, tentando afastar as lágrimas que se acumulavam. – Eu os perdi quando tinha um ano de idade, meus tios falaram que eles haviam saído para jantar e assaltaram o lugar, eles morreram naquela noite e minha guarda ficou com meus tios.
—Eu nem sei o que falar. – Ruby me abraçou. – Então é por isso que você pinta o cabelo? Por que lembra a sua mãe?
Apenas balancei a cabeça positivamente, nós duas ficamos abraçadas durante um tempo, depois Ruby me deu boa noite e se deitou na sua cama. Eu calcei uma sapatilha e peguei minha varinha saindo dos dormitórios e da Sala Comunal, eu sei que se Filch ou algum monitor me pegar eu pegarei uma detenção, mas eu precisava espairecer e Hogwarts a noite é perfeita para isso.
—Lumos. – murmurei e a ponta da varinha ascendeu.
Fui andando pelos corredores e desci as escadas que se movem, indo para as masmorras, elas eram mais frias do que o resto do castelo, me fazendo encolher. Eu olhava para os quadros nas paredes e lia seus nomes abaixo deles, estavam todos dormindo e a luz de minha varinha não os atrapalhavam.
—O que fazes aqui a esta hora, pequena bruxa? – escuto uma voz feminina e levanto meu olhar para um quadro a minha esquerda, onde havia uma mulher de cabelos negros e olhos verdes escuros.
—Estou pensando um pouco, senhora. – respondo tentando ser educada, ela ri e balança a mão com indiferença.
—Não são necessárias formalidades, chame-me de Morgana, e tu, qual seu nome? – ela me lançou um sorriso bondoso.
—Larissa, mas eu prefiro Lyra. – olhei para os lados, verificando se não vinha ninguém.
—Pensava em quê Lyra? – ela me questionou calmamente.
—Minhas amigas, fizeram uma proposta, mas eu tenho medo de aceitar e lembrar minha mãe. – me sentei nas escadas e apoiei minha cabeça em minhas mãos.
—Que proposta?
—Elas querem mudar a cor do cabelo, e sinceramente, se eu for mudar a cor do meu cabelo, vai ser para minha cor original.
—Você deve seguir seu coração, se lembra a sua mãe, pense que é em homenagem a ela, você não precisa transformar coisas que te lembram de pessoas que você ama em coisas ruins. – ela me aconselhou. – Agora, és sua a decisão, deves voltar para seu dormitório, venha falar comigo depois, gosto de sua companhia.
—Voltarei Morgana, também gosto de sua companhia. – me levantei e peguei minha varinha. – Obrigada pelo conselho.
Subi as escadas e comecei a voltar pelo caminha que havia percorrido antes, por sorte nenhum monitor me encontrou nem Filch ou sua gata dos infernos. Parei em frente aos barris e bati na ordem correta, escorregando em seguida pela passagem e subi as escadas para os dormitórios, entrando no meu e deitando na cama, dormindo rapidamente.
♊♑
Quando acordei a única coisa que eu queria era me virar e voltar a dormir, mas logo um corpo se jogou em cima de mim.
—Sai de cima de mim! Sua gorda! – gritei rindo, enquanto Ruby me fazia cócegas.
—Essa é minha vingança pela água, e eu não sou gorda! – ela saiu de cima de mim e eu agarrei meu travesseiro fechando os olhos. – Nem pensar! Hoje você vai treinar com o Potter e com o Alvo, levanta logo!
—Você sabe que os dois são Potter, né? – Evy pergunta se sentando em sua cama.
—Mas tem uma diferença, o Alvo é legal, já a pessoa conhecida como James Sirius Potter é o capeta em pessoa. – Ruby explica revirando os olhos, eu me levanto e pego o uniforme.
—Sabe, eu conheço uma história que começou assim. – entrei no banheiro e fiz minhas higienes, troquei do banheiro e saí, começando a arrumar meus materiais.
—Como assim? – pergunta Evy.
—O garoto implicava com a menina desde o primeiro ano, mas acabou que um desafio se tornou o amor da vida dele. – abri um sorriso cínico em direção a Ruby. – Eu acho que tudo isso de vocês dois viverem brigando é apenas, uma repetição dessa história.
—Mas depois que os dois terminaram a escola, o que aconteceu? – Evy questionou empolgada.
—No 6º ano ela finalmente aceitou sair com o garoto e no 7º eles começaram a namorar, quando saíram da escola se casaram algum tempo depois e tiveram um filho.
—Poupe-me Lyra! – exclamou Ruby com as bochechas coradas. – Eu e o idiota Potter juntos? Nem em sonho!
—Tudo bem, tudo bem, estava apenas comentando. – levantei as mãos em sinal de redenção. – Agora, sobre ontem à noite, eu já me decidi. – As duas pularam na cama me olhando com expectativa. – E sim, vou pintar o cabelo.
—De que cor? Que tal loiro? Ficaria bem bonito, na verdade qualquer coisa ficaria bonita em você, você é linda e... Não já sei de uma cor mais diferente! Roxo ou rosa, que tal? – Evy começou a falar em um só folego.
—Calma aí. – ri dela. – Eu vou voltar a minha cor original...
—Agora quem fala calma aí, sou eu! – Evy me interrompe. – Você não é morena?
—Não, sou ruiva, é... Um assunto meio pessoal. – a olhei constrangida.
—Tudo bem, eu conheço o feitiço, vamos fazer amanhã, antes dos testes de quadribol. – Ruby decreta e nos puxa para irmos ao Salão Principal, encontrando Nico no caminho.
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POV Rafael
A minha vida tem sido incrível, mesmo com saudade da minha mãe. Eu sou parte dos novos Marotos, sou amigo da 3ª geração e sou um bruxo, eu e Lyra. Ainda não conversamos sobre tudo isso que vem acontecendo em Hogwarts, mas eu sei que ela está mais feliz do que já foi em toda sua vida.
No momento estou descendo as escadas do dormitório masculino da Grifinória, com a gravata em volta do pescoço, sem nó. Lily vinha descendo as escadas do dormitório feminino, baguncei os cabelos dela, ganhando um olhar fulminante em troca e passei meu braço por seus ombros. Ela se tornou uma irmã mais nova para mim e eu a trato como uma assim como trato Lyra.
—Oi gente. – falei me sentando em um sofá da Sala Comunal, ao lado de James e Fred. – Sobre o que falam?
—Estamos falando sobre meus avós, Lily e James. – James responde. (N/A: Isso ficou confuso)
—Você tem um quadro deles na sua casa, não tem? – pergunta Alice.
—Temos. – Lily responde. – Nas férias eu estava falando com a avó Lily e ela falou do tempo em que eles estudavam em Hogwarts, ela falou que ela e o avô James viviam sempre brigando, e quando ela disse isso eu me lembrei do James e da Ruby brigando.
—Humm, será que temos um novo casal? – provoquei com um sorriso maroto, vendo James revirar os olhos.
—Seu veado! – exclamou Fred o empurrando com o ombro. – E nem pra me falar!
—É cervo Fred, já te disse! E eu não vou ficar com a Ruby, mas que coisa! Além disso, ela é super irritante, quem iria querer ficar com ela? – James se defende.
—Muita gente, por exemplo, Clark, aquele garoto do 7º ano da Corvinal. – Alice fala.
—Ela é gata, muitos caras dariam de tudo só pra ficar com ela, não só ela como Evy e Lyra também. – Frank diz e eu me remexo desconfortável com a menção de Lyra na conversa.
—E se eu fosse namorar com ela, ela teria que ser ruiva, se não quebraria a tradição. – James cruza os braços com uma carranca no rosto.
—Tradição? – falo.
—Tá mais para maldição, por que não controlamos quem amar. – Lily começa a explicar. – Já faz algumas gerações que todos os homens da família Potter só se apaixonam e depois casam com mulheres ruivas, nosso pai, nosso avô James, e pelo que o mesmo disse o pai dele também.
—E eu pretendo continuar com isso, por que, aliás, as ruivas são as melhores. – James dá um sorriso malicioso.
—Como James? – questiona Alice o olhando com uma sobrancelha arqueada.
—Foge dessa agora, priminho. – Rose diz se sentando no braço do sofá.
—Eu disse só ruivas? Eu me esqueci de mencionar as morenas, elas também são demais. – James fala nervoso coçando a nuca.
—Hunpf. – Lice bufa e se levanta pegando a bolsa no chão e indo em direção ao quadro que leva a saída da Sala Comunal.
—Aonde vai maninha? – Frank pergunta segurando o braço dela.
—Vou me encontrar com David, ele vai me ajudar a estudar para Transfiguração.
Frank a soltou e veio emburrado até uma poltrona. David é o namorado da Lice, ele é da Corvinal e de acordo com Frank e ela, mestiço, o professor Longbottom não gostou dele no começo, mas depois de David pedir formalmente a ele para namorar a Lice, ele aprovou o namoro, assim como a mãe dela.
Quando vimos já era a hora do café da manhã, e atravessamos o quadro da Mulher Gorda, indo ao Salão Principal, local do qual James pôs o pé e já direcionou o olhar para a mesa da Lufa-Lufa, onde Lyra, Evy, Ruby e Nicolas estavam conversando e fazendo gracinhas. Sentamo-nos na mesa da Grifinória e começamos a comer, com o clima descontraído de sempre.
♊ *Dia seguinte* ♑
POV Lyra
—Lyra! –falou uma voz rapidamente, a mesma voz do outro sonho. – Você tem que ficar aqui, eu vou voltar, você vai ficar bem. E lembre-se...
Me sentei respirando fundo, meu pijama grudado em meu corpo, passei as costas da minha mão na testa secando um pouco do suor. Olhei para o relógio que marcava 5:40 da manhã. Eu não sabia o significado desses sonhos, a voz fala para eu ficar, que iria voltar, mas o sonho sempre acaba antes da pessoa terminar de falar.
Me deitei na intenção de voltar a dormir, mas o sono já tinha ido embora, fiz minhas higienes e coloquei o uniforme, pegando um livro qualquer e descendo até a Sala Comunal que estava vazia, provavelmente todos começariam a acordar daqui a alguns minutos. Desisti de ler quando percebi que estava distraída demais para isso, levantei e sai da Sala Comunal, descendo até as masmorras, encontrando Morgana fazendo o que eu estava tentando minutos atrás, ela estava lendo um livro.
—Que bom que voltastes pequena bruxa. – Morgana tirou os olhos do livro e me olhou, dando um sorriso de canto.
—Falei que voltaria. – retribui o sorriso. – Que livro está lendo?
—Um romance trouxa, Romeu e Julieta, conhece?
—Claro, é um dos meus clássicos favoritos, além de ter uma bela história, apesar do final. – a respondi.
—Então, negaste a proposta de suas amigas? – ela me questionou.
—Eu aceitei, estarei ruiva a partir de hoje, também farei os testes de quadribol da minha casa.
—Boa sorte, é uma pena que eu não possa vê-la voando, deves ser uma boa jogadora. – ela se queixa.
—Se eu passar no teste virei até aqui te avisar. – a assegurei. – Tomara que eu entre, treinei a tarde inteira ontem, junto com dois amigos.
—Ficarei contente se conseguires.
—Lyra, o que faz aqui? – escuto a voz de Roxy e me viro a vendo na curva do corredor, com Scorpius e Alvo ao seu lado.
—Oi gente. – aceno e eles vem até mim. – Estava conversando com o quadro de Morgana, mas parece que ela foi embora. – olhei para o quadro da mesma e ela não estava lá.
—Ela é estranha, não gosta muito de companhia, não sei como você conseguiu essa proeza. – diz Scorpius e eu apenas revirei os olhos em resposta.
—Já está na hora do café da manhã, vamos. – Alvo puxou Scorpius e Roxy e eu fomos de braços dados.
Chegando ao Salão Principal que ainda estava meio vazio, vimos Alice na mesa da Corvinal com o namorado dela que tentava explicar alguma matéria, James, Fred, Rafa e Frank estavam na mesa da Lufa-Lufa, assim como Rose, Lily, Evy, Ruby e Nico.
—Tentado fugir de nós Lyra? – pergunta Ruby irônica.
—Não apenas fui dar um volta por aí, acordei um pouco cedo demais. – expliquei.
—Nervosa para hoje? – perguntou Rose me olhando.
—Muito.
—Não se preocupe, você treinou com dois dos melhores jogadores de quadribol de Hogwarts, sendo que um deles que te ensinou a voar numa vassoura, você vai conseguir aquela vaga de batedor facilmente. – Fred disse enquanto colocava um biscoito na boca.
—Isso não quer dizer que... – comecei.
—Ah, chega Lyra, nada de desculpas, aquela vaga já é praticamente sua, Adam só precisa que você faça o teste para que não seja injusto com os outros, você praticamente já está no time. – Evy me interrompe e joga um amendoim em mim. – E não esqueça, você e Evy, no dormitório, 1 hora antes dos testes começarem.
—Você avisa isso pra gente a cada 20 minutos, é meio impossível de esquecer. – Evy fala apoiando a cabeça na bochecha.
—Vocês três estão com muitos segredinhos, não? – pergunta Roxy nos olhando com as sobrancelhas arqueadas.
—Elas estão nos trocando, Roxy. – fala Rafa com uma voz de garota e fingindo um choro.
—Ai, vão se comer vocês dois. – digo levando um copo com suco de abóbora a minha boca.
—Tire as mãos de minha irmã, Rafa. – Fred fala entre dentes.
—Vai cuidar de sua vida Fred. – Roxy retruca.
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Falta uma hora e dez minutos para os testes de quadribol e eu estou saindo da biblioteca para ir a Sala Comunal.
—Obrigado por quase me fazer assinar o meu contrato de morte. – Rafa aparece e coloca o braço em meus ombros.
—Como?
—Quando você falou aquilo pra mim e pra Roxy, eu achei que o Fred iria me matar. – ele exclama no final.
—Estou apenar dando um empurrãozinho, Sr. Weasley. – falei irônica e com um sorriso inocente no rosto.
—Isso não tem graça, nem um pouco, a Roxy nem liga pra minha existência. – ele diz desanimado.
—Até parece, olha depois eu dou uma de ombro amigo e te dou conselhos para chegar na Roxy, agora eu tenho que ir se não a Ruby vai me matar. – dou um beijo na bochecha dele e saio correndo.
Chegando à Sala Comunal, subo as escadas para os dormitórios e vejo Evy e Ruby conversando sentadas em suas camas, tiro minha touca da cabeça e sento ao lado delas.
—Ótimo. – Ruby se levanta e pega um livro de feitiços abrindo em uma página. – Aqui está o feitiço. Evy vai primeiro?
—Tá bom, eu quero meu cabelo moreno com luzes loiras. – Ruby lê o feitiço e empunha a varinha
—Luminum colores tenebris. – a raiz do cabelo de Evy começa a escurecer e a cor castanha toma conta do cabelo, deixando apenas as pontas loiras. – Ficou incrível.
—Ficou mesmo, agora sua vez Ruby, que cor? – pego o livro das mãos dela e pego minha varinha.
—Quero apenas as minhas pontas vermelhas. – li o feitiço no livro e apontei a varinha para o cabelo de Ruby.
—Extremo rubeo exchanging. – as pontas do cabelo de Ruby começaram a ficar vermelhas como se estivessem pegando fogo e se misturaram como o resto do cabelo.
—Agora você. – Evy apontou para mim e eu revirei os olhos, me sentando na cama. — Extremo rubeo. – depois que Evy conjurou o feitiço o silêncio tomou conta do quarto, me fazendo virar e olhar para as duas que me olhavam perplexas.
—O que foi? Ficou ruim? – questionei, e Evy apenas acenou negativamente com a cabeça.
—Lyra... – Ruby começou. – Você tá muito gata, se eu fosse homem eu te pegava, com certeza.
Me levantei e fui até o banheiro, me olhando no espelho que tinha na parede. Meus cabelos estavam completamente vermelhos, a luz do sol que entrava pela janela do quarto invadia o banheiro e dava um efeito ao meu cabelo, parecia que o mesmo estava pegando fogo. Agora sim eu era uma mistura completa de meus pais, com os olhos do meu pai e o rosto e cabelo da minha mãe.
Vesti a roupa que eu vou usar nos testes e peguei a minha vassoura, apenas esperando dar o horário para ir ao campo de Quadribol. Eu e as meninas iniciamos uma conversa e as duas afirmaram que meu cabelo havia ficado bom e que eu estava pronta para fazer o teste.
Quando deu o horário nós descemos as escadas dos dormitórios e passamos pela Sala Comunal, subindo as escadas que levam aos porões, subimos as escadas que se movem e fomos em direção ao Campo de Quadribol. As meninas me deixaram perto da saída para o Campo e foram para as arquibancadas, onde a 3ª geração estava, assim como o time de quadribol da Lufa-Lufa, para observar os candidatos.
Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo e entrei no Campo, todos os candidatos já estavam lá, só esperando o capitão do time começar com os testes. Quando me posicionei mais afastada de todos, Adam apareceu junto com outro garoto, possivelmente o co-capitão.
—Muito bem, todos aqui? Ótimo. – ele abriu um sorriso tentando tranquilizar todos. – Não se preocupem os testes não são nenhum monstro de sete cabeças, como devem saber, eu sou Adam Finch-Fletchey, o capitão do time da Lufa-Lufa, e esse ao meu lado é Chris Gardner, o co-capitão.
—Esse ano tem duas vagas de artilheiro e uma de batedor disponível, quem não for fazer o teste desses dois, sentimos muito, talvez ano que vem. – Chris acenou com a cabeça e cinco dos dez que estavam aqui para o teste se retiraram. – Começaremos pelos artilheiros, por favor, quem for fazer o de batedor se sente.
Quando me sentei pude ver Adam me olhando com os olhos arregalados e com a boca aberta, arqueei uma sobrancelha e dei um sorriso sarcástico em sua direção, com isso ele desviou o olhar e montou em sua vassoura, começando os testes.
Eles finalizaram depois de um tempo os testes de artilheiros e começaram os de batedor, a vaga na qual eu e outro menino disputávamos, o garoto foi primeiro, e rebateu o balaço umas três vezes tentando desviar a bola de Adam enquanto o mesmo tentava apanhar o pomo, o garoto foi rebater o balaço outra vez, mas acabou se desequilibrando da vassoura e caiu no gramado, ele por sorte estava perto do chão.
Subi em minha Firebolt e peguei o taco que Chris arremessou para mim, focando no balaço que voou diretamente para Adam. Inclinei meu corpo para frente e rapidamente parei em frente ao balaço o rebatendo, repetindo isso toda vez que ele chegava perto de Adam ou de algum outro jogador. Trinta minutos depois, Adam pegou o pomo e Chris guardou o balaço.
Me sentei no banco onde os outros candidatos estavam, sequei o suor que se acumulava em minha testa e observei junto com os outros, o time da Lufa-Lufa se reunir em um circulo e começarem a discutir. Eles terminaram e vieram em nossa direção, todos os candidatos se levantaram e esperamos Adam falar alguma coisa.
—Agradecemos a tentativa de todos e pedimos que não desistam de entrar no time, os que não foram selecionados podem tentar ano que vem. – o capitão começou a falar. – Nós discutimos e chegamos ao resultado de que John Walker e David Hill ficam com as vagas de artilheiro, e Larissa Black Gryffindor fica com a vaga de batedor.
Deixei meus ombros caírem e a tensão em meu corpo evaporou, um sorriso se abriu em meu rosto e eu levantei a mão em comemoração. Os candidatos que não conseguiram nos parabenizaram e saíram do campo indo em direção ao vestiário. O time também nos parabenizou e saiu do meu campo de vista, ficando apenas Adam e eu, com os outros candidatos conversando com os amigos. Adam veio até mim e abriu um sorriso.
—Sabia que você iria entrar. – ele disse por fim.
—Por um momento ,eu juro, que achei que a vaga não era minha. – confessei.
—Tá de brincadeira. – ele riu e me segurou pelos ombros, olhando em meus olhos. – O pessoal te adorou você foi incrível, e não foi só por causa disso.
—Esse último é um comentário do time ou seu? – perguntei o olhando questionadora e tirei seus braços dos meus ombros.
—Isso vai depender de qual você quer. – ele respondeu dando um sorriso galanteador, fazendo-me gargalhar.
—LYRA! – um corpo se jogou em mim, quase me desequilibrando. – Você conseguiu! Eu sabia!
—Calma lá Evy, é só um lugar no time de quadribol de Hogwarts, não come se eu fosse a um encontro com alguém famoso. – a abracei e disse.
—Sua doida! – Roxy, Rose, Ruby e Alice me abraçaram ao mesmo tempo e Lily se infiltrou no abraço também. – Você pintou o cabelo e nem falou com a gente! Oh Merlin! Você ficou perfeita ruiva!
—Obrigada, mas me soltem, eu não consigo respirar. – agradeci e falei rapidamente.
—Sabia que você iria conseguir, recém-ruiva. – James me abraçou por trás e me levantou do chão, me colocando de volta logo depois.
—Não vou poder te chamar mais de morena. – Scorpius e Rafa falaram fingindo um choro e me abraçando e eu apenas murmurei um: “idiotas”.
—Você foi incrível. – Alvo falou timidamente e me deu um beijo na bochecha e um abraço.
—Obrigada. – digo sentindo um formigamento onde ele me beijou.
—Sabe o que eu lembrei? – Alice diz trazendo a atenção de todos para ela. – Da nossa conversa no nosso Salão Comunal ontem.
—Que conversa? – pergunto confusa e James dá uma gargalhada.
—Parece que tudo conspira para esses dois ficarem juntos. – O mesmo fala olhando para mim e para Alvo.
—Você não pode falar nada maninho. – Lily o olha com um olhar maroto. – Não sei se você reparou no cabelo da Ruby.
—Isso não conta, nem um pouco, ok? Chega desse assunto. – James fica irritado e cruza os braços, mas logo volta com o sorriso de sempre. – Vamos, talvez ainda dê para comemorar antes das aulas.
—Claro. – falei confusa com o assunto e olhei ao redor procurando Adam, mas o mesmo já não estava no meu campo de vista, já devia ter ido embora.
Seguimos para dentro do castelo e eu tomei um banho no vestiário, coloquei o uniforme, indo com todos para os jardins, para tentar aproveitar.
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