Apenas uma Brisa,A sensação de Liberdade

1 Apenas uma Brisa, A sensação de Liberdade


Apenas uma Brisa, A sensação de Liberdade

“Você deve aproveitar todos os dias, vivendo ao máximo e sendo feliz. Proteja aquilo que lhe é importante e que lhe faz bem”, me falaram um dia.

“Um problema só é um problema se você pensar assim. O ser humano é capaz de fazer tudo. Ele pode encarar isto com um sorriso no rosto e superar tudo; conseguindo mudar as coisas e sendo feliz.”, ele me disse e, mesmo naquele estado, sorria.

O sorriso dele me acalmava e me tranquilizava. Até aquele dia, eu nunca havia visto uma face de dor no rosto dele.

Uma face de dor que ele deve ter possuído por muitos anos, e que deve tê-la demonstrado escondido, não mostrando nem mesmo para mim.



O menino de quem falo chama-se Hatori Miyazaki, ele tinha dezessete anos e morreu de pneumonia no último inverno.

Desde pequeno ele tinha a saúde frágil e, por conta disso, nunca conseguiu ir à escola direito. Ele ficou internado no hospital várias vezes.

Eu sempre o encontrei no terraço do hospital, mas ele sempre ficava pouco tempo e voltava para o quarto.



– Miyazaki-san, se você ficar neste vento gelado sua saúde irá piorar. – uma enfermeira disse ao Hatori, o chamando. Hatori se virou para a enfermeira, com seu sorriso gentil de sempre.

– Desculpe-me, mas eu poderia ficar mais um pouco, por favor? – ele pediu. – Eu gosto de sentir a brisa em meu rosto. É como se eu estivesse livre. – ele falava, fechando os olhos com um sorriso, sentindo a brisa passar por seu rosto. A enfermeira o olhou e sorriu.

– Tudo bem, pode ficar mais um pouco, mas, por favor, volte logo ao seu quarto, está bem?

– Sim, obrigado. – ele agradeceu.



Hatori ficou um pouco mais no terraço, olhando para o céu que ainda estava claro.



– Como é poder correr com todas as forças? – ele sussurrara ao vento. – Eu queria poder correr bastante e sentir o vento passando por meu rosto. – ele dizia com um sorriso no rosto. – Eu me sentiria livre. – ele olhava para o céu, animado com a ideia, imaginando como seria boa a sensação de correr com todas as forças.



Logo depois, Hatori saiu do terraço e voltou para o seu quarto.



Após alguns dias, ele saiu do hospital e voltou a ir para a escola normalmente.

Era primavera.

Hatori repetiu o ano por falta. Era a terceira vez que ele cursaria o primeiro ano do colegial; o motivo não eram suas notas, ele dizia que tirava boas notas, pois estudava enquanto estava internado. Na verdade, o motivo era por conta de sua frágil saúde, que o fazia ser internado com a chegada do inverno, o fazendo repetir por faltar demais à escola.



– Eu queria poder sair com os meus amigos. – ele tinha um sorriso triste ao rosto. Olhava do terraço do hospital um grupo de amigos conversando. – Deve ser legal falar sobre diversas coisas e se divertir com todos juntos. – o grupo sumira da vista de Hatori, que voltara seu olhar para o céu. – Você deve aproveitar todos os dias, vivendo ao máximo e sendo feliz. – ele sentira a brisa passar por seu rosto, como se fosse um carinho. – Proteja aquilo que lhe é importante e que lhe faz bem. – Hatori sorria olhando para o céu; falava como se estivesse conversando com alguém, até que ele começara a tossir. Ele caíra ao chão, sem conseguir parar de tossir. Hatori fora socorrido pela enfermeira, que havia vindo lhe chamar para voltar para o quarto.



Os dias eram frios e o vento gelado batia na janela, como se estivesse irritado por não conseguir ouvir as palavras de Hatori desde o outro dia. Hatori não havia se recuperado totalmente e estava de repouso.

Era tarde, Hatori havia escutado a conversa do médico com os seus pais.

Ele não estava podendo ir ao terraço, pois sua saúde não estava estável o suficiente para ele poder sair do quarto.

A cada dia ele se sentia mais fraco e sabia que sua saúde estava piorando. Ele fora até a janela, a abrindo. Ele olhava para o céu com um sorriso, mas se sentindo muito fraco. Ele estava com uma expressão de dor, mas tentava não demonstrá-la; ele sorria para esconder a dor que sentia.



– Eu não acho que isto seja ruim. Eu gostei muito de ver este céu todos os dias. – ele olhava sorrindo, mas com lágrimas nos olhos. – Eu queria poder ver por mais alguns dias. – ele limpara as lágrimas. – Mas tudo bem. Isto não é um problema. – ele sentira uma leve brisa passar por seu rosto, como se fosse um carinho, um fio de esperança que o fazia se acalmar um pouco. – Um problema só é um problema se você pensar assim. – ele falara ao vento. – O ser humano é capaz de fazer tudo. Se ele pensar que é um problema, ele achará que não conseguirá fazer nada e ficará se lamentando, achando que não pode mudar nada, mas se ele pensar que não é um problema, ele pode encarar de outra forma. – ele sorria ao dizer isso, com algumas lágrimas nos olhos. – Ele pode encarar isto com um sorriso no rosto e superar tudo; conseguindo mudar as coisas e sendo feliz. — Hatori sentira muita dor e já não conseguia escondê-la embaixo de um sorriso. – Eu não encaro isto como um problema; esta minha saúde fraca. Eu pude ver muitas coisas e eu penso que um dia eu saberei o que é a liberdade. – ele sentira a brisa em seu rosto, era como se o vento também estivesse triste e pedindo à Hatori para não desistir. – Eu quero sentir esta brisa novamente...



Hatori caiu e o vento logo ficou mais forte, como se estivesse pedindo para alguém ajudá-lo e pedindo a ele para não desistir. Uma equipe média entrou no quarto para socorrê-lo e a enfermeira fechou a janela. O vento batia na janela como se não quisesse perder Hatori.

O vento continuou forte e se acalmou apenas na manhã do dia seguinte, como se estivesse sofrendo com a perda de Hatori Miyazaki.



É uma dor muito grande.

Um menino tão bom, uma pessoa tão boa...

Eu espero que ele tenha encontrado a liberdade e tenha achado a felicidade.



Uma leve brisa soprava durante o enterro de Hatori Miyazaki.



Eu passarei todos os dias.

Eu vou me lembrar desse sorriso.

E vou levar essa sensação de liberdade para todas as pessoas do mundo.



A brisa passara pelo caixão de Hatori, como se estivesse se despedindo.



Eu espero que ele esteja com aquele sorriso gentil ao rosto, como sempre esteve.



O vento soprava pela tarde e o sol se punha.

Surgindo a primeira estrela no céu.

Notas finais
Yooo minna! o/~
Como estão?? Tudo bem??
Gostaram dessa one-shot?? :D
O que acharam?? Mandem review falando o/~
Espero que tenham gostado!! ^^~
Kissus,
Kiyomi Youko.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!