Notas iniciais
promessa é divida

–Maura, tenho que te falar uma coisa. – ela levantou os olhos me encarando. – Eu não vou jantar com vocês.

– Por que? – disse voltando a atenção para o forno.

– Casey disse que precisava falar comigo e eu aceitei jantar com ele hoje.- ela nada me respondeu, parecia muito concentrada no forno. – será bem rápido. Não dará nem tempo para uma sobremesa.

E então ela tirou a atenção do forno, levantou e passou por mim, sentando no banquinho ao meu lado pegando sua taça de vinho e o tomando calmamente, calma até demais.

Nesse momento comecei a me imaginar sentada em uma nuvem tocando uma harpa, espero que anjos toquem Pearl Jam

A morte já tão estava perto, já podia sentir o toque dos dedos frios dela em minhas costas me causando arrepios que bambeavam minha perna.

– Tudo bem. Só não volte tarde. — morri

– Desculpa, sei que estou desafiando a morte ao perguntar isso, mas você ouviu bem o que falei?

– Sim, que você vai jantar com Casey.

– Isso é alguma pegadinha?

– Vou usar uma expressão popular. “Quem confia no próprio taco não tem medo da jogada do adversário” – Tá, ok. Isso me surpreendeu e muito.

– Tô com medo

– Jane,antes de você ir, apenas divida vinho comigo. Por favor.

– Então você não está brava que eu saia com meu ex?

– Por que estaria?

– Isso está me surpreendendo.

– Se eu fui capaz de te surpreender, então mereço um acompanhamento em um vinho correto?

– Correto

****

Jane acompanhou maura até a adega e a assistiu abrir com extrema mestria a garrafa de vinho chileno, que a poucos anos havia se tornado os preferidos de maura.

–não posso beber mais que duas taças, irei dirigir. — Maura entregou a taça a namorada a abraçando e sussurrando em seu ouvido

– Não farei nada que você não queira meu amor.

Jane sentiu o arrepio percorrer por todo seu corpo e um calor desconfortável em seu centro.

– Maura — deu um gole em sua taça — você está tentando me seduzir? — a loira lançou um olhar inocente, mas não se afastou, o braço ainda enlaçando Jane. — porque se for isso que você tá tentando... querida, você está conseguindo com uma facilidade.

Maura lhe roubou um selinho e se afastou indo em direção à própria taça.

– Não pretendo atrapalhar seu janta com seu ex. — Jane não pode deixar de notar o desdém na voz da namorada e a forma indiferente como ela bebericara seu vinho.

– Maura, escuta. -Jane colocou a taça ao lado de maura e segurou seus ombros- é você que eu quero. Não é ele me entende? Já o quis um dia, mas esse dia ficou anos luz atrás desde o momento que te beijei.

– Eu se

E foii tudo que Maura disse, voltando a tomar mais um gole, indiferente ao desespero que começava a tomar conta de Jane

– Eu não vou mais nesse jantar. -passou a mão pelos cabelos e voltou a atenção a sua taça, a virando em um único gole.

Quando a encheu novamente sentiu os braços de Maura passar em volta da sua cintura e suas mãos entrarem dentro da camiseta branca.

– Eu sei que vocês tem muitas coisas para serem esclarecidas meu amor. — mordeu a nuca da morena que teve o corpo reagido em segundos — e isso é importante para o fim da relação de vocês dois. -beijou o pescoço da morena que aquele momento já nem lembrava que Casey existia.

Maura subiu suas mãos indo de encontro aos seios da morena, massageando ambos com delicadeza e luxúria. -então eu quero que você va- ronronou no ouvido de Jane.

– Seus atos contradizem suas palavras. -Jane sussurrou ao se segurar com mais força à bancada, já não entendia mais porque estava se segurando para dar a Maura o que explicitamente ela queria.

– Não posso culpar os desejos que você me faz ter. -Maura disse enquanto esfregava seu próprio corpo ao corpo da detetive que sem pestanejar virou se para a namorada e a beijou.
Selando sos lábios com vontade. Sua língua pedindo passagem e Maura recebeu de bom grado todas as carícias que as mãos distribuíam por aquele corpo tão macio e perfumado.

Jane deu doisi passos para frente, fazendo Maura dar dois passos para trás, encostando-a na parede e começando a distribuir beijos por seu pescoço. De forma selvagem a loira arranhava costas da mulher ofegante. E então trocou as posições. Sim, tinha raiva ali. Maura tentou esconder seu ciúmes com palavras bonitas, mas ali, naqueles gestos era possível perceber a posse.

Sem nenhuma delicadeza Maura abriu a social blusa de Jane, fazendo os botões voarem pelo chão, deixando a camiseta exposta. Abocanhou o seio por cima do tecido. Arrancando um quase inaudível gemido. Novamente sua língua invadiu a boca, abafando mais um gemido.

Jane já se sentia entregue, pronta, mas com certeza aquilo seria só o começo. Trocou novamente as posições pressionando Maura na porta da geladeira com seu corpo, era como uma guerra por poder, e ela jamais entra para perder. Segurou as mãos da loira na porta da geladeira por cima de sua cabeça e deixou leves mordidas próximo a sua orelha. Maura já estava inquieta, rebolava, tentava se soltar, Porém Jane era mais forte.

Jane encostou sua testa na de Maura enquanto recuperava o fôlego. Soltou uma das minhas mãos, ainda mantendo as duas dela presa

– Adoro você assim selvagem – sussurrou próximo aos seus lábios

– E o Casey?

– Se a guerra não o traumatizou, não é um bolo que vai.

Iniciaram um beijo mais ávido, E Maura sorria entre os beijos, um sorriso de vitória, fazendo Jane se divertir com isso. Os corpos colados faziam um atrito gostoso. Jane colocou uma perna entre as de Maura e ela rebola seu centro sobre ela, soltando baixos gemidos.

A mão de Jane começava a abrir o robe da namorada quando foi impedida pela mesma -Aqui não meu amor. Temos uma criança em casa agora. E ele é bem curioso.

– Ops! — Jane se afastou dando espaço a loira que foi rapidamente agarrada por trás.

– Fica difícil andar com você me segurando assim Jane.

– Não posso culpar meu corpo que não consegue ficar longe do seu — Jane respondeu modificando um pouco a frase que Maura havia provocado antes. — Mas se esse for o problema, tenho uma solução — Jane pegou Maura nos braços como um noivo pega sua recém esposa na noite de núpcias.

– Não me lembro de ter trocado alianças com você pra ser levada assim até o quarto.

– Desculpa, nunca decorei a ordem das coisas.

Maura se alinhou a aquele corpo forte que a carregava e sussurrou no ouvido na namorada. -nunca mais impedirei o seu personal a aumentar sua carga na academia.

– Eu falei que tinha um propósito é você não acreditou.

Subiu as escadas sem nem aumentar o ritmo de sua respiração, então entrou devagar e silenciosamente no quarto.

– Fase um completa capitão, agora vem a fase mais gostosa. Permissão para te fazer gritar de prazer.

– Permissão concedida soldado.

– Soldado? Um misero soldado? Pelas coisas que faço com você achei que seria no mínimo um cabo.

– Se você for uma boa soldado te dou uma promoção.

Jane colocou Maura devagar na cama e deitou seu corpo por cima, novamente atacando o pescoço da loira enquanto se posicionava melhor entre suas pernas. Maura se sentou e Jane abriu o robe da namorada, passando os dedos devagar sobre os ombros descendo as alças do baby doll rosa bebe que Maura usava, um peça extremamente inocente e sexy ao mesmo tempo, assim como Maura era a maior parrte do tempo. Em poucos minutos Maura já se sentia pronta e a coxa de Jane esfregando em seu centro apenas aumentava a certeza do que ela tanto desejava.

Então teve a visão de Jane se ajoelhando entre suas pernas e tirando devagar a camiseta esporte branca que usava, dando a Maura a visão que ela tanto gostava. A loira passou de suas duas mãos pelas laterais do corpo da morena, e então subiu-as aos ombros, fazendo o contorno pelos seios e indo em direção ao umbigo.

– Nem acredito que isso tudo é meu. – sussurrou fazendo Jane sorrir maliciosamente.

– Sou sua Maur, e isso tudo aqui ninguém mais toca. – Deitou sobre o corpo da loira e sussurrou em seu ouvido, entonando a voz o mais rouca e sexy que conseguia. – Você é minha dona.

Maura entrelaçou os dedos entre os cachos morenos e começou um beijo selvagem, uma lúxuria que ela ainda não tinha experimentado antes. Passou as unhas pelas costas já suadas de Jane. E Jane sentia as marcas das unhas misturado com seu suor causando um ardor prazeroso, fazendo seu sexo pulsar mais rápido.

– Jane, espera um pouco. –dizia ofegante

– Que foi? Te machuquei? -disse com a respiração pesada

– Não. Só que Kikyo me deu um presente pra usar com você e... Pensei que talvez... — Maura ficou vermelha, não conseguia olhar nos olhos da namorada.

– Vindo da Kikyo me assusta um pouco. O que é?

–É um brinquedo. – falou e sentiu suas bochechas queimarem- Ela disse que eu iria gostar.

– Então vai lá pegar esse brinquedo. Qualquer coisa eu mato a Kikyo depois

Maura sorriu e saiu de baixo da namorada indo até o closet. Jane estava desabotoando a calça quando Maura voltou com uma caixa de madeira talhada a mão e cadeada.

– Por que você tem que botar cadeado se... ah não! Não é o que tô pensando é?

– Vamos só experimentar. Se não gostar não usamos mais.

Maura retirou uma cinta de dentro da caixa "isso vai em você" retirou um dia do cor de pele "e depois isso vai em mim".

Jane estava boquiaberta.

– Isso é enorme!

– Não exagera, tem só 15 centímetros, é de silicone e é térmico. Coloca por favor.

Jane sem reação apenas pegou os "os apetrechos" e foi em direção ao banheiro. Voltando timidamente em seguida, nua, mãos tampando seu "novo documento"

– Tô me sentindo estúpida com isso

– Vem cá. — Maura se arrastou até a beirada da cama trazendo a namorada para si. — Não se ache estúpida meu amor. Você não faz idéia do quanto esta atraente.

– Atraentemente idiota. Me sinto uma palhaça.

– Palhaços não me deixam assim. – Maura pegou a mão de Jane, a levando para sua calcinha molhada, extremamente molhada, o pano fino colado a pele.

O beijo começou lento, mas carregado de tesão. Jane sentiu Maura tocar seu "novo documento" e gostou da sensação, gostou da respiração rápida da loira aumentando cada vez mais. Então desceu os lábios por seu pescoço e colo, recebendo gemidos contidos da namorada.

Passou a língua em volta do seio, evitando seu centro já ereto. Maura se remexia embaixo, como se tentasse fazer com que Jane colocasse a boca no lugar certo. Sem aviso a morena abocanhou o seio da maura, fazendo-a soltar um gemido alto.

– Shuu! Mais baixo. Temos criança na casa.

– Desculpa. Vou me controlar mais.

Jane desceu mais sua boca, explorando o corpo inquieto abaixo de si.

Chegou ao centro completamente molhado da loira, passando a língua em volta, evitando os lugares mais sensíveis e abocanhou sobre o pano rosa.

– Você tirou o dia para me torturar hoje.

– Lembre- se que você disse que ia se controlar. -Sem aviso Jane afastou a calcinha com os dedos ágeis e investiu sua língua no centro de Maura a fazendo soltar um gemido mais alto que o anterior. Em um gesto rápido Maura tentou ficar sentada, sendo impedida pela namorada que investia em seu centro como se tivesse provando do melhor manjar dos deuses.

As mãos de Jane apertavam os quadris da loira, a impedindo de sair daquela tortura prazerosa. Maura tentava se mexer, tentava acompanhar o ritmo da namorada com o quadril, mas não conseguia, queria gemer, mas não podia. o "mas" já estava ficando quase insuportável e ela descontava sua frustração puxando os lencçois.

Jane parou alguns segundos e retirou a calcinha de Maura, voltando a atacar novamente. Quando Maura sentia seu ventre se fechando, a vontade crescendo como um tornado dentro de si, pronto parar explodir, se agarrou aos lençóis com mais forças e deu gritos silêncios, sentindo seu corpo tremer compulsivamente.

O não poder fazer barulho de alguma forma foi um estimulante exageradamente forte para aquele momento, ou talvez tenha sido a vitória conquistada, afinal não é todo dia que sua namorada troca um jantar com o ex homem da sua vida com uma noite com a atual mulher da sua vida.

Jane subiu e beijou gulosamente sua boca. — Nunca te vi gozar assim doutora.

–Nem eu. — disse com dificuldade, o ar ainda não tinha voltado completamente aos seus pulmões.

– Nunca usei isso. E estou com muito medo de te machucar.

– Eu confio em você. -a loira beijou a namorada lentamente, ainda se recuperando.

Jane se posicionou entre as pernas da loira e segurou seu novo brinquedo, ainda um pouco receosa de como fazer. Maura que assistia a cena riu.

– Tá rindo do que?

– Kikyo acertou o seu tom de pele. Ele parece que nasceu com você.

– Vai ver ela procurou pela versão italiana safada.

– Vem por favor, Estou ansiosa pelo seu ritmo. -Maura puxou a namorada para si e retornou o beijo.

Por alguns instantes Jane apenas curtia o beijo, passando lentamente seu brinquedo pelo centro de Maura. Até encontrar a entrada e penetrar lentamente.

Maura levantou um pouco as pernas para receber Jane melhor. A morena colocou seu peso sobre os cotovelos e se deitou devagar sobre a loira, introduzindo pouco a pouco.

– 15 centímetros está me parecendo um pouco exagerando agora. – Maura sussurrou pesadamente

– Quer parar maur? -Jane perguntou preocupada.

– Não. Continua assim que eu me acostumo. É que faz tempo que eu... deixa pra lá.

Jane continuou deslizando devagar até o limite e depois começou movimentos de vai e vem, sentindo a loira relaxando aos poucos e gemendo baixo.

– Tá melhor agora?

– Muito melhor — disse sorrindo- Lembre me de agradecer a Kikyo depois.

– Com certeza. Isso é bom. Posso ir... Mais rápido?

– Pode.

Maura gemeu um pouco mais forte e se abriu mais, sentindo o prazer dominar seu corpo. Jane a olhava, parecia nem querer piscar, cada feição que Maura fazia gerava uma sensação diferente na morena que além de aprofundar os movimentos, os deixou mais fortes e rápidos.

Jane não conseguia explicar o porquê de estar sentindo prazer... tanto prazer. Talvez fosse a forma entregue e fogosa como Maura estava, ou as alças da cinta friccionando deliciosamente seu clitóris a cada movimento, ou o prazer da dominação. Mas nada disso importava agora, pois sentia Maura próxima e explodir e sentia que estava bem próxima também.

– Não faz barulho Maur.

– Amanhã mesmo mandarei colocar isolamento acústico aqui -disse com a respiração entre cortada, unhas castigando as costas da morena.

Jane intensificou as estocadas fazendo a cama ranger e bater a cabeceira contra a parede. Jane não se preocupou, sentia seu corpo pulsar por alívio. Beijou Maura e sentiu os espasmos querendo percorrer seu corpo entre os gemidos abafados de Maura.

A loira começou a rebolar em Jane, enquanto a morena aumentava as estocadas. Maura amava o ritmo da namorada, muito melhor que Ian, Jack, muito melhor que muitos homens que ela tinha experimentado.

Jane sentiu as paredes de Maura se fechando e sentiu estar muito próxima também. O alivo chegou para ambas ao mesmo tempo. Os espamos percorrendo o corpo as levando a uma espiral de emoções diversas. Era como estar no paraíso.

A morena deitou o corpo em cima de Maura e se enroscaram no abraço enquanto se recuperavam.

Ouviram batidas na porta.

–Maura? – a voz infantil perguntou

Jane e Maura se entreolharam e riram ao escutarem a voz de esquilo.

– Oi meu amor — a loira tentava segurar o riso.

– Tá tudo bem? Muito barulho aí. Quer liga pra Jane?

– Eu tô aqui garoto. É que tava pregando um prego na parede e...

– A essa hora?

Maura tapava a boca para evitar gargalhar da situação.

– Você conhece sua nova mãe né. Não tem hora pra decoração boba.

– Amanhã vamos treinar suas "abulidades" com o martelo. Errou demais o coitado do prego.

Jane queria dizer que acertou muito, mas muito bem, porém o garoto não iria entender.

– Sim vamos.

– Maura?

– Oi meu amor

– A lasanha aptou e meu estomago também.

Maura deu um selinho em Jane e preparou para se levantar.

– Vai lá pra cozinha que já vou. Vou só tomar um banho.

– Mas era a Jane que tava "plegando" o prego.

– Espera lá garoto que ela já vai. To com fome também- Jane ria e levantou para abraçar Maura sussurrando

–Você escutou o garoto, tenho que treinar mais minhas habilidades com o martelo. Vamos treinar no banho um pouco?

– Já pensou em se voluntariar para estudos clínicos sobre o viagra feminino? Porque sério, seu corpo anda produzindo muito., é uma fonte que nunca acaba

–Você é médica. Você me estuda.

Jane escutou seu celular tocar, era uma mensagem de Kikyo.

“Jane, URGENTE! Seu irmão está em perigo, a fábrica não estava vazia, ele agora é um dos reféns e não tá sozinho não. Parece que pegaram mais um conhecido seu.”

Notas finais
Mereço comentários né. foi um hot da hora