Apenas o Começo
1 Capítulo 1
Notas iniciais
One Paulicia
Pov Alicia Gusman
Estamos no segundo ano do ensino médio e todos ainda estudamos juntos, alguns deles até que mudaram, como a Maria Joaquina, Jorge também mudou um pouquinho. Durante esse tempo que passou, muita coisa aconteceu, Davi e Valeria agora são amigos, mas eu sei que ela ainda gosta dele, e eu sei que ele também gosta dela. Mais como são dois cabeça dura, não conseguiram se entender.
— ta pensando em que Lilica?- Paulo pergunta se aproximando de mim, e pegando meu skate.
— em nada Guerra, me deixa vai- tento pegar meu skate, mas ele não deixa.
— que foi Lilica?- ele me pergunta.
— NADA PAULO.
— qual é Lilica, sou eu. O Paulo.
— você não iria me entender Paulo, agora me deixar ir- falo e consigo pegar meu skate de suas mãos e saio andando. Depois desses anos, eu também mudei, eu ainda amo meu skate, e agora meu cabelo está cor de rosa. Amo esportes radicais, e com o passar do tempo, as meninas entenderam que isso me deixa feliz, que não sou de ficar pensando em ir compras, e essas coisas todas. E como amigas elas me entendem, assim como eu entendo o jeito delas.
Vou andando até chegar à casa abandonada, e vejo a bicicleta da Maria Joaquina, entro e vejo que ela e as outras meninas estavam ali sentadas.
— o que estão fazendo aqui?- pergunto.
— ué, pensei que tivesse visto a mensagem que eu te mandei- bibi fala.
— não! Eu não vi mensagem nenhuma- falo me sentando- então, o que estão fazendo aqui?
— estamos aqui planejando a festa de aniversario surpresa da professora helena- Daniel fala.
— ah sim, eu tinha saído e deixei o celular em casa carregando.
— Lilica, você aqui- Paulo fala sorrindo e senta em cima da mesa ao lado do Koki.
— que engraçado você Guerra- falo revirando os olhos pra ele, que apenas sorrir.
— pessoal, foco aqui- Daniel pede seriamente, olho para o Guerra e mais uma vez reviro os olhos.
— que seja nerd- Paulo comenta sorrindo e faz seu toque com o Koki, e ambos sorriem e depois de alguns minutos de algazarra, finalmente conseguimos colocar em ordem tudo, para a festa da professora helena. E ficou decidido o que cada um faria. E para minha falta de sorte, eu fiquei junto com o Paulo, vamos levar uma torta e um refrigerante, então fizemos uma vaquinha para comprar as coisas.
— então Guerra, vamos ter que comprar as coisas para fazer a torta, então vamos logo?
— claro Lilica, e eu sei que você está adorando poder passar um tempinho comigo.
— Paulo, menos. Bem menos, agora vamos logo comprar essas coisas.
— porque não compra a torta feita logo?- me pergunta.
— você tem dinheiro pra isso?- pergunto sorrindo.
— eu gastei praticamente toda minha mesada, só tem um pouco de dinheiro, para as emergências- ele sorrir.
— bom, aqui tem 20 reais, eu posso pegar mais dez e você dá mais dez, ou você prefere ir pra cozinha fazer a torta?
— você ta louca? Eu até posso fazer o sacrifício de comprar as coisas, mais ir pra cozinha, nem pensar.
— bom, então temos que encomendar a torta, vamos logo- falo e ficamos andando, até que chegamos, onde se faz bolos, tortas e afins. Fizemos o pedido e amanhã meio antes da festa.
— valeu por ir comigo Paulo- falo depois de chegarmos a uma praça.
— não foi nada Lilica, só não vai se acostumando- fala e passa as mãos em meus ombros, e esse gesto de alguma forma, mexe comigo. O Paulo sempre foi um idiota, desde que éramos criança. E ainda hoje, ele é assim, adora pegar no pé dos outros, principalmente no pé do Cirilo, que ainda acredita nas coisas que ele fala e faz.
— ta Paulo, amanhã as 15h00 aqui nessa praça, não se atrasa.
— pode deixar Lilica- ele fala sem que eu perceba, me dá um selinho, o olho boquiaberta.
— o que foi isso Paulo?
— depois a gente conversa Lilica- fala sorrindo e sai, me deixando ali, sem saber o que pensar, ou o que fazer. Ah Paulo, o que você está fazendo comigo? Depois disso, eu vou para meu apartamento.
Quando eu chego em casa, meus pais ainda não chegaram, então vou para meu quarto, deixo meu skate no lugar dele, e a minha mochila na cama e vou tomar banho, enquanto fico pensando no selinho que o Paulo me deu.
Pov Paulo Guerra
eu finalmente tive coragem de fazer o estava querendo fazer a muito tempo, e devo dizer que por pouco não desistir, mas graças a Deus, fiz e não me arrependo disso. Chego no meu apartamento e nem a Marcelina, e meus pais estão. Então vou para meu quarto, e me jogo na cama, e fico pensando em Alicia, e acabo sorrindo, é Lilica, você ainda vai ser minha.
— Paulo, Paulo, Paulo- desperto com os gritos da Marcelina.
— sai daqui Marcelina- falo olhando para a porta do meu quarto.
— porque você está assim Paulo?
— não é da sua conta Marcelina, agora sai daqui.
— grosso- fala e sai batendo a porta, com o passar dos anos, minha relação com ela vem mudando, não foi uma grande mudança, mas o que importa é que as coisas estão mudando, coloco uma musica no meu computador e depois vou tomar banho. E durante o banho, não paro de pensar na Alicia, e a gente precisa conversar.
Depois de alguns minutos, saio do banheiro, me arrumo e saio do quarto, e vejo minha mãe.
— oi Paulo.
— oi mãe, tudo bem?
— que cara é essa?- minha mãe me pergunta.
— nada ué- falo e me jogo no sofá, enquanto mando uma mensagem para o japa, e não demora muito e ele responde. Ficamos conversando, até que meu pai chega, nos cumprimenta e depois vai para o quarto.
— você ta estranho- Marcê fala.
— não enche tapinha- falo e vou para meu quarto, e até que tenho uma idéia, mando uma mensagem para Alicia.
=Oi Alicia
=Oi Guerra, o que foi?
=Será que a gente pode conversar?
=Agora? O que está acontecendo Guerra?
=Me chama de Paulo, Lilica
=Então me chama de alicia
=Ta bom Li, digo, Alicia. Então topa conversar?
=Hoje?
=Sim, naquela praça. Em meia hora pode ser?
=Ta bom, até daqui a pouco Paulo
=Até daqui a pouco Alicia.
Sorrio com isso, pronto. Agora é só esperar e ir falar com ela. Desde que éramos crianças, que eu gostava do estilo da Alicia, ela não é cheia de frufrus como as meninas da nossa sala, principalmente a Maria Joaquina, valeria, Margarida, Bibi. Ela era a única que eu deixaria entrar no clube dos cuecas.
Xxxxx
— mãe, pai, to indo ali.
— a essa hora?- minha mãe pergunta.
— é rapidinho, eu prometo.
— Paulo, Paulo, Paulo, o que você vai aprontar?
— nada pai, eu só vou resolver um assunto, e logo eu volto- falo, e então saio do apartamento, e enquanto não chego a praça, vou pensando no que irei falar para a Alicia. Chego e me sento no banco.
— cheguei- fala.
— oi Lilica, senta- ela então se senta ao meu lado.
— então, o que você tem a dizer?
— então é...é...é...
— desembucha Paulo.
— está bem, calma- ela fixa me encarando, enquanto eu fico pensando que dizer a ela.
— Paulo, fala logo, ou vou embora.
— é que....eugostodevocê- falo rápido demais.
— você o que?
— ai Lilica... Eu to gostando de você- falo e ela arregala os olhos.
— você o que?
— eu gosto de você Lilica, desde que a gente era criança, você não é fresca como as outras meninas. Eu gosto do seu estilo Alicia, e eu disse para os meninos que você era a única que podia entrar no clube dos cuecas.
— isso é serio?
— é sim Alicia, eu gosto de você.
— eu nem sei o que dizer Paulo.
— que tal, nossa Paulo, eu também gosto de você. Você é um gato.
— idiota- fala sorrindo- mais que tal, Paulo, que tal a gente ir devagar? Sair um tempo, conversar, sermos mais amigos= ela me fala.
— não era bem o que eu tava querendo, mais tudo bem, eu aceito- falo e a puxo para um abraço, e em seguida a beijo, e ela corresponde. Após o beijo, ficamos abraçados por mais um tempo, enquanto a gente conversava.
Agora sinto que é apenas o começo de um amor
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