Apenas mas uma de amor
8 Renesmee- Mudanças
Jacob e eu retornamos para a mansão depois do passeio, onde todos já nos esperavam para o almoço. Ao entrarmos, Sarah nos recebeu com um sorriso caloroso.
— Preparei um gumbo, uma especialidade nossa — disse ela, os olhos brilhando de expectativa.
— Nunca provei, mas o cheiro está delicioso — respondi, sentindo meu estômago roncar de fome.
Todos se dirigiram à mesa, onde a família se sentou. Jacob, sempre cavalheiro, puxou a cadeira para que eu me sentasse ao seu lado. Leah retornou à sala de jantar e se sentou ao lado de Sarah. Percebi que ela me olhava, e senti um leve constrangimento, mas tentei disfarçar.
Billy começou a falar comigo. — Sabe, Nessie, sou um grande amigo do seu avô Carlisle. Inclusive, ele comprou um de meus cavalos para dar de presente à sua avó.
Fiquei surpresa. — Minha avó ama cavalos!
Billy sorriu. — Será um prazer ter uma Cullen na família.
Jacob, que estava tomando um gole de água, se engasgou com a declaração. Rachel e Rebecca começaram a rir, e eu tentei ajudar Jake, mas ele acenou, indicando que estava tudo bem.
Sarah, visivelmente embaraçada, disse ao marido: — Eles são jovens demais para pensar nisso.
Billy balançou a cabeça. — Eu sei disso, mas nosso filho pretende se casar um dia, e se ele namora Renesmee, é normal que deseje isso com ela.
Nesse momento, Leah derramou seu copo de água sobre a mesa e pediu desculpas, embora sua voz estivesse carregada de ironia. — Não sabia que isso era um almoço de noivado.
Jacob se irritou visivelmente. — Leah, o que você faz aqui se não consegue ser um pouco gentil?
Ele levantou-se de repente e me puxou pela mão. — O almoço acabou — disse, com irritação.
Senti o coração acelerar enquanto ele me guiava para fora da sala de jantar. Enquanto caminhávamos pelo corredor, trocamos um olhar cúmplice e agradecido, uma sensação de alívio por escapar daquela tensão.
— Sinto muito por isso — Jacob murmurou, apertando minha mão levemente.
— Está tudo bem — respondi, tentando acalmar meu próprio nervosismo. — Foi... interessante.
Ele sorriu, mas seus olhos ainda estavam sombrios. — Vamos sair daqui, encontrar um lugar mais tranquilo.
Concordei, sentindo uma mistura de emoções. O dia estava sendo cheio de surpresas, e mal podia esperar para ver o que mais estava por vir.
Jacob me levou até o seu quarto, e não pude evitar sentir um pouco de nervosismo. Ele percebeu e sorriu, tentando me tranquilizar.
— Precisamos fazer o trabalho para a próxima aula — disse ele, tentando aliviar a tensão.
Concordei, e começamos a trabalhar. Passamos a tarde fazendo pesquisas e anotando informações importantes. Apesar de tudo, estava sendo divertido trabalhar ao lado dele. Havia uma leveza na companhia de Jacob que fazia o tempo voar.
Quando estávamos quase terminando, senti um beijo suave no meu rosto, que deslizou até o meu pescoço. Ri, sentindo um pequeno arrepio percorrer minha espinha.
— Precisamos terminar — falei, tentando me concentrar.
Jacob tirou o caderno das minhas mãos e olhou profundamente nos meus olhos. — Eu sou apaixonado por você, Nessie — disse ele, com uma sinceridade que fez meu coração disparar.
Antes que pudesse responder, ele me beijou suavemente. Foi um beijo terno, cheio de emoção, e me entreguei ao momento, sentindo seu corpo contra o meu. Ele me deitou gentilmente sobre as almofadas que estavam no chão, uma de suas mãos apertando minha cintura de forma possessiva, mas ao mesmo tempo carinhosa.
Meu coração batia acelerado, e eu sentia uma mistura de nervosismo e excitação. Seus lábios nos meus me faziam esquecer de tudo ao redor, e só existia o presente, aquele momento compartilhado entre nós dois.
Enquanto nossos lábios se encontravam, senti a intensidade dos sentimentos de Jacob. Cada toque, cada carícia, parecia carregar todo o carinho que ele tinha por mim. Meus dedos se entrelaçaram no cabelo dele, e tudo o que eu conseguia pensar era em como aquele momento era perfeito.
Eventualmente, ele se afastou um pouco, olhando para mim com um sorriso. — Você é incrivelmente linda, sabia?— disse ele, ainda acariciando meu rosto.
Eu sorri, sentindo uma felicidade indescritível. — Você também, Jake. Muito mais do que eu poderia imaginar.
Nós nos aconchegamos nas almofadas, aproveitando a companhia um do outro. Sabia que nosso trabalho escolar ainda precisava ser terminado, mas naquele momento, nada parecia mais importante do que estar com Jacob. Sentia que, finalmente, algo realmente especial estava acontecendo em minha vida.
Quando finalmente terminamos o trabalho, era hora de me despedir. Sarah e Billy foram muito acolhedores. Sarah me pediu que os visitasse mais vezes, mencionando que, dessa forma, Jacob também viria vê-los com mais frequência. Olhei surpresa para Jake.
— Achei que você morasse com seus pais — disse, um pouco confusa.
Jake sorriu. — Não, eu divido um apartamento com Rebecca e Rachel. A fazenda é muito distante da escola.
Rebecca e Rachel também se despediram dos pais e entraram no carro comigo. Jake assumiu o volante e começamos a viagem de volta para Seattle. No caminho, conversamos e rimos, compartilhando histórias e piadas. A viagem passou rapidamente.
Cheguei em casa já de noite. Jake desceu do carro e me acompanhou até a porta. O brilho das luzes da varanda iluminava seu rosto, e eu me sentia grata por tudo que tinha acontecido naquele dia.
— Foi um dia mágico — disse, sorrindo.
Jake segurou minha mão e respondeu, — Foi um dos dias mais felizes da minha vida.
Ele se inclinou e selou meus lábios em um beijo suave, dando-me boa noite. Perguntou se podia vir me buscar para a escola de manhã, e eu concordei, sentindo meu coração acelerar.
— Boa noite, Jake — disse, sorrindo enquanto ele se afastava.
Observei enquanto ele entrava no carro e ia embora. Senti uma alegria inexplicável e dei alguns pulinhos de felicidade antes de entrar em casa.
Ao entrar, vi meus pais disfarçando, fingindo uma conversa perto da janela. Olhei para eles, desconfiada, e eles se viraram rapidamente.
— Como foi o dia? — perguntou meu pai, tentando parecer casual.
— Vocês estavam espionando! — acusei, rindo.
Eles negaram, mas eu sabia que estavam curiosos. — Foi um bom dia — disse, ainda sorrindo, enquanto subia as escadas.
No meu quarto, me joguei na cama, revivendo cada momento mágico. Eu mal podia esperar pelo próximo dia, quando finalmente veria Jake novamente.
...
Na manhã seguinte, acordei animada. Vesti meu uniforme e arrumei os cabelos, colocando um lindo laço azul como acessório. Me olhei no espelho e suspirei, satisfeita com o que vi. Peguei meu material escolar e saí do quarto, descendo para a sala de jantar.
Ao chegar, encontrei apenas minha mãe. Meu pai tinha recebido uma ligação de emergência do hospital e saiu cedo para atender um paciente. Aproveitando o momento a sós, minha mãe me perguntou se aconteceu algo especial ontem. Tomei um gole de suco e sorri.
— Bom..o Jake ele... ele me beijou— respondi, tentando conter meu entusiasmo.
Bella sorriu e me abraçou. — Então, minha filha não é mais BV— brincou, rindo.
Fiquei constrangida e reclamei. — Mãe! — Mas ela apenas riu mais
— Ser adolescente é uma fase cheia de descobertas — disse, beijando minha testa. — Vamos fazer um acordo?
— Que tipo de acordo? — perguntei, curiosa.
— Um acordo de nunca esconder nada uma da outra. Além de mãe e filha, somos amigas — explicou.
Concordei, e brindamos com suco de laranja. Nesse momento, ouvi uma buzina e olhei para minha mãe, confusa.
Nos levantamos e fomos até o jardim. Jake estava esperando em sua moto. Ri ao vê-lo, e minha mãe comentou: — Se o Edward souber disso ele me mata.
Corri para pegar meus materiais e me despedi da minha mãe, dizendo que a amava. Em seguida, corri até a moto e coloquei o capacete que Jake me entregou.
— Segura aí, gatinha — disse ele, acelerando a moto.
O vento batia no meu rosto, e o calor do corpo de Jake à minha frente me fazia sentir segura. Estávamos prontos para mais um dia juntos, e eu mal podia esperar para ver o que ele nos reservava.
Jake e eu seguimos de moto pela estrada que levava à escola, rodeada por uma densa floresta de árvores altas. A sensação de velocidade e o vento no meu rosto eram revigorantes. Abri os braços, sentindo a adrenalina enquanto o sol filtrava através das folhas. Jake riu ao ver minha empolgação, e seu riso era contagiante.
Quando chegamos à escola, Jake estacionou a moto e me ajudou a tirar o capacete. A atmosfera estava carregada de expectativa. Assim que nos vimos, todos os olhares dos alunos se voltaram para nós. Senti meu rosto queimar com a atenção repentina, e Jake, notando minha reação, riu.
— A partir de hoje, algumas coisas vão mudar — disse ele, com um sorriso confiante, e selou meus lábios com um beijo suave e inesperado.
Fiquei surpresa, mas o toque dos seus lábios e o sorriso dele me fizeram sentir um calor reconfortante. Jake segurou minha mão e, juntos, caminhamos para dentro da escola. Enquanto passávamos pelos corredores, a sensação de estar ao lado dele me deixava empolgada para enfrentar o dia.
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