Apenas mas uma de amor
2 Renesmee- Desilusão
Apesar de Renesmee Cullen estar na mesa dos irmãos Black ter sido o alvo dos olahres durante o intervalo, tudo foi tranquilo, nos acertavamos alguns pontos importantes de nosso trabalho em dupla ao mesmo tempo que em falavamos de coisas aleatorias com Rachel e Rebecca. Jacob tínhamos poucos dias por isso precisaríamos usar o final de semana para fazer as pesquisas, de repente ele se virou para mim com um sorriso que me fez derreter.
— Você pode de ir à minha casa no final de semana? Podemos aproveitar e começar o trabalho.
Rachel e Rebecca assentiram animadas. El alguns momentos as gêmeas trocavam olhares cúmplices com o irmão.
— Ótima ideia! — disse Rachel.
— Sim, podemos trabalhar juntos e nos divertir ao mesmo tempo — acrescentou Rebecca.
Eu fiquei meio abobalhada com o convite, eu sempre havia sonhado com o dia que Jacob notaria que eu existia e tudo parecia tão perfeito, eu não mas acreditava acabei aceitando.
— Eu... claro, parece ótimo.
Enquanto conversávamos, os garotos do time se aproximaram. Instintivamente, abaixei a cabeça, olhando para a mesa. Eram os mesmos que sempre me atormentavam.
— Black — chamou Tom. — Agora você tem um animal de estimação?
Max riu, e Jacob os encarou seriamente.
— Não, eu os vejo como amigos e não como pets.
Rachel e Rebecca riram, e eu também não pude deixar de rir, mesmo que de cabeça baixa.
Max olhou para mim e parou de rir — Monstro do Lago Ness, achou engraçado?
Jacob se levantou, claramente irritado, mas a inspetora, Sra. Evans, apareceu naquele momento.
— Há algum problema aqui? — perguntou ela, olhando para nós.
Max e Tom balançaram a cabeça.
— Não, senhora Evans, está tudo bem.
Rebecca puxou Jacob para que se sentasse novamente, e os dois garotos foram embora. A inspetora olhou para mim e sorriu.
— Fico feliz de vê-la acompanhada, Renesmee, e não sozinha pelo jardim.
Eu sorri de volta, sentindo-me um pouco mais segura.
O alarme do fim do intervalo tocou, e Rachel e Rebecca se levantaram.
— Temos aula de matemática agora — disse Rachel.
— Nos vemos depois, Renesmee — acrescentou Rebecca, enquanto pegavam seus materiais.
— Tenho treino, mas nos vemos mais tarde — disse Jacob, sorrindo para mim.
— Claro, até mais — respondi, observando-o se afastar, sentindo uma felicidade indescritível.
Enquanto pegava meus materiais, notei Jessica Burn olhando para mim. Disfarcei meu sorriso e me preparei para a próxima aula, por um breve momento me perguntei se aquilo não era um sonho, bom se fosse eu não desejava acordar.
Segui pelos corredores da escola, tentando ignorar os burburinhos ao meu redor. O lugar estava repleto de alunos, alguns rindo e conversando, outros indo de uma aula para outra. Os armários alinhados nas paredes, as portas das salas de aula se abrindo e fechando, e o som de passos ecoando pelo chão de mármore compunham o ambiente movimentado da Roosevelt High School. As paredes estavam decoradas com pôsteres de eventos escolares e anúncios de clubes, criando um cenário vibrante e caótico.
Suspirei ao ouvir um comentário próximo.
— Você acha que Jacob Black vai olhar para ela? Tá maluca — disse uma voz, seguida de risadas.
Cheguei ao meu armário e o abri, procurando pelo meu livro de física quântica que usaria na próxima aula. Ao fechar a porta do armário, levei um susto ao ver Jessica e suas amigas diante de mim.
Jessica me olhou da cabeça aos pés, com uma expressão de desdém.
— O que você estava fazendo na mesa do meu namorado? — perguntou ela, a voz gotejando veneno.
— Eu... eu só vou fazer o trabalho com ele — respondi, tentando manter a calma.
Jessica deu um passo à frente, seus olhos fixos nos meus.
— É bom você não se animar. Jacob só te escolheu porque precisa de uma nota alta na disciplina. E como você só tira nota A, vai ajudá-lo a conseguir isso.
As amigas de Jessica riram, e elas se afastaram, deixando-me sozinha com meus pensamentos. Senti meu coração apertar. Será que Jacob realmente queria fazer o trabalho comigo apenas por causa das notas? A dúvida começou a se instalar em minha mente.
Guardei meus livros de volta no armário, a determinação de antes desaparecendo. Decidi ir embora. As palavras de Jessica ecoavam na minha cabeça, e a insegurança tomou conta de mim. Talvez fosse melhor me afastar antes que me machucasse ainda mais. Saí da escola, sentindo um peso no coração, enquanto a confusão e a tristeza se misturavam em minha mente.
Como ainda não era o horário da saída, liguei para o motorista pedindo que viesse me buscar mais cedo. Passei a próxima hora em pé diante do portão da escola, com as palavras de Jessica ecoando na minha mente. A incerteza e a tristeza me consumiam.
Finalmente, o carro luxuoso parou à minha frente. Entrei, enxugando as lágrimas rapidamente. O motorista, um homem de meia-idade chamado Thomas, me olhou com preocupação.
— Está tudo bem, senhorita Cullen? — perguntou ele.
Assenti, tentando sorrir.
— Só preciso ir para casa, Thomas.
Durante o caminho pela Aurora Avenue North, passando pelo Kerry Park, as casas elegantes e a vista da cidade ao longe não conseguiram distrair minha mente. Algumas lágrimas rolaram pelo meu rosto enquanto me perguntava por que todos me odiavam se eu não fazia mal algum a eles.
Chegamos ao bairro de classe alta onde morava, em uma das mansões que se alinhavam pelas ruas arborizadas. O carro estacionou diante da nossa casa, uma grande mansão de estilo colonial com um jardim impecável. Saí do carro, agradecendo a Thomas, e caminhei pelo jardim até a entrada.
Minha mãe, Bella, estava na sala de estar quando entrei. Ela ergueu os olhos do livro que estava lendo e franziu a testa ao me ver chegar antes do horário.
— Aconteceu alguma coisa? — perguntou ela, preocupada.
Suspirei, sentindo o peso do dia nas minhas costas.
— O de sempre — respondi, antes de subir correndo as escadas para o meu quarto.
Fechei a porta atrás de mim, desejando que o mundo lá fora desaparecesse. Deitei na cama, deixando as lágrimas finalmente caírem livremente, enquanto me perguntava se algum dia as coisas iriam melhorar.
Fechei os olhos e chorei até o cansaço me vencer.
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