Apenas mas uma de amor

61 Jacob- Dia das meninas



O silêncio no carro era palpável, quase tão pesado quanto as nuvens escuras que se formavam no céu de Seattle. Renesmee estava quieta, olhando pela janela, e Aurora, no banco de trás, parecia desconfiada do clima estranho entre nós. Hope, no entanto, era um raio de sol constante, balançando as perninhas e cantando algo que apenas ela entendia.

Quando estacionamos no restaurante, um lugar acolhedor onde sempre almoçávamos com as meninas, Hope foi a primeira a sair, segurando minha mão com entusiasmo.

– Papai, quero ir ao porquinho!

Ela se referia ao porquinho de gesso gigante que ficava na entrada do restaurante, onde as crianças podiam colocar moedas em troca de balinhas. Eu sorri, pegando uma moeda do bolso.

– Vamos, pequena.

Enquanto levava Hope até o porquinho, vi Renesmee e Aurora sentarem-se à mesa. Renesmee parecia distraída, enquanto Aurora, sempre perceptiva, observava a mãe com curiosidade.

Depois de alguns minutos brincando com Hope, Renesmee e Aurora se juntaram a nós. Hope correu para os braços da irmã mais velha.

– Vocês vão brincar comigo? – Hope perguntou, segurando as bochechas de Aurora.

Aurora riu. – Claro que sim! Papai, podemos ir ao parque depois do almoço?

– Ao Gas Works Park? – perguntei, já imaginando as meninas correndo pelo gramado.

– Sim! – Aurora respondeu, animada.

– Claro que vamos – respondi.

As duas comemoraram, e Aurora pegou Hope no colo, carregando-a em direção ao carro. Elas desapareceram atrás da porta de entrada, deixando Renesmee e eu a sós.

Aproveitei o momento para me virar para ela. – Ness, o que está acontecendo?

Ela olhou para mim, os braços cruzados, claramente desconfortável. – Não gostei do que vi hoje no hospital.

Franzi a testa- Nessie eu...

Ela suspirou, tentando manter a calma. – Você e Renata. Aquele abraço.

Eu respirei fundo, compreendendo sua reação. – Nessie, eu só... Ela pediu um abraço para agradecer. Foi um momento de gratidão, nada mais.

– Mas não pareceu nada para mim – ela retrucou, seus olhos brilhando com algo que parecia uma mistura de mágoa e ciúme.

– Eu sinto muito se isso te incomodou – disse, mantendo minha voz firme, mas gentil. – Eu nunca faria nada para te magoar.

Ela abaixou o olhar, mexendo na aliança em seu dedo. – Eu sei, Jake. É só... É difícil ver você tão próximo dela, mesmo que seja pelo Ryan.

Aproximei-me, tocando sua mão. – Renesmee, você é o amor da minha vida. Isso não muda, nunca. Eu só quero fazer o certo pelo meu filho.

Ela finalmente olhou para mim, e o gelo entre nós começou a derreter. – Eu confio em você, Jacob. Só não quero que isso nos afaste.

Apertei sua mão com firmeza. – Isso nunca vai acontecer.

Renesmee sorriu levemente, e, naquele momento, decidi que faria de tudo para manter nossa família unida, mesmo com os desafios que estavam por vir.


O sol já começava a descer no horizonte quando chegamos ao Gas Works Park. O lugar estava repleto de famílias, risadas e o som distante de músicos de rua. Hope estava eufórica, correndo entre os brinquedos do parquinho. Ela foi direto para o escorregador em espiral, rindo alto cada vez que descia.

– De novo, papai! – ela gritou, mal chegando ao chão antes de subir as escadas novamente.

Aurora, sempre paciente, a acompanhava, segurando sua mãozinha e incentivando-a a explorar cada canto do parquinho. Depois do escorregador, Hope insistiu no balanço, e lá fui eu empurrá-la enquanto ela gritava mais alto que o vento.

Perto dali, notei uma barraca de tiro ao alvo. Não resisti à ideia de tentar impressionar minhas meninas. Depois de algumas tentativas e risadas do atendente, consegui derrubar todas as latas e ganhei o maior prêmio disponível: um unicórnio de pelúcia tão grande que era maior que a própria Hope.

Quando entreguei o brinquedo para ela, os olhos da pequena brilharam. – É meu?

– Claro que é, princesa – respondi, rindo.

Aurora veio ajudar a irmã, carregando o unicórnio quase maior que ela. – Vamos levar para o carro, Hope.

As duas saíram de mãos dadas, deixando Renesmee e eu a sós. Eu a observei por um momento, percebendo o sorriso suave em seu rosto enquanto olhava para as meninas.

– Quando o Ryan melhorar, podemos trazê-lo aqui com elas – ela disse, sem tirar os olhos das crianças. – Tenho certeza de que ele vai se divertir com as irmãs.

Senti um calor no peito ao ouvir suas palavras. A generosidade e o amor de Renesmee por nossa família me deixavam sem palavras.

– Nessie... – comecei, aproximando-me dela.

Ela se virou para mim, os olhos refletindo o brilho dourado do sol.

– Você é incrível – continuei. – Não sei como mereci você.

Ela sorriu, um pouco envergonhada. – Jacob, somos uma família. Estamos nisso juntos, sempre.

Não consegui evitar. Segurei seu rosto com as duas mãos e a beijei, com todo o amor e gratidão que sentia. Era um beijo que prometia tudo: nosso passado, nosso presente e o futuro que construiríamos, com todas as suas imperfeições e momentos de felicidade genuína.

Quando nos afastamos, ela riu baixinho. – Acho que as meninas vão demorar um pouco com aquele unicórnio.

– Ótimo – retruquei, com um sorriso travesso. – Assim posso ficar com você só para mim mais alguns minutos.

Ela entrelaçou os dedos nos meus, e juntos assistimos nossas meninas ao longe, sentindo que, apesar de tudo, estávamos exatamente onde deveríamos estar.

...

Depois de um longo dia, passei no quarto de Aurora para garantir que ela estivesse pronta para dormir. Ela estava sentada na cama, mexendo no celular, os olhos brilhando enquanto ria de algo na tela.

– Aurora – chamei suavemente. – Já passou das nove. Sabe que não pode usar o celular a essa hora.

Ela suspirou, revirando os olhos de leve, mas obedeceu, colocando o aparelho na gaveta do criado-mudo. – Tá bom, pai. Boa noite.

Inclinei-me, beijando sua testa. – Boa noite, minha princesa. Dorme bem.

Ela sorriu, puxando o cobertor até o queixo, e eu saí em direção ao quarto de Hope. Assim que entrei, encontrei a pequena espalhada na cama, o unicórnio gigante ao lado dela.

– Hope, princesa, o que você está fazendo acordada? – perguntei, rindo baixinho enquanto me aproximava.

Ela abriu os olhos devagar, esfregando-os com as mãozinhas. – Tava esperando você, papai.

Sentei-me ao lado dela, ajeitando-a entre os travesseiros e cobrindo-a com o cobertor. – Está na hora de dormir.

– Você vai me contar uma história? – ela pediu, com aquela vozinha doce que sempre derretia meu coração.

– Claro, amor. Qual você quer ouvir?

– A do lobo e da princesa – respondeu, os olhos já piscando de sono.

Sorri e comecei a narrar a história que ela tanto adorava, uma versão adaptada que misturava fantasia e nossas próprias vidas. Conforme eu contava, a voz dela foi ficando mais distante, até que adormeceu completamente, um sorriso tranquilo no rosto.

Fiquei ali por um momento, observando-a, sentindo meu coração apertar de saudade do pequeno Ryan. Imaginei como seria colocar meu filho para dormir, contar-lhe histórias, abraçá-lo como fazia com minhas meninas.

Saí do quarto de Hope silenciosamente e segui para o meu. Quando entrei, meu coração quase parou.

Renesmee estava sentada na cama, usando uma camisola de seda vermelha que moldava seu corpo perfeitamente. Seus cabelos caíam em ondas sobre os ombros, e o olhar que ela me lançou era ao mesmo tempo tímido e provocador.

– Você demorou – ela disse suavemente, mordendo de leve o lábio inferior.

Fechei a porta atrás de mim, ainda a observando como se estivesse hipnotizado. – E quando volto, encontro um anjo à minha espera.

Ela riu baixinho, levantando-se para se aproximar. – Um anjo, é?

– O mais lindo de todos – respondi, segurando sua cintura e puxando-a para mais perto.

Nossas respirações se misturaram, e, antes que pudesse pensar em qualquer coisa, capturei seus lábios nos meus. O beijo foi lento e cheio de paixão, como se eu estivesse reafirmando tudo o que sentia por ela.

– Eu te amo, Nessie – murmurei contra seus lábios.

– E eu te amo, Jake – ela respondeu, sorrindo antes de me beijar novamente. A puxei para meu colo a fazendo envolver as pernas em volta da minha cintura e lentamente a deitei na cama.

- Eu amei essa camisola mas eu prefiro você sem ela.

Nessie riu enquanto eu puxava o tecido fino e macio para cima tirando a peça e abocanhei um de seus seios enquanto acariciava o outro, Nessie gemeu baixinho puxando alguns fios dos meus cabelos, minha boca deslizou por sua pele macia até encontra a peça de renda, a calcinha minúscula me deixou excitado.

- Desse jeito você me enlouquece.

- É essa a intenção- Ela respondeu se sentando na cama me ajudando a me desfazer da camisa e depois da bermuda. Nessie beijou meu abdômen e eu gemi jogando a cabeça para trás quando senti sua mão pequena e macia acariciando meu membro.

- Que delicia amor...eu sussurrei deixando um gemido escapar ao sentir a boca de Nessie me chupando, impulsivamente segurei seus cabelos a observando fazer um boquete delicioso, sem conseguir mais me conter eu a girei na cama a deixando de quatro e a penetrei de uma vez.

Aquela noite, tudo parecia perfeito. E, por mais que os desafios continuassem a surgir, naquele momento, só existia nós dois.