Apenas mais uma de amor
8 Capitulo 8 - Alma e Coração
Carlos Daniel
Acordei sentindo o calor do corpo de Paulina contra o meu, ela dormia profundamente sobre meu peito, seus braços me abraçavam e sua perna estava sobre minha cintura.
Como todos os dias, aproveitei para admira-la dormir, a minha esposa, minha Paulina tão linda, o meu amor. Beijei seus cabelos e fiquei ali alguns minutos, sentindo seu cheiro que já havia impregnado em minha alma, seu calor que aquecia meu coração, sua pele tão macia. Jamais imaginei ser tão feliz apenas por estar com alguém, por ser de alguém.
O dia estava claro lá fora, podia ver os raios do sol através das cortinas, e as árvores agitadas pela ventania que fazia, certamente estava muito frio, e seria uma boa idéia passarmos o dia ali, dentro do chalé, apenas nós dois curtindo um ao outro.
Com muito cuidado a desgrudei de meu corpo colocando-a sobre os travesseiros, ela suspirou e se virou de bruços na cama, sorri me segurando para não enche-la de beijos, ela merecia descansar, e eu tinha planos para nós dois.
Beijei seu pescoço e sua pele se arrepiou, ainda sorrindo a cobri com o cobertor e me levantei. Tomei um bom banho, vesti um pijama, e antes de sair do quarto me sentei na beirada da cama, a admirei mais um pouquinho, eu poderia passar minha vida apenas a olhando, beijei levemente seu rosto e fui para cozinha preparar um café especial para nós.
Antes, acendi a lareira na sala, estava frio e não pude evitar de pensar em nós nos amando naquele tapete em frente a lareira, já sentia meu corpo pulsar por ela, apenas por imaginar nós dois ali.
— Ah Paulina... — suspirei seu nome sorrindo parecendo um adolescente apaixonado.
Fui até a cozinha e me concentrei em nosso café, peguei uma bandeja e coloquei pão e frutas nela, e preparei o café bem forte, do jeito que Paulina gosta.
Peguei a bandeja e fui até o quarto, ela ainda dormia, sorri enquanto deixava na mesinha na beira da cama, e me sentei ao seu lado.
— Acorde meu amor... — a chamei baixinho enquanto beijava sua nuca e seus ombros — já amanheceu faz tempo sabia!?
— Huummm... — ela gemeu sem abrir os olhos e sorriu.
— Meu amor, — disse tirando alguns fios de cabelo de seu rosto e ela nem se moveu — acorde meu bem, estou com saudades.
— Então venha se deitar aqui comigo. — ela disse de olhos fechados, com a voz rouca, erguendo o cobertor com uma das mãos.
— Uma proposta tentadora, — sorri e beijei a ponta de seu nariz, ela finalmente abriu os olhos e me encarou — e que pretendo aceitar depois de tomarmos nosso café, estou morrendo de fome meu amor.
— Hum... — ela fez um beicinho lindo enquanto me olhava fixamente — eu também estou com fome.
— Claro que está. — sorri me virando para pegar a bandeja enquanto ela se sentava e a olhei — Já esqueceu do que fizemos ontem a noite?
— Hã... — seu rosto enrubesceu e ela mordeu o lábio inferior, céus, será que ela não faz idéia do quanto fica linda e irresistível assim?
— Bom, eu estou faminto, e temos que recuperar nossas forças não é? — falei a provocando, adoro quando ela fica sem jeito.
— Temos sim. — ela sorriu e ergueu os braços para fazer um coque nos cabelos, fato que fez com o que o cobertor escorregasse pelo seu corpo e revelasse seu seio, mas ela logo me tirou aquela visão deliciosa e puxou o cobertor para se cobrir
— Paulina... — disse sentindo meu corpo inteiro tencionar em alerta — você está mesmo convencida em me enlouquecer não é?
— O que? — perguntou com um sorriso maroto — Eu não fiz nada meu amor, vamos comer?
— Claro, — sorri e me aproximei para lhe dar beijo — eu te amo.
Tomamos nosso café entre carícias e brincadeiras, estávamos mesmo famintos, pois em pouco tempo acabamos com tudo.
— O que acha de ficarmos hoje aqui? — perguntei enquanto ela me olhava — Está bem frio lá fora.
— Eu estava pensando exatamente isso. — seu sorriso chegou aos olhos, e nossa, eu amo aquele sorriso.
— Eu te amo sabia? — falei beijando seus lábios.
— Ah eu não sei, — ela disse sorrindo se divertindo enquanto fingia estar confusa — acho que preciso de algumas provas, alguns beijos, alguns carinhos talvez...
— Ah é? — perguntei enquanto me aproximava dela distribuindo beijos por seu rosto perfeito — Acho que não terei nenhuma dificuldade em te provar então.
— Eu ainda não estou totalmente convencida. — ela disse com o olhar inocente, e minha nossa! Quase me enlouqueceu com seu olhar.
— Talvez consiga te provar assim... — disse arrancando o cobertor de seu corpo e me deitando sobre ela, beijando cada parte de sua pele, deixando-a rendida em meus braços entre suspiros e gemidos.
Sentia meu sexo latejar clamando por ela, seu corpo correspondia a cada toque meu, cada carícia, com rapidez me livrei de minha camiseta e a beijei lento e profundamente, nos separamos ofegantes.
— Está convencida agora? — perguntei me afastando para olha-la.
— Estou começando a ficar. — ela disse ofegante com o olhar travesso.
Me levantei da cama e ela se sentou rapidamente me olhando confusa.
— Eu vou encher a banheira pra nós. — disse lhe dando um beijo, ela me olhava atenta enquanto caminhei até a banheira, seu olhar percorreu meu corpo, e a vi arregalar ligeiramente os olhos quando viu minha virilidade nada discreta presa dentro daquela calça de pijama.
Tínhamos alguns minutos antes da banheira encher completamente, voltei até ela e a deitei novamente na cama, me deitando por cima de seu corpo, minhas mãos apoiadas em sua cintura, a beijei ardentemente, saboreando de seus lábios perfeitos, jamais me cansaria de beija-la, de sentir seu sabor, minhas mãos subiram por seu corpo até alcançar seus seios, o massageie com carinho, sentido ela se contorcer e gemer em baixo de mim enquanto não parava de a beijar.
Com calma me afastei apenas o suficiente para admira-la, os lábios entrabertos e inchados, o desejo estampado em seu rosto, os olhos fechados apenas aproveitando do prazer que eu lhe dava, seus dois montes perfeitos subindo e descendo com sua respiração agitada, senti minha boca salivar para prova-los, seus mamilos rosados rígidos, molhei meus lábios com a língua e abocanhei um de seus seios, ela gemeu baixinho e arranhou minhas costas quando o suguei e contornei minha língua em seu mamilo, com calma fiz o mesmo processo no outro e a vi se contorcer agitada embaixo de mim, e um gemido gutural saiu de minha garganta quando ela agarrou meu sexo por cima daquela calça e moveu a mão por sua extensão.
— Paulina... — gemi sugando seu seio.
Com rapidez me livrei daquela calça que esmagava meu membro e peguei sua mão levando-a de volta a ele, seu toque quente e macio quase me fez chegar ao ápice do prazer.
— Penso... que agora... — disse ofegante subindo com beijos por sua clavícula e pescoço — não tem mais dúvidas.
— Ah não... — ela suspirou ofegante — não tenho...
— Meu amor. — disse a segurando firme e a levantando em meu braços, caminhei até a banheira e a coloquei de pé.
Segurando sua mão entramos juntos a colocando sentada em meu colo, entrelaçando as pernas em minhas costas, ela me olhava fixamente.
— Te amo Carlos Daniel, — sua mão acariciou meu rosto — amo ser sua, de corpo, alma e coração.
— Minha vida, — disse beijando aqueles lábios que era minha perdição — te amo mais que tudo.
Voltei a descer meus lábios por seu pescoço, sentia ela estremecer em meu colo a cada carícia que lhe fazia.
A água quente naquela banheira rodeava nossos corpos, Paulina deslizava as mãos por meu peito enquanto trocavamos um beijo de amor, de desejo, era maravilhoso estar assim com ela.
Com calma segurei sua cintura e a fiz se levantar somente o suficiente para encaixar meu membro petrificado em sua intimidade, ela mordeu os lábios com força e fechou os olhos quando desceu em em meu colo, me causando um misto de sensações.
— Gostosa! — disse acaricando seu seio, ela abriu os olhos repletos de desejo, todo meu corpo estremeceu.
— Você que é, — sua voz saiu rouca e sensual, o que fez minha excitação elevar ainda mais e ela gemeu rebolando em meu colo — ah Carlos Daniel!...
— Meu amor... — sussurrei beijando aqueles lábios perfeitos, sentindo seu corpo se contrair ao meu redor, seus seios se esfregando em em meu peito, suas mãos agarrando firmes meus braços.
Ela se movia lentamente, enlouquecendo-me com aquele ritmo, seu corpo quente ao meu redor deslizando em meu membro, a água criando pequenas ondas com o movimento, sua respiração acelerada, seus lábios entrabertos, seu rosto corado, os cabelos grudados em seu pescoço, e seus olhos tão brilhantes, jamais me esqueceria desses momentos íntimos com ela, estavam todos tatuados em minha alma e coração.
— Amor... — ela gemeu fechando os olhos e eu sabia exatamente o que ela queria.
Segurei firmemente em sua cintura e buscando sua boca a ajudei com os movimentos, contraindo meu quadril e acelerando o ritmo de nosso ato.
Em pouco tempo alcançamos juntos nossa libertação, olhando um nos olhos do outro, ofegantes e realizados.
Terminamos nosso banho e vestimos apenas um roupão bem quentinho, decidimos assistir um filme qualquer na tv em frente a lareira, pegamos alguns travesseiros, cobertores, e nos deitamos abraçados no tapete felpudo que ficava a pouca distância da lareira.
O calor do fogo deixava tudo ainda mais aconchegante e romântico.
Colocamos um filme que sequer me recordo o nome, não conseguia me concentrar em nada quando tinha a mulher que amo, tão linda, apoixonante, e tão maravilhosa como a minha Paulina.
Deslizava minhas mãos em seus cabelos enquanto ela acariciava meu peito por dentro daquele roupão, mas foi sem contar que senti seu toque quente e macio descer até meu membro e o segurar em sua mão, ele despertou no mesmo instante.
— Paulina... — gemi beijando seus cabelos e ela moveu a mão lá em baixo me enlouquecendo.
— Eu quero muito fazer uma coisa Carlos Daniel... — ela disse com um sussurro e senti uma certa insegurança em sua voz — mas não sei se vai gostar...
— Ah Paulina, — ergui seu rosto para me olhar e a encontrei corada mas com o olhar carregado de desejo — eu sou todo seu... E olha como fiquei apenas com seu toque, acha mesmo que não vou gostar?
— Eu te amo tanto Carlos Daniel. — ela me olhava fixamente.
— E eu amo você amor meu, — sorri e me inclinei para beija-la — jamais senti algo tão forte. E jamais senti tanto prazer Paulina. E sei que somos assim porque nos amamos, porque não é apenas sexo, é amor, é desejo, renúncia... E pode ter certeza minha vida, você me dá tudo isso e muito mais, me faz me sentir o homem mais especial do mundo, o mais amado, o mais feliz...
— Amor... — ela disse com os olhos marejados e sorriu — te amo tanto.
— Te amo meu amor, — a beijei lentamente e ela deslizou a mão em minha ereção — faz de mim o que quiser Paulina, sou todo seu.
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