Notas iniciais
Gente, eu não morri. Aos que acompanham e curtem a história, desculpem a demora, mas tive que pausar a fic. Mas tô de volta! Enjoy!

Sentado numa poltrona confortável em seu quarto, Light reconfigurava os seus planos com base nas nos últimos acontecimentos. O ódio que sentira outrora pelo fracasso de Rem em matar Chiara e pela imunidade adquirida por L agora se transformaram em motivação para ele demostrar ainda mais sua inteligência. Quanto mais difícil o desafio, melhor demonstrava sua superioridade ao vencê-lo. No quadro geral, L ainda não havia reunido evidências concretas para provar que ele era mesmo Kira. O caderno capturado por eles continha a falsa regra dos treze dias, o que por si só não era o suficiente para afastar as suspeitas que L tem dele, mas ao menos o faria ganhar tempo até planejar como matar o detetive, assim como o restante da equipe, pois não poderia ninguém para interferir no seu caminho, inclusive seu próprio pai. Light lamentava o fato de o seu pai ter que morrer, mas era por um bem maior. Nesse momento, Misa já não estava mais sob a vigilância de L, e adquiriu novamente os olhos de Shinigami. Por enquanto, ela está executando o trabalho de matar criminosos, mas quando L finalmente for morto, ela também não terá mais utilidade.

Com a imunidade de L, Light teria que começar a admitir o fato de que teria que matá-lo da forma tradicional, o seja, sem o Death Note. Essa ideia não lhe era agradável, mas se esse sacrifício necessitasse ser feito em nome da justiça, Light o faria. Afinal, ele já matava através do seu caderno, a única diferença agora seria o instrumento utilizado. Por outro lado, se ele pudesse fazer com que alguém matasse o detetive, não sujaria suas mãos.

Light já sabia que que não poderia manipular alguém através do Death Note para matar outra pessoa. Do contrário, L já estaria morto há muito tempo. Se não quisesse sujar suas mãos, o adolescente teria que induzir alguém a matar L, de uma forma que não restasse provas contra ele. Além do mais, é interessante que toda a equipe mora de uma vez, para que de uma vez, todos os que sabem que ele é suspeito sejam tirados do caminho. Seu tempo também é curto. L deve retornar ao trabalho em breve e testar a regra dos treze dias. Assim que ele o fizer, Light terá sérios problemas. Dessa forma, além de arquitetar como matá-lo, ele deve manter L distraído de alguma forma, para adiar o máximo possível esse teste. Esse seria o momento em que ele poderia utilizar a relação de L e Chiara a seu favor.

Aos poucos, o plano foi se moldando na cabeça de Light. Para ele próprio, esse seria o movimento mais ousado que já realizado por ele, e teria que ser meticulosamente planejado, principalmente porque ele não o executaria sozinho. Apesar de não gostar nada da ideia, Light teria que pedir a ajuda de Misa Amane. Mesmo sendo burra, Misa sempre cumpriu com o que Light lhe pedira. Quando ela não tiver mais utilidade, ele a matará. Por enquanto, bastaria apenas convencê-la a lhe ajudar a se livrar da investigação de uma vez por todas.

Sabendo que não haveria trabalho aquela manhã, pois L havia ido visitar Chiara no hospital, Light foi visitar Misa.

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— Light! – berrou Misa ao abrir a porta e encontrar o amado parado em sua frente. Não sendo o grito suficiente, ela pulou em cima dele e o abraçou. – Então você veio me visitar, sabia que estava com saudades de mim!

— É claro que eu estava com saudades de você Misa – respondeu Light com um leve sorriso, retribuindo o abraço.

— Sério? Você nunca fala que tá com saudades. Que romântico!

Os dois entraram e sentaram-se lado a lado no sofá.

— Eu estou sempre muito ocupado na investigação Misa, você sabe disso. Além disso, estou empenhado em criar um novo mundo onde eu e você seremos a justiça.

— E isso só será possível quando finalmente o L for morto não é mesmo? Ontem eu achei que finalmente iria poder ver o nome dele, mas alguma coisa aconteceu e não pude entrar no prédio da força tarefa – disse a loira enquanto se apoiava no ombro dele.

— Infelizmente, Misa, as coisas mudaram, e L está imune ao Death Note. Teremos que tomar medidas mais drásticas para nos livrarmos da investigação. – Light começou a acariciar os cabelos de Misa enquanto falava.

— Ãh? Medidas mais drásticas?

Ele se ajeitou no sofá e virou-se diretamente pra ela, abaixando-se um pouco para seu rosto ficar bem próximo ao dela.

— Misa, você me ama de verdade?

— Eu te amo mais que tudo, Light Yagami! – respondeu a loira, com o coração acelerado, já se sentindo seduzir pela proximidade do adolescente.

O adolescente então beijou-a calorosamente, apoiando uma mão em sua cintura enquanto a outra deslizava no cabelo da loira. Ela sentia que seu coração iria sair pela boca, tamanha a emoção que experimentara com o beijo. Apesar do nervosismo, ela o correspondia. Ele então a pressionou com ainda mais força contra seu próprio corpo, e começou a deslizar a mão suavemente por debaixo da blusa dela, que interrompeu o beijo e olhou para o adolescente como quem não acredita no que está acontecendo.

— Light. Você me ama de verdade...

E entregou-se a um novo beijo. Ainda aos beijos, o casal levantou-se e foi em direção ao quarto da loira. No coração dela, havia uma felicidade que em toda a sua vida não havia sentido.

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Deitada sob o ombro de Light, na suntuosa cama de casal do quarto de Amane, a cantora parecia estar êxtase. Finalmente seu amor com Light havia se consumado, e ela tinha certeza de que ele a amava. Ele, por outro lado, estava calado e pensativo. Como homem, havia curtido o momento. Pôde relaxar um pouco em meio a tanto estresse a que vinha sendo submetido ultimamente. Por outro lado, a razão da sua visita a Amane tinha outra razão de ser.

— Misa, você disse que me ama de verdade. Então faria qualquer coisa por mim, não faria?

— Qualquer coisa, tudo o que você me pedir – disse ela com uma voz macia.

— Então tem algo que quero te pedir. Mas eu preciso confiar que você fará exatamente o que eu disser.

— Eu faço tudo o que você me pedir, Light. Pode me usar como quiser, ainda mais depois de hoje...

Light levantou-se e ajeitou-se de modo a fica de frente para Misa. Segurou-a pelos ombros e olhou-a diretamente nos olhos.

— Quando chegar o momento, quero que mate umas pessoas para mim. Mas escute bem. Não será com o Death Note.

— Você quer que eu mate pessoas com as minhas próprias mãos, como uma assassina?! – bradou a loira surpresa.

— Sshh. Não fale alto. Algum vizinho pode ouvir. Para a construção de um mundo mais justo, temos que nos livrar de algumas pessoas que estão nos atrapalhando. Infelizmente, algumas dessas pessoas não podem ser mortas com o Death Note. Eu sei que é uma missão difícil, mas achei que você me amaria o suficiente para fazer isso por mim...

— Tudo bem Light, eu faço o que você disser, porque eu te amo.

Ele a beija

— Eu não vou poder vir aqui durante um tempo, mas vou me comunicar com você através de mensagens criptografados, que você deve ler e apagar imediatamente. Antes de ir te ensinarei como lê-las. E tem mais uma coisa: caso aconteça qualquer situação em que você esteja com o Death Note e seja colocada em uma situação de perigo, da qual não possa fugir, renuncie imediatamente à posse do caderno.

— Renunciar à posse do caderno? Mas Light...

— Não se preocupe – interrompeu ele – Será temporário. É uma questão de segurança. Eu cuidarei para que você recupere a memória assim que possível. Também preciso de uma página do seu Death Note. Posso confiar em você?

— Claro que sim. Quando tudo isso terminar poderemos enfim ficar juntos!

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Na tarde daquele mesmo dia, Light. Estava em seu quarto, em frente ao computador. Convencer Misa Amane, como ele pensara, não foi um problema. Além de ele ter se divertido um pouco, agora seria mais fácil manipulá-la.

“As mulheres são tão estúpidas”, pensou.

A segunda parte do seu plano envolvia bastante engenhosidade. Primeiramente, teria que escolher as pessoas certas para executar a tarefa. Depois, ainda teria que tomar cuidado com o que escreveria no Death Note. Com a experiência do sequestro do ônibus, no dia em que descobrira verdadeira identidade de Raye Penber, Light observou que apesar de não poder usar o Death Note para induzir uma pessoa a matar outra, um sequestro não seria impossível, se fosse algo que a pessoa já faria naturalmente. Da forma como planejou, Light tem que escolher as pessoas certas para executarem o plano, que de tão minucioso poderia dar errado se qualquer mínimo detalhe não saísse como o planejado.

“Pronto, encontrei as pessoas certas”, pensou, ao se deparar, em sua pesquisa na internet, com os nomes e rostos de três ex-policiais corruptos do Japão. Imediatamente, Light pegou a folha que Misa Amane lhe dera mais cedo e começou a escrever.

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Quatro dias após os fatídicos eventos que resultaram na morte de Watari e na internação de Chiara, a equipe de investigação já estava novamente trabalhando a todo o vapor. L estava esperando a liberação, por parte da ICPO de um condenado a morte para testar a regra dos treze dias. Light e os outros estudavam o caderno e mapeavam as vítimas do Kira atual. L e Misa ainda eram os principais suspeitos de L, que esperava provar suas suspeitas demonstrando que a regra dos treze dias era falsa. Apesar de intimamente sentir raiva de Light, ele o tratava normalmente.

— Ryuzaki, quando a Chiara vai sair do hospital? – perguntou Matsuda.

— Hoje mesmo, ela e Aizawa, que está com ela agora, voltarão. Providenciei para que ela seja cuidada aqui. Apesar de estar bem, Chiara quebrou duas costelas e vai precisar de um tempo para se recuperar – respondeu L.

— Você tem razão. Assim, não precisaremos nos revezar para ficar com ela no hospital e teremos todos os homens aqui – comentou o Sr Yagami.

— Ryuzaki – chamou uma voz vinda de um computador, cuja tela tinha uma letra “R” em uma fonte exuberante. Todos ainda achavam estranho ouvir a voz de Roger no lugar da de Watari. – Nós temos um problema. O carro que trazia Chiara e Aizawa sumiu do nosso radar, e perdemos o contato com eles. Os telefones, o cinto e a pulseira que eles usavam com rastreadores foram largados no meio da rua, então acredito que eles foram sequestrados.

— O quê!! – Bradaram todos.

A adrenalina tomou conta do corpo de L, que apertou um copo que havia em sua mão até ele se quebrar.

“Começou”, disse Light pra si próprio.

Notas finais
Parece que a Chiara e o L não têm descanso. Será que eles terão um dia? Cenas para os próximos capítulos...