Notas iniciais
Bom, provavelmente eu não vou postar amanhã, então vou colocar mais um capítulo hoje. =)
Espero que gostem.

- Mas como assim \"saindo com uma pessoa\"? — a voz do outro lado perguntou

- Que tipo de pergunta é essa, Priscila? Saindo com outra pessoa, ficando, se conhecendo... explicado? — eu respondi sem paciência

- Nossa, você tá muito grossa. Ela que tá beijando a boca de outra e eu que levo os coices, como se fosse culpa minha...

- Você fez eu me sentir bem melhor agora! — eu ironizei, ela ficou calada e eu percebi que tava exagerando. — Desculpa, é que eu tô meio assim com essa história.

- Tudo bem, eu entendo. Eeei, eu tive uma idéia, por quê você não leva alguém só pra causar ciúmes?

- Eu não acredito que eu tô escutando isso. Priscila, eu retiro as minhas desculpas.

- Não, é sério, pode ser a Camila, já pensou nisso?

- Eu não usar alguém dessa maneira, isso é brincar com os sentimentos dos outros, é errado. — eu disse repreendendo-a

- É, você tá certa... mas que poderia dar certo, isso sim.

- Falou bem, PODERIA... — eu disse descartando qualquer coisa que envolvesse Camila, esse assunto já tinha me causado muitos problemas e realmente fazer isso seria brincar com os sentimentos alheio. — Bem que você poderia ir comigo, né Priscila?! — eu convidei

- Eu até iria, mas eu já tenho planos pra amanhã, minha mãe vai visitar um primo dela que mora em Belém e que veio passar o fim de semana e disse que eu tenho que ir porque já faz muito tempo que não o vejo. Leva a Amanda, ela me disse hoje de manhã que tava sem nada pra fazer amanhã, que ia passar o sábado inteiro em casa.

- Será que ela topa? — eu perguntei com esperança

- Acho que sim, dá uma ligada pra ela. — ela disse

- Boa idéia. Vou ligar!

- Dani, minha mãe tá me chamando pra ver alguma coisa que ela deixou no fogão. Amanhã a gente se fala e você me conta como foi, tá?

- Tá bom, então. Ah, bom passeio amanhã. — eu disse rindo

- Muito obrigada, engraçadinha! Beijos. — ela disse rindo também e desligando

Assim que eu desliguei eu peguei meu celular e fui na agenda atrás do telefone da Amanda, eu disquei e depois de três toques um homem atendeu

- Alô?

- Oi, por favor a Amanda?

- Quem deseja? — ele perguntou

- Daniela.

- Só um momento. — ele disse saindo e eu pude ouvir quando ele a chamou

- Oi, alô? — disse a voz conhecida

- Ei, Amanda é a Daniela, tudo bem?

- Oiii Dani, tudo e você? Como foi lá com a sua... com seu Bad romance? — ela disse rindo

- Ah, eu acabei descobrindo que ela tá ficando com outra. — eu respondi

- Vixi, o negócio tá ruim mesmo, hein?!

- Nem me fala. Mas eu tenho um convite pra te fazer, eu soube que amanhã você não vai sair...

- Pois é, amanhã estou às moscas. Que convite é esse? — ela perguntou parecendo mais animada.

- Amanhã é aniversário dela e ela me chamou pra ir lá porque vai rolar tipo uma reunião com o pessoal, aí eu não tava a fim de ir sozinha, eu até chamei a Priscila, mas ela já tem planos, então eu pensei, já que você não vai fazer nada, por que não levar você, né?!

- Huuum... o problema é que eu não conheço ela, aí eu fico meio sem graça de chegar na cara dura.

- Ih, desencana, ela é tranquila e além do mais ela disse que eu podia levar quem eu quiser, então pronto, estou levando quem eu quero.

- Tem certeza? — ela perguntou já cedendo

- Sim. Então topa ou não? — eu disse num tom animado

- Topo, topo, por que não?! Vamo cair pra dentro! — ela disse debochando e me fazendo cair na gargalhada

- Então, tá, eu passo aí na sua casa 19:30, pode ser? — eu confirmei

- Pode. E tem que ir muito arrumada pra isso aí?

- Não, \"pra isso aí\" você não precisa se enfeitar muito. — eu disse sarcástica

Conversamos mais um pouco e desliguei assim que minha mãe chegou, para dar atenção à ela.

- E aí, dia agitado? — eu perguntei assim que ela se jogou no sofá

- Poxa, nem fala! Que dia, meu Deus, que dia!

- Quer jantar? — eu perguntei indo em direção à cozinha

- Na verdade não, eu só quero tomar um banho e dormir. Obrigada, filha.

- Tudo bem, então. Eu vou dormir, tá?! — eu disse indo pro meu quarto

- Boa noite! — ela disse e eu retribuí

Eu custei pra pegar no sono, pensando no dia seguinte e em tudo que aconteceu hoje.

Quando eu acordei minha mãe já tinha saído e deixado um bilhete do lado da televisão do meu quarto.

\" Vou ficar de plantão hoje. Já sinto saudades. Te amo.

Ass: Mãe\"

Eu sorri olhando pro bilhete e fui à procura do meu celular pra ver a hora. 11:30! Dormi bem mesmo! Eu pensei.

O dia passou rápido, quando deu 18h eu comecei a me arrumar, coloquei uma calça jeans skinny, uma blusa vermelha com detalhes na frente e um tamanco baixinho, na maquiagem eu dei meu jeito e quando achei que estava bom, eu saí. Cheguei na casa da Amanda 19:40 e ela já estava pronta, me apresentou para a mãe dela que estava em casa

- Mãe, essa é a Daniela que eu te falei!

- Prazer! — eu disse dando um passo à frente e dando a mão acompanhada de um sorriso

- Ah, eu ouvi muito de você. — ela disse sorrindo e olhando pra Amanda. — Ela é mais bonita do que eu imaginava. — ela disse me deixando sem graça

- Obrigada!

- Não, é sério, a Amanda falou bastante da sua beleza e ela não estava mentindo, olhos lindos você tem, são verdes claros?

- Sim. — eu disse corando mais ainda

- Tá bom, mãe, ela já tá ficando sem graça. — Amanda disse me puxando pra porta.

- Tchau. Foi um prazer. — eu disse virando para me despedir

- Volte qualquer dia pra almoçar com a gente. — ela respondeu

- Pode deixar.

Assim que a Amanda fechou a porta ela deu uma gargalhada

- Que foi? — eu perguntei sem entender

- Você tava muito sem graça. — ela disse rindo mais uma vez

- Elogios fazem isso comigo. — eu disse dando uma risadinha

- É, eu vi. Mas ela não mentiu, você tem olhos muito bonitos, na verdade você É muito bonita. — ela disse sorrindo pra mim

- Bom, se sua intenção era me deixar sem graça de novo, conseguiu! — eu disse sarcástica, mas sem graça mesmo. Ela riu mais uma vez e perguntou

- Essa roupa tá legal? — disse parando, então eu parei também e analisei

- Sim, tá ótimo. — eu respondi. Ela tava com uma calça de cintura baixa, com um blusa preta com um desenho na frente e uma sandalinha muito bonita. — Gostei da sandália. — eu disse apontando

- Ah, obrigada! — ela disse voltando a caminhar

Fomos conversando sobre diversas coisas, até sobre relacionamentos passados nós conversamos. Quando chegamos à porta, eu respirei fundo e toquei a campainha, depois de um 1 minuto finalmente alguém abriu a porta. Era uma baixinha, de cabelo mais ou menos no ombro, bem vestida até, e bonita também, mas já vi melhores.

- Sabrina, quem é? — uma voz familiar perguntou, a Bruna apreceu na porta com uma ice na mão, assim que ela me viu, ela ficou parada por um tempo, olhando pra mim e depois seus olhos pararam na Amanda, fazendo uma análise completa, ela fechou a cara na mesma hora, o que eu estranhei, por quê sentiria ciúmes se estava com outra? Eu pensei. A baixinha viu que ninguém ia fazer nada, então ela tomou a atitude

- Entra, gente! Daqui a pouco vou pedir pra vocês cantarem alguma música de natal. — ela disse sorrindo

Eu entrei primeiro e logo depois a Amanda entrou, nós paramos e eu a cumprimentei

- Parabéns. — eu disse abraçando-a, ela não correspondeu meu abraço, mas disse um obrigada. — Essa é a Amanda, Amanda essa é a Bruna. — eu apresentei

- Prazer! Ah, e parabéns! — a Amanda disse dando um sorriso enorme

- Obrigada. Fica à vontade. — ela respondeu sem dar um sorriso e pegando na mão da baixinha e saindo, eu assisti àquilo com um ódio mortal.

- Eu acho que ela não gostou muito da minha presença. — Amanda disse no meu ouvido

- Por quê ela não gostaria? — eu disse dando ombros e puxando-a assim que avistei um grupo de conhecidos

Eu apresentei cada pra Amanda e um amigo do meu amigo até ficou de olho nela, colocaram uma música pra agitar o pessoal, então era mais difícil escutar, só falando no ouvido ou então fingindo que tava entendendo.

- Eu tô com sede. Onde tem refrigerante? — eu perguntei no ouvido do meu amigo André

- Lá na cozinha. — ela disse no meu. — Não te levo, porque sei que você conhece cada canto da casa mais que qualquer um aqui. — ele disse dando um tapinha no meu ombro e rindo, eu apenas dei língua pra ele.

- Quer alguma coisa pra beber? — eu perguntei agora pra Amanda

- Ah, eu quero. Um refrigerante pra mim tá bom. Quer que eu vá com você?

- Não, não precisa. Fica aí com o pessoal. — eu disse virando e indo em direação à cozinha

Quando cheguei lá eu paralisei na porta, a Bruna tava beijando a Sabrina, aquela cena me cortou em pedaços, não estava pronta pra ver aquilo, elas viram quando eu entrei e a Sabrina ficou sem graça, mas a Bruna pareceu gostar, eu fiquei com uma raiva sem igual.

- Desculpa. Eu só quero saber onde tá o refrigerante! — eu disse escondendo bem minha raiva e meu ciúmes

- Ali ! — a menina respondeu apontando para um isopor que tava do lado da geladeira.

- Obrgada! — eu disse virando e pegando os refrigerantes

Eu saí da cozinha com aquela cena na minha cabeça, eu podia dar uns bons tapas na Bruna

- Toma. — eu disse praticamente grudando a latinha na mão da Amanda

- Nossa, mais fácil pegar uma cola que gruda mais rápido. — ela disse abrindo e fechando a mão.

- Foi mal. — eu disse ainda pensando

- Aconteceu alguma coisa? — ela perguntou percebendo minha distração

- Eu acabei de pegar a Bruna com a menina lá na cozinha.

- Eita, que sorte, hein?! — ela disse esfregando meu ombro. — Quer ir embora?

- Não, é melhor deixar isso pra lá. Você já viu que o nosso amigo ali não tira o olho de você? — eu disse tentando mudar de assunto

- Sim, eu já vi. — ela disse sem animação

- Ele não é feio.

- Não, não é. — ela disse ainda sem animação

- Não se interessou? — eu perguntei

- Na verdade, não. — ela respondia rápido e sem respostas grandes

De repente a música parou e o André foi pro meio da galera, assim que a música parou a Bruna apareceu com a menina, ela tava com a mão na cintura dela e a outra com a mão em volta do seu pescoço.

- Galera, o pessoal tá pedindo então, que tal aquela brincadeira de passar papel com a boca? — ele sugeriu, o pessoal curtiu a idéia, eu não fiquei animada, mas acabei aceitando também.

Começou com uma rosa de 15 pessoas, aos poucos as pessoa deixavam cair, no final ficamos eu, o tal interessado na Amanda, a Amanda e o André, exatamente nessa ordem. O rapaz acabou deixando o papel cair na vez dele com a Amanda e tava na cara que foi de propósito, mas ele não conseguiu o que queria, ela conseguiu sair antes que a beijasse, então sempre muito simpática ela apenas sorriu e chegou pro meu lado.

- Não, o André que tem que ficar no meio e não pode fazer círculo, passa pra ele e só. — A Bruna se manifestou assim que ela se aproximou. — Pra dificultar! — ela disse tantando explicar

Imediatamente o André ficou no nosso meio e gostou da idéia de não fazer voltas e ficar só nele, mas acabou que pegando mais vezes o risco de cair também é maior, e assim foi...

- Eu acho que não precisa continuar, é como se as duas tivessem ganhado. — a bruna disse se metendo mais uma vez

- Sai daí, aniversariante! Tem que ver quem vai ganhar. — o André disse me dando o papel, eu olhei pra Amanda perguntando com o olhar se tudo bem e ela apenas afirmou uma vez com a cabeça e eu olhei rápido pra Bruna e pude ver a raiva consumindo seu rosto, era vez dela de dizer que me daria uns tapas.

Começou o jogo entre mim e a Amanda, era rápido e sem muito tempo pra pensar, depois de um tempo, eu levei o papel, e ele já tava meio mole, ela tentava puxar, mas ele não ia, quando eu tentei soltar, ele caiu, e a Amanda não se afastou, então, os seus lábios encostaram nos meus por um segundo até eu me afastar, todos aplaudiram minha \"grande\" vitória e eu estava super sem graça pelo acontecido, e a Amanda apenas ria da minha cara.

- Aí, sério, minha barriga tá doendo de rir! — ela disse chegando perto

- Perdeu pra mim. — eu disse sorrindo e fazendo cara de convencida

- Eu ganho na próxima! — ela disse sorrindo e piscando pra mim

Meu celular vibrou no meu bolso e eu fui pra um lugar mais vazio pra atender.

- Oi Priscila, curtindo a visita? — eu perguntei assim que vi seu número

- Tô quase fugindo daqui, sério. Mas eu quero saber como estão as coisas aí

- Amanhã eu conto, porque a ligação tá muito baixa!

- Nos detalhes? — ela perguntou

-Nos detalhes. — eu respondi

- Ok, então eu vou voltar pra minha morte lenta! — ela disse

- Tchau e boa sorte!

- Vou precisar! — ela disse desligando

Assim que eu desliguei, eu soltei uma risada imaginando a Priscila com a família que não conhecia.

- O que você tá fazendo? — uma voz perguntou atrás de mim, fazendo eu me virar, ela me olhava séria e nos seus olhos eu via raiva

- Eu tava no celular. — eu disse balançando ele na minha mão

- Você sabe que não é disso que eu tô falando... quem é essa menina? — ela perguntou deixando a garrafa de ice no balcão e se aproximando

- Minha amiga. — eu respondi

- Amiga? — ela disse fazendo cara de dúvida

- Sim, ela é do meu colégio.

- Eu não lembro de você ter me falado dela!

- Ela entrou mês passado.

- E você já tá com ela?

- Como assim eu já tô com ela? — eu perguntei ofendida, ela nada respondeu. — Ela é só minha amiga se é isso que você quer saber... e falando nisso, por quê você se importa tanto com isso? Você não tá com a versão feminina do Frodo? — eu perguntei fazendo deboche à Sabrina

- Sabrina. — ela corrigiu

- Tanto faz. Você entendeu... — ela apenas me olhava. — Não vai me responder?

- Você tá com ciúmes? — ela perguntou dando mais um passo e dando um sorriso de satisfação

- Bem que você gostaria, né?! — eu disse séria

- Atrapalhando alguma coisa? — A Frodo perguntou assustando a mim e a Bruna

- Não. — A Bruna respondeu. — Nada. — Então ela se aproximou e abraçou a Bruna, que correspondeu

Eu já tava saindo quando esbarrei com o André que veio chamar a gente pra cantar parabéns.

Cantamos parabéns e decidimos que era hora de ir embora.

- Vocês vão com quem? — André perguntou

- De ônibus. — eu respondi

- Eu levo vocês. — ele disse

- Não, André deixa que eu levo, pra mim é mais perto. — Bruna disse, eu olhei pra ela que olhava só pra ele

- Então, eu levo a Sabrina já que é caminho meu. — ele disse dando beijo e indo, a Sabrina deu um selinho, um abraço e um \"me liga\" pra bruna antes de sair.

- Eu vou pegar a chave do meu carro. — ela disse saindo

- Ei, isso é uma boa idéia? — amanda perguntou no meu ouvido

- Sei lá. Ela se ofereceu... — eu respondi baixinho

Quando a Bruna apareceu ela tava com as chaves e com a carteira na mão.

- Vamos. — ela disse caminhando até porta e depois trancando.

Quando chegamos no carro, eu não sabia se ia na frente, ou se ia atrás, por via das dúvidas fui atrás com a Amanda. Ela entrou colocou o cinto e ligou o carro.

- Onde você mora? — ela perguntou olhando pra Amanda pelo retrovisor

- Quatro ruas antes da Dani. — ela respondeu simpática

Depois disso o silêncio reinou no carro, só se escutava a música baixinha do rádio que ela ligou e cantava baixinho junto.

- Eu tô me sentindo estranha aqui. — Amanda disse no meu ouvido e eu vi na hora que a Bruna olhou de novo pelo retrovisor quando sentiu movimentação atrás

- Por quê? — eu perguntei baixinho também, ela apenas simulou um castiçal me fazendo soltar uma gargalhada. — Bobeira. — eu disse

- Onde tá aquele carro preto ali. — Amanda disse apontando, a Bruna parou em frente, então a Amanda me deu beijo na bochecha

- Até segunda, Dani. E obrigada, Bruna! — ela disse sorrindo

- De nada. — A Bruna respondeu sorrindo fraco

Quando a porta do carro se fechou, ela ainda esperou a Amana entrar e observou.

- Você vai ficar aí mesmo? — ela perguntou virando pra me olhar

- Passo pra frente? — eu respondi perguntando

- Se você quiser... — Então eu abri a porta, saí e entrei de novo na frente, coloquei o cinto, enquanto ela esperava com calma, apenas observava.

- Pronto. — eu disse dando um meio sorriso

Ela ligou o carro novamente e partiu.

No rádio começou a tocar \"Monalisa — Jorge Vercilo\", e eu comecei a cantar baixinho e ela também...

\" É incrível, nada desvia um destino, hoje tudo faz sentido e ainda há tanto a aprender

E a vida tão generosa comigo, veio de amigo a amigo, me apresentar à você... \"

- Essa música é muito bonita. — ela disse quebrando o silêncio e sorrindo pra mim

- Muito. — eu disse sorrindo também

- Ela é só sua amiga mesmo? — ela perguntou assim que parou o carro na minha porta, se virando pra me olhar

- Sim. — eu respondi

- Ela é hetero?

- Bi. — eu respondi. ela pareceu pensar na minha resposta. — Bruna, por quê o interesse? — eu perguntei sem tom de acusação, mas mesmo assim ela exitou

- Onde você quer chegar? — ela perguntou olhando pra frente de novo

- Eu só quero saber a verdade. Por quê você tá ciúmes?

- Você sabe porquê. — ela disse sem olhar pra mim

- Me diz. — eu falei baixo, colocando meus dedos no seu queixo e virando seu rosto pra mim, ela pegou minha mão e beijou, repousou minha mão no seu rosto e ficou assim por um tempo. Eu apenas sentia sua pele macia com a minha mão.

- Você quer saber a verdade? — ela perguntou descendo minha mão e deixando sobre sua perna

- Sim. — quando eu respondi, ela tirou o seu cinto e pegou meu rosto com as duas mãos e se aproximou, beijando todo meu rosto lentamente, ela levou sua boca até meu ouvido e sussurrou

- Eu amo você! — ela disse cada palavra lentamente fazendo com que eu fechasse os meus olhos, era a melhor sensação ouví-la dizer aquilo. Ela beijou o meu pescoço e puxava de leve os cabelos da minha nuca. — Eu senti tanto a sua falta, falta do seu cheiro, falta do seu cabelo, do seu sorriso, do seu abraço, do seu toque, do seu beijo... — quando ela disse isso eu me rendi e puxei seu rosto até minha boca, eu sabia que tava com saudade mas não tinha noção do quanto até então. Aquela língua maravilhosa passeava pela minha boca, com desejo e paixão. Enquanto suas mãos passeavam pelas minha costas, eu me soltava do meu cinto e me ajeitava no banco.

- Será que eu consigo passar pra esse lado? — ela perguntou ainda me beijando

- Tenta. — eu disse mordendo de leve seus lábios, ela sorriu e pulou pro meu banco, puxando uma trava que tinha embaixo do banco pra chegá-lo pra trás e descendo o banco, então antes de eu deitar ela tirou a minha blusa e eu tirei a dela, então ela deitou por cima de mim, tentando não pesar.

- Que merda! — eu disse quando senti o celular vibrando no meu bolso e a música invadir o carro.

- Que sorte, hein?! — ela disse me levantando e pegando o celular no meu bolso e me entregando

- Fala! — eu disse sem paciência

- Eita, tá de mau humor? — Pedro perguntou do outro lado

- Péssimo. — Eu tentei responder consciente, mas tava impossível, enquanto eu falava no celular, ela mordia minha orelha, beijava meu pescoço, e descia me beijando até minha barriga.

- Eu queria... — ele começou

- Você queria ir dormir. — eu disse cortando ele e desligando o celular

Assim que desliguei puxei de voltar sua boca até a minha, enquanto ela ria e me beijava.

Algum tempo depois...

- Ei, eu tenho um presente pra você. — eu disse quebrando o silêncio

- Ah, é?! — ela perguntou levantando a cabeça pra me olhar

- Sim. — eu disse brincando com o seu cabelo. — Eu comprei há dois meses, mas sabe, com tudo que aconteceu, enfim... tá lá em casa.

- E o que é? — ela perguntou sorrindo

- Até parece que eu vou falar. — eu disse dando língua pra ela

- E quando vai me dar?

- Amanhã, pode ser?

- Sim, senhora.

Foi a vez do seu celular tocar, ela tirou a mão que estava embaixo de mim e se esticou pra atender, ela olhou o número e fez careta.

- É a Sabrina. Ela deve ter ligado lá pra casa e não me encontrou.

- O que você vai fazer com ela? — eu perguntei séria agora

- Eu ainda não sei... — ela disse apenas