Apenas mais Uma de Amor
22 Capítulo 22
Notas iniciais
- Era melhor a gente ter ido assistir Shrek! – Priscila disse se apoiando na perna da Amanda pra falar comigo
- Pronto, agora ela vai ficar falando isso o resto do filme! – Amanda disse pra mim, me fazendo rir
- Pode acreditar! – eu disse ainda rindo. A gente acabou indo assistir Eclipse mesmo, claro que contra a vontade da Priscila. E nós conseguimos uma sessão que não tava muito cheia, então sentamos na ordem: Priscila, Amanda, eu e Bruna. Aí, fiquei bem no meio, totalmente desconfortável.
- Pensei que a gente tinha combinado de nada de filmes com Kristen. – Bruna disse no meu ouvido
- Ah, você sabe, eu não resisto àquele charme! – eu disse apontando pra imagem da atriz na tela.
- Pensei que só não resistisse ao meu. – ela disse fingindo tristeza, me fazendo olhá-la
- E não resisto mesmo! Mas você sabe, Kristen É Kristen! – eu disse pegando sua mão e entrelaçando nossos dedos
- É, tenho que me conformar com... – ela ia completar se não fosse a Priscila
- Ei, eu já to tendo que assistir esse filme contra minha vontade, vocês cochichando tá me desconcentrando! — nessa hora alguém do cinema fez “shh” pra ela. – Faz shh pra mãe! – ela disse olhando pra frente e fazendo nós três rir
- É melhor a gente ver o filme... – eu disse sorrindo pra Bruna que retribuiu
Eu estava concentrada no filme, quando eu senti alguém chegando perto do meu ouvido e logo a Amanda falou:
- Sabe, eu prefiro o Jacob! – ela disse cheirando meu cabelo
- É? E por quê? E- eu perguntei engolindo seco, deixando essa passar
- O Edward pode ir embora a qualquer instante, já o Jacob, parece que vai estar sempre ali por ela, entende? – ela completou se ajeitando na poltrona
- Sim, entendo. Mas eu entendo que o Edward parece que foi feito pra ela! – eu disse tentando procurar melhores palavras
- O Jacob também, por isso ela fica tão confusa quando está com ele! Se ela tentasse se desprender do Edward talvez ela conseguisse abrir os olhos. – “Ela tá mandando uma indireta?!” Eu ia responder, quando a mão da Bruna apertou a minha, fazendo olhá-la, mas ela nada disse, continuou olhando pra tela, mas eu sei que ela sentiu meu olhar.
- Já vi melhores! – Priscila comentou assim que saímos da sala do cinema
- Ah, é legalzinho! – Amanda concordou
- Vocês querem fazer mais alguma coisa? – eu interrompi as “críticas de cinema”
- Bom, eu só vou tomar um sorvete! – Priscila respondeu
- Nessa eu vou te acompanhar. E vocês? – Amanda perguntou se virando pra gente, enquanto eu e Bruna acenamos negativamente com a cabeça
- Tá tudo bem? – eu perguntei pra Bruna assim que as duas se afastaram. Ela tava olhando uma loja de roupas, e nem me olhou.
- Por que não estaria? – perguntou chegando mais perto da vitrine
- Não sei. Você tá estranha.
- Hum... – ela se limitou a falar isso
As meninas voltaram com o sorvete e depois a Bruna foi levar a Pri em casa, pra depois levar a Amanda.
- Então, Amanda, você tem namorado? – Bruna perguntou com um ar de inocência e aumentando um pouco do volume do rádio, que pra variar tocava MPB.
- Não. – Amanda deu a resposta simples, como se não quisesse prolongar
- Não gosta de compromisso? – Bruna perguntou dando um sorriso brincalhão
- Não é isso. – ela respondeu e percebeu que a Bruna esperava ela completar com mais alguma coisa. Ela o fez: — Eu estaria disposta a entrar em um relacionamento se a pessoa que eu quero me quisesse também. – “Amaaaaaanda, como você faz isso?” Na mesma hora eu me ajeitei no banco e fiquei toda dura
- Tá tudo bem, Daniela? – Bruna me perguntou, na mesma hora a olhei e sua expressão era fria.
- Sim. – eu disse acenando uma vez com a cabeça e aumentando mais um pouco o rádio
“Não estou disposto a esquecer seu rosto de vez e acho que é tão normal.
Dizem que sou louco, por eu ter um gosto assim, gostar de quem não gosta de mim.
Jogue suas mãos para o céu e agradeça se acaso tiver alguém que você gostaria que estivesse sempre com você.
Na rua, na chuva, na fazenda, ou numa casinha de sapê.”
A Amanda acompanhava a música baixinho, eu sabia que a Bruna conhecia a música, mas algo a impedia de cantar, ela apenas batia de leve com os dedos no volante de acordo com a batida da música, enquanto eu também cantava a música, mas sem emitir nenhum som, apenas mexendo com a boca.
- Kid abelha é o que há, né Bruna?! – Amanda perguntou assim que a música acabou
- Com certeza. – Bruna disse agora dando um sorriso forçado. – Estás entregue! – ela disse parando em frente à casa da Amanda.
- Muito obrigada, Bruna! A gente se vê qualquer dia. Tchau, Dani. Até amanhã. – ela disse chegando mais perto e me dando um beijo rápido na bochecha
- É... até! – eu disse enquanto ela saía
Ela saiu e a Bruna arrancou com o carro. Nós ficamos em silêncio mais um tempo e eu o quebrei.
- Gostou do filme? – “Gostou do filme? Mas que pergunta idiota foi essa?”
- Sim. – ela respondeu sem me olhar de novo.
Quando paramos em um sinal, ela continuou
- Gostei mais ainda da sua amiga dando em cima de você! – ela disse dando um sorriso irônico enorme, ela sorria grande mesmo, puro sarcasmo!
- Do que você tá-tá falando? – eu perguntei vacilando e gaguejando
- Ah, me poupe, Daniela! – ela começou a dirigir assim que o sinal abriu. – Eu não sou burra não! – ela disse um tom mais alto do que estávamos falando
- Bruna, eu posso explicar... – “Explicar? O que eu ia explicar?”
- Tem alguma coisa pra explicar? Sua amiga está a fim de você e cai em cima na maior cara dura, isso está muito bem explicado pra mim!
- Mas... – eu ia começar a falar, mas ela me cortou
- Por que você não me contou sobre isso? – ela perguntou desligando o carro na porta da minha casa e pela primeira vez me olhando e dessa vez mais calma
- Eu também não sabia, ela me contou ontem. – eu disse com um tom de sinceridade
- Ela tentou alguma coisa? – ela perguntou desligando o rádio e me olhando com curiosidade
- Não. – eu disse apenas isso
- Tem certeza? – ela perguntou erguendo uma sobrancelha em sinal de dúvida
- Tenho. Eu vou te explicar... Nós estávamos na casa da Pri, e a gente tava brincando de “Verdade ou Consequência” – a sua expressão era concentrada e pronta pra dar um ataque – Então, eu brinquei com a Amanda e ela teve uma reação estranha, então... – ela me cortou
- Que brincadeira foi essa?
- Eu apenas perguntei pra ela se era verdade que ela tinha um amor escondido por mim! – eu disse inocente
- Ah, claro, grande brincadeira pra fazer, Daniela! Parabéns! – ela disse aplaudindo
- Posso terminar? – eu disse séria e impaciente
- Vá em frente, Bozo! – ela disse levantando uma mão indicando que eu podia continuar, eu ignorei a piadinha e prossegui.
- Aí, a Amanda ficou um pouco estranha depois disso, então eu resolvi perguntar pra ela o que tava acontecendo, eu não tinha idéia que esse era o motivo e na minha cabeça ela tinha ficado chateada com a brincadeira. Quando eu perguntei, ela demorou um pouco, mas acabou dizendo que tava apaixonada por mim. – eu terminei e respirei fundo depois de ter falado sem parar
- E você ia me contar? – ela perguntou com um tom desafiador
- Talvez.
- Talvez? – ela repetiu e tirou o cinto
- É, Bruna, pensa bem: ela me disse que não ia fazer nada que pudesse prejudicar o meu relacionamento com você, então eu pensei “Pra quê ficar criando intriga se eu posso evitar?”, entende?
- Mas eu tinha o direito de saber. E outra, ela não me pareceu nada discreta!
- Tirando o que aconteceu no cinema, eu não a vi fazendo nada. – eu disse colocando a perna no banco
- E você acha isso pouco? O que seria “suficiente” pra você? Ela te agarrar e te beijar na minha frente?! Acredite, se eu percebi é porque estava um pouco na cara!
- Mas você é sempre pé atrás quando se trata de alguém perto de mim, isso não diz muita coisa. – eu disse calma
- E tenho meus motivos...
- Tem? Bruna nem todas as pessoas que se aproximam de mim têm segundas intenções.
- Pode ser. Mas nessa eu estou certa.
- Será que podemos parar com essa bobeira? – eu perguntei olhando nos seus olhos
- Eu não vejo como bobeira. Mas podemos parar.
- Obrigada.
- Mas antes...
- Sabia! – eu disse bufando
- Posso? – ela perguntou
- Vá em frente.
- Se você não gosta do meu ciúmes, não me dê motivo pra tê-lo e ... – quando eu ia interromper, ela levantou um dedo pedindo pra eu esperar. – Se a Amanda tentar alguma coisa, ou fizer qualquer coisa, mas qualquer coisa mesmo, eu quero que você me conte. Não quero segredos e eu sei que você não é de esconder as coisas de mim, então, não o faça agora, tá bom? – ela perguntou passando a ponta do dedo no meu nariz e sorrindo serena
- Tá bom. – eu disse sorrindo largamente
- Então... – ela começou chegando mais perto e colocando a mão na minha perna. – Sua mãe está em casa? – ela perguntou mordendo o lábio e sorrindo maliciosamente
- Provavelmente não! São 17hrs ainda. – eu disse tirando meu cinto. – Quer entrar?
- Mas que pergunta... – ela disse abrindo a porta do carro e saindo pra abrir pra mim também.
Quando eu abri a porta, confirmei que não havia ninguém em casa, estava exatamente como eu havia deixado mais cedo. Antes mesmo que eu pudesse respirar eu senti dois braços me envolverem e depois uma boca morder de leve minha orelha.
- Hoje você tá muito assanhadinha, hein?! – eu disse me virando e colocando as mãos na sua cintura enquanto as suas iam pro meu pescoço. Ela apenas deu de ombros e começou a trilhar o caminho do meu quarto. Quando finalmente chegamos, ainda nos beijando, ela me deitou com todo carinho e ficou por cima de mim. Ela colocou o joelho de leve entre as minhas pernas, me fazendo soltar um suspiro.
- Amor? – eu perguntei respirando mais rápido
- Oi minha linda. – ela disse com a voz rouca e passando a mão na minha coxa
- Será que a gente pode conversar sobre a sua viagem? – na hora ela parou tudo que estava fazendo e parou pra me olhar
- Nossa, Dani, isso foi broxante! – ela disse deitando do meu lado e me fazendo rir
- Desculpe, amor, é que você não me falou quase nada e eu tô meio perdida com isso! – eu expliquei colocando o braço em cima da sua barriga, levantando um pouco a blusa e fazendo carinho de leve, eu vi quando os cabelinhos do seu braço arrepiaram.
- Bom, e o que você quer saber? – ela disse colocando um braço em volta de mim
- Quando você vai, por exemplo... – eu disse baixinho e olhando pro teto
- Pela minha mãe, eu já tinha ido, mas eu falei pra ela que não é tão simples, que eu tenho você, meus amigos e meu curso.
- Sua mãe ainda está na sua casa?
- Sim. E falando nisso, ela quer conhecer você! – ela disse sorrindo pra mim quando a olhei com os olhos arregalados
- Mas mas...
- Qual o problema, amor? Tá com medo da sua sogrinha? – ela perguntou me dando um beijo na testa
- Não é isso. Será que ela vai gostar de mim? Você sabe, eu sou contra sua viagem e provavelmente ela sabe disso!
- Claro que ela sabe. Mas ela tem que entender que você é minha namorada e não ia gostar da idéia.
- Mesmo assim, eu...
- Dani, ela sabe o quanto você é importante pra mim, ela não faria nada com você que pudesse me atingir, ainda mais sabendo que falta isso aqui pra eu desistir dessa maldita viagem! – ela disse fazendo com os dedos algo pequeno
- Bru, você não vai ficar atrás das americanas, vai? – eu perguntei fazendo biquinho
- Bom, tem algumas que são bem bonitinhas... – ela disse me fazendo dar um tapinha de leve no seu braço
- Brincadeira, amor. Eu só tenho olhos pra esse rostinho lindo! – ela disse beijando meu rosto
- Espero que sim! Mas deixa eu te perguntar uma coisa... – eu comecei a me levantar e ficar em cima dela
- Hum – ela disse colocando uma mecha de cabelo que caía sobre meu rosto
- Onde foi que nós paramos, hein?! – eu perguntei tirando sua blusa e beijando seus seios por cima do sutiã.
- Depois eu que sou tarada! – ela disse passando as mãos nas minhas costas e bunda
- E depois eu que falo muito... – eu disse mordendo aquele pescoço cheirosinho e perfeito.
Uma mão sua agora agarrava os cabelos da minha nuca e trazia a minha boca pra dela.
Ela me beijava com paixão, sua língua explorava cada cantinho da minha boca. As minhas mãos com carinho e ao mesmo tempo fora de controle passeavam pelo seu corpo.
- Hum, mas que droga! – os nossos celulares adoravam tocar nessas horas e dessa vez foi dela
- Não atende! – eu pedi manhosa e lambi seus lábios, descendo pro pescoço, seios agora sem sutiã e barriga. Eu percebi que consegui o que queria quando ela gemeu baixinho e falou:
- Mas que vá pro inferno essa merda! – ela disse ofegante e jogando o celular no final da cama, logo depois me puxando de novo até sua boca.
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