Notas iniciais
Desculpa pela demora!

- Era melhor a gente ter ido assistir Shrek! – Priscila disse se apoiando na perna da Amanda pra falar comigo

- Pronto, agora ela vai ficar falando isso o resto do filme! – Amanda disse pra mim, me fazendo rir

- Pode acreditar! – eu disse ainda rindo. A gente acabou indo assistir Eclipse mesmo, claro que contra a vontade da Priscila. E nós conseguimos uma sessão que não tava muito cheia, então sentamos na ordem: Priscila, Amanda, eu e Bruna. Aí, fiquei bem no meio, totalmente desconfortável.

- Pensei que a gente tinha combinado de nada de filmes com Kristen. – Bruna disse no meu ouvido

- Ah, você sabe, eu não resisto àquele charme! – eu disse apontando pra imagem da atriz na tela.

- Pensei que só não resistisse ao meu. – ela disse fingindo tristeza, me fazendo olhá-la

- E não resisto mesmo! Mas você sabe, Kristen É Kristen! – eu disse pegando sua mão e entrelaçando nossos dedos

- É, tenho que me conformar com... – ela ia completar se não fosse a Priscila

- Ei, eu já to tendo que assistir esse filme contra minha vontade, vocês cochichando tá me desconcentrando! — nessa hora alguém do cinema fez “shh” pra ela. – Faz shh pra mãe! – ela disse olhando pra frente e fazendo nós três rir

- É melhor a gente ver o filme... – eu disse sorrindo pra Bruna que retribuiu

Eu estava concentrada no filme, quando eu senti alguém chegando perto do meu ouvido e logo a Amanda falou:

- Sabe, eu prefiro o Jacob! – ela disse cheirando meu cabelo

- É? E por quê? E- eu perguntei engolindo seco, deixando essa passar

- O Edward pode ir embora a qualquer instante, já o Jacob, parece que vai estar sempre ali por ela, entende? – ela completou se ajeitando na poltrona

- Sim, entendo. Mas eu entendo que o Edward parece que foi feito pra ela! – eu disse tentando procurar melhores palavras

- O Jacob também, por isso ela fica tão confusa quando está com ele! Se ela tentasse se desprender do Edward talvez ela conseguisse abrir os olhos. – “Ela tá mandando uma indireta?!” Eu ia responder, quando a mão da Bruna apertou a minha, fazendo olhá-la, mas ela nada disse, continuou olhando pra tela, mas eu sei que ela sentiu meu olhar.

- Já vi melhores! – Priscila comentou assim que saímos da sala do cinema

- Ah, é legalzinho! – Amanda concordou

- Vocês querem fazer mais alguma coisa? – eu interrompi as “críticas de cinema”

- Bom, eu só vou tomar um sorvete! – Priscila respondeu

- Nessa eu vou te acompanhar. E vocês? – Amanda perguntou se virando pra gente, enquanto eu e Bruna acenamos negativamente com a cabeça

- Tá tudo bem? – eu perguntei pra Bruna assim que as duas se afastaram. Ela tava olhando uma loja de roupas, e nem me olhou.

- Por que não estaria? – perguntou chegando mais perto da vitrine

- Não sei. Você tá estranha.

- Hum... – ela se limitou a falar isso

As meninas voltaram com o sorvete e depois a Bruna foi levar a Pri em casa, pra depois levar a Amanda.

- Então, Amanda, você tem namorado? – Bruna perguntou com um ar de inocência e aumentando um pouco do volume do rádio, que pra variar tocava MPB.

- Não. – Amanda deu a resposta simples, como se não quisesse prolongar

- Não gosta de compromisso? – Bruna perguntou dando um sorriso brincalhão

- Não é isso. – ela respondeu e percebeu que a Bruna esperava ela completar com mais alguma coisa. Ela o fez: — Eu estaria disposta a entrar em um relacionamento se a pessoa que eu quero me quisesse também. – “Amaaaaaanda, como você faz isso?” Na mesma hora eu me ajeitei no banco e fiquei toda dura

- Tá tudo bem, Daniela? – Bruna me perguntou, na mesma hora a olhei e sua expressão era fria.

- Sim. – eu disse acenando uma vez com a cabeça e aumentando mais um pouco o rádio

“Não estou disposto a esquecer seu rosto de vez e acho que é tão normal.

Dizem que sou louco, por eu ter um gosto assim, gostar de quem não gosta de mim.

Jogue suas mãos para o céu e agradeça se acaso tiver alguém que você gostaria que estivesse sempre com você.

Na rua, na chuva, na fazenda, ou numa casinha de sapê.”

A Amanda acompanhava a música baixinho, eu sabia que a Bruna conhecia a música, mas algo a impedia de cantar, ela apenas batia de leve com os dedos no volante de acordo com a batida da música, enquanto eu também cantava a música, mas sem emitir nenhum som, apenas mexendo com a boca.

- Kid abelha é o que há, né Bruna?! – Amanda perguntou assim que a música acabou

- Com certeza. – Bruna disse agora dando um sorriso forçado. – Estás entregue! – ela disse parando em frente à casa da Amanda.

- Muito obrigada, Bruna! A gente se vê qualquer dia. Tchau, Dani. Até amanhã. – ela disse chegando mais perto e me dando um beijo rápido na bochecha

- É... até! – eu disse enquanto ela saía

Ela saiu e a Bruna arrancou com o carro. Nós ficamos em silêncio mais um tempo e eu o quebrei.

- Gostou do filme? – “Gostou do filme? Mas que pergunta idiota foi essa?”

- Sim. – ela respondeu sem me olhar de novo.

Quando paramos em um sinal, ela continuou

- Gostei mais ainda da sua amiga dando em cima de você! – ela disse dando um sorriso irônico enorme, ela sorria grande mesmo, puro sarcasmo!

- Do que você tá-tá falando? – eu perguntei vacilando e gaguejando

- Ah, me poupe, Daniela! – ela começou a dirigir assim que o sinal abriu. – Eu não sou burra não! – ela disse um tom mais alto do que estávamos falando

- Bruna, eu posso explicar... – “Explicar? O que eu ia explicar?”

- Tem alguma coisa pra explicar? Sua amiga está a fim de você e cai em cima na maior cara dura, isso está muito bem explicado pra mim!

- Mas... – eu ia começar a falar, mas ela me cortou

- Por que você não me contou sobre isso? – ela perguntou desligando o carro na porta da minha casa e pela primeira vez me olhando e dessa vez mais calma

- Eu também não sabia, ela me contou ontem. – eu disse com um tom de sinceridade

- Ela tentou alguma coisa? – ela perguntou desligando o rádio e me olhando com curiosidade

- Não. – eu disse apenas isso

- Tem certeza? – ela perguntou erguendo uma sobrancelha em sinal de dúvida

- Tenho. Eu vou te explicar... Nós estávamos na casa da Pri, e a gente tava brincando de “Verdade ou Consequência” – a sua expressão era concentrada e pronta pra dar um ataque – Então, eu brinquei com a Amanda e ela teve uma reação estranha, então... – ela me cortou

- Que brincadeira foi essa?

- Eu apenas perguntei pra ela se era verdade que ela tinha um amor escondido por mim! – eu disse inocente

- Ah, claro, grande brincadeira pra fazer, Daniela! Parabéns! – ela disse aplaudindo

- Posso terminar? – eu disse séria e impaciente

- Vá em frente, Bozo! – ela disse levantando uma mão indicando que eu podia continuar, eu ignorei a piadinha e prossegui.

- Aí, a Amanda ficou um pouco estranha depois disso, então eu resolvi perguntar pra ela o que tava acontecendo, eu não tinha idéia que esse era o motivo e na minha cabeça ela tinha ficado chateada com a brincadeira. Quando eu perguntei, ela demorou um pouco, mas acabou dizendo que tava apaixonada por mim. – eu terminei e respirei fundo depois de ter falado sem parar

- E você ia me contar? – ela perguntou com um tom desafiador

- Talvez.

- Talvez? – ela repetiu e tirou o cinto

- É, Bruna, pensa bem: ela me disse que não ia fazer nada que pudesse prejudicar o meu relacionamento com você, então eu pensei “Pra quê ficar criando intriga se eu posso evitar?”, entende?

- Mas eu tinha o direito de saber. E outra, ela não me pareceu nada discreta!

- Tirando o que aconteceu no cinema, eu não a vi fazendo nada. – eu disse colocando a perna no banco

- E você acha isso pouco? O que seria “suficiente” pra você? Ela te agarrar e te beijar na minha frente?! Acredite, se eu percebi é porque estava um pouco na cara!

- Mas você é sempre pé atrás quando se trata de alguém perto de mim, isso não diz muita coisa. – eu disse calma

- E tenho meus motivos...

- Tem? Bruna nem todas as pessoas que se aproximam de mim têm segundas intenções.

- Pode ser. Mas nessa eu estou certa.

- Será que podemos parar com essa bobeira? – eu perguntei olhando nos seus olhos

- Eu não vejo como bobeira. Mas podemos parar.

- Obrigada.

- Mas antes...

- Sabia! – eu disse bufando

- Posso? – ela perguntou

- Vá em frente.

- Se você não gosta do meu ciúmes, não me dê motivo pra tê-lo e ... – quando eu ia interromper, ela levantou um dedo pedindo pra eu esperar. – Se a Amanda tentar alguma coisa, ou fizer qualquer coisa, mas qualquer coisa mesmo, eu quero que você me conte. Não quero segredos e eu sei que você não é de esconder as coisas de mim, então, não o faça agora, tá bom? – ela perguntou passando a ponta do dedo no meu nariz e sorrindo serena

- Tá bom. – eu disse sorrindo largamente

- Então... – ela começou chegando mais perto e colocando a mão na minha perna. – Sua mãe está em casa? – ela perguntou mordendo o lábio e sorrindo maliciosamente

- Provavelmente não! São 17hrs ainda. – eu disse tirando meu cinto. – Quer entrar?

- Mas que pergunta... – ela disse abrindo a porta do carro e saindo pra abrir pra mim também.

Quando eu abri a porta, confirmei que não havia ninguém em casa, estava exatamente como eu havia deixado mais cedo. Antes mesmo que eu pudesse respirar eu senti dois braços me envolverem e depois uma boca morder de leve minha orelha.

- Hoje você tá muito assanhadinha, hein?! – eu disse me virando e colocando as mãos na sua cintura enquanto as suas iam pro meu pescoço. Ela apenas deu de ombros e começou a trilhar o caminho do meu quarto. Quando finalmente chegamos, ainda nos beijando, ela me deitou com todo carinho e ficou por cima de mim. Ela colocou o joelho de leve entre as minhas pernas, me fazendo soltar um suspiro.

- Amor? – eu perguntei respirando mais rápido

- Oi minha linda. – ela disse com a voz rouca e passando a mão na minha coxa

- Será que a gente pode conversar sobre a sua viagem? – na hora ela parou tudo que estava fazendo e parou pra me olhar

- Nossa, Dani, isso foi broxante! – ela disse deitando do meu lado e me fazendo rir

- Desculpe, amor, é que você não me falou quase nada e eu tô meio perdida com isso! – eu expliquei colocando o braço em cima da sua barriga, levantando um pouco a blusa e fazendo carinho de leve, eu vi quando os cabelinhos do seu braço arrepiaram.

- Bom, e o que você quer saber? – ela disse colocando um braço em volta de mim

- Quando você vai, por exemplo... – eu disse baixinho e olhando pro teto

- Pela minha mãe, eu já tinha ido, mas eu falei pra ela que não é tão simples, que eu tenho você, meus amigos e meu curso.

- Sua mãe ainda está na sua casa?

- Sim. E falando nisso, ela quer conhecer você! – ela disse sorrindo pra mim quando a olhei com os olhos arregalados

- Mas mas...

- Qual o problema, amor? Tá com medo da sua sogrinha? – ela perguntou me dando um beijo na testa

- Não é isso. Será que ela vai gostar de mim? Você sabe, eu sou contra sua viagem e provavelmente ela sabe disso!

- Claro que ela sabe. Mas ela tem que entender que você é minha namorada e não ia gostar da idéia.

- Mesmo assim, eu...

- Dani, ela sabe o quanto você é importante pra mim, ela não faria nada com você que pudesse me atingir, ainda mais sabendo que falta isso aqui pra eu desistir dessa maldita viagem! – ela disse fazendo com os dedos algo pequeno

- Bru, você não vai ficar atrás das americanas, vai? – eu perguntei fazendo biquinho

- Bom, tem algumas que são bem bonitinhas... – ela disse me fazendo dar um tapinha de leve no seu braço

- Brincadeira, amor. Eu só tenho olhos pra esse rostinho lindo! – ela disse beijando meu rosto

- Espero que sim! Mas deixa eu te perguntar uma coisa... – eu comecei a me levantar e ficar em cima dela

- Hum – ela disse colocando uma mecha de cabelo que caía sobre meu rosto

- Onde foi que nós paramos, hein?! – eu perguntei tirando sua blusa e beijando seus seios por cima do sutiã.

- Depois eu que sou tarada! – ela disse passando as mãos nas minhas costas e bunda

- E depois eu que falo muito... – eu disse mordendo aquele pescoço cheirosinho e perfeito.

Uma mão sua agora agarrava os cabelos da minha nuca e trazia a minha boca pra dela.

Ela me beijava com paixão, sua língua explorava cada cantinho da minha boca. As minhas mãos com carinho e ao mesmo tempo fora de controle passeavam pelo seu corpo.

- Hum, mas que droga! – os nossos celulares adoravam tocar nessas horas e dessa vez foi dela

- Não atende! – eu pedi manhosa e lambi seus lábios, descendo pro pescoço, seios agora sem sutiã e barriga. Eu percebi que consegui o que queria quando ela gemeu baixinho e falou:

- Mas que vá pro inferno essa merda! – ela disse ofegante e jogando o celular no final da cama, logo depois me puxando de novo até sua boca.

Notas finais
Eu enquanto escrevo gosto de uma, mas depois gosto mais da outra, nem eu me defini ainda! rs