E lá estava Hibari, estiado ao chão, próximo do Cavallone. E pensar que tudo não passava de um sonho. Apenas ao fato de lembrar-se de, que ainda podia haver luz à todo final de túnel, sentia-se leve, onde pela primeira vez em muito tempo, sorria verdadeiramente. Logo saira de seu banho e colocava uma roupa leve, não a roupa de costume, e sim, um kimono na cor roxa. Saia assim de casa ainda carregado as suas tonfas. O sol já estava a se por, e, ao passo que escurecia, Hibari se apressava mais, sim, queria ir aquela rua, queria sentir novamente a adrenalina do medo, queria poder sentir novamente o medo em que passava ao seu sonho. Conforme que se aproximava da rua, escurecia mais e mais, onde a própria escuridão era ofuscada pelo brilho das luzes da cidade. Logo chegava aquela rua miserável, cuja maldade e sofrimento eram apenas ilusões. Suspirava e dava um passo a diante, penetrando-se na escuridão absoluta, assim esbarrando em alguém, onde apenas virava para ver quem era. Um arrepio passava pelo seu corpo, olhando assim para o maior. Era ninguém mais, ninguém menos, do que Dino Cavallone. De Javier? Ou apenas pura coincidência? Hibari apenas olhava para o maior com um brilho incomum ao olhar.
— Eu... Conheço-te... – Dizia o menor ainda absmado.
— Kyoya... Hibari? – Dizia o maior.
— Cavallone... Dino? – Respondia por sua vez, surpreso ao fato do maior pelo menos, saber o seu próprio nome. Logo se escutavam explosões, sim, canos estouravam e alguns vidros se estilhaçavam, uma forte aura assassina aparecia, um jovem, de cabelos curtos esbranquiçados, porem, Hibari reconhecera que não era Squalo, o homem de seus sonhos, porem, quem seria?
-... Quem é... Ele?
— Byakuran... — Respondia um tanto assustado ao menor. Sim, o Cavallone demonstrava medo a pesar da calma que mostrava constantemente.
Hibari apenas segurava o maior pelo pulso, onde dava um passo para trás e o puxava junto, logo ouvindo o som das sirenes em que aproximavam-se do local , o jovem ao menos olhava para trás, onde pegava Dino pelo pulso e saira andando, onde o maior o acompanhava. Hibari levava Dino para sua casa, cautelosamente na intenção de não deixar ao menos o leve sinal de onde estaria com o Cavallone. Abria a porta de casa e empurrava o maior, onde fechava e trancava a porta. O jovem certamente estava assustado, tentando não demonstrar esse sentimento. Dino sem saber o que dizer ou falar, apenas sorria para o menor onde o agradecia educadamente e se dirigia a porta.
— Eu vou indo... Ou ele pode me achar e fazer algo a você...- Dizia o Cavallone.
— Fique... Pelo menos até amanhecer... – Dizia o menor segurando a mão do loiro, dirigindo o olhar diretamente ao dele demonstrando assim compaixão, medo, medo de ver seu amigo “ir embora” novamente.
O Cavallone levava a mão direita ao rosto do menor, onde correspondia o olhar, sim, percebera o brilho aos olhos do menor, onde apenas aproximava os lábios aos dele. Hibari sentia os lábios serem tocados pelo maior, não sabia o que fazer , pois aquilo seria uma experiência nova para si, mesmo em tal momento tenso de sua noite, onde o medo fora substituído pela sensação de carinho que era emitido pelo seu amigo. Apenas fechava os olhos gradualmente onde se iniciava um beijo calmo. Dino sentia-se estranho, onde instintivamente pegava o menor pela cintura e o levava à mesa da sala, deixando-o sentado à mesma sem interromper por ao menos um segundo aquele beijo doce, encaixando-se ao menor, juntando os dois corpos como apenas um. Hibari levava as mãos aos ombros de seu amigo, repousando-as ao local, onde tentava parar seus lábios, sua língua, porem , não conseguia. Estava totalmente entregue ao maior. Sim, com muita força de vontade, o empurrava e se levantava,indo em direção ao quarto, levando consigo o Cavallone, onde o maior apenas abraçava Hibari por trás levando os lábios ao seu pescoço.O menor pegava mais um travesseiro ao armário e jogava a cama. Estava extremamente corado e arrepiado, sentando a mesma e apenas olhando para o maior. Dino por sua vez, deitava-se suavemente sobre o menor,colando seu corpo sobre o do menor, assim o beijando novamente aplicando grande intensidade , levando a mão direita ao rosto do menor acariciando ao local. Hibari interrompia os beijos novamente onde se deitava corretamente à cama, colocando a cabeça ao travesseiro. O menor não queria impedir nada do que o maior fora fazer ,apenas não estava familiarisado a siuação. O maior subia a cama e deitava ao lado de Hibari,onde acariciava o rosto ao dele,o menor apenas levava o rosto ao peioral do outro, apoiando-se ao local. Dino correspondia todo afeto do menor , envolvendo o braço ao corpo do pequeno, onde os dois caiam ao sono profundo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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