Apenas eu (frans)
1 Felicidade
Notas iniciais
ou a mais nova delas "As almas humanas H'C": https://fanfiction.com.br/historia/719224/As_almas_humanas_HC/
Obrigado por lerem e espero que gostem ~3~
Falavam-me que em uma história sempre tem o começo, meio e fim... heh... Acho que isso não se aplicava neste universo, pelo menos era o que eu pensava.
RESET, RESET, e mais RESET'S... Essa era a minha vida. Repetitiva, monótona, enjoativa... Irritante. Era sempre a mesma coisa, eu nunca saia do lugar.
Se dava um passo para frete conseguia recuar cinco, até chegar no mesmo ponto. Comecei pender a vontade de viver, de sentir esperança, "determinação" como aquelas pessoas me diziam quando menor.
Heh... Eles realmente estavam certos, na vida não podemos viver sozinhos, precisamos de "âncoras, mapas e bússolas" para navegar neste mar de sentimentos que chamamos de... Vida.
Hoje eu tenho todos meus acessórios para navegar sobre este mar. Meu maninho Papyrus era minha âncora; meu mapa são muitos, Undyne, Alphys, rei Asgore,Toriel entre outros amigos que adquirir ao passar dos anos; enquanto minha bússola... Ela demorou chegar... Ou... Eu tenha demorado a perceber, mas sabe... Valeu apena, muito apena. Uma bússola pequena, delicada e quebrada... heh ela sempre apontou para a mesma direção, digamos que está bússola seja bem DETERMINADA.
— Sans, já acordou! –e ai esta ela, a tal bússola.
Resolvi me virar para a voz sonolenta. — Pivete, sabe o que significa PRIVACIDADE?- a chamei pelo apelido só para provocá-la um pouco.
— Sabe o que significa "TRANCAR A PORTA DO BANHEIRO"? — fazia aspas com os dedos. Caminhou lentamente até mim, me depositando um beijo estalado em meu crânio me deixando um pouco corado — Bom dia!
-Heh, bom dia pivete! — respondi dando uma escova de dente roxa para mesma que aceito e começou sua higiene matinal.
Ficamos ali, escovando os dentes com os rostos ainda sonolentos, em seguida lavamos nossas faces e descemos para a cozinha onde começamos a fazer o café da manhã reforçado, era raro eu fazer o "café" com ela, normalmente ela é a última a acorda e quando acorda já está no horário do almoço. No começo eu e o Paps não achamos normal, já que a mesma ia dormi bem cedo a alguns anos, mas começamos a se acostumar com isso.
Terminamos o café quando meu mano desse a escada com seu pijama ainda.
— NHEY! ACREDITO QUE ESTOU AINDA NUM SONHO! — fala caçoando de nós.
— Em minha defesa, Frisk atrapalhou meu sono. — sorria para a menor que retrucou.
— Eu durmo na "garagem" que é no térreo, como eu poderia impedir seu sono? — sério, quando ela faz esse rostinho de deboche com uma mistura de curiosidade me deu vontade louca de abraça-la e aperta suas bochechas.
— Você ronca muito alto!
— Oia seu ... – Paps esperava com curiosidade o restante da frase e a mesma não ousaria termina-la naquele momento — é melhor irmos tomar café antes que esfrie! — pelo menos ela sabe disfarçar... Um pouco.
— ÓTIMA IDÉIA HUMANA!
O tempo sempre foi frio em snowdin, mas quando estávamos juntos, o clima parecia menos gélido.
Lembro-me como se fosse ontem quando ela venho morar com a gente.
(flashback On)
*TOC, TOC, TOC*
— SANS, PODERIA ABRIR A PORTA! — meu maninho gritava da cozinha.
— Ok! -me levantei do sofá e caminhei até a porta lentamente, quando abri fui beneficiado com Toriel a minha frente segurando Frisk pela mão. Frisk estava segurando uma pequena mochila em suas costas e em seus braços um ursinho de pelúcia que tinha dado há um tempo, logo depois que soube que Frisk era uma menina, foi um choque para mim naquele dia!
— Heeeeeeey Tori, e aí pivete. Entrem! -cumprimentei as dando passagem para entrar. -cadê o restante?
— Estão com Asgore! — em sua voz soava triste, mas resolvi não perguntar.
O tempo passou rápido e elas acabaram ficaram para almoçar, e depois ficamos conversarão enquanto Frisk sentada no chão da sala desenhava algumas coisas. Por mais que eu tentasse não me incomodar com a melancolia de Tori, minha paciência estava chegando ao fim. Aproveite que meu maninho e Frisk foram para cozinha pegar doces, resolvi então perguntar.
— Tori, o que você vem fazer aqui?
— *suspiro* Sans... Vocês poderiam cuidar de Frisk? — foi só para isso que ela venho aqui? Normalmente sempre cuidamos dela e do resto dos pivetes, mas... Alguma coisa estava errada neste assunto.
— Claro! Por quanto tempo?
— Bem... -está pausa não me parece boa. -Pelo resto da vida!
É o que? Como assim? Não, não, não, não! Cuidar do Papyrus já é difícil, agora da Frisk junto? Mal sei cuidar de mim! Como ela pensa que vou consegui cuidar de uma criança? Vou ter que recusar!
— Tori vou ter que recusar.
— Por favor!
— Porque insiste tanto?- ela sempre foi super protetora com suas "crias", qual será o motivo para isso.
— Fui eu que pedi! — está voz, era rara ouvi lá, mas já sabia de quem pertencia. -Por favor, me deixe ficar? Eu prometo que não irei fazer nada de errado!
— Frisk... E se o Papyrus não aceit...
-CLARO QUE EU ACEITO IRMÂO!-Desse jeito tu não ajuda paps.
Parece que não tem escapatória para mim. Não que eu não gostasse da criança, mas não acho que ela vivendo com dois homens adultos seja melhor do que com várias crianças e seus pais. A vida dela seria melhor com eles... Eu acho. E sem falar que eu acabei de levar um fora da mãe dela, e provavelmente a Toriel nós visitará por muito tempo. Não seria mais fácil me matar logo?!
— Tudo bem vocês venceram, você pode viver aqui Frisk! – os dois saíram correndo felizes pela casa.
Bem depois de um longo tempo discutindo com o Toriel sobre a criação da pequena e como faríamos para resolver os assuntos de suas "atividades", a mais velha foi embora com um olhar triste, mas aceitou a decisão de sua filha com carinho, lhe depositou um beijo estalado na criança, nos agradeceu e acenou com sua pata dando-nos tchau, seguindo seu caminho.
O tempo se passou e fui me acostumando com a pirralha em casa. Seus brinquedos eram poucos, mas em compensação seus cadernos de pintura era uma coleção deles. Quem mais se divertia com ela era Papyrus, ele sim tinha agora uma ótima companhia para tudo. Não irei mentir que ela também me dava atenção, contava histórias da superfície e até desenhava como que era por lá, e como plateia para minhas piadas ela sempre foi uma das melhores, sempre ria como se fosse as mais engraçadas.
Nossa casa aos poucos foi mudando aos poucos, a garagem ou "prisão" como meu mano o chamava, virou o quarto de Frisk. UM quarto bem simples era comum para uma menina... Digamos... Não da realeza. Era melhor assim heh. Afinal ela sempre preferiu coisas mais simples mesmo.
Os dias se passaram e as lembranças só aumentavam, finalmente tínhamos uma família louca, risonha e feliz que tínhamos antes. Por mais que ainda estávamos presos e voltamos para a estaca zero de almas, os monstros começaram a não se importa tanto assim com os problemas, as coisas estavam melhorando graças à família Dreemurr.
(flashback off)
Minha vida começou a fazer sentido novamente, parece que realmente "ela" estava certa, coisas boas vêm para quem espera e com determinação.
E algo me diz que está felicidade vai continuar por um longo tempo.
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Felicidade.
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