Apenas amigos?
6 Capitulo 6
Notas iniciais
Achei que Catherine não estivesse falando a verdade, mas quando me dei conta, o radiador de seu carro já estava a um centímetro de meu corpo, foi quando senti o impacto e cai imediatamente no chão, apagando logo em seguida:
— Ai meu Deus, o que foi que eu fiz? – Cath saiu correndo desesperada de seu veiculo. – Gil por favor, acorda... vamos, por favor.
Não só para a sua sorte, mais como para a minha também, Hank havia decido até o estacionamento, seu expediente já havia acabado então ele estava indo pegar seu carro:
— Hank, Hank, por favor, me ajude!
— O que aconteceu?
— Ele entrou na frente de meu carro e me desafiou.
— Um dia vocês dois vão acabar se matando! – Disse o ex-namorado de Sara. – Ele me parece que machucou o pulso, devemos levá-lo para o hospital.
— Ele vai ficar bem?
— Sim vai! -Assim que chegamos ao Desert Palm, fomos imediatamente atendidos a pedido de Hank.
Acordei com aqueles lindos olhos azuis a me fitarem. Cheguei a achar por um minuto que estava no paraíso. Ela então correu seus dedos por minha face, fazendo os pelos de meu braço ouriçarem. Então aqueles velhos pensamentos voltaram à tona, por que ela me tocava e me olhava com tanta compaixão, ou seria culpa?
— Oi...- Falou-me com um tom sutil. Quando olhei para minhas mãos, notei que estava com o pulso esquerdo enfaixado.
— Oi, o que ouve com meu pulso?
— É... Você machucou quando eu te atropelei. Por favor me desculpe, eu não queria machucar você, achei que sairia da frente de meu carro quando eu acelerasse.
— E eu achei que você iria frear no ultimo minuto. Lembre-me de nunca desafiar você após termos uma briga!
— Gil por favor me perdoe...
— Eu perdôo com uma única condição.
— Qual?
-Que você também me perdoe pelo ocorrido do bolo! – Ela ficou pensativa por alguns minutos.
— Se essa é a única maneira de você me perdoar, então eu também o desculparei.
— Certo, agora eu gostaria de explicar o motivo de ter lhe chamado de criminosa, que na verdade eu não chamei!
— Acho melhor não voltarmos a...
— Escute-me por favor. Não quero deixar maus entendidos entre nós.
— Está bem. – Contei tudo o que tinha acontecido, desde a ligação, o ocorrido do bolo e o envelope, mais claro sem deixar de omitir que o Sr. Anônimo sabia de minha queda por ela. Falei-lhe sobre o fato de que eu não esperava pelo bolo, pois havia andado muito ocupado que até esquecerá de meu aniversario.
— Sr. Grissom, você já pode ir para casa!- Anunciou a enfermeira.
— Ótimo. Vamos Cath, precisamos ajudar Nick e Greg com a cena do crime! – Troquei-me e fomos até o Playgraud. Nick estava retirando a areia do corpo da garota com um pincel, enquanto Greg peneirava a areia que estava ao redor do corpo.
— Oi, precisam de ajuda?
— Claro Catherine.
— Hum vejo que já fizeram as pazes não é? – Falou Greg com um sorriso irônico no rosto. Nick então deu uma cotovelada na cintura do garoto que logo se tocou.
— Pode me ajudar com a arreia Grissom?
— Sim – Então eu fiquei ajudando Greg com a peneiração e Catherine ficou ajudando Nick. A ruiva passava o pincel delicadamente sob a areia ao redor do corpo quando descobriu algo.
— A não, Grissom... -Greg e eu paramos o que estávamos fazendo e fomos até onde os dois estavam.
— Veja isto! – Falou-me mostrando algo debaixo do corpo da moça, me parecia à ponta de uma folha de papel, mas não poderíamos mexer até David retirar o corpo.
— Oi pessoal desculpem pelo atraso.
— Finalmente Super-Davi. – O trabalho de David não demorou muito tempo, quando ele retirou o corpo, nos deparamos com uma folha de papel dobrada. Então peguei-a e a abri, tivemos uma grande surpresa, era um desenho da cena do crime, mas desta vez, nós quatro estávamos nela. Era curioso como ele tinha feito aquilo, acertado os quatro que iriam para a cena do crime, quem ficaria com o corpo e quem ficaria com a areia. Até os mínimos detalhes ele fez questão de reproduzir, como o boné da criminalística que Nick estava a usar, só havia uma coisa que faltava no desenho, meu punho enfaixado, talvez ele não contasse com minha briga com a Cath.
Os crimes dele se sucederam por um mês, O Sr. Anônimo sempre nos enviava o envelope pardo com os desenhos e na cena do crime, sempre deixava debaixo das vitimas o desenho com todos que estariam na cena do crime, sem errar uma única vez. Era surpreendente o fato como ele sempre acertava quem estaria na cena do crime. O Sr. Anônimo nunca mais me ligou nem deixou bilhetes, mas sempre levava uma parte das vitimas como lembrança. A segunda vitima ficou apenas com a cabeça, braço, torso, mãos e pés. Já a terceira não possuía o torso. A quarta estava sem os braços, mas as mãos haviam sido deixadas com o restante do corpo. A quinta vitima perdeu as mãos. Ecklie estava ficando irritado com o laboratório, pois os crimes já estavam em seis e não tínhamos encontrado uma única pista sobre o assassino. Foi então que a onda crimes estagnou, o Sr. Anônimo parou de nos enviar envelopes e de nos dar vitimas.
Tudo estava tranqüilo, Warrick e Nick achavam que o ele tinha dado um tempo em seus crimes, pois já se passara dois meses que não tínhamos noticias dele até aquela noite de sexta feira. Catherine estava indo pegar seu carro na garagem para ir trabalhar quando alguém a atacou por trás.
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