Apenas amigos?
16 Capitulo 16
Notas iniciais
Minha querida ruiva ainda conseguiu acertar um soco no rosto de Sofia, e quando as coisas me parecerem que iriam ficar mais feias do que já estavam, me meti na frente das duas que pararam imediatamente:
-Já chega vocês duas. Catherine, você sabe que é uma infração gravíssima agredir um colega de trabalho, e o resultado para isso é uma suspensão! – Falei com o tom de voz meio alterado. Sofia abriu um sorriso provocador para Cath. – E Sofia, se envolver com um dos suspeitos do caso pode lhe causar expulsão. Não sei se sabem mas mesmo que não estamos em Las Vegas essa ilha ainda é nosso local de trabalho. E se as duas não quiserem que eu repasse hoje mesmo o ocorrido para Conrad, acho melhor fazerem as passes ou não dizerem uma ofensa se quer contra a outra me entenderam?
— Sim!
— Ótimo, hoje ampliaremos nossa investigação, Catherine descobriu que a enfermeira Connolly não estava em seu posto no dia de seu assassinato, pois ela deveria estar de folga aquela noite. Testemunhas indicam que Julia supostamente estava com seu amante!
— E quem é o amante?
— Geoffrey Hogan! – Sofia ficou impaciente. – Por isso iremos começar a processar o escritório do psiquiatra primeiro, e Sofia, por favor , tente ser profissional!
— Eu serei, não se preocupe. – Depois que terminamos o café da manhã sem darmos uma única palavra seguimos para o prédio central, onde ficava o escritório de Walker, Geoffrey e Anica.
— Dr. Hogan, poderia se retirar de seu escritório? Os investigadores precisam examiná-lo!
— Sofia amor, qual é? Não precisamos dessa formalidade toda não é? – Disse o psiquiatra passando a mão no rosto da loira, Sofia agarrou a mão do homem com força, posso jurar que ouvi soltar um pequeno gemido de dor.
— Cale a boca e retire-se do escritório, ou eu irei lhe retirar a força! – Falou torcendo o braço dele até as costas e o empurrando contra a parede. Mesmo com o rosto contra o concreto, Geoffrey conseguiu soltar um sorriso sardônico.
— Mas não precisam de um mandato para isso?
— Se tivesse olhado o mandato enviado pelo xerife a Walker, garanto que não estaria nesta situação amigo! – Falou Nick.
— O mandato inclui cada centímetro dessa ilha, seu idiota!
— Retire-o daqui Sofia! – Pedi. Sofia Agarrou o homem pelo jaleco branco e o atirou pra fora da sala.
— A vontade Senhores! – Falou ficando a posta na porta para que Geoffrey não ousasse entrar, o medico ergueu-se do chão, se recompôs ajeitando o jaleco e saiu andando.
Nick borrifou luminol por todo chão, colocamos nossos óculos e foi a vez de Catherine passar a luz negra pelo chão. O resultado foi um desastre, nem uma misera gota de sangue ou de sêmen. Cath continuou a percorrer cada centímetro do local com a luz, mas também não encontrou nada.
— Nossa vitima não foi morta aqui, Grissom.
— É tolice continuarmos a procurar algo nesse lugar, não há nada aqui!
— Certo, então passaremos para o quarto da enfermeira. – Seguimos pelo prédio até a Ala das enfermeiras, mas fomos barrados por uma medica de cabelos negros e olhos azuis.
— Ei, onde pensam que vão?
— Precisamos examinar o quarto da enfermeira Connoly Doutora.
— Sinto muito, mas ninguém entra na Ala das enfermeiras sem uma autorização por escrita de Anica!
— Doutora.. Buton somos investigadores forenses e precisamos entrar no quarto para examiná-lo e solucionarmos o caso! – Falou Nick.
— Sinto muito investigador... Stooks, mas vocês não iram passar por esta porta! – Falou ela ficando de braços cruzados diante da porta da Ala das enfermeiras.
— Quer apostar?- Perguntou Sofia partindo para cima da medica.
— Sofia, Sofia, não precisamos de violência, irei até o escritório de Anica pegar a autorização, enquanto isso fiquem aqui com ela! – Falei evitando outra briga. – Poderia me dizer onde fica o escritório Doutora Buton?
— Sim é só seguir em linha reta por este corredor, em seguida, vire a direta, continue andando mais um pouco e depois vire a esquerda.
— Obrigado! – Segui solitariamente pelo caminho ensinado pela medica, aproveitando para pensar no que eu perceberá desde que saímos do chalé, Catherine evitava a todo instante olhar para mim e só me dirigia a palavra quando era realmente necessário, será que eu fui tão duro com ela? Finalmente cheguei ao escritório de Anica.
— Olá Sr. Grissom, entre! – Falou calorosamente, quando adentrei o lugar, me deparei com Walker sentado em uma poltrona no canto mais escuro da sala, como um fantasma.
— Como vai Dr. Grissom?
— Vou muito bem obrigado Sr. O’Connell, e o senhor como está?
— Muito, mais muito bem! Falou se levantando da poltrona deixando um toque de ironia em sua frase. – Sente-se por favor e tome uma xícara de chá conosco!
— Não obrigado, vim apenas para pedir uma autorização de Srt.Halford para entrarmos na Ala das enfermeiras, já que a Dra. Buton não quer nos deixar entrar para examinar o quarto da enfermeira Connolly.
— Beatrice sempre causando problemas. Anica fará agora mesmo a autorização. – Walker seguiu até a porta do escritório e a fechou bruscamente, fazendo eu me assustar um pouco. – Falando em examinar, soube que vocês tiveram problemas com o Dr. Hogan.
— Sim tivemos, precisávamos examinar o escritório do Doutor, mas ele acabou se recusando, e nossa capitã teve de retirá-lo já que ele estava se negando a cumprir o mandato enviado para o senhor pelo xerife que nos permite examinar todos os lugares dessa ilha. – Algo muito estranho estava contido naquele homem, ele estava misterioso, era como se me interrogasse.
— Hum entendo, peço desculpas pelo ocorrido, mas me diga meu caro Dr. Grissom, por que resolveram examinar de imediato logo o escritório de Geoffrey? Poderia ser o meu, ou o de Anica não?
— Sim poderia, foi apenas uma escolha nossa, mas não se preocupe, iremos analisar o escritório de vocês dois também! Não iram se incomodar não é? – Menti para ele, eu não podia revelar nada sobre nossa investigação.
— Claro que não, não temos nada a esconder!
— Ótimo, agora eu preciso ir, poderia me dar à autorização Srt. Halford? – Anica me entregou o papel.
— Volte um dia antes da investigação de vocês terminarem para tomar um chá conosco Sr. Grissom! – Notei um tom irônico em sua fala.
— Claro, será um prazer! – Respondi. Ao me retirar da sala,tive a impressão de que os dois me observavam imóveis como dois abutres, mas para ter a certeza olhei para trás e os encontrei me fitando com um olhar ameaçador. Segui pelos corredores as pressas, mesmo assim sentia como se estivesse sendo observado por aluem em lugares secretos, mas estava sozinho até ouvir o barulho de passos me seguindo, uma mão puxou meu braço fazendo meu coração disparar.
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