Apenas Uma Tarde
1 Capítulo 1 - One Shot
Notas iniciais
Era uma tarde de quarta-feira, o vento sacudia levemente seus cabelos e afastavam as lágrimas de sua bochecha. Ela iria embora no dia seguinte, provavelmente nunca mais iria vê-lo, e, covardemente, nunca falara que o amava. Ouviu passos logo atrás e secou rapidamente suas lágrimas.
- Estava chorando? — Perguntou a voz docemente rouca que tanto amava.
- Sentirei saudades Matty...
Dito isso, Heater abraçou seu melhor amigo num ato impulsivo. Matt apenas prendeu seus braços em volta da cintura de sua amiga.
- Eu também, princesa...
Os dois se entreolharam, ambos queriam falar algo, porém nada disseram. Seguiram de mãos dadas até o edifício de Matt. Subiram rapidamente pelas escadas e entraram no apartamento.
Era um apartamento simples, porém tudo nele lembrava Matt. Sua guitarra em um canto lembrava a ousadia dele. A bagunça no sofá lembrava o cabelo moreno e ligeiramente desarrumado do garoto. Era um apartamento comum para um solteiro de 24 anos.
- Quer cerveja? — Ofereceu Matt.
- Pode ser...
Heater observou atentamente seu amigo. Seu corpo esguio e de porte atlético médio, sua barba ainda por fazer, a jaqueta de couro que parecia esconder algo, a blusa cinza, calça rasgada e o antigo colar de amizade que ela fizera a ele na segunda série. Ele a olhou com seus olhos incrivelmente verdes e sorriu. O sorriso mais lindo do mundo na opnião da garota. Se aproximou com seus passos felinos e puxou-a pela cintura, abraçando-a. Ela se afastou, olhou para seus lábios, o puxou pela nuca e o beijou. De início Matt parecia um tanto confuso com o urgente beijo que recebia, mas logo tratou de se recompor. E como se recompôs! Beijou-a na mesma intensidade, a colocando suavemente contra a parede. Ela levantou uma perna, de modo que Matt soubesse o que ela queria. Ele puxou sua outra perna para cima com facilidade. Suas mãos caminhavam de cima a baixo por aquelas coxas esguias enquanto distribuia beijos ao longo de seu pescoço. E então ela voltou a realidade.
Desvencilhou-se de seu amigo e correu para a sala de jantar. Confuso, ele a seguiu.
- Isso está errado, muito, muito errado, Matthew!
Ele tentou falar algo mas ela o interrompeu:
- Não podemos fazer isso, você é meu melhor amigo!
Quando parecia que ele poderia falar ela novamente o interrompeu:
- E eu vou embora amanh...
- EU TE AMO PORRA! — explodiu Matt, que puxou-a selvagemente pela cintura e jogou-a no sofá. — Eu te amo, não entendeu ainda? — Dito isso, ele a beijou ferozmente, roubando todo o seu ar. Ela entrelaçou novamente suas pernas na cintura dele, enquanto tirava sua blusa.
- Eu também... — sussurrou em meio a gemidos enquanto ele colocava suas mãos em seus seios fartos.
Livraram-se de todos os empecilhos, estavam apenas com suas roupas íntimas, exceto pelo sutiã da garota que se encontrava a meio metro de distância. Ele a pôs em seu colo e a levou para o quarto, jogou-a na cama e distribui beijos ferozmente ao longo de seu corpo. Chupou seus mamilos lentamente, arrancando suspiros e gemidos dela. Quando parecia que finalmente eles iriam "passarr de fase" ela o empurrou. Meio cambaleante fez ele deitar na cama. Passou a língua por seu pescoço. Ele soltou um gemido de aprovação. Animada ela se levantou e foi até seu guarda-roupa.
- O que diabos pensa que está fazendo? Volte aqui!
- Cale a boca e deixe comigo! — Retrucou ela — E continue deitado, idiota.
Voltou com uma gravata e um rolo de fita durex. Ele olhou-a assustado, mas logo sorriu quando viu a cara maliciosa que ela fazia. Deitou-se novamente. A garota deslizou pela cama até chegar em seu melhor amigo e com um movimento rápido prendeu suas mãos com a fita, e antes que ele pudesse perceber, seus olhos estavam vendados com a gravata. Ela se afastou, deixando o clima de mistério tomar conta do lugar. Quando ele ia falar algo, ela o estapeou.
- Quem manda aqui agora?
- Vo-você... — Respondeu ele com um sorrisinho malicioso.
- Então, eu exigo que você cale a boca.
Ele soltou uma risada gostosa. Ela riu junto. Mas logo a tensão sexual voltou ao lugar. Ela sentou-se em cima de seu membro que já estava rígido, e com movimento sensuais começou a rebolar em cima do mesmo. Ele suspirava pesadamente, enquanto ela passava as mãos por seu corpo. Saiu de cima dele e posicionou-se entre suas pernas. Passou a mão por sua cueca que a tal altura já estava cheia, digamos assim, e começou a acaricia-lo gentilmente, distribuindo beijos por sua barriga. Ela abaixou sua cueca e, que susto minha gente, quase foi acertada na bochecha por aquele membro enorme! Não enrolou muito, logo o abocanhou, distribuindo beijos, mordidinhas, e lambidas por toda sua extensão. Chupou sua glande com vontade enquanto ouvia os gemidos de seu amigo ficarem cada vez mais alto. Parou bruscamente. Saiu de entre suas pernas, tirou sua calcinha e sem rodeios sentou-se em cima da boca do rapaz. Ele nada fez como reprovação, apenas lambia com vontade o que ela lhe oferecia. Enfiava-lhe a língua, sugava, lambia, chupava... uma festa! Ela gemia alto enquanto ele acariciava seu clitóris com a ponta da língua. Sentiu seu corpo todo tremer enquanto chegava ao ápice. Ele apenas sugou todo o líquido, querendo mais. A garota, ainda insatisfeita, sem avisos, sentou-se com força em cima do membro do garoto, este que, urrou de prazer. E lá começou a cavalgada. A cama tremia, ela pulava, ele fazia o que podia com as mãos atadas: balançava seu quadril para cima e para baixo fazendo-a pular mais ainda. Até que os dois chegaram ao ápice juntos. Ela saiu de cima dele e voltou a lamber seu membro, que se animou novamente. Chupou-o com vontade até que sentiu uma nova explosão em sua boca. Engoliu-a. Ofegante, dessamarrou seu parceiro, e desvendou seu olhos. Se olharam por um tempo e sorriram. Ele a puxou para perto, a beijou e a aninhou em seus fortes braços. Assim dormiram naquela tarde.
Quando acordou, percebeu que era noite. E onde estava sua amiga encontrava-se um bilhete:
Matthew,
Obrigada pela nossa tarde. Levarei ela comigo por toda a minha vida. Como sabes, terei que viajar amanhã e lá me casarei. Sim. Daqui uma semana estarei casada. Sinto muito não ter lhe contado antes, mas achei melhor assim. Nunca se esqueça que eu te amo e sempre irei te amar, independente do que aconteça. Só peço que me perdoe.
Para sempre sua princesa,
Heater.
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