Apenas Uma Noite
3 Apenas Uma Noite
Notas iniciais
Contei tudo para Ártemis, inclusive sobre a declaração, mesmo que fosse arriscado. Mas Ártemis não pareceu surpresa, e sim compreender. Até que a idiota aqui falou algo que não devia.
– Enfim, depois daquilo eu pensei muito e percebi que... Eu gosto dele.
Ela começou a me fitar, o que me deixou um pouco nervosa.
– Você quer dizer gostar, do tipo melhor amigo né? — falou ela, franzindo a testa.
– Eh... Não exatamente.
– O que? — seu tom não se alterou, ela não estava irritada..? — O QUE??? — Falei cedo demais. Mas ainda sim, ela não falou mais nada por um tempo, mas olhou para o lado como se lá estivesse a coisa mais terrível de seus pesadelos. — Eu deveria...? Será que... posso fazer isso? — murmurou ela, e resolvi deixá-la pensar. Mesmo que eu estava curiosa sobre o que era, se eu falasse apenas uma palavra poderia estragar tudo. — Tudo bem, Thalia. Você sabe que é como uma filha para mim. Perder você nas Caçadoras não seria nada fácil, nem para mim nem para elas. Então, vou te dar direito à algo.
Apenas olhei para ela como se dissesse: "fala logo o que é!" porque estava com medo de que se dissesse algo poderia mudar sua opinião.
– Tudo bem. Te darei apenas uma noite, para você falar com Nico DiAngelo e ficar com ele. — falou ela com uma cara de: "não faça nada que não está nos meus planos, por favor. POR FAVOR."
– Sério?! — sorri — muito obrigada, Ártemis!
Fiquei pensando se ela quis dizer hoje ou amanhã. Mas realmente, se eu falasse alguma coisa, ela com certeza perceberia o que estava fazendo me dando essa chance e mudaria de ideia. Então considerei como amanhã mesmo. Achei que não tivesse diferença se eu falasse com ele de manhã ou a noite, então fui falar com ele de manhã .
– Nico! — falei e ele arregalou um pouco os olhos. Devia ser porque estava animada demais, e geralmente sou fria.
– O que foi que aconteceu para você estar tão animada? Expliquei tudo o que aconteceu para ele, tentando soar um pouco menos animada para não estragar a minha imagem.
Ele olhou para mim e virou levemente a cabeça de lado, provavelmente tentando deduzir se eu estava zoando com a cara dele.
– Sério? A Ártemis, Ártemis fez isso? — ele deu ênfase em "Ártemis" quando disse isso pela segunda vez e ergueu uma das sombrancelhas.
– Sim, meio inacreditável não é?
– É, muito. Mas o que estamos fazendo aqui? Vamos aproveitar! — foi uma das primeiras vezes que vi um sorriso no rosto de Nico.
Aproveitamos muito aquele dia, fazendo tudo o que queríamos. Um tempo se passou desde então, e eu, inicialmente achava que era coisa da minha cabeça. Mas depois comecei a perceber que uma coisa muito, muito ruim, que não podia acontecer de jeito nenhum havia acontecido, e era uma coisa que eu não poderia esconder por muito mais tempo.
Será que eu deveria contar à Ártemis? De jeito nenhum, certamente resultaria em minha saída das Caçadoras. Mas uma hora ela irá descobrir, sem dúvida. E essa hora, será a hora de minha morte.
Fale com o autor